O LAMENTO TRÁGICO DO FIM DA EXISTÊNCIA HUMANA: “NÃO ESTAMOS SALVOS”
Ricardo André
Quero neste artigo
refletir num dos textos mais tristes das Sagradas Escrituras, mas cheio de
importantes lições espirituais para os cristãos que vivem no tempo do fim. O
texto é do livro de Jeremias (8:20).
O profeta fiel e apaixonado pela mensagem de Deus narrou: “Passou a época da colheita,
acabou o verão, e não estamos salvos”.
Jeremias fora chamado
para exercer o ministério profético num tempo em que o povo de Deus enfrentava
sua maior crise. À época o povo de Deus enfrentou muitos desafios, a exemplo da
ameaça de invasões de potências estrangeiras. Contudo, a maior crise, em muitos
aspectos, era de ordem interna, vinha de dentro, marcada não apenas pela
introdução do culto idólatra, por uma liderança e um sacerdócio corrupto, o que
já era suficientemente ruim, mas também pelo fato de que o coração de muitas
pessoas havia sido tão endurecido e danificado pelo pecado e pela apostasia que
elas se recusavam a dar ouvidos às advertências enviadas por Deus, e que
poderiam ter evitado o desastre em sua vida (Jr 2:1-28; 5:26-31; 23:14, 15).
Por conta da extrema
apostasia prevalecente entre o povo de Deus, Ele prometeu através de Seu servo
que entregaria Judá ao poder de Nabucodonosor, rei da Babilônia (Jr 27:6). Portanto,
Deus usaria Babilônia como instrumento para punir o Seu povo. 70 anos seriam o
tempo exato do seu exílio em Babilônia (Jr 29:10). Repetidas vezes Jeremias
advertiu o povo sobre o que aconteceria por causa dos pecados deles, e vez após
vez muitos dos líderes políticos e religiosos se recusaram a dar ouvidos às
advertências, acreditando no que queriam acreditar, isto é, que o Senhor os
pouparia. Afinal de contas, não eram eles o povo especialmente chamado por
Deus? Jeremias
chora e lamenta pelo destino escolhido pelo povo ao se afastar de Deus (Jr
8:18-22).
Ellen G. White
escreveu: “Por quarenta anos, Jeremias devia estar diante da nação como
testemunha da verdade e da justiça. Num tempo de apostasia sem paralelo, devia
ele exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus. Durante o
terrível cerco de Jerusalém, ele seria o porta-voz de Jeová. Prediria a queda
da casa de Davi, e a destruição do belo templo construído por Salomão. E quando
aprisionado por causa de suas corajosas afirmações, devia ainda falar contra o
pecado nos altos. Desprezado, odiado, rejeitado dos homens, havia ele de
finalmente testemunhar o cumprimento literal de suas próprias profecias de
iminente condenação, e partilhar da tristeza e dor que se seguiriam à
destruição da cidade condenada” (Profetas
e Reis, p. 408).
O
fim do verão chegou para o antigo povo de Deus
“No nono ano do reinado
de Zedequias, rei de Judá, no décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia,
marchou contra Jerusalém com todo seu exército e a sitiou” (Jr 39:1, NVI). De
acordo com o Comentário Bíblico
Adventista, o “nono ano” e o “décimo mês do reinado de Zedequias”
correspondem a aproximadamente a 15 de janeiro do ano 588 a.C. Nessa data as
forças de Nabucodonosor cercaram Jerusalém, e trinta meses depois a invadiram
no fim do verão, provavelmente em 19 de julho de 586 a.C. (v. 2, p. 1088, 1089; v. 4, p. 533). Em 2 Reis 25:3, 4 lemos que “no nono dia do quarto mês, a fome na
cidade havia se tornado tão severa que não havia nada para o povo comer. Então
o muro da cidade foi rompido, e todos os soldados fugiram de noite pela porta
entre os dois muros próximos ao jardim do rei, embora os babilônios estivessem
em torno da cidade. Fugiram na direção da Arabá”. A fome estava tão intensa
dentro dos muros que os defensores perderam as forças e não mais conseguiram
resistir, e “com as próprias mãos, mulheres bondosas cozinharam os próprios
filhos, que se tornaram a sua comida quando o meu povo foi destruído” (Lm
4:10).
