NAUFRÁGIOS NA FÉ: COMO EVITÁ-LOS?
Ricardo
André
Texto
bíblico: “Conservando
a fé e a boa consciência, que alguns colocaram de lado e naufragaram na fé. E
entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que
aprendam a não blasfemar” (1 Timóteo
1:19, 20, BKJ Fiel 1611).
INTRODUÇÃO:
Queremos nessa mensagem
refletir sobre a importância de mantermos nossa fé e uma boa consciência. O
apóstolo Paulo, ao escrever a Timóteo, nos dá uma orientação poderosa e nos
alerta sobre os perigos de não preservar esses valores essenciais em nossa
caminhada cristã.
Quando o apóstolo Paulo
escreveu sua primeira Epístola a Timóteo, os naufrágios de embarcações eram
muito comuns. O Novo Testamento registra pelo menos quatro experiências de
Paulo com naufrágios (2 Co 11:25 e Atos 27). O quarto naufrágio sofrido por
Paulo, conforme Atos 27, ocorreu quando ele era levado preso para ser julgado
em Roma. No barco que afundou, havia além de cargas, 276 pessoas! (At 27:37). Porém,
o pior tipo de naufrágio é o “naufrágio na fé”. Paulo menciona dois indivíduos
específicos, Himeneu e Alexandre, que naufragaram na fé, ou seja abandonaram a
fé e defendiam ideias espúrias contrárias as Sagradas Escrituras, causando
agitação na igreja de Éfeso. Quem eram Himeneu e Alexandre? Há poucas informações
a respeito desses dois homens na Bíblia. O que se sabe é que ambos eram membros
da igreja em Éfeso, e que rejeitaram uma boa consciência e como resultado
disso, eles naufragaram na fé (v. 19), ou seja abandonaram a Cristo e as
verdades do evangelho. Himeneu é citado mais adiante como um
dos que “se desviaram da verdade", pois pregava que a ressurreição já
havia ocorrido (2Tm 2.17-18). “Provavelmente, o mestre de doutrinas falsas” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p.
299). Já Alexandre era um empresário crente que trabalhava com bronze, ele
era rebelde e havia criado muitos problemas, não aceitava conselhos nem
admoestações do apóstolo Paulo: “Alexandre, o caldeireiro, me fez muito mal; o
Senhor lhe recompense segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque
ele resistiu muito às nossas palavras. (2 Tm, 4:14,15).
Paulo utiliza a
metáfora de um naufrágio para descrever a queda espiritual daqueles que
rejeitam a fé e a boa consciência. Assim como um naufrágio é uma destruição
total de uma embarcação, a perda da fé pode levar a uma ruína espiritual
completa.
Com poucas palavras,
mas incisivas, o apóstolo descreve o destino desses dois homens, dizendo: “os
quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”. Confesso
que quando li o versículo 20, a declaração “os quais entreguei a Satanás” foi
chocante. E fui pressionado a procurar o significado dessa ideia. O que
significa ser entregue a Satanás? É uma frase aterrorizante: entregue a
Satanás. É incrível pensar que alguém seria entregue ao próprio diabo. De
acordo com o Comentário Bíblico
Adventista, “essa expressão se refere à remoção da igreja e era a última
medida de disciplina que a comunidade da igreja poderia aplicar a um membro
ofensor. Como o transgressor havia rejeitado um ou mais dos fundamentos da fé
cristã, por seus próprios atos ele se havia separado do espírito e do corpo da
igreja. Neste mundo só existem dois reinos espirituais, o de Deus e o de
Satanás. A pessoa que renuncia a servir ao reino de Deus, automaticamente se
coloca a serviço do reino de Satanás. A igreja não faz essa transferência,
apenas ratifica a escolha feita pelo pecador” (v. 7, p. 299).
Que triste capítulo na
história de pessoas que poderiam ter experimentado os Planos de Deus.
I
– O NAUFRÁGIO DE DUDLEY M. CANRIGHT
Ao longo da história da
Igreja de Deus, centenas de pessoas tragicamente foram engolfados pelas ondas violentas
do mar da incredulidade. Perderam a confiança na genuinidade do adventismo,
apartaram-se dos caminhos de Deus e naufragaram em sua experiência cristã,
tornando-se, inclusive, inimigos da igreja. Entre esses encontramos Dudley M.
