A LOUCURA DA CRUZ
Ricardo
André
“Pois a mensagem da
cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo
salvos, é o poder de Deus. Nós, porém, pregamos a Cristo
crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os
gentios” (1 Coríntios 1:18, 23, NVI).
O 1º capítulo de 1
Coríntios é uma das grandes passagens das Sagradas Escrituras. Ali encontramos
um vívido contraste incontornável entre a mensagem da cruz, cuja fonte é Deus,
e a sabedoria originária da mente humana. Entre os dois estende-se um grande
abismo, tanto no tempo de Paulo como em nosso. Nesse capítulo o apóstolo Paulo
atinge a raiz das divisões entre os coríntios ao mostrar que tinham uma noção
equivocada da sabedoria, e aponta a fonte da verdadeira sabedoria.
A igreja de Corinto estava
sendo influenciada negativamente pela sabedoria e filosofia gregas, levando a
divisões e distorções na compreensão do Evangelho de Jesus Cristo. Essas
pessoas estavam interessadas em discursos eloquentes que traziam ensaios
filosóficos e expressavam palavras persuasivas de sabedoria humana. Mas quem
agia assim estava completamente errado; estava muito distante da mensagem da
cruz, que sob esse aspecto, era pura loucura.
No versículo 26, Paulo
mostra que a igreja em Corinto era formada de pessoas simples do povo. Não
existiam ali muitas pessoas de famílias importantes, ou intelectuais. Tais
palavras não eram para ofendê-los, mas para mostrar a eles que a glória da
nossa salvação está em Deus e não nos homens, e que ao invés de ficarem
divididos e brigando entre si, deveriam posicionar-se como instrumentos de Deus
para salvação de outros. Eles eram as coisas loucas e fracas deste mundo, que
Deus havia escolhido para destruir as coisas sábias e fortes, para mostrar que
a salvação não é pela sabedoria humana, mas pelo poder de Deus em Cristo Jesus.
Após mostrar que a
igreja do Senhor não foi criada para se dividir, Paulo agora vai mostrar aos
crentes o teor da mensagem que ele oferecia à Igreja. Era uma mensagem que o
mundo acharia LOUCA. Ele afirmou que o mundo natural, ou seja, o homem que não
nasceu de novo ou que não se converteu sempre vai pensar que a mensagem do
evangelho: É UMA LOUCURA. Para mostrar isso ele diz: “Pois a mensagem da cruz é
loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é
o poder de Deus. Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é
escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1 Coríntios 1:18, 23,
NVI).
Paulo claramente revela
que a mensagem da cruz causa dois tipos de reação nos homens: há os que se
perdem ao desprezá-la e enxergá-la como loucura; e há os que são salvos ao
enxergá-la como sabedoria e poder de Deus para a salvação.
Por que a mensagem da
cruz era um escândalo para os judeus e loucura para os gentios? Nos dias
contemporâneos de Cristo e mesmo depois, a cruz era evidentemente a pena mais
ignominiosa e que inspirava maior angústia, como entre nós era a forca em
outros tempos (Hb 12:2). Ser condenado à cruz era incorrer no escárnio e na
maior desonra pública. Usada pelos povos antigos, a cruz era um instrumento
desenhado para causar a morte mais dolorosa, lenta, cruel e vergonhosa
possível. Os sofrimentos eram tão terríveis que não é possível termos hoje uma
ideia real. Normalmente, os condenados eram pendurados sem roupa sobre a cruz,
expostos à mais degradante humilhação. Os cravos geravam uma dor extrema, ao
esgarçar tecidos sensíveis. Bastava uma suave brisa, a luz solar ou qualquer
movimento para causar “dores queimantes, contínuas e lancinantes”. A cruz,
enfim, era considerada um instrumento de vergonha e tortura infernal desde o
século 6 a. C. Entre os romanos, era uma punição comum para os inimigos do
império e para os cidadãos traidores.
Era reservada apenas
aos piores criminosos. Para Cícero, orador romano que viveu entre 106 e 43
a.C., crucificar um cidadão romano “é crime, chicoteá-lo é abominação […],
crucificá-lo é – o quê? Não há palavras que possam descrever ato tão horrível”
(Against Verres, II. V. 64, parágrafo 165, citado por John Stott, A Cruz de Cristo, 1991, p. 18).
