ESTAMOS NO “TEMPO DO FIM” DA HISTÓRIA DO MUNDO?
Ricardo André
Quando aproximava-se da
hora da Sua crucificação, Jesus falou muitas coisas importantes aos Seus
discípulos. Entre elas, a promessa de seu retorno à Terra. “Virei outra vez”,
prometeu Jesus (Jo 14:3). Ao longo de todos os tempos os cristãos sempre têm
mantido os olhos voltados para essa grande promessa feita por Jesus para os
Seus discípulos, mas todos admitimos que ela se estende a todos que, ao longo
da história da humanidade, aceitaram o plano de salvação através de Jesus.
A volta de Jesus será
um acontecimento tão grande e intenso que trará literalmente um fim ao mundo
como o conhecemos. As Sagradas Escrituras afirmam que Ele virá “com poder e
grande glória” (Mt 24:30). Ela é a “bendita esperança” de todo crente (Tito
2:13), pois para além do fim da história deste mundo, ela marca o fim de todo o
mal, angústia, dor e morte, e o início de uma nova forma de vida que nunca terá
fim. Essa esperança iluminava cada perspectiva do cristão primitivo. Ela é a
bendita esperança da igreja Remanescente. Para os primeiro adventistas as
palavras “bendita esperança” proviam um brado arrebatador. Enchiam seus
corações de alegria. Enchiam seus sermões, eles as escreviam em seus hinos,
atém mesmo assinavam suas cartas “vós na bendita esperança”. O próprio nome
“Adventista” traduz a nossa esperança e é a mensagem-chave da igreja em todo o
mundo por mais de 170 anos.
As grandes linhas da
profecia têm sempre acompanhado os eventos culminantes anteriores à vida de
Cristo. A pergunta de capital importância, tão, é: Onde estamos, à luz das
profecias de Daniel e apocalipse?
Nos livros proféticos
de Daniel, no capítulo 12, e Apocalipse, no capítulo 10, encontramos duas
significativas profecias, que como uma luz, nos mostram onde nos encontramos no
cronômetro divino, a partir de eventos profético que precedem o segundo advento
de Cristo. Neles há algumas informações relevantes sobre o tempo e da volta de
Jesus. Esse artigo se propõe a analisar justamente essas duas profecias. A esse
respeito, Ellen G. White escreveu: “Ao nos aproximarmos do fim da história
deste mundo, as profecias registradas por Daniel demandam nossa especial
atenção, visto relacionarem-se com o próprio tempo em que estamos vivendo. Com
elas devem-se ligar os ensinos do último livro das Escrituras do Novo
Testamento. Satanás tem levado muitos a crer que as porções proféticas dos
escritos de Daniel e João o revelador não podem ser compreendidas. Mas a
promessa é clara de que bênção especial acompanhará o estudo dessas profecias.
"Os sábios entenderão" (Dan. 12:10), foi dito com respeito às visões
de Daniel que deviam ser abertas nos últimos dias; e da revelação que Cristo
deu a Seu servo João para guia do povo de Deus através dos séculos, a promessa
é: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta
profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas." Apoc. 1:3” (Profetas e Reis, p. 547, 548).
Ao término das
revelações proféticas concedidas ao profeta Daniel, um “homem vestido de linho”
(Dn 12:6), o mesmo homem, que o profeta tinha visto no início da visão,
aparecera novamente, e deu-lhe a intrigante instrução: “Quanto a você, Daniel,
encerre as palavras e sele o livro, até o tempo do fim. Muitos correrão de um
lado para outro, e o saber se multiplicará” (Dn 12:4, NAA). Cremos ser Miguel essa
Pessoa, o próprio Cristo. Segundo a revelação, Ele encontrava-se sobre as águas
do rio Tigre, ladeado por Seus anjos.
Quando Daniel O viu,
perguntou: “Quando se cumprirão estas
maravilhas?” (Dn 12:6). Que maravilhas o profeta estava se referindo?
Obviamente, a correria das pessoas para esquadrinhar as profecias de Daniel e
sua consequente expansão espetacular da compreensão delas. Após a resposta do
“homem vestido de linho”, Daniel continua sem entender e Lhe faz a segunda
indagação: “Meu senhor, qual será o fim
destas coisas?” (Dn 12:8). Curiosamente, Miguel não respondeu a segunda pergunta de Daniel. Mas, proferiu
as significativas palavras: Quanto a
você, Daniel, encerre as palavras e sele o livro, até o tempo do fim” (Dn 12:4).
Não sabemos ao certo por que Ele não demonstrou interesse em responder qual
seria “o fim dessas coisas”. Talvez porque, nas palavras do teólogo Maxwell, “Daniel
não estava vivendo no tempo do fim; portanto, não necessitava compreender os
detalhes daquilo que ocorreria apenas no tempo do fim” (MAXWELL, C. Mervyn, Uma Nova Era Segundo as Profecias de
Daniel, CPB, p. 317).
