UM MISTÉRIO: QUEM É A BABILÔNIA, A GRANDE?
Ricardo
André
Em Apocalipse 14:6-12 nos
são mostrados, em figura, três grandes anjos que voam pelo meio do céu com
mensagens de advertência divina de misericórdia a um mundo agonizante. Essas
três mensagens angélicas são instrumentos de Deus para chamar o mundo para
adorá-Lo como Criador, afastar-se da apostasia espiritual e ser leal a Deus. O
apóstolo João disse que viu um “anjo voando pelo meio do Céu, tendo um
evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação,
e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6). O termo “anjo” significa
“mensageiro” e, em Apocalipse 14, representa aquelas pessoas que serão
“mensageiras” de Deus para anunciar as três últimas mensagens divinas ao mundo.
As Escrituras Sagradas
contém muitas advertências e apelos decisivos. Pouco antes do Dilúvio, Deus
advertiu uma geração corrupta e perversa (Gn 6:3). Ao antigo povo de Israel foram concedidos 490 anos de advertência e
apelos (Dn 9:24-27). Esse período terminou em 34 da Era Cristã. Eles também
rejeitaram a direção do Espírito Santo.
A mensagem do segundo
anjo salienta uma advertência final, a última oferta de salvação para o mundo. “Um
segundo anjo o seguiu, dizendo: ‘Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez todas as
nações beberem do vinho da fúria da sua prostituição!’” (Apocalipse 14:8).
Como essa mensagem se
relaciona com os eventos finais da história terrestre? Quem é a Babilônia, a
Grande? O que significa essa “queda” dela? O que representa o “vinho” que ela
dar de beber as nações do mundo?
Vamos ao estudo dessa
impressionante profecia. Certamente, Deus tem importantes mensagens para nós
aqui. Que o Espírito Santo lhe guie na compreensão deste capítulo!
Babilônia
Antiga é usada como Símbolo
Na Bíblia, a primeira
referência a Babilônia remonta a Ninrode e à torre de Babel (10:8-10 e 11:1-9).
O texto bíblico descreve as tentativas de Ninrode para fundar uma cidade na
planície de Sinear há mais de 4.000 anos na Mesopotâmia. Ele e seus seguidores
opuseram-se à ordem de Deus para se espalharem pela Terra (Gn 9:1, 7, 18 e 19).
Assim, “desde o começo, a cidade era um símbolo de descrença no Deus verdadeiro
e de desafio a Sua vontade, (...) e sua torre foi um monumento à apostasia, uma
cidadela de rebelião contra Ele” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 917).
Após o juízo divino que confundiu as línguas das pessoas, o povo de Deus chamou
a cidade de Babel, que significa, “confusão” – a confusão produzida pelo mal e
pelo engano.
A maioria das
referências a Babilônia, na Bíblia, dizem respeito ao Império Neobabilônico
desenvolvido por Nabucodonosor, perto do fim do 7° século a. C., transformando-a
em uma das maravilhas do mundo antigo, e tornou-se a terceira potência mundial
da história bíblica. O plano do rei Nabucodonosor era tornar seu reino
universal e eterno (Dn 3:1; 4:30). A sua glória como tal durou pouco – menos de
cem anos – mas, por quase 70 destes ela manteve cativo o povo de Deus, o antigo
Israel. “No entanto, Babilônia também se tornou orgulhosa e cruel (...).
Conquistou o povo de Deus e ameaçou derrotar seu propósito como nação
escolhida. Em uma dramática série de acontecimentos, Deus humilhou
Nabucodonosor e assegurou sua submissão (...). Porém, seus sucessores se
recusaram a se humilhar diante de Deus (ver Dn 5:18-22). Por isso, o reino
acabou sendo pesado na balança do Céu e achado em falta, e seu domínio foi
revogado por decreto do Observador divino (...). Ao longo dos séculos, a cidade
perdeu cada vez mais sua importância até que, no fim do primeiro século d. C.,
praticamente deixou de existir (...)” (Comentário Bíblico, v. 7, p. 917, 918).
Em 539 a. C., os medos
e os persas tomaram a cidade literal de Babilônia nos dias de Belsazar (Dn 5) .