Foi nesse contexto que
o povo de Judá exclamou: “Passou a época da colheita, acabou o verão,
e não estamos salvos”. Eles lamentavam o fato de que a colheita de
cereais havia passado e eles não tinham podido ceifar os campos, pois as tropas
inimigas cercavam a cidade e ninguém podia sair.
“Na Palestina, a safra
de grãos começa por volta de abril e termina em junho. A colheita de frutos é
feita em agosto ou setembro. A colheita dos frutos ocorre por volta de agosto
ou setembro. Quando a cultura de grãos se perdiam, ainda havia a esperança de
que haveria uma colheita de uvas, figos, azeitonas, etc. Para Judá, no entanto,
a estação de coleta de frutas – a última oportunidade – tinha passado, e não
haveria libertação. Seu destino era inevitável” (Comentário Bíblico Adventista, v. 4, p. 423).
Até o último instante,
o povo preferiu acreditar nos falsos profetas, que prometiam a intervenção
divina e o livramento, em vez de acreditarem em Jeremias, que havia profetizado
destruição, caso não se submetessem ao rei da Babilônia (Jr 23:15-22; 28). Mas
a libertação não veio. Veio a fome, o desespero e a morte. Os sobreviventes
foram para o cativeiro babilônico (Jr 39).
O
fim do verão chegará para o mundo atual
Caro amigo leitor, talvez
você esteja se perguntando: o que esses fatos históricos têm a ver conosco?
Nossa cidade não está cercada por nenhum exército, e a maioria de nós não está
preocupada com o que vai comer amanhã. Mas a lição que a história nos ensina é
que a paciência divina tem limites, e um dia Ele porá fim à impiedade reinante
e fará a colheita dos justos.
Ellen G. White repetidas
vezes, em seus escritos, aplicou esse texto de Jeremias 8:20 ao fim do tempo,
ao tempo do juízo final, quando os pecadores impenitentes, que recusaram a
graça salvadora pronunciarão esse trágico lamento. Ela afirmou:
“Cada momento agora
parece ligar-se diretamente com os destinos do mundo invisível. Então não deixe
que seu orgulho e incredulidade o levem a rejeitar ainda mais a misericórdia
oferecida. Caso contrário, você será deixado a lamentar-se no final: ‘passou a
sega, findou o verão, e nós não estamos salvos’. Jr 8:20” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 353).
“No dia do julgamento
que virá sobre os perdidos, o significado pleno do sacrifício feito no Calvário
será compreendido. Contemplar-se-á o que eles perderam ao recusar ser leais.
Meditarão na comunhão elevada e pura da qual era seu privilégio participar.
Porém, é tarde demais. O último convite foi feito. O derradeiro pranto é
ouvido. ‘Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos’. Jr 8:20” (Idem, v. 7, p. 16).
“Apelo para eles a fim
de que não passem por alto o cumprimento dos sinais dos tempos, que diz tão
claramente estar perto o fim. Oh! Quantos que não buscaram a salvação
espiritual farão logo o amargo lamento: ‘Passou a sega, findou o verão, e nós
não estamos salvos’. Jr 8:20” (Idem, v.
8, p. 252).
Estamos hoje vivendo em
pleno verão das oportunidades espirituais. O verão representa o tempo ideal
para a salvação. Se não aproveitarmos essa oportunidade áurea, o que poderemos
esperar para o futuro, quando tivermos chegado ao outono ou inverno de nossa
vida? Felizmente a porta da graça ainda está aberta. “Eis, agora, o tempo
sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6:2).
Deus toma a iniciativa de oferecer Sua salvação a
todos e todas. Mas Ele não força quem quer que seja a aceitar essa providência.