Era olhada com um
sentimento de repulsa e horror. Na mentalidade bíblica, se alguém morria pendurado
em um madeiro, era por ser um maldito de Deus. Os réus de morte pendurados no
madeiro não deveriam permanecer suspensos até o pôr do sol, pois mantê-los
contaminaria a terra (Dt 21:22, 23). “Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3:13; ver 2Co 5:21). Na
cruz Jesus não sofreu pelas maldições, foi feito maldição. Não morreu como
pecador, mas como pecado. Exatamente por isso que para os judeus a realidade da
morte de Cristo numa cruz como meio de salvação era um escândalo.
Dizer que Deus oferece
salvação através da cruz de Cristo, e não através da linguagem de sabedoria, é
loucura. Os judeus exigiam sinais de legitimação por parte de Deus. Os gregos
buscavam, por meio da razão humana, a sabedoria. A essas tentativas de se obter
o conhecimento de Deus de maneira segura, Paulo contrapõe a pregação de Cristo
como o crucificado, o que para os judeus é um escândalo, uma vergonha,
expressão da maldição de Deus; e para os gregos, um absurdo.
Corinto era uma cidade
formada pela mistura de romanos, gregos e orientais (judeus). Os gregos, principalmente, gostavam da
busca pela sabedoria. Eles desenvolveram uma grande paixão pelos estudos e eram
considerados sábios e intelectuais. Essa busca pela cultura, pelos livros,
pelas comprovações científicas, fazia com que ouvissem o evangelho e o considerasse
algo “louco”, sem um sentido real que pudesse ser aplicado à vida. Se
fossem brasileiros diriam que a crucificação era “conversa para boi dormir”. No
entanto, Paulo afirma que Deus fez tudo isso de propósito. Ele preferiu fazer
do modo diferente do esperado por Judeus e gentios. A salvação não aconteceria
em função de sinais ou milagres, nem seria alcançada pela busca intelectual do
conhecimento. A salvação seria resultado de uma ação prática – Cristo
crucificado. A morte de Jesus que pagou toda a divina humana do pecado e sua
ressurreição que nos garante a entrada numa vida de comunhão eterna com Deus no
céu. Isso era loucura para os gentios.
“A “palavra da cruz” é
a mensagem da salvação por meio da fé no Senhor crucificado. Tal mensagem
parecia o cúmulo da loucura para os gregos e para os judeus inclinados ao
ritualismo” (Comentário Bíblico
Adventista, v. 6, p. 733). Como poderia uma pessoa de mente sadia adorar
como Deus um homem morto, justamente condenado como criminoso e submetido à
forma mais humilhante de execução? Os cristãos poderiam ter escolhido a pomba,
que foi o formato do Espírito Santo quando desceu do céu no batismo de Jesus,
como símbolo do cristianismo, o cálice onde Jesus tomou a última ceia com seus
discípulos, a estrela que brilhou ao nascer Jesus, a manjedoura onde o bebê foi
posto, o tumulo vazio, um peixe ou mesmo o pão, elementos presentes na grande
multiplicação. Mas resolveram escolher a cruz, escândalo para os judeus e
loucura para os gentios.
Dizer que a mensagem da
cruz é loucura significa que aos olhos dos sábios deste mundo a proclamação do
Cristo crucificado não faz qualquer sentido. Loucura no sentido de que isso é
um total contrassenso, contraria todas as aparências. Parece tolice. Como
alguém que foi castigado e morto da forma mais cruel e humilhante diante os
homens, pode ser Senhor e Salvador de alguém? Sim, parece que não há nada de
racional e muito menos sábio nisso. Sob os conceitos filosóficos humanos, essa
ideia de fato é loucura.
I
– A MENSAGEM DA CRUZ CONTINUA SENDO LOUCURA NA ATUALIDADE
Mas porque os judeus e
os gregos não podiam aceitar tudo facilmente? A resposta era que eles como
pecadores, não reconheciam seus pecados, mas Cristo na cruz deixava seus
pecados expostos. Por isso eles tendem mais a rejeitá-lo do que a crer nele e
obedecê-lo. Fato este que se repete em nossa sociedade e em nosso tempo.
Por
que a Cruz é um escândalo?
1) Porque revela que
somos pecadores por causa do sangue de Cristo.
A mensagem da cruz não
é aprazível ao paladar humano. A mensagem da cruz não é uma palavra de
autoajuda, ao contrário, quando a mensagem da cruz é pregada de forma plena ela
é motivo de ofensa. Sim! A mensagem da cruz ofende o pecador! Ela expõe a
miséria do homem, sua pecaminosidade e sua total incapacidade de salvar-se a si
mesmo. Ela escandaliza alguns, e não faz sentido a outros (1 Coríntios 1:22).
