YHWH: A IDENTIDADE DO DEUS DE ISRAEL
Samuel dos Santos Shiguemoto1
Reinaldo
W. Siqueira2
Resumo:
O nome bíblico de Deus que aparece mais vezes no Texto Sagrado é SENHOR, ou,
como algumas versões rezam, Jeová. Muito se tem discutido a respeito da
pronúncia do original hebraico YHWH. Seria realmente Jeová? Visto que os nomes
na Bíblia são carregados de significado, o que esse nome de quatro letras,
também chamado de Tetragrama sagrado, significa? Revelaria ele a identidade do
Deus dos israelitas? O presente artigo objetiva responder a essas questões.
Palavras-chave: Yhwh;
Identidade; Jeová; Senhor; Tetragrama Sagrado
Comumente se vê na
tradução portuguesa da Bíblia o nome divino traduzido por “SENHOR”,
que no original
hebraico é YHWH (יהוה)3,
denominado “o Tetragrama
sagrado”, que ocorre
cerca de 6.828
vezes no texto massorético
(EISENSTEIN; MCLAUGHLIN, 2002; JENNY, 1978)4, sendo até mais
frequente, do que o nome genérico “Deus”, que ocorre aproximadamente 4.500
vezes em toda a Bíblia.5 Este é, portanto, o nome
específico e mais
importante de Deus.
Foi considerado pelos rabinos como “‘O grande e temível nome’ [...] ‘O
inefável nome’”6 (LO-CKYER, 1975, p.
17, tradução livre), por causa de sua santidade, fato que fez a original
pronúncia desaparecer ao longo dos séculos, obliterando também muito de seu
significado.
Desde séculos atrás,
até os dias de hoje, há grandes debates quanto à pronúncia e significado deste
nome de quatro letras. Como ele era pronunciado? O que ele significa?
O objetivo deste estudo
é responder a essas questões apresentando a possível pronúncia e o provável significado
do nome de Deus, revelado a Moisés no monte Horebe descobrindo,
consequentemente, parte do caráter divino revelado através desse nome.
A metodologia usada é a
pesquisa bibliográfica, utilizando-se da Bíblia traduzida, dos textos nas
línguas originais e de autores judeus e cristãos.
YHWH:
o tetragrama sagrado e sua pronúncia.
É muito comum encontrar
defensores da pronúncia “Jeová”. Mas, há alguns problemas nessa defesa, pois,
entre o período pós-exílico e Cristo (DAVIS, apud READ, 1958a), os judeus por
um respeito extremado, baseados em Levítico 24:167, deixaram de
pronunciar o nome divino, considerado então inefável, ou indizível, não sendo
possível saber com certeza a real pronúncia.
Josefo diz que não era permitido
pronunciar o nome (Ant. II.12,4), e Filo relata que ele era ouvido e proferido
no Santos dos Santos (Vit. Mos.,
iii.11). A Mishna Barachoth (ix.
5) diz, comentando sobre Rute 2:4
[...]8, que seu uso era permitido em cumprimentos. Abba Schaul
(Sanhedrin x. 1), por outro lado, inclui entre aqueles que não têm parte na
vida futura todos os que pronunciarem o nome divino como está escrito. De
acordo com Maimonides (More, i.61), o nome pode ser pronunciado somente no
templo pelos sacerdotes enquanto pronunciavam a benção [sacerdotal], e pelo
sumo sacerdote no dia da expiação; mas mesmo esse privilégio foi perdido depois
da morte de Simeão (OEHLER, 1883, p. 1152, tradução livre).9
Alguns chegam a afirmar
que, quando no Santo dos Santos, o sacerdote não pronunciava, mas sussurrava o verdadeiro
nome divino (LOCKYER, 1975). Outros
afirmam, segundo o Talmud Kiddushin, que “a pronúncia do divino nome de quatro
letras YHWH, os sábios confiavam a seus discípulos uma vez a cada sete anos, no
ano sabático” (READ, 1958b, p. 36, tradução livre).10
Entretanto, mesmo
parando de pronunciar o nome de Deus, os judeus ainda o escreviam na forma das
consoantes hebraicas yod, hê, waw, hê, compondo o tetragrama sagrado; sendo que
na leitura realizada na sinagoga este nome foi substituído por ’ādônāy,
significando “meu senhor”, ou apenas Senhor (PAYNE, 1998), ou ainda por
’elōhîm, quando o tetragrama estava associado com ’ādônāy יהוה( ינ ָדֹא ֲ)
(THOMPSON, 1992). Mesmo na época em que foram escritos os Manuscritos do Mar
Morto, já se fazia desta maneira. Num tempo que não havia sinais vocálicos, a
forma como deveria ser lida, adonay, era colocada sobre o tetragrama (BYINGTON,
1957).