Depois da tomada da cidade e do estabelecimento de seu império, Ciro promulgou
um decreto permitindo o retorno dos judeus a sua pátria (Esdras 1), após os
setenta anos de cativeiro. É por isso que na Bíblia, Ciro e seus exércitos
(reis do Oriente) são usados como símbolo de Cristo e Seus anjos, os reis
antitípicos do “oriente”. Como Ciro libertou o povo de Deus da Babilônia
antiga, assim, no Segundo Advento, Cristo e os anjos libertarão finalmente os
fiéis das perseguições da Babilônia antitípica. (Is 41:2; 44:28; Ap
16:12;17:14; 19:11-16).
Uma vez que a cidade da
Babilônia não mais existe, precisamos encarar o uso dessa palavra, pelo
apóstolo João, como simbólico. Ademais o Apocalipse foi escrito perto do fim do
primeiro século da era Cristã. As aplicações de suas numerosas profecias se
estendem ao futuro, a partir do tempo do apóstolo João. No contexto em que ele
emprega, ela se aplica ao fim do tempo (Ap 17 e 18).
A
Babilônia Mística
Que poder é
representado pela Babilônia mística de Apocalipse? “Babilônia é um termo
abrangente que João usa para caracterizar todos os grupos e movimentos
religiosos que se afastaram da verdade. Isso exige que se interprete sua
“queda” como um evento progressivo e cumulativo” (Comentário Bíblico
Adventista, v. 7, p. 917). É a união religiosa (do papado, do protestantismo
apostatado e ao espiritismo: Ap 16:13, 14) que estabelece a imagem da besta,
impõe a marca ou o sinal da besta e persegue o fiel povo de Deus (Ap 13:15-17:
17:6). Essa união religiosa que se opõe a Cristo e Sua verdade, é amparada pelo
governo secular. Portanto, A “Grande Babilônia” do fim do tempo abrange todo o
conjunto de religiões falsas que se levantam contra Deus. Portanto, a mensagem
do segundo anjo não se refere à história literal de qualquer reino da
Antiguidade. É um apelo para abandonar o sistema de adoração falsa utilizado e
defendido pelas falsas religiões da atualidade, ou seja, a “Babilônia” da
apostasia.
Quanto a “queda” da
Babilônia espiritual refere-se ao processo de apostasia ou de paganização
porque passou o cristianismo a partir do terceiro século. Porém, a queda final
de Babilônia ainda está no futuro. Quando poderemos dizer que Babilônia caiu
completamente? A última parte de Apocalipse 14:8 nos ajuda a responder a esta
pergunta: “(...) que fez todas as nações beberem do vinho da fúria da sua prostituição!”
Quando alguém faz que realizemos
alguma coisa, ele está usando a força, coerção ou compulsão. A “queda” completa
de Babilônia mística ocorrerá quando a besta papal (Ap 13:1-10), o
protestantismo apóstata (Ap 13:11-18) e o espiritismo formarem uma aliança
mundial para impor as nações do mundo a marca da besta, e “pressionarão o
estado secular a fazer cumprir os decretos de Babilônia” (Comentário Bíblico
Adventista, v. 7, p. 919). “Contudo, não se pode ainda dizer que “caiu
Babilônia, (...) que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua
prostituição.” Ainda não deu de beber a todas as nações. (...)A Escritura
Sagrada declara que Satanás, antes da vinda do Senhor, operará “com todo o
poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça”; e
“os que não receberam o amor da verdade para se salvarem” serão deixados à
mercê da “operação do erro, para que creiam a mentira.” 2 Tessalonicenses
2:9-11. A queda de Babilônia se completará quando esta condição for atingida, e
a união da igreja com o mundo se tenha consumado em toda a cristandade. A
mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8 está ainda no
futuro” (O Grande Conflito, p. 389, 390). O mistério em conexão com o
ato de Babilônia compelir todas as
nações parecem deleitar-se em beber o
seu vinho! O ato de as nações beberem do vinho de Babilônia é o resultado de alguma forma de engano. Parece que elas
não sabem que o vinho é o da ira final. Esse vinho não é bom, mas as nações
bebem-no assim mesmo.
