EXISTE ALGUMA COISA DO OUTRO LADO DA MORTE?
Ricardo
André
A grande certeza da vida, desde que nascemos, é que um dia morreremos. Desde nosso primeiro instante de vida, entramos em uma contagem regressiva que marcará nossos dias de vida terrestre. A cada instante estamos mais próximos deste momento tão “misterioso” e temido por muitos. Neste exato momento, muitos estão dando seu último suspiro. Indubitavelmente, a morte é uma triste experiência pela qual a humanidade passa. Ela nos tem tomado pais, filhos e amigos. Muitas pessoas têm medo de quem e o que eles encontrariam se morressem. O que estaria do outro lado? Era o inferno, o céu ou nada? Essa ignorância resulta em medo e incerteza.
O apóstolo Paulo chama a morte de inimiga (1 Co 15:26). A morte é o dilema
que faz parte da vida de todo ser humano após a entrada do pecado. As Sagradas
Escrituras revelam que fomos criados para viver eternamente, mas ela entrou no
mundo como consequência do pecado cometido pelo homem. Portanto ela é uma intrusa.
A morte é o salário do pecado (Gn 2:17; Rm 6:23) e conflita com o desejo humano
de permanência. Como afirmou S. Júlio Schwantes: “A transitoriedade das glórias
terrestres e a vã esperança de permanência acalentada em todo coração,
constituem melancólico contraste. A inevitabilidade da morte lança um véu
sombrio sobre os sonhos mais dourados”
(O Despontar de uma Nova Era, p. 269).
Quando
perdemos um ente querido para a morte, esta produz um vazio e uma sensação de
carência difíceis de serem igualados. Ela é a maior frustração humana que nos
leva a perguntar: A morte é o fim de tudo? O que será de nós? Poderemos
reencontrar nossos queridos que morreram? E, para essa realidade,
é importante olhar para a Palavra de Deus e perceber o que ela ensina. Antes,
porém, nos parece útil observarmos o que pensavam os filósofos do passado a respeito do tema.
O pensamento materialista e a morte
Importantes
filósofos do século XIX adotaram a perspectiva secular-humanista e apegaram-se
fortemente à ideia de que a morte é o fim. Não existe nada mais. Para esses
filósofos materialistas ateus, não existe nada além da matéria e da energia.
Portanto, eles negam a realidade do sobrenatural e da existência de Deus. Eles
não conseguem ver um sentido para a vida e para a morte. Eles encaram a vida de
maneira trágica, como algo sem sentido. Martin Heidegger (1889-1976), filósofo
existencialista alemão, dizia: “A morte é um modo de ser que a existência
humana assume, desde que ela tem início”. Por isso os existencialistas definem
o homem como um “ser-para-a-morte”, não só porque está destinado a morrer, mas
porque é constantemente atingido pela realidade da morte.
Os
existencialistas afirmam que a vida humana é limitada por dois nada: o homem
teria surgido do nada, não como resultado de uma criação especial por um Deus
amoroso, e se dirige lenta e inexoravelmente para outro nada. E o que dá uma
nota trágica à existência – para os existencialistas ateus – é que a pessoa tem
consciência de estar caminhando para a destruição; isto é terrível. Então,
nasce dentro do homem a angústia de que Heidegger falava ou a náusea de Jean
Paul Sartre. Nesta mesma linha outros filósofos fizeram muito mal à humanidade,
especialmente aos jovens, pois deram à vida uma conotação sombria, sem a
esperança da fé cristã.
O
famoso filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que estava determinado
a ver Deus morto e sepultado, é uma outra figura típica desta atitude
irreligiosa. Foi o filósofo mais satírico em relação a Deus e ao sistema de
valores cristãos. Vários de seus textos critica duramente a religião. Ele é
amplamente conhecido por sua filosofia niilista e por sua ideia de que “Deus
está morto”. Ele despertou para a filosofia através de Schopenhauer. Ele disse
que: “Schopenhauer foi, como filósofo, o primeiro ateísta confesso e inflexível
que nós alemães tivemos”. Como quase todos os ateus depois de Feuerbach,
Nietzsche também considera a religiosidade como uma inconsciente projeção.