Canright (1840-1919).
D. M. Canright
tornou-se adventista do sétimo dia em 1859, depois de ter ouvido a pregação do
pastor Tiago White no estado de Nova Yorque. Em 1961, “já se havia iniciado na
obra ministerial com notável entusiasmo e evidente êxito. [...] Seus talentos
naturais e o afã de exercer um ministério proficiente, projetaram-no como um
dos mais respeitados pregadores no círculo ministerial adventista em seus dias”
(Enoch de Oliveira, A Mão de Deus ao
Leme [Tatuí, SP: CPB 1988], p. 181).
Caringht “foi um
trabalhador incansável, um escritor prolífico e talvez o evangelista mais
bem-sucedido da denominação no auge do seu ministério. Faltava-lhe,
porém, estabilidade emocional. Em pelo menos quatro ou cinco ocasiões, durante
as décadas de 1870 e 1880, ele abandonou o pastorado; algumas vezes, deixou de
observar o sábado, sendo necessária a intervenção de Tiago White e George
Butler para ajudá-lo” (Enciclopédia
Ellen G. White [Tatuí, SP: CPB 2018], p. 369).
Em 1871, Ellen G. White
recebeu uma visão do Senhor, contendo uma mensagem dirigida a Caringht e sua
esposa Lucrécia, denunciando algumas de suas falhas de caráter. Mas, Ellen
White somente apresentou-lhe a mensagem por meio de uma carta, dois anos
depois, em 1873, quando os dois casais estavam juntos em um período de repouso
num sítio em uma região montanhosa. (Idem,
p. 182).
Ellen White intitulou a
carta de “A um Jovem Pastor e Esposa”. Num trecho ela afirma: “Na visão que me
foi dada, [...] foi-me mostrada sua vida passada. Vi que desde criança tem sido
autoconfiante, teimoso e obstinado e tem seguido a própria vontade. [...] Você
aceitou a verdade de Deus e a amou, e ela fez muito por você, mas não realizou
toda a transformação necessária para o aperfeiçoamento de um caráter cristão” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 304,
305).
Essas e outras
observações mencionadas na carta, foram consideradas por Caringht
demasiadamente severas e ofensivas. Por conta disso, desenvolveu e guardou
ressentimentos contra Ellen White. Ele nunca aceitou bem ser repreendido. Depois
desse episódio, viveu vários períodos de vacilações em sua carreira cristã.
Em 15 de outubro de
1880, Ellen White escreveu uma nova carta para Caringht, com o título “Apelo A
D. M. Caringht”. Com palavras duras e sem rodeios, ela o censurou, dizendo: “Sempre
tivestes o desejo de poder, da popularidade, e isto é uma das razões de vossa
presente situação. [...] Quisestes ser muita coisa, e fizestes uma ostentação e
um ruído no mundo, e em resultado disso, vosso sol certamente se porá em
obscuridade” (Mensagens Escolhidas
[Tatuí, SP: CPB 1986], v. 2, p. 163).
Em janeiro de 1887,
decidiu abandonar a Igreja Adventista e se tornou membro da Igreja Batista.
“No
período em que foi realizada a Assembleia Geral de 1888, Canright estava
escrevendo seu livro “Seventh-Day Adventism Renounced” (Adventismo do Sétimo
Dia Renunciado), no qual apresentava Ellen White como falsa profetisa, bem como
empregando argumentos falaciosos tentou demonstrar que as crenças adventista
eram falsas. Ele lutaria contra Ellen White e a IASD pelo restante da vida.
Por
mais estranho que possa parecer, ele compareceu ao funeral dela. De acordo com
o irmão dele, Dudley ficou 'em pé ao lado do esquife da Sra. White, com uma mão
apoiada no braço do irmão e a outra no caixão. Com lágrimas nos olhos, disse:
'Morreu uma nobre cristã' (Enciclopédia
Ellen G. White, p. 370).
“Sua ex-secretária,
entretanto, em um livro escrito 50 anos após sua morte, descreve-o vivendo
intermitentes períodos de angústia e aflição, quando então, perplexo, repetia:
‘Sou um homem perdido! Perdido! Perdido!’” (Carrie Johnson, I Was Caringht’s
Secretary, p. 134, 135. Citado em A Mão
de Deus ao Leme [Tatuí, SP: CPB 1988], p. 186).