Que simboliza o cálice
de vinho da Babilônia? De que se compõe seu vinho? Pode-se dizer que o cálice
da comunhão (1 Co 10:21), de puro suco de uva, que Cristo ofereceu aos apóstolo
como “a nova aliança no Meu sangue” (1 Co 11:25). Simboliza todas as verdades
de que se compõe o plano da salvação. A Igreja de Cristo deve continuar
oferecendo esse cálice ao mundo. Mas Babilônia, apostasia cristã, só pode
oferecer ao mundo vinho fermentado. “Esta taça de veneno que ela oferece ao
mundo representa as falsas doutrinas que aceitou, resultantes da união ilícita
com os poderosos da Terra. A amizade mundana corrompe-lhe a fé, e por seu turno
a igreja exerce uma influência corruptora sobre o mundo, ensinando doutrinas
que se opõem às mais claras instruções das Sagradas Escrituras” (Ellen G.
White, O Grande Conflito, p. 388). Eis algumas das doutrinas que se
encontram no cálice de babilônia papal:
1. A tradição e a
autoridade da Igreja estão acima da Bíblia.
2. O batismo infantil.
3. Adoração de Maria e
dos santos.
4. A imortalidade da
alma; o tormento eterno no inferno.
5. A missa e a
transubstanciação.
6. A confissão dos
pecados ao sacerdote.
7. A penitência.
8. O purgatório.
9. A infalibilidade do
papa.
10. O caráter sagrado
do domingo.
11. A crença de que as
obras humanas contribuem para a nossa justificação.
12. A ideia de que
Cristo não é o único Cabeça da Igreja.
13. A ideia de que
Cristo irá trasladar Seu povo para o Céu através de um “arrebatamento secreto”.
Dois desses erros – a
imortalidade da alma e a santidade do domingo – contribuirão para unir a
confederação total da apostasia que comporá a grande cidade da Babilônia
mística no conflito final com o erro. “Mediante os dois grandes erros — a
imortalidade da alma e a santidade do domingo — Satanás há de enredar o povo em
suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último
cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os
primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do
espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano;
e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma,
desprezando os direitos da consciência” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p.
588).
Babilônia,
a Grande Meretriz
Em Apocalipse 17, outro
símbolo é usado para descrever a Babilônia. “Um dos sete anjos que tinham as
sete taças aproximou-se e me disse: "Venha, eu lhe mostrarei o
julgamento da grande prostituta que está sentada sobre muitas águas, com quem
os reis da terra se prostituíram; os habitantes da terra se embriagaram com o
vinho da sua prostituição". Então o anjo me levou no Espírito para um
deserto. Ali vi uma mulher montada numa besta vermelha, que estava coberta de
nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida
de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um
cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição. Em
sua testa havia esta inscrição: MISTÉRIO: BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS
PROSTITUTAS E DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA” (Apocalipse 17:1-5). A
Babilônia aqui é descrita sob o símbolo de uma mulher impura sentada numa
besta. Na Bíblia uma mulher é usada simbolicamente para representar a Igreja, e
a Igreja é descrita como a noiva de Cristo. “O zelo que tenho por vocês é um
zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo
apresentá-los a ele como uma virgem pura” (2 Co 11:2). No Apocalipse,
uma mulher pura é símbolo do povo de Deus (Ap 12:1), e uma prostituta
representa os que são infiéis a Deus (Êx 34:15; Is 1:21; Jr 2:20; Ez 16:41). A
mulher de Apocalipse 17 representa crenças deturpadas, oposição organizada e
aberta às verdades e ao povo de Deus, a depravação e deslealdade de
“Babilônia”, no fim do tempo, pela figura da prostituta. Pode ser definhada também como sendo “a igreja
cristã que apostatou, perseguiu e praticou ‘prostituição’. Apocalipse 17:2-6”
(C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as profecias do Apocalipse, p. 475).
A profecia não deixa
dúvidas de que esta mulher é a Igreja de Roma. “Com ela se prostituíram os reis
da terra, e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua
prostituição”(Ap 17:2). Esta tem sido a história da igreja de Roma,
desde o quarto século até nossos dias. Deixou de ser uma igreja para ser um
Estado em meio aos Estados do mundo. Sua influência entre os governos da Terra,
com raras exceções, é a mais poderosa de todas as influências humanas. E, como
igreja, não está ligada ao Estado por afinidades espirituais, mas por
finalidades políticas, isto é, para fazer do Estado um instrumento de sua
política sob o véu da religião.
