VÊ-LA-EMOS EM BREVE!
Ricardo
André
No início de outubro de
2016, minha sogra Janilda Matos de Santana, encontrava-se doente em sua casa.
Minha esposa, Ana Claudia, percebendo que ela não poderia ficar só a trouxe
para a nossa casa. Fez uma bateria de exames. Um deles indicava que ela
estava com pedras na vesícula e que precisava fazer uma cirurgia para a retirada
dessas pedras. Ela encontrava-se bastante debilitada, muito fraca, pois
não conseguia ficar muito tempo em pé. Ficava o tempo todo deitada. Mas, todos
nós da família estávamos tranquilo, porque acreditávamos que com a cirurgia ela iria melhorar e voltar a sua vida normal.
Finalmente, minha
esposa conseguiu marcar a cirurgia dela no Hospital Universitário, em
Aracaju/SE. No dia marcado, minha esposa levou-a ao hospital cheia de esperança.
Ao chegar lá, o médico disse para ela que uma pedra da vesícula deslocou-se e
que precisava saber onde ela se alojou para depois realizar a cirurgia.
Solicitou, então, uma ressonância magnética. Naquele dia minha esposa chegou em
casa desesperada, aos prantos, por conta da não realização da cirurgia, uma vez que sua mãe estava cada vez mais ficando sem forças. Na semana
seguinte conseguiu fazer o exame dela.
No dia 15 de outubro,
minha sogra ficou muito mal, vomitava muito. Depressa minha esposa levou-a ao
Hospital Regional de Lagarto. Ficou internada. Nesse ínterim, conseguiu a
transferência dela para o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), em Aracaju.
No dia 17, dá entrada no HUSE. Um médico pede o resultado da Ressonância Magnética,
que já estava com minha esposa. Ao olhar o exame o médico foi taxativo: “Sua
mãe está com um tumor grande no fígado. Terá que fazer uma biopsia para
determinar se ele é benigno ou maligno”. Minutos depois, minha esposa ligou
para mim muito triste para me dizer a má notícia. Pensei: “Meu Deus, o que
aconteceu?” Antes que eu enunciasse a pergunta, veio a resposta do outro lado
da linha: “Minha mãe foi diagnosticada com um tumor no fígado”.
São ocasiões na vida em
que o chão some debaixo de você. Não sabia exatamente o que pensar. Muito menos
que atitude tomar. Decidi orar pela minha sogra. Naquele mesmo dia, meu
cunhado, Vanderlan, ao chegar do hospital, veio em casa. Desolado, afirmou que
o caso de sua mãe era mais grave do que imaginamos. Pelo estado de minha sogra,
logo senti que tratava-se de um câncer terminal, confirmado dias depois. A partir daí começou
seu calvário. Ficamos chocados com o diagnóstico.
A partir da data da confirmação do tumor passaram-se dias de angústia intensa para todos da família que sofreram e acompanharam passo a passo do seu sofrimento. Ela teve paulatinamente perdas verbais, cognitivas e motoras. Naquele momento nós oramos bastante. Muitos crentes adventistas da cidade oraram muito pedindo que Deus a curasse. Mas, ela cada dia piorava, definhava. Em novembro, uma médica que acompanhou minha sogra no hospital, conversou com minha esposa, e disse: “Sua mãe tem quatro meses de vida. Seu câncer é um dos mais agressivo. Não há como fazer cirurgia. E se fizer não é uma cirurgia curativa”. Minha esposa imediatamente ligou para mim aos prantos, chorando desconsoladamente para contar do prognóstico da médica. Seu tumor foi descoberto num estágio avançado, as chances de cura eram nenhuma.
A partir da data da confirmação do tumor passaram-se dias de angústia intensa para todos da família que sofreram e acompanharam passo a passo do seu sofrimento. Ela teve paulatinamente perdas verbais, cognitivas e motoras. Naquele momento nós oramos bastante. Muitos crentes adventistas da cidade oraram muito pedindo que Deus a curasse. Mas, ela cada dia piorava, definhava. Em novembro, uma médica que acompanhou minha sogra no hospital, conversou com minha esposa, e disse: “Sua mãe tem quatro meses de vida. Seu câncer é um dos mais agressivo. Não há como fazer cirurgia. E se fizer não é uma cirurgia curativa”. Minha esposa imediatamente ligou para mim aos prantos, chorando desconsoladamente para contar do prognóstico da médica. Seu tumor foi descoberto num estágio avançado, as chances de cura eram nenhuma.