Com
base na perspectiva de Nietzsche, a vida não tem nenhum significado, propósito
ou valor intrínseco. Que quadro desolador!
Para
o grande filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), cujas ideias revolucionaram o
pensamento filosófico, rompendo barreiras e desvelando a forma de organização
de nossa sociedade, Deus e a religião não passavam de meras projeções humanas.
Afirmou que a religião havia sido inventada como uma forma de reagir contra o
sofrimento e a injustiça do mundo, os pobres e oprimidos tinham criado a
religião para imaginar que teriam uma vida melhor após a morte. Servindo como
uma forma de “ópio”, uma maneira de escapar da realidade. Portanto, para ele, o
ateísmo é um postulado evidente. Tanto é assim que ele escreveu: “A miséria
religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto
contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de
um mundo sem coração, assim como o espírito de estados de coisas embrutecidos.
Ela é o ópio do povo.” (“Crítica da
Filosofia do Direito de Hegel”, ed. Boitempo, p. 145). Ele ainda
vislumbrava a possibilidade do desaparecimento do sentimento religioso com a
eliminação da alienação, numa sociedade despojada da exploração do homem pelo
homem e livre do trabalho alienado.
Richard
Dawkins, considerado ícone do ateísmo atual, autor de Deus: Um Delírio, pretende “esclarecer” que Deus não passa de
invenção de pessoas desiludidas. Ele afirma categoricamente a intenção de seu
livro: “Os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o tiverem
terminado”.
Portanto,
Deus, para estes ateus não é senão uma ilusão criada pelo homem buscando uma
compensação diante de sua miséria; o que o faz fugir do mundo e das grandes
tarefas humanas. Se Deus não existe, então para esses filósofos a morte é o
fim. Não existe nada mais. A escritora cristão Ellen G. White
afirma que a humanidade fracassará em todas as suas tentativas de progresso se
“negligenciar a única Fonte de esperança” (Caminho
a Cristo, p. 20).
Para
além do “ópio” de Marx, nossa religação com Deus é a chave para o mistério dos mistérios,
o significado da vida. Deus é o Criador da vida, por isso é Ele que dá sentido
à vida. Deus nos criou para Seu louvor (Is 43:20-21). Ele nos formou de maneira
especial, para mostrar Sua glória e Seu amor através de nós. Esse é o grande
sentido da vida. A satisfação plena é produto da segurança absoluta e da paz
interior que só Deus pode dar. Só um Deus infinito pode preencher, com o Seu
amor, o espaço infinito do coração humano. E esta conquista espiritual está ao
alcance de todos os que, reconhecendo a sua insuficiência, aceitam o presente
que o Céu oferece – a vida eterna, através de Jesus Cristo: “Porque o salário
do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo
Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23).
Vê-se, como bem observou Francis D. Nichol, “nas
profundezas da alma humana se acha implantada a inquietação pelo futuro. Essa
percepção do infinito no tempo e no espaço produz insatisfação com a natureza
transitória das coisas desta vida. É o plano de Deus que o homem perceba que o
atual mundo material não constitui o centro de sua existência. Ele se acha
ligado a dois mundos: fisicamente a este mundo, mas mental, emocional e
psicologicamente ao mundo eterno” (Comentário
Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, 1075).
Qual
o resultado da influência desses filósofos sobre as pessoas da atualidade?
Associado com diversos fatores, a contínua campanha de descrédito à fé tem
contribuído fortemente para sedimentar o espírito de desesperança no coração de
muitos, e isso leva as pessoas a perderem a paz e a alegria, e leva também muitos
a tomar atitudes extremas contra a própria vida.
Milhões
de pessoas sem esperança. Esse é o fruto das ideias materialistas ateístas. “O
que é uma pessoa sem esperança? É alguém sem sonhos, sem ideais, sem futuro...