O anjo diz que ela tem
um nome, um nome misterioso, “Babilônia, a Grande”. Como já observamos acima,
“Babilônia, a Grande”, designa, de maneira especial, as religiões apostatadas
unidas no fim dos tempos (...). Sem dúvida, aqui, a Babilônia é denominada
“grande” porque o capítulo aborda mais especificamente o grande esforço final
de Satanás para garantir a lealdade da raça humana por meio da religião”
(Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 944).
O relato diz, no verso
1, que a mulher “se acha sentada sobre muitas águas”. O que significa isso? O
anjo de Deus explicou a João: “As águas que você viu, onde está sentada a
prostituta, são povos, multidões, nações e línguas” (v.15). Ou seja, as
águas representam as massas humanas nas nações da Terra que estão sob a
influência desse poder. O verso 2 indica que reis colocam sua autoridade e
recursos à disposição dessa mulher que o verso 3 afirma estar sentada numa
“besta escarlate” – Satanás e seus representantes terrestres. O quadro de seu
poder mundial e da fonte do qual ele provém nos deixa perplexos, como aconteceu
com o profeta João (v. 6).
João vê em visão que a
meretriz estava sentada numa “besta vermelha” (Ap 17:3, 7). O que é essa besta?
Identificamos a besta de sete cabeças em Apocalipse 13 com o papado porque os
seus característicos são diretamente paralelos aos da ponta pequena em Daniel
7. No entanto em Apocalipse 17, a mulher sentada sobre a besta simboliza o
papado. Portanto, em Apocalipse 17, a besta se sete cabeças parece representar
outra entidade que não seja o papado. Uma besta nas Sagradas Escrituras é o
símbolo de um império ou estado, um exemplo disso; esta em Daniel 7, onde um
leão representa a babilônia, um urso representa os medo pérsia e um leopardo
representa a Grécia, Portanto a mulher de
Apocalipse 17 cavalgando
a besta é
o símbolo de uma combinação de poderes, o poder eclesiástico
cavalgando o poder estatal, ou seja um poder eclesiástico dirigindo um poder
estatal. Portanto, besta representa simbolicamente a estrutura do poder
político, com quem ela mantém estreita relação. Neste símbolo, encontramos
completa união entre igreja e o Estado, e todos cujos nomes “não estão escritos
no livro da vida” ficam admirados ao testemunhar o surgimento e influência
deste tremendo poder político-religioso descrito como “a besta que era, e que já não é,
mas que virá”. “A principal diferença entre as bestas de Apocalipse 13
e 17 é que a primeira, identificada com o papado, não faz distinção entre os
aspectos religioso e político do poder papal, ao passo que, na segunda, os dois
são distintos, a besta representa o poder político, e a mulher, o poder
religioso” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 944).
A taça de ouro na mão
da mulher de apocalipse 17 esta cheia de abominações e da imundície de sua
fornicação, as quais representam doutrinas apóstatas, dogmas corrompidos, os
quais ela produziu para que as nações bebam.
O vidente de Patmos vê
também que essa meretriz “(...) estava embriagada com o sangue dos
santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. Quando a vi, admirei-me com
grande espanto”(Ap 17:6).
O texto bíblico faz uma
clara referência aos milhões de cristãos que padeceram perseguição e foram mortos
por que ousadamente liam a Bíblia, traduziam a Bíblia, ou pregavam usando
a Bíblia e abandonaram as doutrinas e dogmas católicos
tal qual a transubstanciação, pelo Tribunal da Inquisição, durante o período da
Idade Média, quando a Igreja Romana fora suprema em muitos países da Europa. Cada
detalhe da profecia é comprometedor contra a igreja de Roma. A revelação de
Deus denuncia esta instituição como anticristã.
No ano 2000, o extinto Papa
João Paulo em sua Encíclica Memory and Reconciliation, pela primeira vez ele
pediu perdão pelos "erros cometidos
a serviço da verdade por meio do uso de métodos que não têm relação com a
palavra do Senhor".( http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_con_cfaith_doc_20000307_memory-reconc-itc_en.html).
