O QUE FOI A ESTRELA QUE GUIOU OS MAGOS DO ORIENTE ATÉ BELÉM?
Ricardo
André
De acordo com o
evangelista Mateus, uma estrela muito brilhante, inteiramente incomum cruzou os
céus do Oriente, espalhando a notícia do nascimento do Menino Jesus. E foi
justamente esse brilho intenso que guiou os três magos até o local de seu
nascimento, em Belém (Mt 12:1-12). A Bíblia não dá maiores informações quanto a
estes homens, segundo a tradição eram três porque trouxeram três presentes para
o Senhor, mas a verdade é que a Palavra não fala nada sobre isso. Segundo o
Comentário Bíblico Adventista, “esses “magos” não eram magos no sentido
como hoje se entende essa palavra. Eles eram nobres de nascimento, educados,
ricos e influentes. Eram os filósofos, os conselheiros do reino, instruídos em
toda sabedoria do antigo Oriente. Os “sábios” que foram em busca do Cristo
recém-nascido não eram idólatras; eram homens retos e íntegros (...). Eles
estudavam as Escrituras hebraicas e ali encontraram uma clara exposição da
verdade. Em particular, as profecias messiânicas do AT chamaram sua atenção e,
entre elas, as palavras de Balaão: “uma estrela procederá de Jacó” (Nm 24:17).
É provável que também conhecessem e entendessem a profecia de tempo de Daniel
(Dn 9:25, 26), e chegaram à conclusão de que a vinda do Messias estava próxima
(...). Na noite do nascimento de Cristo,
uma luz misteriosa apareceu no céu e se tornou uma estrela brilhante que persistia
no céu ocidental (...). Impressionados com seu brilho, os magos consultaram
outra vez os rolos sagrados. Ao buscarem compreender o significado dos escritos
sagrados, foram instruídos em sonho a partir em busca do Messias” (Comentário
Bíblico Adventista, v. 5, p. 293). Mas o que era aquela estrela? Seria
a estrela resultado de um fenômeno natural ou da providência divina?
Resposta
da Ciência
Ao longo dos séculos
muitas hipóteses foram levantadas a respeito da natureza da misteriosa estrela
que guiou os magos. Alguns eruditos sugerem fenômenos celestes naturais. Por
exemplo, no século 3 da era cristã, aventava-se que o astro seria um cometa. A
versão ganhou apelo popular a partir de 1 301, quando o cometa Halley passou
junto à terra e foi incorporado a telas e afrescos. Estudos posteriores mostram
que a passagem do Halley mais próxima do nascimento de Jesus ocorrera em 12
a.C., pondo a carta fora do baralho.
A hipótese de que o
brilho do nascimento de Jesus fosse uma supernova tomou força em 1572, quando o
astrônomo dinamarquês Tycho Brahe descobriu que o fenômeno ocorrera em 7 a.C. A
nova é um astro que fica até 100 mil vezes mais brilhante que o normal durante
semanas e depois quase desaparece do firmamento. No século 17, o astrônomo
Johannes Kepler calculou que uma conjunção planetária entre Júpiter e Saturno
teria ocorrido também em 7 a.C (data provável do nascimento de Jesus). – com a
aproximação dos planetas, seus brilhos se somam no céu. Outras duas conjunções
envolvendo Júpiter teriam ocorrido entre 3 a.C. e 2 a.C.: uma tripla conjunção
com Régulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão, e uma aproximação
com Vênus, o primeiro astro que surge no firmamento. Contudo, nenhum desses
fenômenos poderia percorrer um caminho no céu de modo a guiar aqueles homens até
uma cidade específica e então se posicionar sobre uma casa específica.
O
que era a estrela?
De acordo com a Biblioteca Bíblica, “todas as
tentativas de se explicar a estrela como um fenômeno natural são inadequadas
dada a razão dela conduzir os magos de Jerusalém até Belém e então permanecer
sobre a casa. Antes, foi uma manifestação especial dada por Deus, primeiro
quando apareceu indicando o fato do nascimento de Cristo, e depois quando
reapareceu sobre Jerusalém e guiou os magos ao lugar certo. Considerando que
foi registrada uma revelação direta para os magos (v. 12), nada há de
improvável em aceitar uma revelação direta desde o começo para emprestar
significado à estrela” (https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2015/11/interpretacao-de-mateus-2.html)
A escritora cristã
Ellen G. White afirma que aquela misteriosa luz brilhante “não era uma estrela fixa, nem um
planeta, e o fenômeno despertou o mais vivo interesse. Aquela estrela era um
longínquo grupo de anjos resplandecentes, mas isso os sábios ignoravam.