Anos depois, “quando os
escribas massoretas adicionaram as vogais aos manuscritos hebraicos da Bíblia
no 7º ou 8º séculos A.D. [com o objetivo de preservar o conhecimento da
linguagem falada (NICHOL, 1954, v. 1, p. 34) eles adicionaram as vogais de
’ādônāy às consoantes” do tetragrama, que
quando é transliterado tem-se a forma anômala: YeHoWaH11 (WARREN, 1984,
p. 22, tradução livre)12, ou
em português, Jeová;
forma difundida no
meio cristão desde 1518 por Petrus Galatinus, confessor do papa Leão X
(THOMPSON, 1992).13 Resultado de uma má compreensão do
Ketib-Qere14. Porém, no meio judaico moderno, o rabino Melamed
(2001, p. 159) argumenta sobre a liturgia: “Em respeito à sua enorme santidade,
o Tetragrama não é pronunciado nas rezas ou durante a leitura da Torá conforme
está escrito, sendo substituído por Adonai [sic] ou hashem” (םֵּׁשָה), “o nome”
(Lv 24:11).
Apesar das
controvérsias, a maioria dos eruditos concorda que a pronúncia mais provável de
YHWH, diferente daquela lida no Qere Perpetuum15 pela Idade Média, é
Yahweh (FREEDMAN, 1986). Esta conclusão foi tirada de considerações filológicas
baseadas em: 1) A forma verbal da provável raiz de YHWH, hāyāh, quando
flexionada na “1ª pessoa comum do imperfeito Qal, resultando em ’ehyeh”
(informação verbal)16; 2) Escritos gregos dos pais da Igreja, tais
como Teodoreto (4º século) e Clemente de Alexandria (início do 3º século).
Teodore-to, bem como Epifanius, afirmou que os Samaritanos liam o nome ’Ιαβέ e
os judeus ’Αϊά. Clemente, por sua
vez, dizia ’Ιαουέ; e 3) Outras evidências extrabí-blicas, como a inscrição
amorita, que apresentam yahwî (THOMPSON, 1992).
Entretanto, há
contra-argumentações: 1) Formas
hipocorísticas17 geralmente
prefixadas a nomes próprios, como yô (ֹ[יוp.ex. yôkebed — “Joquebede”]) ou yehô
(ֹהוְ יp.ex. yehôšûa‘ — “Josué”]); ou sufixadas como yāh ( הָ[ יp.ex. ’ēliyyāh— “Elias”])
ou yāhû (הוָּ[יp.ex. yirmeyāhû —
“Jeremias”]) (ABBA, 1961);
2) Fragmentos gregos
encontrados em Qumran
que indicam a
pronúncia yāhô(PAYNE, 1998); 3)
Os papiros de Elefantina no Egito (c. 400 a.C.) apresentam em aramaico
YHW, que segundo
estudiosos, teria a
provável vocalização de
yahû (FREEDMAN, 1986); e 4) Payne (1998, p. 347) acrescenta que “tais
testemunhos [dos manuscritos em grego] são muito recentes e parecem contradizer
testemunhos judaicos bem mais antigos, como os papiros de Elefantina e os
ele-mentos teofóricos18 dos nomes hebraicos, nenhum dos quais
terminava em ‘eh’”. Portanto, não há concordância sobre qual seja a correta
pronúncia do tetragrama, mas bem poucos creem que seja “Jeová” (OEHLER, 1883),19
sendo, a tradução mais improvável. O mais seguro é ficar com a tradução
portuguesa moderna da Bíblia, com o vocábulo “SENHOR”, proveniente do Qere, ’ādônāy,
presente desde o 2º século a.C. nos Manuscritos do Mar Morto, e que aparece no
grego da LXX como κύριος desde o 3º século a.C.20
YHWH:
o tetragrama e seu significado
“Disse Moisés a Deus:
Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: o Deus de vossos
pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes
direi?” (Êx. 3:13).
O nome no Antigo
Testamento não é simplesmente uma etiqueta, uma “designação convencional”
(CAZELLES, 1977) ou um título externo, mas sim
algo que exprime
“a realidade profunda
do ser que
o carrega” (MICHAUD, 2001), sua natureza (PAYNE, 1998),
o papel que ele desempenha no universo como um todo; tanto que, caso não se
conheça o nome, não se conhece a pessoa que o leva (Jz 13:6; MICHAUD, 2001).