É alguém sem otimismo, que não sente vontade de lutar. Quando não há esperança,
o desespero ocupa seu lugar. O pensamento derrotista se apodera da pessoa e
sobrevém o fracasso” (Enrique Chaij, Ainda
Existe Esperança: A solução para os problemas da vida [CPB, 2010], p. 8).
Há esperança para os mortos
A
glória da fé cristã é que Jesus responde às perguntas universais: Existe alguma
coisa do outro lado da morte? Encontrar-nos-emos de novo? Como cristãos, temos
a promessa gloriosa: “Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em
diante". Diz o Espírito: "Sim, eles descansarão das suas fadigas,
pois as suas obras os seguirão" (Ap 14:13, NVI). Quem são esses mortos que
“morrem no Senhor”? “São os que morreram com a fé fixa em Jesus” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo
Dia, v. 7, p. 924).
Neste
texto sacro somos lembrados de uma verdade profunda e reconfortante: os mortos
que morreram em Cristo são felizes. Esse pensamento bíblico da morte, soa como
um paradoxo. Parece estranho considerar "felizes" aqueles que morrem.
Porém, quando analisamos o que a Bíblia diz sobre este assunto chegamos a uma
conclusão diferente. Por que são felizes os que “morrem no Senhor”? Porque os
que têm fé em Jesus ao morrer têm um brilhante futuro ao qual aguardar. Eles
são "felizes" por causa da recompensa que receberão. Sobre isso,
Ellen G. White escreveu: “Nossos corpos mortais podem morrer e ser colocados na
sepultura. No entanto, a bendita esperança vive até a ressurreição, quando a
voz de Jesus invoca os que dormem reduzidos ao pó da terra. Desfrutaremos então
da plenitude da bendita e gloriosa esperança. Sabemos em quem nós cremos. Não
corremos nem trabalhamos em vão. Um rica e gloriosa recompensa está diante de
nós; é o prêmio pelo qual corremos e, se perseverarmos com coragem, certamente
o obteremos” (As Três Mensagens
Angélicas [CPB, 2023], p. 131).
Sobre
isso, a nota de rodapé da Bíblia King James afirma: “Os cristãos [os santos] que perseveram em obedecer aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis
a Jesus serão abençoados com a
recompensa de suas obras piedosas” (BKJ
Fiel 1611, p. 2021).
Portanto,
a fé cristã se projeta desta vida para a eternidade. Isso porque Jesus venceu a
morte, deixando a tumba vazia (Mt 28:5-7; 1 Co 15:3-8). A mensagem Dele para
nós é: Ainda não acabou. Confie em Mim. “Eu sou a ressurreição, e a vida; quem
crê em mim, ainda que esteja morto, ele viverá.” (Jo 11:25, BKJ 1611).
O
apóstolo cristão Paulo, em sua inspirada carta escrita aos tessalonicenses,
traz uma outra palavra de encorajamento e de fé aos que creem em Jesus. Diz-nos
o apóstolo: “Irmãos, não queremos que
vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como
os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos
também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele
dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos
vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que
dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de
Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão
primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente
com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos
com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras. (1
Ts 4:13-18, NVI).
Os
Tessalonicenses haviam recebido o Evangelho há bem pouco tempo. Após esta
experiência maravilhosa, alguns de seus parentes e amigos "dormiram no
Senhor"... Como esperavam
permanecer vivos até o retorno do Senhor, e alguns "dormiram em
Jesus", eles estavam extremamente perplexos. A fim de neutralizar esta
tendência ao aborrecimento e tristeza imoderados, o apóstolo, os consola com a
agradável esperança de uma reunião feliz e eterna com aqueles que morreram
quando o Senhor Jesus aparecer em glória. Esse magnífico clímax da História é a
última esperança do cristão. Diz o apóstolo Paulo: “Aguardamos a bendita
esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus
Cristo. Ele Se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e
purificar para Si mesmo um povo particularmente Seu, dedicado à prática de boas
obras” (Tito 2:13, 14).