A
declaração refere-se à tortura, aos julgamentos sumários, às conversões
forçadas e às fogueiras nas quais eram queimados os acusados de heresia. O fato
de que a Igreja Católica Romana foi compelida
a pedir perdão por seus pecados pela perseguição feita no passado, confirma uma mãe perseguidora e
apóstata responsável pelo sangue dos santos descritos no apocalipse.
As sete cabeças da
besta são sete montes (reinos), sobre os quais a mulher está assentada
(Apocalipse 17:9). O termo “monte” simbolicamente significa “reino” (ver Daniel
2:35). As sete cabeças podem também significar “reis”, que seriam os
governantes desses reinos (Apocalipse 17:10). As sete cabeças ou os sete reinos
que influenciaram de uma forma ou outra o Império Romano, através suas
ideologias, normas legais, sistemas estruturais, etc. foram: Egito, Assíria,
Babilônia, Medo-Persa, Grécia, Roma Imperial e Roma Eclesiástica. Quando o
apóstolo João recebeu esta visão, os cinco primeiros reinos haviam caído
(Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa e Grécia); o sexto reino existia
(Império Romano); o sétimo reino ainda não tinha vindo, mas que duraria pouco
tempo (Roma Eclesiástica).
A revelação indica que
a besta tinha dez chifres (Ap 17:12-14). As evidências indicam que eles
representam nações modernas que dão apoio político às exigências religiosas de
“Babilônia” (v. 13). O verso 16 denota que por fim as nações representadas
pelos dez chifres voltar-se-ão contra a meretriz por reconhecerem que ela os
enganou.
A palavra “Babilônia”
significa confusão e sendo ela “mãe”, significa que tem filhas, um símbolo das
igrejas que se apegam às suas doutrinas, tradições e por estabelecerem com ela
uma aliança ilícita com o mundo. Deste modo a grande meretriz encabeça a
confusão reinante no seio do cristianismo com suas doutrinas, muitas das quais
de origem pagã.
De fato, somente a
Igreja Católica Romana proclama ser a "MÃE" das igrejas Cristãs. Na Encíclica
papal do ano 2000 Memory and Reconciliation,
onde a Igreja Católica Romana pede perdão por seus pecados, e pelo passado de
perseguição, na secção 3.4 há a chamada” A "Maternidade da Igreja":
“A convicção de que a
Igreja pode fazer-se responsável por seus pecados e pelos pecados de suas
filhas pela virtude da
solidariedade que existe entre
elas através do
tempo e do
espaço por sua incorporação em
Cristo e no
trabalho do Espírito
Santo, e expressa
na particular ideia de “Igreja Mãe" (Mater Ecclesia), que
“na concepção dos primeiros Padres das somas Igreja até toda a aspiração cristã”
(http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_con_cfaith_doc_20000307_memory-reconc-itc_en.html)
A
condenação da Grande Babilônia
A partir do versículo
12 entram em cena os dez chifres que são dez reinos:
“E os dez chifres que
viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como
reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e
entregarão o seu poder e autoridade à besta. (...) E os dez chifres que viste
na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e
comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.” Apocalipse 17:12, 13 e 16.
Depois da derrocada do
Império Romano em 476 d.C., historicamente considerado o último dos impérios
mundiais, o mundo dividiu-se em nações, com suas culturas, raças e línguas, uma
divisão que estender-se-á até a segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta divisão é representada pelos dez chifres. O mesmo entendimento aplica-se
aos dez dedos da estátua, conforme Daniel 2:41.
A profecia prevê que as
nações receberão poder como reis juntamente com a besta por “uma hora” (do
vocábulo grego “oran”: pode significar não necessariamente uma hora, mas, um
espaço definido de tempo ou tempo particular para alguma coisa). Em seguida,
por decisão conjunta, entregarão o seu poder e autoridade à besta. Em outras
palavras as nações colocarão em prática o sistema de governo do extinto Império
Romano. Uma das ações mais cobiçadas é aquela adotada pelo Imperador
Constantino. Com o objetivo de se manter no poder e ter o apoio popular, ele
oficializou a união do Estado com a Igreja. Quando Estado e Igreja andam
juntos, os governantes passam a ser dependentes daquele antigo sistema
político-religioso romano. Ao receber dinheiro público para as chamadas “ações
sociais”, a grande meretriz se robustece, domina as multidões e torna-se
inusitadamente abrangente, a ponto de encabeçar uma poderosa confederação
mundial, incluindo igrejas, autoridades civis e militares, governantes, todos apoiados
e aglutinados pelo seu poderio econômico, político e religioso, conluiados para
tentarem criar um governo global com princípios anticristãos, razão porque Deus
conclama Seu povo a não se submeter a tais ensinamentos anti-escriturísticos
(Apocalipse 18:4).