Dentro do contexto de
Êxodo 3, a pergunta do profeta expressa uma indagação a procura de qualidade, expressão
(ABBA, 1961), “significado, caráter e interpretação do nome” (KAISER JR., 1990,
p. 320, tradução livre)21, o que está por detrás dele. Portanto, ao
Moisés perguntar pelo nome de Deus, significava que ele queria saber o caráter
daquele que aparecera nessa experiência de teofania e que agora o enviava, a
fim de apoiar-se em Sua autoridade (DURHAM, 1987), legitimando a comissão de
Moisés (METTINGER, 1987).
Logo, ao se descobrir o
significado do nome divino, também se descobrirá parte do caráter do ser que o
carrega, no caso, o próprio Deus.
No entanto, este estudo
se limitará às principais linhas de interpretação, pois como afirma Durham, “a
gama de interpretações [...] é quase interminável” (DURHAM, 1987, p. 38,
tradução livre) 22.
A
interpretação incognoscível
Alguns intérpretes,
tais como Zimmerli (apud GIANOTT, 1985, p. 41, tradução livre), atestam que o
nome divino representado pelo tetragrama tem um significado incognoscível, ou
seja, que não pode ser conhecido. Estes têm sua base principal na argumentação
da transcendência de Deus, que faz com que os seres humanos não possam conhecer
Seu caráter. Acrescentam como argumentos Apocalipse 19:12, “E os seus olhos
eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um
nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo”; e Gênesis 32:2923,
quando na luta de Jacó com Deus, este recusa dizer seu nome, dando a entender,
segundo os defensores dessa tese, que não se pode colocar o significado do nome
em uma “gaiola de definição”24. Em adição a isto, alguns interpretam
a resposta de Deus à pergunta de Moisés em Êxodo 3, como uma resposta evasiva,
tentando não responder a pergunta do profeta (DURHAM, 1987). Seria como se Deus
dissesse: “Você me pergunta quem eu sou. Eu simplesmente sou e não há meio de
me definir” (ZIMMERLI apud GIANOTTI, 1985, p. 41, tradução livre)25.
Contudo, esta hipótese
mostra-se menos plausível quando termina-se a leitura do contexto de Êxodo 3,
especialmente os versos 14 e 15 que vinculam o Eu Sou com YHWH, dando assim, um
nome para Deus. Não que expresse um significado completo do caráter divino, mas
apresenta uma declaração a respeito do caráter de Deus usando um de Seus nomes
(GIANOTTI, 1985).
A
interpretação ontológica
Esta interpretação
baseia-se principalmente na perícope de Êxodo 3:13–22, o diálogo entre Deus e
Moisés, passagem considerada como chave que revela o nome de Deus e seu
significado. O trecho principal (Êx 3:11-15) com seu contexto reza o seguinte:
(Verso 11) Então Moisés disse a
Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? (Verso
12) E disse: Certamente eu serei (’ehyehאֶ
הְ י ֶ ה[ ]) contigo; e isto te será por sinal de
que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus
neste monte.(Verso 13) Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos
filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles
me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? (Verso 14) E disse Deus a Moisés:
EU SOU O QUE SOU (’ehyeh ’ªšer ’ehyeh [הֶיְהֶר
אֶׁשֲה אֶיְהֶא]). Disse mais:
Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU (’ehyeh [הֶיְהֶא]) me enviou a vós.
(Verso 15) E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR Deus de (YHWH ’elôhēy [יֵהֹלֱה אָהוְי]) vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o
Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome [יִמְּׁש] eternamente, e este é
meu me-morial de geração em geração.
O verbo ’ehyeh está na
1ª pessoa comum do imperfeito Qal do verbo hāyāh (היה), “ser”, “estar”. Sendo
assim, muitos argúem: por que no verso 11 este verbo fora traduzido no futuro e
no verso 14, ele foi traduzido no presente? Doukhan (1993, p. 36, tradução livre),
explana que o verbo hebraico, como em outras línguas semíticas, tem duas “conjugações”,
o “perfeito” e o “imperfeito”. E elas não expressam categorias de tempo
(passado e futuro), mas, categorias de ação. “O perfeito expressa a ideia de
uma ação realizada; o imperfeito expressa a ideia de uma ação incompleta (em
andamento). Assim, o perfeito corresponde mais ou menos ao nosso passado, e o
imperfeito ao nosso futuro.” Não há conjugação no presente no Hebraico, porém,
quando isso ocorre, segundo ele, “está tanto certo como errado, visto que o
imperfeito hebraico cobre presente e futuro, mas em vez de expressar um tempo
específico, o imperfeito expressa uma perspectiva.”26
Logo, ambas as
traduções são válidas, apesar da forma mais provável ser: “eu serei” (DOUKHAN,
1993; MELAMED, 2001).