Na
ocasião, ocorrerão dois dos acontecimentos mais esperados pelos cristãos de
todas as eras: a ressurreição dos santos mortos e a transformação dos santos
vivos. Como é bom ser cristão adventista e crer na volta de Jesus. O quadro
pintado por Paulo será a concretização de todos os que creram e que creem em
Jesus e que, vivos ou mortos, aguardam ansiosos por Sua segunda vinda à Terra.
Para eles, a morte não é o fim de todas as coisas; é simplesmente um sono de
espera pela ressurreição e a vida eterna.
Esse
evento é o grande clímax da história! É o cumprimento de toda espera e
esperança do povo de Deus desde Adão até a última geração que estará vivendo na
Terra. Por isso, o nosso foco permanente está no retorno de Jesus, Aquele que
suportou a cruz “para tirar os pecados de muitos”, e que aparecerá pela segunda
vez “para aqueles que esperam ansiosamente por Ele” (Hebreus 9:28).
Sim, haverá uma feliz reunião.
Aqueles
que "dormiram no Senhor", não pereceram... Esta separação que nos
causa tanta dor não será eterna. Eles também contemplarão o Senhor retornando
em glória. Nós, os vivos "não precederemos os que dormem" v.15. Ou
como diz a Nova Tradução na Linguagem de Hoje: “não iremos antes daqueles que
já morreram”. Tanto nós quanto eles "seremos arrebatados" nas nuvens
(v. 17).
Portanto,
o apóstolo Paulo “assegura aos leitores que os cristãos vivos não se unirão ao
Senhor antes daqueles que dormiram. [...] Assim, os santos vivos não terão
prioridade sobre os que morreram no Senhor. Este ensino deixa claro o verdadeiro
estado daqueles que morreram “em Cristo”. Eles estão adormecidos, aguardando a
vinda do Senhor. Ainda não foram unidos ao Senhor, mas, como os cristãos vivos,
aguardam o segundo advento para a tão esperada união com o Mestre (Jo
11:23-25). Nenhuma classe tem precedência sobre a outra; ambas serão levadas
juntas em glória ao Senhor na Sua vinda” (Comentário
Bíblico Adventista, v. 7, p. 249).
Nesse
momento a história humana dará um salto para alcançar a eternidade, cuja porta
estará aberta quando Jesus, o Criador e Redentor estenderá a mão para dar as
boas-vindas aos fiéis, com as mais doces palavras jamais ouvidas: “Venham, […].
Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado” (Mateus 25:34). É a
herança final que estamos aguardando com esperança!
Existe uma forte razão para esta
maravilhosa esperança de uma reunião além da sepultura.
Esta
esperança está baseada sobre um sólido e indestrutível fundamento... Sim, ela
se baseia na realidade de um Cristo vivo (v.14). A ressurreição do Senhor é o
fundamento de nossa esperança. O apóstolo Pedro escreveu: Bendito seja o Deus e
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos
regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo
dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou
perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé,
são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada
no último tempo” (1 Pd 1:3-5, NVI).
Assim
como Deus, o Pai, trouxe Jesus, nosso Salvador, dentre os mortos na manhã de
Sua ressurreição no jardim, fora dos muros de Jerusalém, assim com Ele também
trará nossos queridos mortos à vida novamente, quando voltar a segunda vez. Ela
também está fundamentada no prometido e esperado retorno do Senhor à Terra (I
Tes. 1:10; Atos. 1:10, 11).
É um grande conforto
saber pela Bíblia que não há um inferno eterno esperando por aqueles que se
recusam a aceitar Jesus como Salvador (Ml 4:1-3), e saber que o tempo entre a
morte e a ressurreição em Sua segunda vinda é como um sono em estado de inconsciência
(Jo 11:11-14; 1Co 15:51). Após a morte, a próxima coisa que uma pessoa que
morreu em Cristo experimentará é ver Seu rosto (Sl 17:15). Quando alguém
realmente enfrenta essas realidades, elas se tornam ainda mais preciosas.