Seus últimos anos de
vida foram muitos difíceis e melancólicos. Sofreu bastante humilhações,
dificuldades financeiras e o ostracismo. Teve uma de suas pernas amputadas como
resultado de um acidente. Inválido, viu sua saúde deteriorar-se rapidamente. No
dia 12 de maio de 1919, após muitas aflições e desenganos, Caringht faleceu.
“As palavras – “o vosso sol se porá em obscuridade”, cumpriram-se com
assombrosa precisão” (A Mão de Deus ao
Leme [Tatuí, SP: CPB 1988], p. 187).
I
– MANTENDO A FÉ
Himeneu, Alexandre e
Caringht são exemplos de pessoas que rejeitaram a boa consciência e,
consequentemente, se desviaram da fé, praticando a blasfêmia. Como eles
centenas de professos cristãos estão naufragando na fé. O navio da fé dessas
pessoas se estilhaçaram nas rochas ocultos sob a água. Um
dos problemas mais sérios que preocupam a nossa igreja é justamente o das
apostasias. Isto inclui, até certo ponto, membros que faltam sistematicamente
aos cultos e aqueles que se dissociam completamente da igreja. A frase
“abandonei a igreja, mas não deixei Deus” tornou-se o lema de milhares de
pessoas que se autointitulam “desigrejadas”, composta por crentes em Jesus que
preferem permanecer separados do corpo de Cristo. Há diversos fatores que levam
as pessoas a naufragarem na fé. Fatores como imaturidade espiritual, desavenças
entre irmãos, descrédito com a liderança e discordâncias doutrinárias encabeçam
a lista de motivos pelos quais as pessoas abandonam a igreja.
No tempo em que Paulo
escreveu, um naufrágio era algo descoberto muito tempo depois pelo fato do
navio nunca chegar ao destino. Os naufrágios raramente eram súbitos, mas sim o
resultado de anos de infiltrações e descuido do barco. O porão ia enchendo de
água e, de repente, o navio não podia mais flutuar. Similarmente, a apostasia
não acontece da noite para o dia. O processo é muito lento. Uma pequena mudança
aqui, uma pequena concessão ali, um pouco menos de rigidez, a fim de acompanhar
o momento, ou para ser relevante, ou para se adequar melhor às tendências da
sociedade e da cultura. Pouco a pouco, passo a passo e, depois de algum tempo,
um cristão poderá está fazendo coisas que, talvez em alguns anos atrás
considerava com horror. Não obstante os valores serem eternos e inegociáveis,
muitos de nós estamos negociando princípios, quando vamos às compras antes
mesmo do pôr do sol durante o sábado e consideramos isto correto. Alguns se
sentem livres para assistir aulas na sexta-feira à noite, fazer uma prova no
sábado. Outros não veem problemas no uso de joias, a falta de modéstia e os
estilos ‘sexy’. Outros veem matéria pornográfico na internet mesmo sabendo que
esse pecado habitual destrói a força de vontade e a vida espiritual. Outros
assistem programas de televisão sem selecionar os conteúdos, adotam a dança, o
sexo antes do casamento e a música rock. Aceita-se o consumo moderado de
bebidas alcoólicas e abandoná-lo não é uma condição requerida para o batismo. O
destino de qualquer pessoa, que não guardar com zelo e cuidado as sagradas
verdades e princípios que lhe foram dadas pelo Senhor é o naufrágio na fé.
A pergunta de capital
importância é: Como evitar o caminho da
apostasia e preservar a fé no Senhor? A Bíblia diz que pode prevenir um
naufrágio. O texto de Paulo afirma no próprio verso 19 que Timóteo deveria
manter duas coisas: fé e boa consciência. A construção é curiosa, pois o texto
afirma que rejeitando a boa consciência pode-se naufragar na fé. A
boa consciência é um coração puro e uma vida íntegra diante de Deus e dos
homens. Paulo exorta Timóteo a manter uma consciência limpa, pois ela é vital
para um testemunho eficaz e para a nossa paz interior.
a)
Como manter a fé?
A vida moderna, cada
dia mais neurotizante, está destruindo um dos maiores recursos de que o cristão
jamais deve prescindir, sob pena de perecer espiritualmente. Referimo-nos à
meditação bíblica diária. Sem dúvida, a comunhão e uma experiência genuína e
autêntica com Deus ajudam os crentes a prosseguir na caminhada cristã.