Não obstante a recusa
de Miguel em responder a segunda pergunta do profeta, Ele responde a primeira
de maneira maravilhosa: “Então ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre
as águas do rio. Ele levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou por
aquele que vive eternamente, dizendo: — Passarão
um tempo, tempos e metade de um tempo. E, quando tiverem acabado de
destruir o poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão” (Dn 12:7).
De acordo com a
revelação profética, as profecias contidas no livro de Daniel deveriam
permanecer seladas (incompreendidas) até ao tempo do fim, o que pressupõe que,
ao chegar esse tempo, o interesse de muitas pessoas por essas profecias seriam
despertadas. Elas iriam estudá-las com afinco e suas mentes seriam iluminadas
pelas profecias do tempo do fim.
Uma vez que a
multiplicação do conhecimento das profecias apresentadas no livro de Daniel se
daria no tempo do fim, a pergunta que se impõe é: Quando começa o tempo do fim?
Conforme a resposta de Miguel, ele começa após um misterioso período profético
denominado de “um tempo, tempos e metade
de um tempo”. Mas, o que significa essa profecia de tempo? Quando ela
começa e termina? Se conseguirmos decifrar esse código profético saberemos
quando ocorrerá o tempo do fim.
Quando
começaria o “tempo do fim”?
Importante dizer que
esse período profético “um tempo, tempos
e metade de um tempo” já aparecera antes, no capítulo 7 do livro, para
representar o período de atuação do papado ou do sistema católico romano na
Europa representado pela “ponta pequena”, surgida do quarto animal da visão
profética de Daniel. As evidências históricas apontam para Roma imperial como
sendo o quarto animal dessa profecia. Afirma o texto sacro: “Ele falará contra
o Altíssimo, oprimirá os santos do Altíssimo e tentará mudar os tempos e a lei;
e os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25). Este
mesmo período profético foi por João mencionado cinco vezes em três diferentes
modos no livro do Apocalipse (11:2, 3; 12:6, 14; 13:5). O método de expressão
usado por João como por Daniel é “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”.
(Apocalipse 12:14; Daniel 7:25; 12:7). De acordo com o Comentário Bíblico Adventista, “o termo aramaico ‘iddan, aqui traduzido como ‘tempo’,
ocorre também em Daniel 4:16, 23, 25 e 32, em que a palavra, sem dúvida,
significa ‘um ano’” (v. 4, p. 917). Um
“tempo” é modo hebreu de expressão para um ano. (Daniel 4: 16; 11: 13).
Portanto, a conclusão lógica é que, um “tempo” seria um ano ou 360 dias, dois
“tempos” seriam iguais a dois anos ou 720 dias, meio “tempo” igualaria a meio
ano, ou 180 dias. O total é 1260 dias. Essa é a designação empregada no Ap
12:6. Em Ap 13:5, a expressão usada é “42 meses”. Um mês profético consiste em
30 dias (proféticos), assim 42 meses multiplicado por 30, daria 1260 dias
(anos). Comentaristas bíblicos concordam que em profecia, um dia representa um
ano. Então, se aplicarmos o princípio bíblico de um dia por um ano, conforme
estabelecido em Nm 14:34 e Ez 4:6, na profecia dos três anos e meio, dos 42
meses ou 1260 dias, teremos um longo período de 1260 anos.
A mensagem de Daniel
12:4 é clara: Após os 1260 anos, estes marcados pela grande perseguição do povo
de Deus, desencadeado pela Igreja Católica Romana, o “tempo do fim” teria
início, e haveria um despertamento espiritual, gerado pelo estudo e compreensão
das profecias de Daniel. Mas, quando começa esse tempo? “O período profético do
“chifre pequeno” começou em 538 d. C., quando os ostrogodos abandonaram o cerco
a Roma, e o bispo de Roma, liberto do controle ariano, ficou livre para exercer
as prerrogativas do decreto de Justiniano, de 533, e a partir de então aumentar
a autoridade da “Santa Sé”. Exatamente 1. 260 anos depois (1798), as vitórias
espetaculares do exército de Napoleão, na Itália, colocaram o papa à mercê do
governo revolucionário francês, que então o advertiu de que a religião romana
seria sempre inimiga irreconciliável da República [...]. Por ordem de Napoleão,
o General M. Berthier invadiu Roma com um exército francês, proclamou que que o
governo político do papado chegara ao fim, e levou o papa prisioneiro para a
França, onde morreu no exílio. A derrota do papado, em 1798, marcou o clímax de
uma longa série de eventos relacionada com seu declínio progressivo, e foi
também a conclusão do período profético de 1. 260 anos” (Comentário Bíblico Adventista, v. 4, p. 918).