Entretanto, como há a
ideia de continuidade e ação incompleta, a LXX traz: ἐγώ ἐιμί ὁ ὤν,
“Eu sou Aquele
que é” ou
“Eu estou sendo
Aquele que está
sendo”; e a
Vulgata: ego sum
qui sum (BÍBLIA
DE JERUSALÉM, 1973, Êx 3:14,
nota c), “Eu sou quem sou”, no verso 14a e, qui est, “Quem é” no 14b
(DURHAM, 1987). Com isso, os defensores dessa interpretação acreditam que
’ehyeh’ªšer ’ehyeh pode ser traduzido e interpretado como “Eu
sou Aquele que
sempre é”, “Eu sou Aquele que está sendo”, “Eu estou sendo o que estou
sendo” (DURHAM, 1987,
p. 39, tradução livre)27,
“Eu sou o existente” (BÍBLIA DE JERUSALÉM, 1973, Êx 3:14, nota c), “Eu sou
Aquele que existe por Si mesmo” (LOCKYER, 1975, p. 18, tradução livre)28.
E a conexão disso com o tetragrama ocorre pela repetição tripla de ’ehyeh,
seguida do aparecimento do tetragrama (DURHAM, 1987), conectando à raiz hyhcom
YHWH, que alguns creem ser proveniente da raiz hwh, a raiz aramaica primitiva
de hyh (JENNI, 1978; OEHLER, 1883; SARNA, 1991), quando flexionada na 3ª pessoa
(ABBA, 1961). Mesmo antigos
“exegetas, como Onkelos, os Targuns de Jerusalém e pseudo-Jonathan relacionam
‘Ehyeh’ e ‘Ehyeh Asher Ehyeh’ com o nome da Divindade, e aceitam a etimologia
de ‘hayah’= ‘ser’” (TOY E BLAU, 2002, tradução livre).29
Pelas razões
supracitadas, alguns judeus traduziram o tetragrama por “o Eterno”,
argumentando que o nome é formado “pelas letras que compõem as palavras ‘foi’ [היה],
‘é’ [הוה] e ‘será’ [יהוה],” (MELAMED, 2001) expressando a “qualidade de ser absoluto,
o eterno, imutável [e de] dinâmica presença” (SARNA, 1991,
p. 17, tradução livre)30. Para eles “o tetragrama representa o nível em
que passado, presente e futuro são os mesmos” (WORLD ORT, 2000, tradução livre)31.
Portanto, neste ponto de vista interpretativo, Deus revelou ser autoexistente,
eterno, imutável e de livre vontade (OEHLER, 1883).
Todavia, contra esta visão,
há o argumento de que o verbo hāyāh nunca significa “pura existência”, mas traz
o sentido de “acontecendo”, “tornando-se”, “estando em um certo estado ou
lugar”, “estando presente” (ABBA, 1961).
A
interpretação causativa
Outros intérpretes veem
na raiz hāyāh (היה) mais significados além de “ser” ou “estar”. Veem “existir”,
“tornar-se”, “chegar a ser”, “manifestar-se”, “originar”. E no nome YHWH, interpretam-no
como sendo uma forma verbal do causativo hifil, dando o significado de “Aquele
que traz à existência”, “Aquele que mantém o ser”, “Aquele que cria” (JENNI,
1978, tradução livre)32. Consequentemente, formam-se expressões
interligadas que têm outros significados, como YHWH ṣēbā’ôt, significando “Ele
que cria as hostes celestiais” (METTINGER, 1987).
Porém, contra esta
interpretação, Abba (1961, p 32) argumenta que não há nenhuma ocorrência do
verbo hāyāh na forma hifil no texto hebraico; Mettinger (1987, p. 32) ainda
acrescenta que o Antigo Testamento coloca a ideia de “criar” através de outros
verbos, como por exemplo: bārā’, qānā etc; e, como último argumento contra,
Gianotti (1985, p. 44) propõe a dificuldade observada na expressão YHWH
’elôhîm, que, segundo a ideia proposta pela interpretação causativa, resultaria
em “aquele que cria Deus”, algo que deve ser rejeitado.