Para que a Sua salvação se torne nossa, temos que estender o braço da fé e
aceitar os benefícios da vida, morte, ressurreição e mediação celestial de
Cristo. Contudo, o verão passará. Em seguida o inverno chegará e não haverá
mais oportunidade. A salvação através de Cristo já não estará disponível
(Isaías 55:6; Atos 17:29-31; Romanos 13:11; Efésios 1:9-10; 2 Tessalonicenses
2:1-12). Isto é o que chamamos fim do tempo da graça ou fechamento da parta da
graça. Este será um tempo memorável, de consequências eternas para todas as
pessoas.
O livro de Hebreus fala
de Jesus como nosso Sumo Sacerdote que ministra no santuário celestial em favor
dos pecadores arrependidos. “O mais importante do que estamos tratando é que
temos um sumo sacerdote como esse, o qual se assentou à direita do trono da
Majestade nos céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor
erigiu, e não o homem” (Hb 8:1, 2, NVI). Vale ressaltar que Seu ministério
sacerdotal já estava representado didática e profeticamente nas ministrações
que ocorriam no Lugar Santo (serviço diário) e no Lugar Santíssimo (serviço
anual) do santuário terrestre (Nm 28:3, 4; Lv 4:2, 27-30; 16:1-34; Hb 9:6, 7).
“Sua consagração como
Sumo Sacerdote coincidiu com Sua entronização. E ali, junto ao trono da
Majestade nas alturas, imediatamente após a Sua ascensão, Ele iniciou Seu
ministério sacerdotal no “maior e mais perfeito tabernáculo” (Hb 9:11), para
comparecer, [...] por nós, diante de Deus” (v. 24). Foi-Lhe dado todo o poder e
autoridade no Céu e na Terra. [...] No dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro
declarou que Jesus, tendo ressuscitado dentre os mortos, foi, então, exaltado
“à destra de Deus”, tornando-Se, portanto, “Senhor e Cristo” (At 2:33, 36)” (Questões Sobre Doutrinas, p. 269, 270).
Na parte final de Seu
ministério, que começou em outubro de 1844, ao término da profecia dos 2.300
dias/anos de Daniel 8:14, Cristo entrou no lugar santíssimo do santuário
celestial para iniciar Sua solene obra de purificação do santuário, que
corresponde ao juízo investigativo. Portanto, desde 1844 Cristo além de fazer
mediação por Seu povo realiza um julgamento, que segundo as Sagradas Escrituras
começa pela “casa de Deus” (1Pe 4:17). A vida de todos os filhos de Deus de
todas as eras (começando pelos que já estão mortos) está sendo passada em
revista. Eles estão sendo julgados com base nos registros dos livros do Céu. As
cenas desse juízo, que está em andamento, foram vistas pelo profeta Daniel (Dn
7:9-14) e já estava prefigurado no ritual do Dia da Expiação do santuário
terrestre, que acontecia uma vez ao ano, sempre no 10º dia do 7º mês do
calendário religioso judaico (Lv 16:1-34; 23:27-29). Com essa cerimônia o
santuário era purificado do registro dos pecados dos penitentes que haviam
confessado sua culpa, bem como dos sacerdotes. Neste dia, o povo era convidado
a “afligir a alma” (Lv 23:27), ou seja, humilhar-se e fazer um autoexame de
consciência a fim de averiguar se não havia pecados não confessados, ou algo
que pudesse separá-los de Deus. O dia da expiação era também dia de juízo para
povo de Deus, o então Israel antigo. Era a decisão final sobre o pecado. Tanto
é assim, que nesse dia a pessoa que não estivesse com sua vida acertada com
Deus era “eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Da mesma forma, ao término da obra
de purificação do santuário celestial, cessa a oportunidade de misericórdia
para quem não participou desse processo de redenção em tempo oportuno (Hb 4:16)
por não ter reconhecido e aproveitado a oportunidade de aceitar a salvação pela
fé em Jesus. Portanto, esse dia da purificação do santuário terrestre era
símbolo do juízo pré-advento, que como dissemos começou em 1844.
Na sua mais importante
obra, Ellen G. White declarou o seguinte:
“Deve haver um exame
dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e
fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. A purificação do
santuário, portanto, envolve uma investigação - um julgamento. Isto deve
efetuar-se antes da vinda de Cristo para resgatar Seu povo, pois que, quando
vier, Sua recompensa estará com Ele para dar a cada um segundo as suas obras
(Apoc. 22:12)” (O Grande Conflito, p.