O decreto de Justiniano,
imperador do Império Romano do Oriente, a que se refere o Comentário Bíblico
Adventista editado em 533, “promulgou como lei o cristianismo ortodoxo”,
colocando o papa como cabeça formal da cristandade; ordenou que todos os grupos
cristãos se submetessem à sua autoridade e deu a ele o poder civil de sentenciar
à morte os hereges. Porém, esse código não foi legalmente promulgado, nem
sancionado até o fim do cerco a Roma, em 538, “o ano em que os ostrogodos foram
derrotados” (Uma Nova Era Segundo as
Profecias de Daniel, p. 129). Belisário, general do imperador Justiniano, assumiu
o controle de Roma e de seus arredores. Só então o código que atribuía poderes
ao papado pôde ser realmente executado por Belisário, além das fronteiras de
Roma.
Vale dizer que o
pontífice que fora aprisionado pelo general napoleônico ao final dos 1. 260
anos foi o papa Pio VI. Durante esse tempo não houve papa reinante. Esse golpe
no papado desfechado pelas forças de Napoleão já estava predita também na
profecia de Apocalipse 13, onde se diz que uma das cabeças da besta papal seria
golpeada de morte. Verso 3. “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se
alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto”. Verso 10. Com que
notável precisão cumpriu-se de modo cabal o período profético de 1260 anos!
Portanto, a partir de 1798 o mundo entrou num tempo chamado na profecia bíblica
de “tempo do fim”, no qual ocorreriam diversos eventos religiosos, políticos e
sociais que conduziriam ao fim do mundo mediante a segunda vinda de Cristo.
Ellen G. White nos
aconselha a estudarmos o cumprimento profético passado - estudar os princípios
envolvidos - porque situações similares surgirão novamente e o povo de Deus
terá que enfrentá-las. “Estamos no
limiar de grandes e solenes acontecimentos. Muitas das profecias estão prestes
a se cumprir em rápida sucessão. Cada elemento de energia está prestes a ser
posto em ação. Repetir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão
revividas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus. A tensão está
se apoderando da família humana. Está permeando tudo na Terra […] Estudai o
Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá […]” (Testemunhos para Ministros e Obreiros
Evangélicos, p. 116).
Preparemo-nos para tais
questões através da compreensão dos desafios envolvidos naqueles eventos passados.
A História irá se repetir. Daniel 7:25
e Apocalipse 13:7 são duas profecias
que se referem à perseguição do povo de Deus durante os 1260 anos de domínio
papal na Europa. Sabemos que a perseguição contra o povo de Deus se repetirá
nos tempos finais da história humana, porque outra profecia diz que será assim
(Ap 13:15-17). Estudar a vida dos fiéis e os problemas que enfrentaram em sua
época – e como os encararam – pode nos fortalecer para enfrentar a perseguição
que teremos em nosso próprio tempo.
A perseguição ao fiel
povo de Deus ainda está no futuro bem próximo, mas em cumprimento das profecias
apocalípticas, um significativo evento no âmbito religioso ocorreu pouco depois
do início do tempo do fim: o grande despertamento religioso na América do Norte,
na década de 1840, resultante do estudo das profecias de tempo do livro de
Daniel. Desse movimento de estudo das profecias surgiu o último Remanescente
Fiel da história, que até hoje atua no mundo ajudando milhões de pessoas a se
prepararem para a breve volta de Jesus em glória e majestade. (Ap 12:17; 14:6,
7).
O
“Homem vestido de linho” aparece a João na forma de um “Anjo forte”
Curiosamente, o “homem
vestido de linho” que aparecera na visão de Daniel, registrada no capítulo 12,
reaparece em Apocalipse 10. Ele aparece na figura de um “Anjo forte” (10:1). À
semelhança da visão de Daniel, Ele aparece a João com Sua mão erguida, e jura
por “Aquele que vive pelos séculos dos séculos” (Dn 12:7; Ap 10:5, 6). Clara
evidência de tratar-se do mesmo Ser em ambas as visões.
João assim descreveu o
“Anjo” que abarca a Terra e o mar: “Vi outro anjo forte descendo do céu,
vestido de uma nuvem. Por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto
era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo” (Ap 10:1). Seis vezes, no
Apocalipse, a mensagem enviada do Céu é simbolizada por um anjo. Mas a
descrição deste anjo é mais gloriosa do que a dos outros: “O seu rosto era como o Sol”.
Quem é o “Anjo forte” que João viu vir
diretamente da presença de Deus? A semelhança da descrição com a de Cristo
em Apoc.1:13-16, indica que este anjo seja Cristo. Quando transfigurado diante
dos discípulos, o rosto de Cristo “brilhava como o Sol” (Mat. 17:2). Ele é
chamado “o Mensageiro do concerto” (Mal.3:1), e “o Anjo que me redimiu” (Gên. 48:16).