Contudo, Freedman
(1986, p. 513), um dos principais defensores dessa tese, insiste que o nome
YHWH pode ser um único ou especial uso do tronco causativo (THOMPSON, 1992).
A
interpretação do “sopro”
Uma conjectura sobre a etimologia do nome
divino é que seja derivado da raiz hwh,
“soprar”, baseando-se em raízes árabes (JENNI,
1978). Isso posto, alguns como Wellhausen, chamam YHWH de “o soprador”
(the breather), que seria uma designação ao Deus do tempo, do vento e da
tempestade (WELLHAUSEN apud TOY E BLAU, 2002, tradução livre). Outros, como o
Rabino e ativista político americano Arthur Waskow (apud GERSHON, 2008,
tradução livre), propõem que “as quatro letras do nome hebraico de Deus são
consoantes suaves” e que se pronunciadas sem vogal, o som seria como o de uma
respiração: “yod, hê, waw, hê” ou “yah...weh”33.
Entretanto, essa
interpretação não é tão provável, pelo fato de que a raiz semítica hyh como
forma posterior de hwh é muito mais plausível de ser aceita por sua proximidade
com esta, do que com qualquer outra raiz árabe (JENNI, 1978).
A
interpretação da aliança
Os proponentes desta interpretação
afirmam que as interpretações ontológica e causativa não são satisfatórias por
não considerarem o contexto amplo de onde o nome divino aparece. Então, eles
propõem que o background de Êxodo 3
traz à luz o real significado do nome divino.
Um dos principais proponentes
é Raymond Abba (1961, tradução livre), que mostra o contexto da passagem em
questão: o encontro divino com Moisés, marcando o início da história de Israel
como nação. Porque Deus visitara o povo na escravidão egípcia, e ao ver sua
aflição e ouvir seu choro, decide, por meio de Moisés, realizar a libertação
deles, a fim de estabelecer uma aliança com Seu povo. “Com o chamado de Moisés
foi
dada a repetida garantia da divina presença, ‘Eu estarei com você’34,
a prova de que seria [feita] a realização da libertação de Israel. Libertos da
escravidão no Egito, eles adorariam a Deus, na montanha, onde fora feita a
aliança”. E Deus mesmo esteve presente com Israel por todo o trajeto no deserto
através das colunas de nuvem e de fogo, do tabernáculo e da arca. “Esta certeza
da presença do Deus salvador com seu povo da aliança, que estava incorporada no
nome Yahweh.”
Então, à luz destas
coisas, a fórmula ’ehyeh ’ªšer ’ehyeh de Êxodo 3:14, pode ser interpretada como
uma enfática afirmação de segurança na aliança, isto é, “Eu certamente estarei
presente”.
Essa explicação da
aliança é então corroborada pelo fato de que no Sinai a introdução dos
mandamentos de Deus apresentam a expressão “Eu sou YHWH” (Êx 20:2), bem como em
outras ordens divinas, conforme se vê em Levítico 18:2,4,21,30. E dentro dos
mandamentos de Deus, há um mandamento específico para que o nome divino não
seja tomado em vão (Êx 20:7). É interessante notar que há uma conexão entre o
nome YHWH com “explícitas referências à aliança com os pais e com o verbo
‘redimir’, conclui[-se] que ‘o coração da revelação mosaica de Yahweh, foi que
Ele veio redimir Seu povo’” (MOTYER apud GIANOTTI, 1985, tradução livre).
Davidson (apud ABBA,
1961, tradução livre) chega a asseverar: “O nome não é um nome como Elohim, que
expressa Deus no lado de seu ser, como essência, com vários poderes; é uma
palavra que expressa sim uma relação — Elohim em relação com Israel é Jahweh”.
Outros argumentos
importantes para esta proposta é o fato do verbo hāyāh, com o qual YHWH está
relacionado, ocorrer “frequentemente em fórmulas de concerto (Dt 26:17–18; Jr
7:23; 11:4, 24: 24:7; 31:33; Ez 36:28; 37:27)” (GIANOTTI, 1985) e que a forma
conjugada ’ehyeh no imperfeito, expressa continuidade implícita da “constância
eterna da aliança de Deus que permanece contra a inconstância de Israel” (ABBA,
1961).