Estudo
da Palavra: Sobre a importância da meditação
diária, Ellen White escreveu: “Todos quantos se acham sob as instruções de Deus
precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza
e com Deus. [...] Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego,
esperamos diante Dele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus” (A Ciência do Bom Viver [CPB 2015], p.58).
Ela ainda escreveu: “Que o estudante mantenha a Bíblia sempre consigo. Tendo
oportunidade, leia um texto e medite nele. Enquanto caminha, aguarda uma
condução ou espera alguém, deve aproveitar a oportunidade para obter algum
pensamento precioso extraído do tesouro da verdade” (Educação [CPB 2021], p. 135, 136).
Portanto, precisamos de
“hora tranquila” a cada dia para alimentar nossa fé através do estudo e
meditação nas Escrituras Sagradas. Precisamos separar alguns momentos para um
recolhimento no qual nosso único interlocutor seja Deus. A fim de examinarmos,
então, nosso próprio comportamento, a consciência e a vida espiritual.
Não há nada que ajude a
evitar apostasias como o estudo da Bíblia e a oração particular. Se cada um
estudasse a Bíblia e a lição da Escola Sabatina todos os dias, receberia
ensinamentos inestimáveis. A irmã White escreve: “Muitos se afastarão da fé e
darão ouvidos a espíritos sedutores. 'Patriarcas e Profetas' e 'O Grande
Conflito' são livros especialmente adaptados aos recém-chegados à fé, para que
possam ser estabelecidos na verdade.” (Evangelismo,
p. 264).
Outro aspecto
fundamental é a solidez doutrinária da Igreja Adventista. Lamentavelmente,
temos visto cada vez mais adventistas
“analfabetos doutrinário”, que conhecem de forma superficial as crenças
adventistas. Se você não sabe no que
crê, então crerá naquilo que os outros lhe dizem para crer. Portanto, precisamos
separar um tempo para o estudo profundo das crenças adventistas. Isso permite
que solidifiquemos a fé e desejemos permanecer ligados ao corpo de Cristo. É
coisa monótona para muitos; mas resolve!
Oração:
A
comunicação constante com Deus fortalece nossa confiança Nele. Através da
oração, derramamos nosso coração diante do Senhor e recebemos Sua paz e
direção. O apóstolo Paulo, um dos gigantes do cristianismo, apelou aos
tessalonicenses: “orai sem cessar” (1 Ts 5:15). O mesmo conselho se estende
também a nós. Ellen White escreveu: “A oração é uma necessidade, pois é a vida
da alma. [...] É a comunhão pessoal com Deus que sustenta a vida espiritual” (Educação [CPB 2021], p. 184).
Dois grandes perigos
estão a ameaçar o povo que aguarda a volta de Jesus. O primeiro são as orações
esporádicas, bissextas. Orar esporadicamente é ceder terreno ao inimigo. “Entre
os perigos destes últimos dias, a única segurança dos jovens reside numa
crescente vigilância e oração” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens [CPB 2007], p. 247). O segundo são as orações
mecânicas, surradas, que não exercem ligação alguma entre a alma e Deus. Não há
comunicação porque aquele que ora não está em sintonia com o Céu.
Por esta e outras
razões, muitos estão naufragando na fé. Nossas células espirituais estão
perecendo em face do “gás carbônico” do mundanismo. É necessário, pois, que
respiremos o oxigênio do Céu, e isto de manhã, ao meio dia e à noite, pelo
menos. O ideal, porém, é estarmos continuamente conectados com o Altíssimo. Em
relação a isso, Ellen White escreveu: “Enquanto empenhados em nosso trabalho
diário, devemos erguer a alma ao Céu em oração. Essas silenciosas petições
ascendem como incenso perante o trono da graça; e o inimigo é confundido” (Mensagens aos Jovens [CPB 2007], p. 249).
Comunhão
com outros: Estar em comunhão com outros crentes também
nos ajuda a fortalecer nossa fé. Sobre isso, o apóstolo Paulo dá-nos um
importante conselho, que tem uma aplicação no tempo em que vivemos: “Não
deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos
admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima” (Hb 10:25,
NAA). Ellen G. White afirmou que “os cânticos de louvor, a oração, a palavra
ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para
preparar um povo [...] para aquela reunião sublime à qual coisa alguma que
contamine poderá ser admitida” (Testemunhos
Seletos, v. 2, p. 491). O cristianismo nunca é uma experiência solitária.