Em Daniel 12:1 e 7,
Jesus é apresentado como Miguel. Mas se Miguel é identificado como o Arcanjo,
seria Cristo, então, um anjo? O Arcanjo não é um anjo. Ele é o chefe dos anjos.
Por exemplo, o presidente do Brasil é o comandante-em-chefe do exército, mas
não é um soldado. Cristo é um mensageiro. Ele não é um ser criado, como um
anjo.
Outra evidência de que
o Anjo forte é Jesus está em I
Tess.4:16. Ali nos é dito que é a voz do Arcanjo que despertará os mortos,
por ocasião da primeira ressurreição. Em João 5:25, nos é dito que é a voz do
Filho de Deus que despertará os mortos.
“O Anjo forte que
instruiu a João não era outro personagem senão Jesus Cristo. Pondo o pé direito
sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, Ele mostra a parte que desempenha
nas cenas finais do grande conflito com Satanás. Essa posição denota Seu
supremo poder e autoridade sobre a Terra” (Comentário
Bíblico Adventista, v. 7, p. 971).
O arco celeste é
símbolo do concerto e a “nuvem” é também sinal da divindade, pois uma nuvem
sobre o acampamento de Israel era evidência da presença de Deus como guia de
Seu povo.
A
profecia prevê um movimento mundial de Pregação
Na sua visão, João nota
que o Anjo forte tem em suas mão um “livrinho aberto”. Segue-se a ordem para
que ele tome o livro e coma-o. De pronto, ele obedece e descobre que na boca o
livro é doce ao paladar mas amargo no estômago (Ap 10:2-10). Não
obstante o desapontamento causado pelo amargo do livro, ele recebe a seguinte
ordem: “É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos,
nações, línguas e reis” (Apocalipse 10:11). Ele recebe a instrução para continuar
a pregar as boas novas do evangelho no mundo.
Que
livro aberto pode ser este? Parece haver apenas uma resposta, pois,
até onde se saiba, a única parte das Escrituras que foi fechada ou selada foi
uma porção do livro de Daniel. Ao profeta foi ordenado: “Fecha estas palavras e sela
este livro até o tempo do fim. Muitos correrão de uma parte para outra, e o
conhecimento se multiplicará”. (Dn 12:4). “Esta admoestação se aplica
particularmente à parte das profecias de Daniel que trata dos últimos dias
(...) e, sem dúvida, especialmente ao fator do tempo dos 2.300 dias (Cap.
8:14), pois se relaciona com a pregação das mensagens do primeiro, do segundo e
do terceiro anjos (Ap 14:6-12). Visto que a mensagem do Anjo que estamos
considerando trata do tempo e presumivelmente de acontecimentos no tempo do
fim, quando livro de Daniel devia ser desselado (Dn 12:4), parece ser razoável
deduzir que o livrinho aberto na mão do Anjo era o livro de Daniel. Com a
apresentação a João do livrinho aberto, são reveladas as partes seladas da
profecia de Daniel. O fator do tempo, indicando o fim da profecia dos 2.300
dias, torna-se claro. Consequentemente, o capítulo em apreço focaliza o tempo
em que foi feita a proclamação dos versos 6 e 7, isto é, durante os anos 1840 a
1844” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 797).
Uma vez que esta parte
do livro de Daniel foi fechada somente até o tempo do fim, segue-se
naturalmente que nesse tempo do fim ele seria aberto. Como mostramos acima, o
tempo do fim começou exatamente ao fim do período profético dos 1. 260 anos, em
1798, quando, não temos dúvida em afirmar, o selo do livro de Daniel foi removido,
dando início a um grande movimento religioso que se dedicaria ao estudo
aprofundado das profecias relativas ao “tempo do fim”.
Louvado seja Deus
Yahweh porque o livro de Daniel está sendo aberto nos últimos dias! Profecias
que antes não eram entendidas, agora o são. Nem tudo no livro de Daniel foi
selado, Nabucodonosor sabia quem era a cabeça de ouro na imagem de Daniel.
Havia muitas coisas que foram entendidas.
O que realmente
confundiu Daniel naquelas visões foram as profecias de longo tempo. Sobre elas,
ele disse: “Espantei-me acerca da visão”. As profecias que o deixaram
confuso foram as 70 semanas, os 1260 dias e os 2300 dias, proféticos, ou seja,
um dia equivalente a um ano.
A profecia revelada em Daniel
8:14 diz: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será
purificado”. Em Daniel 9:25, a explanação relativa à
primeira parte dos 2300 anos nos diz que este grande período profético
iniciar-se-ia com “a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. E esta ordem, dada aos judeus que eram
cativos no Oriente ao tempo da dominação mundial da Pérsia, foi emitida pelo
rei Artaxerxes, na última parte do ano 457, antes de Cristo. Contando desta
data inicial, os 2300 anos alcançaram a última parte do ano de 1844, quando
então a verdade seria restaurada pela pregação e o santuário seria purificado.