Este último argumento é
bem desenvolvido por Abba (1961, p. 326), através de um paralelo com o livro de
Oséias. No Êxodo, no contexto da aliança, Israel é chamado ֶ ְאֶ], “Eu de sou
‘ammîYHWH” [ימִּעַ] (, Êx “meu
6:7–8)povo” . Já (em Êx 3:7,10) e YHWH ’ehyeh [ה יה] Oséias, quando o profeta
estava convicto da infidelidade da nação, que havia transgredido o
relacionamento, proclamou a Palavra do SENHOR: “Vós não sois meu povo (lô’
‘ammîֶ ְא־אֶ ל]ֹ ; Os 1:9, tradução de Abba)”. Então, [ימִּא עַ ל])ֹ, e para
vós Eu não estarei mais presente (lô’ ’ehyeh [ה יה]. Para Raymond Abba (1961,
p. 327, tradução livre),
A concepção incorporada
no nome divino Yahweh é pessoal e dinâmica; transcendência bem como imanência
estão subentendidas. Yahweh repetidamente “visita” seu povo, tanto para
julgamento, quanto para salvação; sua presença “corresponde a cada vez uma nova
aproximação”; Ele intervém em sua história para levantá-lo da indiferença ou
salvá-lo da aflição […] É pela ação divina em julgamento e salvação que Yahweh
é conhecido […] O verbo hyh com o qual este está ligado, denota não o ser
essencialmente, mas o ser fenomenologicamente, […] [e] embora a ideia básica do
nome Yahweh no contexto de Êxodo 3 e 4 ser “presença”, a forma verbal tem a
sugestão de “tornar-se”, […] a ativa manifestação de existência. Deus é
presente na história manifestando-se a si mesmo de uma nova forma à humanidade
[…] Através de suas visitações Yahweh se torna conhecido; em cada nova
aproximação algo de seu cará ter
e propósito é revelado35.
Logo, na visão dele,
Deus pode somente ser conhecido realmente “de acordo com o caráter funcional de
seu ser, não em seu próprio ser”. No entanto, esta visão não considera que,
biblicamente, “o ser ontológico de Deus não está separado de seus atos”
(informação verbal)36. Diferentemente do que a Teologia clássica
afirma, Deus se revela na história através de seus atos, logo pode-se conhecer
alguns aspectos do ser de Deus, somente aqueles revelados por Seus atos e
caráter funcional. Além do mais, Abba também não considerou a possibilidade da
multiplicidade de sentidos que pode estar envolvida no nome divino.
Considerações
Finais
O Tetragrama sagrado
foi, é e será objeto de estudo por muito anos. Muitas conjecturas e estudos foram
formulados sobre o seu significado, que revelaria a identidade do Deus de
Israel. Contudo, o que os autores analisados provavelmente não perceberam foi
que na língua hebraica acontece o “fenômeno” da polissemia37, a
multiplicidade de significados.
Jacques B. Doukhan
(1993, p. xxi, tradução livre), argumentando sobre a simplicidade da língua
hebraica, diz que é uma das línguas mais fáceis do mundo. “Em comparação com
outras línguas antigas, contemporâneas aos tempos bíblicos, como o sumeriano,
acadiano ou mesmo o grego, ou qualquer outra língua moderna, o hebraico mostra
a mais simples gramática e vocabulário.” Diferente do sumeriano, acadiano,
grego, alemão etc. Não há declinações no hebraico. Ele possui um vocabulário
muito pequeno: somente 225 palavras são usadas mais de 200 vezes na Bíblia;
constituindo o vocabulário básico. “As palavras restantes são também compostas
de palavras etimologicamente relacionadas, ou são palavras raras.”38
Diante disso, muitos
estudiosos da língua hebraica afirmam que esta é uma língua altamente
polissêmica, pelo fato de que isto é muito comum em línguas
“que apresentam uma estrutura sintática e morfológica mais concisa. […] A
própria estrutura gramatical de raízes tri-consonantais influenciaria a
existência de vários significados para uma mesma forma lexical.” Entretanto, há
sentidos mais representativos ou básicos, prototípicos, e outros menos
prototípicos, derivados (CRUZ, 2010). E de fato, muitas vezes esse tipo de
“recurso” é utilizado propositalmente na Bíblia para dar uma ideia de
totalidade ou multiplicidade de significado (VERMEULEN, 2009)39, como
o que ocorre no paralelismo Janus, na poesia bíblica (GROSSBERG, 1986).
Portanto, é possível
que no nome Yahweh também haja polissemia com o objetivo de expressar uma gama
de significados. Cada um dos aspectos explorados pelas diferentes
interpretações são importantes: o contexto imediato segue para uma direção, o
contexto amplo para outra, a raiz etimológica para outra.
