CINCO PROVAS HISTÓRICAS DA PASSAGEM DE JESUS POR ESTE MUNDO
Fernando
Jorge*
Eu li, no número 450 da
revista Época,
as seguintes linhas de Hildeberto Aquino:
“Jesus é a maior ilusão
da humanidade, à custa da qual oportunistas se locupletam. De sua efetiva
existência, não há uma só prova cabal, científica, irrefutável. Tudo se resume
a intencionais conjecturas com o propósito de iludir e oprimir os incautos e deles
sugar até a última gota da consciência…e de dinheiro”.
Para o Hildeberto
Aquino, portanto, Jesus é uma criação dos vigaristas. Um personagem inventado
por alguém que apenas quiz causar a alienação de todos nós e arrancar dinheiro
dos crédulos, dos ingênuos, dos trouxas…Hildeberto pertence a família dos
“Novos Ateus”, da qual fazem parte o filósofo americano Daniel Dennet e o
zoólogo britânico Richard Dawkins. Ambos em 2006, lançaram manifestos dedicados
a contextar a existência de Deus.
Agora vamos revelar
como de fato Jesus Cristo existiu (e ainda existe), desmintindo a afirmativa do
materialista Hildeberto Aquino.
Prova
Histórica Nº 01
A bela Bíblia sagrada.
Ela não é apenas um livro religioso, é também um magnífico livro histórico.
Tudo que apresenta sobre Jesus Cristo, a Palestina, o Egito, a Assíria, o
Império Romano, as regiões do Oriente, os seus reis, os seus profetas, os
apóstolos, tudo tem o cunho da verdade.
Prova
Histórica Nº 02
O texto do historiador
judeu Flávio Josefo, da época de Cristo. Ele evocou a incomparável figura deste
no capítulo terceiro do volume XVIII da obra Antiguidades judaicas.
Reproduzo aqui o texto:
“Entretanto existia,
naquele tempo, um certo Jesus, homem sábio…Era fazedor de milagres…ensinava de
tal maneira que os homens o escutavam com prazer…Era o Cristo, e quando Pilatos
o condenou a ser crucificado, esses que o amavam não o abandonaram e ele lhes
apareceu no terceiro dia…”
Como estamos vendo, o
historiador Flávio Josefo mencionou, inclusive, a ressurreição do Verbo Divino!
Prova
Histórica Nº 03
O texto de Públio
Cornélio Tácito, um dos maiores historiadores da Antiguidade (56-57 AC), na
parte XV dos seus Anais:
“Nero infligiu as
torturas mais refinadas a esses homens que sob o nome comum de cristãos, eram
já marcados pela mais merecida das infâmias. O nome deles se originava de
Cristo, que sob o reinado de Tibério, havia sofrido a pena de morte por um
decreto do procurador Pôncio Pilatos”
Comentário do grande
historiador inglês Edward Gibbon (1737-1794) sobre esta evocação do autor de
Dialogus de Oratoribus:
“A crítica mais cética
deve respeitar a verdade desse fato extraordinário e a integridade desse tão
famoso texto de Tácito.”
Prova
Histórica Nº 04
A carta do procônsul
Plínio, o jovem (62-114, após JC), enviada ao imperador Trajano. Eis dos
trechos da carta:
“…maldizer Cristo, um
verdadeiro Cristão não o fará jamais…cantam (os cristãos) hinos a Cristo, como
a um Deus…”
Prova
Histórica Nº 05
Um trecho do capítulo
XXV do livro quinto da obra Vitae Duodecim Caesarum (Os doze césares), escrita
pelo historiador romano Suetônio (cerca de 70-130 d.C.). Nesse trecho do
capítulo no qual evoca o imperador Tibério, ele assim menciona o Nazareno:
“Expulsou de Roma os
judeus, que instigados por um tal Chrestus (Cristo), provocavam frequentes
tumultos.”
Estas cinco provas
históricas, citadas por nós, destroem totalmente a infeliz declaração de
Hildebrando Aquino, que garantiu que “não há uma só prova cabal, científica,
irrefutável”, da passagem de Jesus por este mundo. Hildeberto, você tem
autoridade para invalidar as informações da Bíblia, os textos dos historiadores
Flávio Josefo, Suetônio e Cornélio Tácito, do procônsul Plínio, o jovem? Você
despreza a opinião do insigne historiador inglês Edward Gibbon sobre o escrito
de Tácito, onde este se refere a Jesus Cristo?
Por favor, Hildeberto,
leia mais, estude mais, adquira mais conhecimentos. Não desrespeite a nossa fé
com afirmativas absurdas, insensatas, nascidas de uma profunda carência de
cultura.
*Fernando
Jorge é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos
Jornalistas de São Paulo e autor do Livro “Lutero e a Igreja do Pecado”, cuja
7º edição foi lançada pela Editora Novo Século.
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