Segundo o ritual do
santuário do antigo Israel, a purificação do santuário significava a remoção
simbólica dos pecados do povo de Deus do santuário, através de um sacrifício
especial, oferecido sempre no dia 10, do sétimo mês judaico, correspondendo a
outubro do nosso calendário.
O santuário de Israel,
erguido por Moisés conforme o modelo que lhe fora mostrado por Deus, era uma
figura do verdadeiro santuário que existe no céu, onde Cristo ministra por Sua
igreja desde que para lá ascendeu, depois de Sua ressurreição (Êx 25:8, 9; Hb
8:1-5).
Desse modo, a
purificação simbólica do santuário de Israel realizada pelo sumo sacerdote uma
vez ao ano, era emblema da purificação do santuário celeste que Cristo devia se
realizar a partir do final dos 2300 anos, ou seja: Depois de 1844. Como no
santuário terrestre os serviços diários eram efetuados no lugar santo e a
purificação no lugar santíssimo, de modo idêntico, Cristo, desde que ascendeu
ao céu, efetuou Sua obra de intercessão no lugar santo do santuário celestial
até 1844.
Nesta data, em outubro,
Ele deixou o lugar santo e penetrou no lugar santíssimo para efetuar a
purificação do santuário, ou seja, a remoção dos pecados de Seu povo. Esta obra
de purificação continuará até o fechamento da porta da graça, quando estará
concluída a purificação do santuário celestial e Jesus voltará para executar o
juízo.
Olhando a História,
podemos ver que foi perto do fim dos 2.300 dias proféticos, em 1844, que o
anjo, com o livro aberto de Daniel, fez exatamente o que foi mostrado a João.
Precisamente no tempo previsto, a mensagem profética do anjo envolveu toda a
Terra. Como predito na visão de João, o tempo profético atingiu seu clímax.
No fim do século XVIII
e início do século XIX, as pessoas começaram a estudar as profecias de Daniel e
Apocalipse. Assim, muitos chegaram à conclusão de que os 2.300 dias de Daniel
8:14 terminariam no fim dos anos 1840. Pensando que a purificação do santuário
descrita por Daniel se referia à purificação da Terra pelo fogo da segunda
vinda de Cristo, concluíram que esse seria o tempo do retorno de Jesus. Essa
fantástica notícia logo foi proclamada em todo o mundo.
Como os servos de Deus
entenderam a purificação do santuário na profecia de Daniel? A resposta
histórica é esta: Eles entenderam que o santuário a ser purificado no final dos
2300 anos, em 1844, era a própria terra e que, para que isto pudesse ser
realizado, Jesus deveria voltar naquele ano e atear fogo e enxofre ao mundo
para purificá-lo da maldade humana.
Como chegaram à
conclusão de que a terra seria o santuário a ser purificado? Simplesmente pelo
fato de, em 1844, não haver mais santuário na terra e desconhecerem a doutrina
do santuário celestial, do qual o santuário terrestre era uma cópia.
O fato de conceberem,
pelo livro de Daniel, que Jesus voltaria em 1844 para purificar a terra e
salvá-los é que cumpre a profecia de ter o profeta achado o livrinho doce como
o mel ao tomá-lo da mão do anjo e comê-lo. Nada mais doce para eles do que ter
a indicação do ano da volta de Jesus e estarem, como pensavam eles, diante da
concretização de suas tão acalentadas expectativas quanto ao retorno do Senhor
Jesus.
A conclusão de que
Cristo estava para voltar em seus dias causou profundo impacto na vida de
Guilherme Miller. É o que se depreende de suas palavras: “Não preciso dizer da
alegria que inundou meu coração em vista da feliz perspectiva, ou da ardente
ansiedade de minha alma pela participação nas alegrias dos redimidos” (Apology
and Defence, p. 11, 12, citado por Enoque de Oliveira em A Mão de Deus ao Leme, p. 32).
“Dentro do movimento os
crentes aguardavam com alegre expectativa. A adolescente Ellen Harmon escreveu
depois: ‘Este foi o ano mais feliz de minha vida. Meu coração estava cheio de
feliz expectativa’” (C. Mervyn Maxwell, História
do Adventismo, CPB, p. 33). Realmente a abertura do livrinho foi doce como
mel.