Diz a profecia que “os
dez chifres que viste na besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão
desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.” Apocalipse
17:16.
Durante as cenas
finais, antes da gloriosa vinda de Jesus a esta Terra, as nações, sentindo-se
enganadas pelas magias praticadas pela grande meretriz (Apocalipse 18:23),
levantar-se-ão contra ela (Apocalipse 18:6), queimando-a no fogo. Cumpre-se,
assim, a profecia a respeito da queda e destruição da grande Babilônia (Apocalipse
18:2; Apocalipse 14:8).
Conclusão
A grande meretriz
encabeça na realidade um gigantesco sistema de engano (Apocalipse 18:23). A sua
arrogância, vaidade e orgulho, provindos de suas características únicas, as
quais são objetos de tanta admiração e culto, são muito bem destacadas pela
Palavra de Deus (ver Apocalipse 17:4 e 18:7).
Sem dúvida alguma, quem
está por trás de tudo isso é Satanás. O arqui-enganador aspira eternizar aqui o
seu império do mal, na sua longa disputa pela posse da Terra.
A destruição da grande
meretriz será inevitável e será idêntica àquela ocorrida à Babilônia antiga
(Apocalipse 18:21; Jeremias 51:63 e 64). A ideia da iminência está expressa nas
páginas sagradas (Apocalipse 18:8). Embora o capítulo dezessete do livro do
Apocalipse descreva poderes malignos que se encontram muito ativos, por outro
lado, traz conforto para o povo de Deus. Dentro em breve o nosso Senhor Jesus
virá e intervirá a favor dos Seus:
“Pelejarão eles contra
o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos
reis; vencerão também os que estão com Ele, os chamados, e eleitos, e fieis.”
Apocalipse 17:14.
O
apelo final de Deus ao Seu povo que se encontra em Babilônia
“Antes de destruir a
babilônia antiga, Deus enviou aviso (ou profecias) referentes à inexorável
destruição que sobreviria a ela. A cidade se tornaria em ruínas e sua população
seria constituída por animais em vez de seres humanos (Isa. 13:19-22)”
(Comentário Sobre os Livros de Daniel e Apocalipse, p. 289). Similarmente,
antes da completa destruição da babilônia espiritual, Deus fará um último
apelo, por meio do Alto Clamor, aos fieis para deixarem a Babilônia e evitarem a
destruição juntamente com ela. “Então ouvi outra voz do céu que dizia:
"Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus
pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam!” (Apocalipse
18:4, NVI).
“Assim como o povo de
Deus se retirou da Babilônia literal a fim de voltar para Jerusalém. Se povo
dos dias de hoje é chamado a sair da babilônia mística, para ser considerado
digno de entrar na Nova Jerusalém. Presume-se que todos aqueles que verdadeiramente
fazem parte de Seu povo ouvirão a voz divina e atenderão Seu chamado (...)”
(Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 955).
Querido amigo leitor,
encontra-se você em Babilônia? Deus sabe que há milhões de pessoas sinceras que
ainda encontram-se em Babilônia, que ainda não se deram conta que de que suas
igrejas constituem a Babilônia por rejeitarem os claros ensinos bíblicos por
doutrinas pagãs. Deus ama a todos esses Seus filhos fiéis. É por isso que Ele
está proclamando hoje a Sua advertência, a última no tempo do fim. Ele deseja
que seu fiel povo que se encontra nas diversas comunidades apóstatas, despertem
para o grave perigo em que se encontram – o perigo de se envolver como os
pecados de babilônia. O Senhor Jesus espera que eles saiam de babilônia
imediatamente! Ele ama Seu povo!
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