De fato, as Escrituras Sagradas desconhecem cristianismo fora do corpo de
Cristo. A igreja é um corpo, e juntos nos edificamos e encorajamos,
fortalecemos e somos fortalecidos. Assim como a mão, o
olho ou o pé não podem existir independentemente dos outros membros, não
podemos “viver” a vida cristã sozinhos. Os relacionamentos também desempenham
um papel decisivo. Jovens que têm amigos na igreja tendem a permanecer mais
firmes na fé. A amizade permite que a comunhão com Deus e os conhecimentos
doutrinários sejam ecoados em outras pessoas. Além disso, sentir-se parte de um
grupo e se identificar com ideais comuns funciona como uma liga que nos prende
a Cristo e à igreja.
Escolher tornar-se um
“desegrejado” por conta de desavença com outro crente ou por discordar da
administração da igreja não é a melhor escolha tampouco melhor caminho. É
perder as bênçãos da adoração. Mesmo com falhas e defeitos, a igreja ainda é um
lugar de refúgio, cura e relacionamentos duradouros. É na comunhão dos crentes
que a graça de Deus é experimentada e compartilhada. Assim, esse “edifício” que
hoje está em construção, formado por um exército de pecadores salvos pela
graça, muito em breve chegará triunfante ao Céu e terá o privilégio de se unir
à família celestial.
Testemunho:
Cristo
nos chamou para proclamar as boas novas de salvação a todas as pessoas (Mt
28:18-20). “Seja qual for a vocação
de uma pessoa na vida, seu primeiro interesse deve ser ganhar almas para
Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de
Todas as Nações, p, 822). Quem testemunha da fé nunca a abandona. Não dá
para sentir permanentemente a paz de Jesus Cristo se eu não disser a outros.
Quer ter a vida eterna? Diga a todos. Jesus pede que façamos discípulos.
Discipulado é oferecer o que foi recebido de Jesus, projetando a vida Dele em
outra vida. Não é simplesmente prepara alguém para o batismo, mas para o Céu.
Envolve compartilhar os ensinos da Bíblia, mas desenvolver a fé do novo
discípulo. Ajudando aos outros chegarem no céu, estou eu caminhando na mesma
direção. Quando testemunho além de ajudar pessoas a se salvarem, estou trazendo
salvação para mim mesmo.
Uma vida que dedica a
primeira hora do dia para Deus, que desenvolve seus relacionamentos e tem o
foco na missão é uma vida que não abandonará a igreja, Jesus e a salvação.
Fomos comissionados por
Deus para pregar as verdades do evangelho eterno (Jo 14:6, 7). Combatê-las é
incorrer num grave erro que põe em risco nossa vida espiritual, o risco de
“naufragar na fé”, como foi a dolorosa experiência de muitos no passado (1Tm
1:19).
CONCLUSÃO:
Queridos irmãos e
irmãs, somos chamados a manter nossa fé e uma boa consciência. Isso requer um
compromisso diário com Deus, através do estudo da Sua Palavra, oração, comunhão
com os outro e testemunho. Não permitamos que nossa fé naufrague por
rejeitarmos uma boa consciência. Em vez disso, busquemos viver de forma íntegra
e alinhada com a vontade de Deus, sabendo que Ele é fiel para nos sustentar em
nossa caminhada cristã.
Permanecer na igreja é
antes de tudo um sinal de permanência em Jesus. Para que isso seja uma
realidade para você, tenha uma vida de comunhão, conheça profundamente as
doutrinas que abraçou e mantenha relacionamentos verdadeiros na igreja. Esses
fatores vão ajudar a ligar você a Deus e à Sua igreja.
Oremos para que o
Senhor nos ajude a manter nossa fé firme e uma consciência pura, para a Sua
glória e honra. Que eu e você alimentemos nossa mente dos valores de Deus. Que
nossos ouvidos estejam atentos à direção do Espírito Santo e que possamos
afirmar no final da vida como Paulo: Combati o bom combate, terminei a corrida,
guardei a fé. (2 Tm 4:7).
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