O
desapontamento previsto na profecia
Inicialmente, Guilherme
Miller, pastor da igreja batista de Nova York, começou a pregar que a volta de
Jesus ocorreria no dia 22 de Outubro de 1844. O grande erro do movimento
consistiu em não compreenderem seus dirigentes a natureza do acontecimento que
tomaria lugar no fim do período profético dos 2300 anos, isto é, em Outubro de
1844. Para os adventistas do sétimo dia, em particular, o ano de 1844 e os que
o precederam, evocam o nome de Guilherme Miller. Entretanto, ele era apenas um
dos muitos que pregavam, naquele tempo, sobre o breve retorno de Jesus. Pessoas
como Manuel Lacunza (um padre jesuíta), José Wolff (um judeu cristão), Henrique
Drummond (um banqueiro inglês e membro do Parlamento), Guilherme Cunninngham,
Henrique Richter, os pregadores-mirins na Suécia e muitos outros pregadores na
Escócia, Irlanda, França, Alemanha, Holanda, Suíça, América do Sul, Oriente
Médio e em maior quantidade na Inglaterra também proclamavam o fato de que as
profecias do fim dos tempos estavam quase se cumprindo e, como haviam entendido,
Jesus voltaria (C. Mervyn Maxwell, História
do Adventismo, CPB, p. 39).
No fim do tempo
profético, precisamente como havia sido mostrado ao apóstolo João e no tempo
exato predito por Daniel mais de 2.300 anos antes, a mensagem foi proclamada
com ‘grande voz’ ao redor do mundo. Não é de admirar que os pioneiros
adventistas ficassem tão eufóricos quando chegaram à conclusão de que era o
cumprimento da profecia!
“Fui,
pois, ao anjo, e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e
come-o. Ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. Tomei
o livrinho da mão do anjo, e o comi. Na minha boca era doce como mel, mas
tendo-o comido, o meu ventre ficou amargo” (Apocalipse 10:9, 10).
A expressão “toma-o
e come-o” significa que a mensagem seria devorada: Plenamente
assimilada, recebida. “Achadas as tuas palavras, logo as comi”
(Jer.15:16). O anúncio da breve volta de Jesus foi recebido com grande
entusiasmo. A alegria enchia o coração dos cristãos. Mas eles estavam
condenados ao desapontamento. Quando a hora chegou e Jesus não apareceu, a fé
dos crentes sofreu um golpe terrível. O que tinha sido doce como mel, agora se
tornara amargo como fel, tal como dissera o anjo.
Não poderia haver
melhor resumo do que aconteceu a seguir, na história da Igreja Adventista, do
que aquelas palavras proféticas. Todos os fundadores da igreja haviam sido
mileritas, ou seja, seguidores de Guilherme Miller, um fazendeiro batista que
se tornara pregador e proclamava que Cristo retornaria por volta de 1843 ou
1844, no fim da profecia dos 2.300 dias, como ele havia entendido. Para os
adventistas que vivem hoje, 176 anos após aquele evento, é difícil imaginar
quão preciosa foi a experiência daqueles mileritas ao se aproximarem do dia 22
de outubro de 1844, data que, segundo os estudos feitos por eles, seria o fim
da profecia de Daniel. Sua experiência foi fascinante durante as semanas que
precederam o dia 22 de outubro. Ao ler alguns de seus relatos, vislumbramos um
imenso sentimento de alegria.
“No fim do encontro, as
colinas de granito de New Hampshire ecoavam o grande clamor: ‘Eis o Noivo! Saí
ao Seu encontro!’ Enquanto as carroças carregadas e os vagões nas estradas de
ferro voltavam para os diferentes estados, cidades e vilas da Nova Inglaterra,
o clamor ainda ressoava: ‘Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!’ O tempo é curto!
Preparem-se! Preparem-se!”
(José Bates, Second Advent Way Marks and
High Heaps, 1847, p. 30, 31.).
“Semelhante à vaga da
maré”, Ellen White disse que “o movimento se alastrou pelo país. Foi de cidade
em cidade, de aldeia em aldeia, e para lugares distantes, no interior, até que
o expectante povo de Deus ficou completamente desperto” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 400).
Finalmente, o grande
dia chegou. Guilherme Miller disse o seguinte: “Mesmo os piores escarnecedores
se calaram” naquele dia. Mas continuou dizendo: “O dia passou. Na manhã
seguinte, era como se todos os demônios do mais profundo abismo viessem sobre
nós. Os mesmos … que gritavam por misericórdia … antes, estavam agora …
escarnecendo, zombando e ameaçando da maneira mais blasfema.” (Guilherme Miller
carta manuscrita a J. O. Orr, M.D., 13 de dezembro de 1844, citado em F. D.
Nichol, The Midnight Cry, p. 266).
A experiência que havia
sido tão doce em sua boca, como predito pelo apóstolo João, agora se tornara
amarga no estômago. Assim como não podemos compreender completamente a
experiência pela qual passaram, há tanto tempo, ao aguardar a volta de Jesus
naquela terça-feira, também não entendemos plenamente a intensidade da dor que
sentiram nos dias e semanas após o desapontamento de 22 de outubro.