A Cruz exclui
totalmente qualquer coisa que você possa fazer para encontrar salvação. Somente
Deus podia tornar a cruz de Cristo a rota para a vida. Se a salvação dependesse
de qualquer coisa que pudéssemos fazer, o Filho de Deus, ao assumir a
humanidade, vivendo como homem uma vida de perfeita obediência ao Pai, e então
indo para a cruz, onde enfrentaria a ira divina contra o pecado, onde todos os
pecados do mundo cairiam sobre Ele, onde Ele se tornaria pecado por nós, onde
seria julgado e condenado em nosso lugar, onde morreria como substituto de todo
o mundo – tudo isso ainda não seria suficiente? A simples ideia de comprar a
nossa salvação por nossas obras, esforço debilita automaticamente em nossa
mente tudo o que Deus realizou por nós. O que mais qualquer um de nós – isto é,
qualquer pecador – pode fazer para completar o que foi feito por nós na cruz?
É loucura e confusão
tentar acrescentar algo ao plano completo e perfeito de Deus com nossas ações
meritórias, como se pudéssemos abater qualquer parte da nossa dívida moral como
transgressores. Não temos qualquer justiça pela qual possamos gerar obras
aceitáveis, muito menos compensar ou expiar nossa natureza decaída e nossas más
ações. (Is 64:6). A tentativa de acumular justiça, mesmo que seja
indiretamente, através dos méritos da criatura, é uma profanação e depreciação
do sacrifício expiatório de Cristo. É demonstração de menosprezo pelo custo
elevado da nossa salvação e pela natureza humanamente incurável do pecado.
O apóstolo Paulo
afirma: “Pois é pela graça que sóis salvos, por meio da fé – e isto não vem de
vós é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie”. Ef 2:8 e 9. Por
isso ele disse aos gálatas: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na
cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. A glória do cristão não está nas obras,
porque elas nunca serão suficientes para nos salvar, a nossa glória está na
cruz.
Talvez não entendamos
quão vil é realmente o pecado. A dívida do mundo para com Deus por causa do
pecado era tão grande que só o próprio Deus poderia pagá-la. “Só na cruz
podemos ver como o pecado realmente é terrível, porque foi necessário algo tão
extremo, tão incrível como a cruz para expiá-lo. [...] Assim, nada revelou
tanto o horror e a gravidade do pecado como a cruz, onde Deus, “em Cristo”,
sofreu as consequências mais graves do pecado a fim de não termos que sofrê-las
por nós mesmos” (Lição da Escola
Sabatina, 1º Trimestre 2005, ed. do Professor, p. 102).
Ellen G. White
escreveu: “O imaculado Filho de Deus pendia da cruz, a carne lacerada pelos
açoites; aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar, pregadas ao lenho;
aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia
cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lábios entreabertos para
deixar escapar um grito de dor. E tudo quanto sofreu — as gotas de sangue a Lhe
correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo, e a
indizível angústia que lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai —
tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por ti que o Filho de
Deus consente em carregar esse fardo de culpa; por ti Ele destrói o domínio da
morte, e abre as portas do Paraíso” (O
Desejado de todas as Nações, p. 755, 756).
Portanto, a nossa
salvação dependia totalmente da vinda do Salvador à Terra, para morrer na cruz
do Calvário e tirar-nos do lamaçal de pecado onde estávamos mergulhados. Isso é
o que significa “loucura” para os homens “naturais” (2 Co 2:14).
2) A cruz é uma ofensa
para o mundo porque é o poder de Deus para a reconciliação da humanidade com
Deus.
O apóstolo Paulo diz
aos coríntios que Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos
deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava
reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e
nos confiou a mensagem da reconciliação” (2 Coríntios 5:18, 19, NVI).
Aos cristãos romanos
escreveu: “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele
mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados,
seremos salvos por sua vida!” (Romanos 5:10, NVI). Ele revela aos efésios que
formos reconciliados “em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz (Ef
2:16). Portanto, a plenitude desta mensagem de que, através da morte de Jesus,
Deus tornou possível o perdão do pecado e “reconciliou consigo o mundo” (2 Co
5:19), está absolutamente além da compreensão humana. Era por isso que os
judeus consideravam a cruz um escândalo, e os gentios a considerava loucura (1
Co 1:23).