No dia 22 de novembro,
ao chegar no hospital, minha esposa encontra sua mãe inerte na cama. Não
respondia aos estímulos e com uma respiração ofegante. Chorando bastante, liga
novamente para mim, para contar sobre a piora do quadro de sua mãe. No dia
seguinte, a médica disse para ela que reunisse a família naquele dia, porque a
qualquer momento ela pararia de respirar. Eu e meus cunhados fomos lá, à tarde,
daquele 23 de novembro, ver minha sogra. Chegando lá, encontramos um quadro
deprimente. Minha sogra respirando no balão de oxigênio, inerte, sem responder
a estímulos. Pressentindo que teria apenas algumas horas de vida, convidamos o
Pastor David Nery, distrital da IASD Central de Lagarto, para dirigir a
cerimônia da unção com óleo na minha sogra. Fizemos a última oração por ela. Foi
um dia muito triste. Ela faleceu naquele mesmo dia, 23 de novembro, às
22h30. Cinco minutos depois, recebi o telefonema de Tina, amiga nossa que estava
no hospital com minha esposa. O apoio que ela nos deu ao longo desse processo
não pode ser traduzido em palavras. Ela avisou-me que dona Nilda acabara de
falecer. Não chegou aos quatro meses dados pela médica. Sua morte deixou um
grande vazio na família.
Seu corpo foi velado no dia seguinte, na Igreja Adventista do Sétimo Dia Lagarto I. Parentes e amigos chegaram de várias partes. Às 15h00 ocorreu um culto fúnebre, onde se cantou as músicas do Hinário Adventista que dona Janilda gostava de cantar, seguido por um sermão proferido pelo nosso amigo Pr. David Nery. Lembro-me dos rostos condoídos dos visitantes e dos familiares, com suas roupas escuras e com lágrimas nos rostos.
Seu corpo foi velado no dia seguinte, na Igreja Adventista do Sétimo Dia Lagarto I. Parentes e amigos chegaram de várias partes. Às 15h00 ocorreu um culto fúnebre, onde se cantou as músicas do Hinário Adventista que dona Janilda gostava de cantar, seguido por um sermão proferido pelo nosso amigo Pr. David Nery. Lembro-me dos rostos condoídos dos visitantes e dos familiares, com suas roupas escuras e com lágrimas nos rostos.
Ela morreu, mas levou
consigo a ESPERANÇA de ser ressuscitada na manhã da ressurreição, pois ela era
devotada cristã Adventista do Sétimo Dia, Lagarto I, onde atuou durante anos
como diaconisa. O apóstolo Paulo, na sua carta aos Tessalonicenses 4:13-18 nos
consola com a agradável esperança de uma reunião feliz e eterna com aqueles que
morreram, a exemplo de dona Nilda, quando o Senhor Jesus aparecer em glória. Na
ocasião, ocorrerão dois dos acontecimentos mais esperados pelos cristãos de
todas as eras: a ressurreição dos santos mortos e a transformação dos santos
vivos. Como é bom ser cristão adventista e crer na volta de Jesus. O quadro
pintado por Paulo será a concretização de todos os que creram e que creem em
Jesus e que, vivos ou mortos, aguardam ansiosos por Sua segunda vinda à Terra.
Para eles, a morte não é o fim de todas as coisas; é simplesmente um sono de
espera pela ressurreição e a vida eterna.
Dona Nilda está
dormindo no Senhor agora. Esta separação que nos causa tanta dor não será
eterna. Quando nosso querido Jesus voltar em glória e Majestade poderemos
reencontrá-la, vê-la-emos novamente “quando este corpo corruptível se revestir
de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se
cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.”( l cor,
15:54). Esta ESPERANÇA está baseada sobre um sólido e indestrutível
fundamento... Sim, ela se baseia na realidade de um Cristo vivo (v.14). A
ressurreição do Senhor é o fundamento de nossa esperança (I Ped. 1:3. 2). Assim
como Deus, o Pai, trouxe Jesus, nosso Salvador, dentre os mortos na manhã de
Sua ressurreição no jardim, fora dos muros de Jerusalém, assim com Ele também
trará nossos queridos mortos à vida novamente, quando voltar a segunda vez. Ela
também está fundamentada no prometido e esperado retorno do Senhor à Terra (I
Tes. 1:10; Atos. 1:10, 11).
Como cristãos, temos um
Salvador que conforta os moribundos e voltará um dia para pôr fim à doença,
tristeza e morte. Ele nos admoesta: “Não se turbe o vosso coração; credes em
Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não
fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos
preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu
estou, estejais vós também” (João 14:1-3).
Caro amigo leitor, já
pensou em como seria desalentador se Jesus não voltasse? Se Ele não viesse, as
pessoas famintas da África e de outros lugares do mundo continuariam morrendo. O
câncer e outras doenças continuariam levando milhões à morte.
Quão gratos podemos ser
pela promessa de Jesus: “Voltarei”. Seu segundo advento é
uma certeza divina! E que dia será aquele, quando Ele abrir todos os cemitérios
do mundo! Erguerá dona Nilda e milhões de outros mortos e nos unirá pela
eternidade com nossos queridos. Jesus prometeu tanto aos ressuscitados quanto
aos vivos: “Voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou,
estejais vós também.” Vidas frustradas e solitárias despertarão para a
amizade com Jesus através dos tempos eternos. Haverá, então uma feliz e eterna
reunião! Viveremos por toda a eternidade sem fim com todos os remidos de todos
os tempos. No Mundo do Amanhã que Deus trará para todos os que crerem nele não
haverá mais morte. Ele nos promete: “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e
não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já
as primeiras coisas são passadas." (Ap 21:4).
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