Tiveram, todavia, a impressão de que aquela estrela tinha para eles significado
especial. Consultaram sacerdotes e filósofos, e examinaram os rolos dos antigos
registros. A profecia de Balaão declarara: "Uma Estrela procederá de Jacó
e um cetro subirá de Israel." Núm. 24:17. Teria acaso sido enviada essa
singular estrela como precursora do Prometido? Os magos acolheram com agrado a
luz da verdade enviada pelo Céu; agora era sobre eles derramada em mais
luminosos raios. Foram instruídos em sonhos a ir em busca do recém-nascido
Príncipe” (O Desejado de Todas as Nações, p. 60).
O momento culminante do
Natal, experimentado pelos magos, foi descrito pelo evangelista Mateus: “Ao entrarem
na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então
abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra” (Mateus
2:11, NVI). Para os magos do oriente, o Natal representou alegria pela
vinda do Salvador prometido e aceitação dEle. Esse é o verdadeiro espírito do Natal.
Muitos hoje, se esquecem de Cristo, o centro do Natal, substituem-no pelo
consumismo e o secularismo, permitindo que a presença de intrigas, violências,
indiferença, egoísmo, orgulho e ódio. Mas o Natal, segundo a experiência dos
magos e dos pastores ainda existe e pode ser vivido. Depende de nós mesmos.
Esse Natal deve acontecer todos os dias, pois é uma experiência de aceitação de
Cristo e uma entrega completa da vida a Ele. É uma ocasião de testemunho das
Suas maravilhas. É o começo de uma vida nova para a glória de Deus, o Pai.
Brilhando
ainda está
Parou de brilhar a
estrela que anunciava o nascimento do Messias? O Evangelho nos diz: “Depois
de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no
Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o
menino” (Mt 2:9, NVI). No entanto, quando saíram Do local onde
encontrava-se a manjedoura não foi a estrela que lhes indicou o caminho para
que se desviassem de Herodes, mas sim foram avisados em sonho. Provavelmente,
aquele “grupo de anjos” que brilhavam como estrela já cumprira sua missão e
deixara de brilhar naquele dia.
Entretanto, a estrela
do Salvador não desapareceu e nunca desaparecerá da História da humanidade. Seu
brilho, porém, continua brilhando, e, é na época mais sombria que o Pai das
Luzes envia a mais rutilante das estrelas. Ela brilha na vida dos filhos de
Deus. De
Seu povo, diz Cristo: "Vós sois a luz do mundo" (Mat.
5:14). O anjo Gabriel afirmou que “aqueles que são sábios reluzirão como o
brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas,
para todo o sempre” (Dn 12:3). Portanto, todo cristão é uma luz que
ajuda outros a encontrarem a salvação em Jesus. “Todo o que recebeu divina
iluminação, deve lançar luz sobre o caminho dos que não conhecem a Luz da vida”
(Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 152).Todo cristão é
um missionário para falar a outros a respeito do amor de Deus e de Seu perdão
em Jesus.
Um antigo hino do
Hinário Adventista, n° 46, diz que essa estrela brilhando inda está:
ESTRELA DE LUZ
1. Estrela de luz um
dia brilhou,
Com raro fulgor, e os magos guiou
Ao pobre curral da humilde Belém,
Ao meigo Jesus, a fonte do bem.
Coro:
Brilhando inda está, brilhando inda está,
A estrela de luz, de raro fulgor
Brilhando inda está, brilhando inda está,
A estrela a indicar o Deus Salvador
2. Já por Balaão, da
estrela porvir,
Ouviram falar, em terra oriental;
E logo que a veem, a estão a seguir,
E vão encontrar Jesus, afinal.
3. A fim de encontrar e
ter salvação,
Havemos também de a estrela seguir;
E achando a Jesus, felizes, então,
Do amor e da paz iremos fruir.
Cara amigo leitor,
experimentando essa realidade em nossa vida, estaremos vivendo o verdadeiro
espírito do Natal, hoje e todos os dias.
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