Talvez as palavras mais consoladoras sobre morrer estejam em Romanos 14:7-9: “Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor. Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos. (NVI).
Nosso coração então pergunta:
"quando esta esperança será concretizada?"
Ela
se concretizará quando o Senhor Jesus descer do Céu "com poder e grande
glória". (I Ts 4:16; Mt. 24:30, 31). Sim, aqueles que "dormem no
Senhor" ressurgirão (v.16). Quando esta maravilhosa reunião acontecer, os
que "morreram em Cristo", ressuscitarão com um corpo incorruptível,
imortal e glorioso, conforme lemos em I Cor. 15:42-44. Paulo também diz que os
que estiverem vivos, serão transformados. “Eis que eu lhes digo um mistério:
nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e
fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos
ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é necessário que
aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal,
se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de
incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a
palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória". "Onde
está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” O aguilhão
da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá
a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co 15:51-57, NVI).
Como,
gradualmente? Não. “Num momento. Num abrir e fechar dos olhos” (1 Co 15:51,
52). Então esta reunião final, feliz e eterna acontecerá. Os salvos estarão
reunidos para nunca mais se separarem. Imagine a alegria que inundará o coração
dos salvos ao poderem abraçar os queridos ressuscitados, que morreram crendo em
Jesus. Não mais terão o rosto macilento e triste, marcado pela doença e a
morte. Terão na face a alegria e a felicidade de uma nova vida ressurgida para
a eternidade. Será maravilhoso aquela reunião quando, na presença de Cristo, junto
ao belo portal da Cidade, uma mãe receber a recompensa de seus labores, tendo
todos os seus filhos lá dentro. Inegavelmente, será um momento muito glorioso.
Será a vitória final de Jesus sobre as tristezas, dores, doenças, e a morte!
Essa certeza nos conforta e nos anima na jornada, enquanto aguardamos o grande
dia da volta de Jesus.
Que
maravilhosa consolação esta esperança nos traz! Aguardo com
muita expectativa o dia da volta de Jesus à Terra nas nuvens do Céu com poder e
grande glória (Mt 24:30; Ap 1:7). Quando Ele ressuscitar os Seus filhos fiéis,
quando o mesmo Senhor que disse à filha de Jairo “Talita cumi! Menina, eu lhe
ordeno, levante-se! "vai dizer à minha mãe: “Noêmia cumi! Eu te ordeno levanta-te”. Quão bom é sabermos que
"a morte não é o ponto final, mas uma vírgula na história da vida",
como alguém afirmou. Temos a esperança bíblica de um dia rever todos os nossos
que já dormem no Senhor.
Essa
minha reflexão bíblica é uma homenagem a Noêmia Cordeiro, minha mãe, amigos,
familiares e a todos os que, descansando em paz, aguardam o retorno do Senhor.
Em breve, as famílias do povo de Deus estarão reunidas outra vez, e para
sempre! Por isso o apóstolo ordena: "Consolai-vos... uns aos outros com
estas palavras" (v.18). Sim, o despojado pode ser consolado. Aquele que
crê em Jesus não deveria, como fazem os pagãos, encher-se de angustiosa e
desesperada tristeza na presença da morte.
Caro
amigo leitor, você crê que Jesus morreu e ressuscitou dos mortos? Você crê que
Ele vive para sempre? Você crê naquilo que Ele disse: "Porque Eu vivo,
vocês também viverão?" (João 14:19, BLH). Permita que esta crença abrande
sua tristeza. Você anseia pelo retorno do Senhor? Se assim for, você não deveria preocupar-se
por causa da condição presente e nem pelo estado futuro dos santos que
"dormiram". Como a morte e a ressurreição do Senhor são a garantia e
o penhor da ressurreição e glorificação de todos aqueles que "nEle
dormem", você deveria regozijar-se na esperança de reunir-se com eles na
cidade de Deus. Esta gloriosa e feliz reunião jamais terá fim. Um dia Jesus
chamará Seus filhos fieis de todos os tempos, você e a mim, a cada um de nós,
para uma vida que jamais acaba. Amém!
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