422).
“Na conclusão dessa
obra investigativa, é proferida a sentença
de juízo. Então, Cristo descerá como juiz para executar ou levar a efeito a sentença” (Questões Sobre Doutrinas, p. 303). O livro do Apocalipse descreve o
momento do término da obra de julgamento e o consequente fim do tempo da graça,
nos seguintes termos: “O santuário ficou cheio da fumaça da glória de Deus e do
seu poder, e ninguém podia entrar no santuário enquanto não se completassem as
sete pragas dos sete anjos” (Ap 15:8, NVI). Note que quando o santuário
celestial enche-se “da fumaça da glória de Deus e do seu poder”, as pessoas são
impedidas de terem acesso ao santuário, numa clara indicação de que o tempo de
graça se acabou e a intercessão em favor dos pecadores não mais existe, de
maneira que a ira de Deus não misturada com misericórdia e graça é experimentada
pelos pecadores impenitentes como consequência de sua resistência e oposição ao
evangelho. Uma realidade completamente oposta a do tempo da graça, quando somos
exortados a “aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de
recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da
necessidade” (Hb 4:16, NVI).
No final do juízo
investigativo ou pré-advento, a sorte de todas as pessoas estará irrevogavelmente
decidida para a vida ou para a morte. Não haverá um segundo tempo de graça para
ninguém. Ao encerrar-se a obra de julgamento não haverá mais oportunidades de
salvação para ninguém. Quando Jesus falar “está feito” (Ap 16:17), do jeito que
a pessoa estiver vai permanecer. E os filhos de Deus estarão selados com “o
selo do Deus vivo” (Ap 7:1-3). O Espírito Santo não apelará mais à consciência
das pessoas para se arrependerem de seus pecados, pois Se terá retirado da
Terra. Nesse tempo cumprir-se-á as palavras de Cristo registradas em Ap 22:11,
12: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia;
continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. Eis
que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um
de acordo com o que fez” (NVI). Quando todas as
decisões forem feitas, a primavera ou o verão das oportunidades terá terminado.
Encerrado o tempo da graça, o Senhor virá buscar
seus filhos fiéis para leva-los para o Lar Paterno. Ele prometeu: "Não se
perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de
meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou
preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei
para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (João 14:1-3, NVI).
Agora quero
compartilhar com você um trecho de uma das melhores descrições do advento de
Cristo que se encontra em O Grande
Conflito:
“Surge
logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho
da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece
estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do
homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais
brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma
glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto.
Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. Agora, não como "Homem de
dores", para sorver o amargo cálice da ignomínia e miséria, vem Ele
vitorioso no Céu e na Terra para julgar os vivos e os mortos. [...]Nenhuma pena
humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu
esplendor. [...] O
Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus
enrolam-se como um pergaminho, e a Terra treme diante dEle, e todas as
montanhas e ilhas se movem de seu lugar. [...] Por entre as vacilações da
Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus
chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando
as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que
dormis no pó, e surgi!" Por todo o comprimento e largura da Terra, os
mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. [...]Do cárcere da morte
vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, o
teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55. E os
vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa
aclamação de vitória. [...] Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme
Seu corpo glorioso. [...] Os últimos traços da maldição do pecado serão
removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão "na beleza do Senhor nosso
Deus", refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu
Senhor. [...]Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e
fechar de olhos". À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se
imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu
Senhor nos ares. Os anjos "ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro
ventos, de uma à outra extremidade dos céus." Criancinhas são levadas
pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela
morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria
ascendem juntamente para a cidade de Deus” (p. 640-645).
Será um encontro pessoal
com nosso melhor Amigo, com Aquele que nos ama tanto que morreu na cruz por
nós. Será a coisa mais gostosa do mundo encontrar-nos com Jesus, tocarmos Suas
marcas da cruz, sentirmos o calor de Seu amor! Será o encontro que aguardamos
com grande ansiedade.