Logo que me tornei
adventista em meados de 1980, li com fascinação a história dos pioneiros e do
grande desapontamento de 1844. É difícil compreender o grande drama
experimentado pelos pioneiros adventistas naquela época. Calcula-se que mais de
50.000 pessoas esperavam a volta de Jesus, “naquele dia”! A população dos
Estados Unidos era de 20 milhões!
“Ao soar a hora no
relógio, a família de [Hiram] Edson e seus amigos, tal como os mileritas por
toda parte, contaram as batidas com corações opressos. Quando nada mais se fez
ouvir, senão o monótono ritmo de seu tique-taque, certificaram-se de que o “dia
havia passado” e seu “desapontamento tornou-se uma certeza”. Disse Edson: Nossas
mais caras esperanças e expectações foram esmagadas, e um tal espírito de
pranto nos sobreveio como nunca havíamos experimentado antes.[...] Choramos e
choramos, até o alvorecer.” (C. Mervyn Maxwell, História do Adventismo, CPB, p. 49).
“Escreveu Tiago White
anos depois: ‘Quando o irmão Himes visitou Portland, Maine, poucos dias após a
passagem da data, e declarou que os irmãos deveriam preparar-se para outro duro
inverno, meus sentimentos foram quase incontroláveis. Deixei o local da reunião
e chorei como uma criança’” (Idem, p. 36).
Os discípulos de Cristo
passaram por idêntica experiência. Poderia haver coisa mais trágica do que a
morte de Jesus, para homens que haviam abandonado tudo, crendo que Ele era o
Cristo? Quando eles desceram da cruz o corpo do seu Senhor, e o sepultaram,
também sepultaram as suas esperanças.
Sua obra, porém, não
estava terminada. Na verdade, ela mal havia começado. Foi depois do seu grande
desapontamento que os apóstolos realizaram sua maior obra. Na tarde após a
ressurreição, lemos que o Senhor “abriu-lhes o entendimento para
compreenderem as Escrituras” (Luc. 24:45).
Desapontamentos humanos
são, às vezes, desígnios divinos, e como os apóstolos, dezoito séculos antes,
este grande desapontamento de 1844 provou-se ser uma bênção disfarçada.
Uma mensagem maior
precisava ainda ser dada ao mundo. Alguns, é certo, renunciaram à sua fé e
deixaram a Palavra de Deus; mas, esse próprio desapontamento conduziu muitos
outros a um estudo mais aprofundado da Bíblia.
O
despertar de um novo movimento mundial
“Então foi-me dito:
Importa que profetizes outra vez acerca de muitos povos, nações, línguas e
reis” (Apocalipse 10:11).
É notável como a
profecia indica neste texto um novo movimento mundial constituído de crentes
que participaram do grande desapontamento de 1844. Outra vez deviam levantar o
clamor mundial da segunda vinda de Cristo, sem, no entanto, assinalarem uma
nova data para o Seu aparecimento.
Nova luz deveria
incidir sobre o caminho dos pesquisadores da Palavra de Deus. Uma maior
mensagem, abarcando profecias ainda não imaginadas, devia vir à luz como
resultado daquele estudo. Aquela mensagem pregada até 1844, não era a mensagem
final de Deus.
Depois do grande
desapontamento de 1844, os crentes genuínos não abandonaram sua crença na
Segunda Vinda de Cristo, ou a convicção de que o seu movimento era de origem
divina. Renovado interesse no estudo da Bíblia resultou em mais clara
compreensão da profecia. “Muitas vezes ficávamos reunidos até alta noite, e às
vezes a noite toda, pedindo luz e estudando a Palavra”, escreveu Ellen G. White
(Mensagens escolhidas, v. 2, p. 206).
Foi desse espírito de oração e sincero exame das Sagradas Escrituras que surgiu
a Igreja Adventista do Sétimo Dia. A breve volta de Jesus tornou-se uma grande
certeza para Ela. Essa igreja foi estabelecida com a missão mundial de avisar
ao mundo de que Cristo voltará. Fundaram-se instituições médicas e educacionais
em muitas partes do Globo. Foram erigidas igrejas, escolas, hospitais e casas
publicadoras para ajudar a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua
e povo. Os Adventistas do Sétimo Dia consideram sua vocação um cumprimento da
profecia bíblica. Eles devem desempenhar uma parte muito importante no soar da
sétimo trombeta (Ap 11). Encaram com seriedade a ordem de Ap 10:11: “Importa que profetizes
outra vez acerca de muitos povos, nações, línguas e reis”.