São ideias fortes, mas incompletas, algo que favorece o argumento da
polissemia. Seja qual for a real significação de Yahweh, é certo que Deus,
revelado como YHWH, é de certa forma, incognoscível; é santo, eterno,
autoexistente, criador, que provê a vida e o fôlego a todos os seres viventes,
que quer entrar em relação de aliança com a humanidade em amor e é também o
Deus tanto transcendente, como imanente, que “visita” seu povo, que se
manifesta agindo na história humana.
E a manifestação máxima
da imanência, a aproximação de Deus, foi quando o logos, o ’ādônāy, o kyrios, o
próprio Yahweh, tornou-se carne e habitou entre nós (Jo 1:14), para nos salvar
de nossos pecados, através do sangue da nova aliança. Seu nome é Jesus, ou no
hebraico, Yehoshua, “Yahweh salva”, “porque Ele salvará o Seu povo dos pecados
deles” (Mt 1:21).
Notas:
1. Bacharelando em
Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Email: samuel.shiguemoto@msn.com
2. Pós-doutor em estudos
hebraicos pela USP. Reitor do Seminário Latino-americano de Teologia (Salt),
Brasília.
3. Alguns transliteram
a consoante vav com v e não com w. Este estudo usará a transliteração comum nos EUA, que utiliza
w.
4. Contudo outros há
que defendem o número de 5.321 vezes, como Abba (1961), Payne (1998).
5. Contagem feita pelo
software BibleWorks 7.0.
6. “The Great and
Terrible Name, [...] The Ineffable Name”.
7. O verso diz: “E
aquele que blasfemar o nome do SENHOR, certamente morrerá; toda a congregação
certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome
do SENHOR, será morto.”
8. Rute 2:4: “E eis que
Boaz veio de Belém, e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco. E disseram-lhe
eles: O SENHOR te abençoe.”
9. “Josephus says he
was not allowed to utter the name (Ant. II. 12, 4), and Philo re-lates that it
was heard and uttered in the Holy of holies (Vit. Mos., iii. 11). The Mishna
Barachoth (ix. 5)
says, in commenting
upon Ruth ii.
4, Judg. ii.
16, that its
use was permitted
in greetings. Abba
Schaul (Sanhedrin x. 1),
on the other
hand, includes amongst those who have no part in the future
life all who pronounce the divine name as it is written. According to
Maimonides (More, i. 61), the name might only be uttered in the temple by the
priests in pronouncing the blessing, and by the high priests on the day of
atonement; but even this privilege was taken away after the death of Simeon.”
10. “The [pronunciation
of the Divine] Name of four letters [JHVH] the sages con-fide to their
disciples once a septennate [sabbatical year]”.
11. Alguns acreditam
ser a forma correta e original, como Gataker e Leusden, (apudOEHLER, 1883).
12. “When the Masoretic
scribes added vowels to the Hebrew manuscripts of the Bible in the seventh or
eighth century A.D. they added the vowels for ‘Ado-nai to the consonants YHWH”.
13. Thompson também
argumenta que talvez essa forma confusa tenha começado por volta do ano 1100;
contudo, Gesenius em seu léxico defende a data aproximada de 1520 por
Galatinus. (BROWN; et al., 1980).
14. Do Aramaico lit. [O
que está] escrito e [Como deve ser] lido (WIKIPEDIA, 2011).
15. Qere Perpetuum é a
forma vocalizadaה ָֹהוְי ouה ִֹהוְי transmitida pelos massoretas, pela junção
das consoantes do tetragrama com as vogais de יָנֹדֲא, que foi transliterada e
transmitida por Jeová. Ver Jenni (1978).
16. Comentário proferido
por Reinaldo W. Siqueira nas aulas de Hebraico II na Faculdade Adventista de
Teologia, em 2009.
17. Hipocorístico é uma
palavra cuja formação fonética tem o objetivo de suavizar ou atenuar o som da
palavra de que se origina. Por extensão, um hipocorístico pode ser também uma
palavra derivada de um nome próprio, adotada com propósitos de diferenciação
por intimidade. Em geral, mas nem sempre, consistem na forma reduzida do nome
por apócope ou aférese, algumas vezes também no grau aumentativo ou diminutivo
(WIKIPEDIA, 2011).
18. Nomes teofóricos
são aqueles que, na sua composição, tem a palavra Deus ou o nome de uma
divindade específica. Wikcionario (2011).
19. A Tradução Novo
Mundo das Escrituras Sagradas, das Testemunhas de Jeová, é um exemplo das
traduções modernas que mantém o nome Jeová.
