NO RANKING DOS LIVROS E AUTORES MAIS LIDOS
Livro missionário e a
escritora Ellen White são citados na nova edição da pesquisa Retratos da
Leitura no Brasil
A Bíblia continua no
topo da lista dos livros mais lidos no Brasil. É o que mostra a pesquisa
Retratos da Leitura no Brasil 2015, divulgada pelo Instituto Pró-Livro na
última quarta-feira, 18 de maio. O livro sagrado foi citado como “gênero” que
costuma ser mais lido por 42% dos entrevistados. Na quarta edição do
levantamento, entre as obras mais citadas também aparece uma publicação
adventista: o livro A Única Esperança, de autoria do pastor Alejandro Bullón.
Impressa pela Casa Publicadora Brasileira, a literatura é a 18ª do ranking
(clique aqui para ver a lista).
Segundo dados da CPB,
desde que foi lançado, em 2013, até o fim do ano passado, já foram vendidos
16,7 milhões de cópias. Além disso, em 2014, milhões de exemplares da obra
foram distribuídos gratuitamente em todo o país por meio do projeto Impacto
Esperança.
Mais
citados
Na relação de autores
mais citados (veja a lista aqui), a nova pesquisa também traz o nome de Ellen
White. Ela figura na 10ª posição entre os 15 da lista.
A escritora
norte-americana, uma das pioneiras do adventismo, é um dos autores com títulos
mais vendidos pela Casa Publicadora Brasileira. Para se ter uma ideia, nos
últimos 5 anos a editora adventista comercializou mais de 35 milhões de
exemplares de seus livros. Somente no ano passado, o livro O Grande Conflito,
um de seus clássicos, teve 189,9 mil unidades vendidas.
Embora as publicações
de caráter religioso ainda continuem ocupando bastante espaço entre os
leitores, a pesquisa indicou maior concentração dessa preferência entre
públicos com mais idade e nível de escolaridade mais baixo. No que diz respeito
à leitura da Bíblia, por exemplo, o maior percentual de leitores se concentra
no grupo que têm 70 anos ou mais. No caso de outras literaturas religiosas, a
maior parte dos leitores (35%) está na faixa etária dos 50 aos 69 anos.
De acordo com o
levantamento encomendado ao Ibope, o interesse por esse gênero também diminui à
medida em que o grau de escolaridade aumenta. “Quanto maior é o nível de
escolaridade do respondente, maiores são as menções a ‘atualização cultural ou
conhecimento geral’. Por outro lado, menores são as menções a motivações para
leitura ligadas a ‘motivos religiosos’ entre os respondentes com maior nível de
escolaridade”, revela a pesquisa.
Maior
número de leitores
A 4ª edição da pesquisa
Retratos da Leitura no Brasil mostra que houve um aumento de 6% no número de
leitores entre 2011 a 2015. A metodologia do levantamento considera como leitor
aquele que leu, totalmente ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três
meses.
Os novos dados do
Instituto Pró-livro indicaram que o brasileiro leu, em média, 2,54 livros nos
três meses anteriores à pesquisa. Já a média do último quinquênio foi de 4,6
por habitante no ano.
Para os responsáveis
pelo levantamento, uma das explicações para a leve melhora nos indicadores de
leitura no Brasil é o aumento na escolaridade registrado no período. O
percentual de analfabetos ou de pessoas que não frequentaram a escola caiu de
9%, em 2011, para 8%, em 2015, apesar de o número de pessoas que afirmaram não
estar estudando ter passado de 68%, em 2011, para 73%, no ano passado.
Márcio Tonetti é Editor
associado da Revista Adventista
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