A certeza da Sua vinda
223
anos nos separam do início do tempo do fim, 177 anos do início do juízo
investigativo no Céu, e Cristo ainda não voltou. Quanto tempo mais teremos que
esperar para O encontrar em Sua vinda? Felizmente, não nos compete saber. É da
alçada divina. Deus sabe quando Seu Filho deverá voltar para nos buscar. O que
me concerne é estar preparado, vigilante, hoje. É isso que o Senhor espera de
mim e de qualquer que ama a Sua vinda. A verdade é que, independentemente de
quanto tempo tenhamos que esperar, é certo que Jesus virá, pois Ele mesmo deu Sua
palavra de honra ao prometer: “Virei outra vez” (Jo 14:3; Ap
22:20). Seu segundo advento é um certeza divina! O
apóstolo Paulo sabendo que, no tempo do fim, os que houvessem aceitado o
evangelho eterno seriam tentados a perder a confiança nele por causa da
aparente demora da volta de Jesus, ele escreveu: “Porque ainda um
pouquinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10:37,
ACF). Deus mantém conta certa
do tempo. A Bíblia permanece verdadeira. O cumprimento das profecias de Daniel
e Apocalipse com precisão e muitas outras no futuro bem próximo, indicam que
Jesus está prestes a voltar, a fim de estabelecer seu reino. E o novo reino “não
será jamais destruído” e “subsistirá para sempre” (Dn 2:44). As mensagens dadas
à Igreja Remanescente pela inspirada profetisa Ellen G. White nos guiarão até
ao fim. Muitos luminares brilhantes poderão apagar-se, tornando-se trevas, mas
a luz profética brilhará e mais à medida que se aproximar do glorioso dia da
volta de Jesus.
Vislumbrando aquele grande dia Ellen White escreveu: “Dentro
de pouco tempo Jesus virá para salvar Seus filhos e dar-lhes o toque final da
imortalidade. Este corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade, e este
corpo mortal se revestirá da imortalidade. As sepulturas se abrirão, e os
mortos sairão vitoriosos, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55. Os nossos queridos,
que dormem em Jesus, sairão revestidos da imortalidade. E, ao ascenderem os
remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais da cidade de Deus de par em par, e neles
entrarão os que observaram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais bela que qualquer
música que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: "Vinde, benditos de Meu
Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do
mundo." Mat. 25:34. Então os justos receberão sua recompensa. Sua vida
correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas aos pés do Redentor,
tangerão as harpas de ouro e encherão todo o Céu de bela música” (Conselhos
Sobre Mordomia, p. 350).
Que dia será aquele, quando Ele abrir todos os cemitérios do
mundo! Erguerá os mortos e nos unirá pela eternidade como os nosso queridos.
Jesus promete tanto aos ressuscitados quantos aos vivos: “(...) voltarei e os
levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (João 14:3, NVI). Vidas
solitárias e frustradas despertarão para a amizade com Jesus através dos tempos
eternos.
Querido amigo, como está a sua fé e esperança na volta de
Jesus? Esperando-O cada dia, preparado? Não me é tão importante que eu esteja
esperando meu Senhor por 36 anos e quanto mais terei de esperar. O que me
preocupa é meu preparo, da minha família e o da minha igreja nestes dias tão
importante nos quais esperamos nosso Senhor. A vinda dEle é certa. Nunca
percamos a fé e a esperança na Sua vinda. Ele é o Senhor do Advento. Nos
preparemos e ajudemos a outros também a se prepararem para o glorioso encontro
com Senhor. “Todo o que pretende ser um servo de Deus é convidado a realizar Seu
serviço como se cada dia fosse o último.” (Ellen G. White, Maranata: O Senhor
Vem![MM 1977], p. 106).
Assim, como seres humanos, temos apenas dois finais
possíveis. Quando tudo estiver dito e feito, ou vamos ser destruídos totalmente
com o pecado, com os pecadores impenitentes e com o mal, ou vamos viver para
sempre junto a Deus, que, por meio de Jesus, abriu o caminho a todos nós, mesmo
aos piores entre nós, para morarmos com ele no paraíso. De uma maneira ou de
outra, a eternidade aguarda todos nós.
Amigo, de que lado você vai estar por ocasião do fim do
mundo? Que tipo de emoção você vai ter alegria ou terror? Decida estar entre o
grupo que vai dizer: “Este é o nosso Deus a quem aguardávamos” (Is 25:9). Se
fizermos dEle o Senhor do nosso coração, nós O receberemos alegremente por
ocasião de Seu retorno à Terra.
Não adie o seu encontro com Jesus. Não espere mais. Tome uma
decisão hoje de pertencer a Ele e a Sua Igreja, “ou seja, os que guardam os
mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Abra seu coração a
Jesus. Peça a Ele que dirija a sua vida. Agora é o tempo, agora é o momento de
entregar-se totalmente nas mãos de Jesus e preparar-se para a sua volta.
Deus te abençoe ricamente!
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