20. O vocábulo grego da
LXX foi emprestado para o Novo Testamento. Mais tarde fora traduzido por
Jerônimo na Vulgata por Dominus em ambos os Testamentos.
21. “seeks the
significance, character, quality, and interpretation of the name.”
22. “The range of
interpretations of this response [...] is nearly endless”
23. O verso diz: “E
Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por
que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.”
24. “the cage of a
definition”.
25. “You ask who I am;
I simply am. There is no way to define Myself”
26. “Like in other
Semitic languages, Hebrew knows two
tenses, the Perfect
and the Imperfect. (Footnote #1: There is no present tense in
Hebrew; this explains why the Imperfect form in the name of God in Exod 3:14
has been translated with a present by the Septuagint [“I am ho I am”]. In fact,
this rendering is both right and wrong since the Hebrew Imperfect encompasses
present and future; but rather than expressing a specific time, the Imperfect
empresses a perspective, in this instance, the eternal perspective of the God
of Hope.) These tenses do not express, like in our languages, categories of
time (past and future), but rather categories of action. The Perfect expresses
the idea of an unaccomplished action (in becoming). Thus Perfect corresponds
more or less to our Past, and Imperfect to our Future.”
27. “connoting
continuing, unfinished action: ‘I am being that I am being,’ or ‘I am the
Is-ing One’, that is, ‘the One Who Always Is’.”
28. “The Self-Existing
One.”
29. “The oldest exegetes,
such as Onkelos,
and the Targumim
of Jerusalem and
pseudo-Jonathan regard ‘Ehyeh’ and ‘Ehyeh asher Ehyeh’ as the name of
the Divi-nity, and accept the etymology of ‘hayah’ = ‘to be’.”
30. “expresses the
quality of absolute Being, the eternal, unchanging, dynamic presence.”
31. “The Tetragrammaton
denotes the level where past, present and future are the same.”
32. “El que da el ser,
El que mantiene El ser.”
33. “is that all four
letters of God’s Hebrew name are soft consonants. If you try to pronounce them
without any vowels, the sound that emerges is just like that of taking a
breath.”
34. O autor apresenta os textos: Êxodo 3:12;
4:12, 15; 33:14; Josué 1:5.
35. “The conception
embodied in the divine nameה וָהְי is personal and dynamַ ic; transcendence as
well as immanence is implied. Yahweh repeatedly ‘visits’ his people both in
judgment and in salvation; his presence ‘corresponds each time to a new
approach’; he intervenes in their history to arouse them from indifference or
to save them in distress […] It is by the divine action in judgment and in
salvation that Yahweh is known […] The verbהיה
with which it is linked denotes not to be essentially but to be
phenomenally […] Although the basic idea of the name הוָהְי in the context of
Exod [sic] 3 and 4 is ‘presence,’ the verbal ַ form has the suggestion of
‘becoming’; […]the active manifestation of existence. God is present in history
manifesting himself anew to mankind […] Through his visitations Yahweh becomes
known; in each new approach something of his character and purpose is
revealed.” (ênfase acrescentada).
36. Comentário
proferido por Jean C. Zuckowski nas aulas de Panorama Religioso Brasileiro
na Faculdade Adventista de Teologia, em 05 de ago. de 2011.
37. Diferenciação entre
homonímia e polissemia: na homonímia, temos palavras diferentes com
coincidência de grafia ou fonética e, na polissemia, temos uma mesma palavra
que apresentaria significados distintos, mas relacionados entre si. (ver CRUZ,
2010?).
38. “In fact, Hebrew is
one of the easiest languages of the world. In comparison to other ancient
languages contemporary to the biblical times, such as Sumerian, Akkadian, or
even to Greek, or any modern language, Hebrew displays a more simple grammar
and vocabulary. There are no declesions to learn in opposition to Sumerian,
Akkadian, Greek, German etc. There is very little vocabulary: only about 225
words are used more than 200 times in the Bible; they constitute the basic
vocabulary. The remaining words are either made up of etymologically related
words, or are rare words.”
39. A autora comenta na
página 8 sobre o uso do palalelismo Janus em Gn 24:16, como na poesia bíblica,
onde uma palavra pode ter um sentido duplo, um de acordo com a oração
precedente e o outro com a oração seguinte; Doukhan (1993, p. 195) tem um
capítulo sobre o pensamento hebreu (hebrew thought), falando sobre a totalidade
expressa pelas palavras.
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FONTE: Revista Kerigma, v. 7, nº 02 (2011)
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