Esse dia também será o
dia do reencontro com nosso queridos que foram ceifados pela morte. Pense
naqueles pais cheios de saudade, antecipando, pela visão da fé, o dia do
reencontro com os filhos que sucumbiram a uma atroz enfermidade, que foram
vitimados num acidente fatal ou que perderam a vida por mãos violentas, coisas
tão próprias destes últimos tempos. Poderão estar juntos novamente. Que
maravilhosa esperança! Que maravilhosa antecipação do futuro!
Podemos antecipar as
realidades de tantas coisas maravilhosas que acontecerão e que nos darão muitas
alegrias. Imagine os remidos às margens do “mar de vidro” (Ap 15:2). Ou
caminhando pelas ruas e avenidas da Nova Jerusalém ou assentados sob as
ramagens da “árvore da vida”, às margens do “rio da vida”. Imagine alguém se
aproximando de você. Esse alguém chega, bate no seu ombro e pergunta: “Você se
lembra de mim? Pois é, por causa daqueles conselhos que você me deu, daquele
livro que você me ofereceu, daquela oração que você fez por mim, eu hoje estou
aqui. Você me levou aos pés do Salvador. Obrigado!”
Que encontros! Que
abraços! Que alegrias! Que felicidade! “Ora, vem Senhor Jesus!” (Ap 22:20).
Todos os seres humanos
são candidatos em potencial a serem recebidos por Deus em Seu reino.
Entretanto, só estarão lá os que crerem e aceitarem a Jesus como seu Salvador.
Ellen G. White escreveu
o seguinte:
“Poderiam aqueles cuja
vida foi empregada em rebelião contra Deus, ser subitamente transportados para
o Céu, e testemunhar o estado elevado e santo de perfeição que ali sempre
existe, estando toda alma cheia de amor, todo rosto irradiando alegria, ecoando
em honra de Deus e do Cordeiro uma arrebatadora música em acordes melodiosos, e
fluindo da face dAquele que Se assenta sobre o trono uma incessante torrente de
luz sobre os remidos; sim, poderiam aqueles cujo coração está cheio de ódio a
Deus, à verdade e santidade, unir-se à multidão celestial e participar de seus
cânticos de louvor? Poderiam suportar a glória de Deus e do Cordeiro? Não,
absolutamente; anos de graça lhes foram concedidos, a fim de que pudessem
formar caráter para o Céu; eles, porém, nunca exercitaram a mente no amor à
pureza; nunca aprenderam a linguagem o Céu, e agora é demasiado tarde. Uma vida
de rebeldia contra Deus incapacitou-os para o Céu. A pureza, santidade e paz
dali lhes seriam uma tortura; a glória de Deus seria um fogo consumidor.
Almejariam fugir daquele santo lugar” (Eventos
Finais, p. 159 [279]).
João descreve nossa
nova morada habitação: “Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia:
"Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá.
Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele
enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem
choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no
trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas” (Ap 21:3-5).
Caro amigo leitor, o
Senhor está às portas, esperemos Sua volta. Alegremo-nos por isso! Você está
pronto para encontrar-se com Ele? “A
passos furtivos aproxima-se o dia do Senhor; mas os homens supostamente grandes
e sábios não conhecem os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo” (Ellen G.
White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 13).
Não obstante o tempo da
graça está previsto para terminar no futuro o verão pode terminar para nós
hoje, pois não sabemos se estaremos vivos amanhã. Estaremos nós salvos? Amanhã
talvez seja tarde. Que tragédia alguém chegar ao fim de sua existência e
exclamar: “Passou o verão e não estou salvo.” Não permita que o tempo passe e
você não faça parte dos salvos em Cristo. Se você se sentiu
inclinado, impressionado pelas verdades de Deus, tome uma decisão hoje, pois
pode ser que o inverno de sua vida comece amanhã.
Reflita sobre isso no
dia de hoje ore comigo agora:
Querido Deus e bom Pai
que estás no Céu, obrigado pela oportunidade da salvação. Pela graça
maravilhosa, por estarmos vivos e com disposição no coração para Te aceitar
como o nosso Salvador. Toma conta de nossa vida, por favor. Em nome de Jesus,
amém!
Comentários
Postar um comentário