Ainda hoje a cruz
continua sendo considerada loucura. A lógica humana não a pode explicar. A
razão não a pode compreender. A ciência não a pode demonstrar. Podem as três
unir-se em zombaria: “Como a morte de um homem na cruz pode obter perdão e
produzir reconciliação?” Esta pergunta formulada milhares de vezes, é parte do
plano de Satanás para confundir o assunto. É importante que se diga que não
estamos falando aqui de um mero homem. Estamos falando de Deus, que
“esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até
à morte, e morte de cruz!” (Filipenses 2:7,8, NVI).
A cruz de Cristo é o
instrumento de Deus para tratar o problema do pecado e efetuar a reconciliação
de um mundo arruinado pela rebelião contra Deus. “Como Jesus crucificado com os
ladrões, foi posto "no meio", assim foi Sua cruz colocada no meio de
um mundo a perecer no pecado” (O
Desejado de Todas as Nações, p. 751).
Assim como Deus está
além da compreensão humana, também se encontram Seus caminhos de criação e
redenção. Jesus morrendo por nós é o cerne da mensagem cristã, é o meio de
reconciliação usado por Deus. Não há outro caminho. O caminho é estreito. O
caminho da cruz é um só. Cristo foi positivo. Ele usa as coisas loucas deste
mundo para convencer os sábios.
A escritora cristã
Ellen G. White escreveu: “[...] Contemplem-no pendurado na cruz durante aquelas
horríveis horas de agonia, a ponto de os anjos velarem o rosto para ocultá-lo
da horrorosa cena, e o Sol esconder sua luz, recusando-se a contemplá-la.
Pensem nessas coisas, e então perguntem: É o caminho demasiado estreito? Não,
não” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 82).
II
– PARA OS CRISTÃOS A CRUZ É O PODER DE DEUS
Se por um lado para
muitos a mensagem da cruz é loucura, por outro lado para alguns a mensagem da
cruz é poder e sabedoria de Deus. Para os salvos, a mensagem da cruz é
sabedoria poderosa; é incomparável a qualquer filosofia produzida pela sabedoria
humana. “Esse poder é demonstrado pela transformação do caráter que ocorre
quando o pecador aceita a graça. O evangelho é muito mais que uma declaração de
doutrina ou um relato do que Jesus fez pela humanidade quando morreu na cruz. É
o poder de Deus atuando no coração e na vida do pecador crente arrependido,
fazendo dele uma nova criatura (Rm 1:16; 2 Co 5:17)” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 733).
Por
que a Cruz é o Poder de Deus?
1) A cruz põe fim a
velha vida (Gl 2:20)
O apóstolo Paulo, é um
clássico exemplo da manifestação do poder de Deus. Ele era um adversário da
igreja no seu início. Mas, foi alcançado, quando vagava perdido em sua
sabedoria apreendida aos pés de Gamaliel, pelo Cristo crucificado. Aquele que
perseguia aos seguidores da cruz, passou a ser perseguido por seu amor a
mensagem da Cruz. A vida antiga dele tinha como centro o eu, como se dá com
todos os descrentes (“os que se perdem”). Todos os seus planos, todas as suas
esperanças, todos os seus motivos se ligavam com a sua própria pessoa.
Mas essa vida findou, e
de uma maneira notável. Ele diz: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou
eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a
pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20,
NVI). E nós, hoje, também temos o mesmo privilégio de contemplar o fim judicial
de toda a nossa vida pecaminosa na cruz de Cristo. Quando isso acontece? Quando
nos movimentamos em direção a Deus, e entregamo-nos incondicionalmente a Ele.
2) A cruz marca o
início de uma nova vida
Quando nós vamos a
Jesus, Ele nos aceita como somos, perdoa nossos pecados, nos declara justo e
transforma nossa vida, implantando dentro de nós Sua natureza (Rm 3:23-25; 1 Co
5:17). A partir desse momento começa a nossa experiência de vida com Ele. Paulo
escreveu essa experiência de maneira extraordinária: “[...] Já não sou eu quem
vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no
filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20, NVI).
Caro amigo leitor,
existe algo maravilhoso por trás de tudo isto. Jesus não quer viver apenas ao
nosso lado como o fez com Seus discípulos. Ele quer habitar em nós, através do
Seu Espírito Santo.
Quando Cristo vive em nós
através do Espírito Santo, Ele santifica nossa vontade pecaminosa. Longe de
Jesus a nossa vontade não passa de uma pobre vontade pecaminosa que nunca
poderá enfrentar a tentação com sucesso. O máximo que conseguirá será vitórias
ocas, aparência externa e nada mais.
Você quer conseguir
vitórias autênticas? Então só tem um caminho. Correr aos braços de Cristo,
permanecer Nele, permitir que Ele habite em você através de Seu Espírito Santo
e santifique sua vontade. Sua vontade santificada pela presença do Espírito
Santo é onipotente. Você será vitorioso. Não por causa de sua força de vontade,
mas por causa de sua comunhão permanente com Jesus que crucifica sua vontade.
Por isso Paulo diz: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
Somente fracassam na
vida aqueles que perdem o contato com a fonte da vida. Quem se estriba na fé
(na linguagem da cruz) tem ao seu dispor a luz infinita, a energia inesgotável,
a alegria de viver, feliz para sempre.
Ilustração:
George
Bennard era natural da cidade de Youngs Town, no Estado de Ohio, Estados
Unidos. Perdeu o seu pai antes dos 16 anos de idade e logo depois entregou sua
vida a Jesus. Trabalhou como um dos oficiais no Exército da Salvação e mais
tarde entrou no ministério da Igreja Episcopal Metodista. Por muitos anos
dedicou a sua vida ao evangelismo e a reavivamentos espirituais. E foi ao
voltar de uma dessas reuniões em 1913, que ele escreveu um dos mais famosos e
populares hinos do cristianismo: “Rude Lenho se Ergueu”.
Ele contou como
escreveu o hino: “Recebi a inspiração um dia em 1913, quando me encontrava na
cidade de Albion, Michigan. Comecei a escrever “A Velha e Rude Cruz”. Compus a
melodia primeiro. A primeira letra que escrevi foi imperfeita. As palavras
finais do hino foram colocadas no meu coração como uma respostas às minhas
próprias necessidades”.
No dia 9 de outubro de
1958, com 85 anos de idade, Bennard trocou “sua cruz por uma coroa”. Perto de
sua casa, na cidade de Reed City, em Michigan, está erguida uma enorme cruz de
3,5 metros de altura com as seguintes palavras: “‘Rude Lenho se Ergueu’, casa
de George Bennard, compositor deste hino maravilhoso”. “Sim, eu amo esta mui
rude cruz, té morrer eu a vou proclamar; té na glória, das mãos de Jesus, a
coroa da vida ganhar”.
Disse alguém: “O que
prendeu Jesus à cruz? Não foram os cravos, mas Seu maravilhoso amor por mim que
conservaram Jesus na cruz do Calvário; que poderia tê-lo prendido lá para todos
os meus pecados e vergonha suportar? Não foram os cravos, mas Seu maravilhoso
amor por mim” (W. B. Knight, 3.000
Ilustrações, p. 213).
Queridos irmãos e irmãs,
não podemos ficar indiferentes diante de tão imenso amor por nós. Não podemos
pensar que esse sacrifício tão poderoso não possa cobrir nossos pecados, por
piores que sejam. Precisamos lançar nossa fé no Homem que foi pendurado sobre o
madeiro, o Cristo crucificado, e receber Dele vida e salvação. Seu sangue é
capaz de perdoar pecados, transformar o caráter, renovar a família, nos tornar
pessoas melhores e mais felizes. Por meio de Sua graça, podemos encontrar um
novo motivo para existir!
Quando contemplamos
Jesus morrendo na cruz por nós, passamos a amá-Lo e nossa vida nunca mais é a
mesma. Ele nos dá uma alegria que nada poderá arrebatar. Portanto orgulhe-se
sobre, exalte sobre, glorie-se na cruz de Cristo. Não quer você depor a sua
velha vida de pecado aos pés da cruz, nossa única esperança, permitindo que o
poder desta cruz transforme o seu viver? Para mim e para você a cruz de Cristo,
deve ser símbolo de vitória e de alegria.
Querido amigo, não quer
você depor a sua velha vida pecaminosa aos pés de Cristo, permitindo que o
poder desta cruz transforme o seu viver?
Para mim e para você a
cruz de Cristo, deve ser um símbolo de alegria e vitória. Jesus morreu numa
cruz de forma humilhante sim, mas ao terceiro dia Ele ressuscitou, e hoje está
no santuário celestial, como nosso Sumo Sacerdote intercedendo por nós, e todos
quanto O aceitarem tem a vida eterna (Hb 8:1, 2; 7:25; Jo 3:16). Ele é a única
ponte para chegar a Deus. Aproveite esse caminho enquanto está aberto. Um dia a
porta se fechará e será tarde para quem rejeita a Jesus Cristo. Então te
convido a receber Jesus Cristo como Salvador.
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