ONDE ESTÁ DEUS QUANDO SOFREMOS?
Pr.
Mark Finley
Quando seis milhões de
homens, mulheres e crianças judeus pereceram nos campos de extermínio nazista
entre 1933 e 1945, deixaram atrás de si um enorme vazio no mundo. Era como se
uma civilização inteira tivesse sido perdida. Muitas das pessoas mais brilhantes
e talentosas da Europa desapareceram em fornos e câmaras de gás e fogueiras.
Tantas famílias dizimadas. Tantas esperanças e sonhos interrompidos. Tantas
promessas que nunca se cumpririam. Nada poderia preencher este enorme vazio.
Milhões de sobreviventes
olhavam para o holocausto e viam uma mãe, um pai, uma criança, uma tia, um avô
que lhes fora tirado. Entes queridos insubstituíveis haviam sido consumidos. E
este enorme vácuo também fez surgir uma pergunta, uma indagação inevitável:
Onde estava Deus quando os nazistas estavam fazendo isto? Onde estava Deus o
Pai? Ele não sabia o que estava sendo feito a Seus filhos?
Os nazistas mostraram
onde a maldade e a crueldade humana podem chegar e isto destruiu a fé de
muitos. O vazio era grande demais. Não parecia haver forma de preenche-lo. O
que podemos fazer em face de uma calamidade tão grande? Os arquivos centrais do
Memorial Yad Vashem, documentam as atrocidades dos nazistas em detalhes
aterradores. As fotografias exibidas no memorial têm um poderoso impacto
emocional sobre os visitantes. Há uma, em particular, que eu nunca vou
esquecer. Mostra só um soldado da SS, apontando um longo rifle para a cabeça de
uma mulher a alguns passos de distância. Ele está prestes a atirar. A mulher
está levemente inclinada, como se esperando o golpe. Ela está inclinada sobre
uma criancinha agarrada ao seu peito. Só um soldado. Uma mãe. Uma criança. Mas
o horror e o sangue frio daquele momento, o ultraje que representa aquela
fotografia, fala muito sobre a tragédia do holocausto.
O que você faz em face
de tão grande calamidade? Onde está Deus no meio de tanto sofrimento? Por que
Ele permitiu? Por que aquelas pessoas tiveram que morrer? Por que aquela mãe?
Por que aquela criança? O próprio Jesus certa vez fez estas perguntas. As
pessoas lhe mostraram o sofrimento humano e perguntaram, por quê? Um incidente
está registrado em Lucas, capítulo 13. Alguém veio a Jesus e lhe contou sobre
uma tragédia. O governador romano, Pilatos, havia assassinado um grupo de
judeus galileus que estavam oferecendo sacrifícios a Deus. Como se poderia
explicar tal coisa? Jesus, antes de tudo, queria deixar claro uma coisa. Veja
qual foi sua resposta em Lucas 13:2 e 3: “Pensais que esses galileus eram mais
pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não
eram, eu vo-lo afirmo; se porém não vos arrependerdes, todos igualmente
perecereis.” A sabedoria comum dizia que as coisas ruins aconteciam às pessoas
ruins. Mas será que é sempre verdade que as coisas ruins acontecem sempre a
pessoas ruins?
Quando ocorre uma
calamidade, é por que alguém pecou? Jesus disse: “Não, não é bem assim.” Não
podemos dizer que as pessoas que sofrem tragédias as merecem. Não podemos supor
que essas pessoas são mais pecadoras que as outras não atingidas pelos
infortúnios. Todos nós somos pecadores. Todos nós necessitamos de redenção.
Em outra ocasião, Jesus
passou por um homem que nascera cego. Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre,
quem pecou, este homem ou seus pais?” Eles achavam que devia haver uma razão
para aquela tragédia, uma razão para aquele pobre homem nunca ter visto a luz
do dia. Mas Jesus respondeu com estas palavras de João 9:3: “Nem ele pecou, nem
seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” Jesus estava
dizendo que não se pode responder o “porquê” do sofrimento humano tão
facilmente. As tragédias que acontecem a uma pessoa não resultam de um pecado
específico. Há pessoas que perguntam continuamente: “Por que, Senhor, por que
isto aconteceu? Por que meu filho nasceu com um defeito? Por que meu marido me
abandonou? Por que meu filho morreu num acidente de carro? Por que meu vizinho
morreu de câncer? Por que, por que, por que? A Bíblia não responde a pergunta
“por que,” mas nos diz “quem”. O mundo inteiro está sofrendo a tragédia da
separação de Deus. O mundo inteiro está devastado pelo pecado. Sim, às vezes
trazemos sobre nós mesmos certas tragédias. Mas nunca podemos apontar o dedo a
outros e dizer que coisas ruins acontecem só a pessoas ruins. Nunca podemos apontar
o dedo às vítimas do holocausto e dizer que, de alguma forma, eles eram piores
que nós. Mas o que podemos dizer? Como podemos reagir ao sofrimento humano, a
este enorme vazio que há no mundo?
Bem, Jesus concentrou a
atenção naquilo que Deus pode fazer como resultado da tragédia. Olhando para o
cego, Ele disse que Deus poderia fazer alguma coisa; Ele poderia mostrar Suas
obras; Ele poderia tirar algo de bom daquilo que era ruim. Jesus não nos dá
respostas a perguntas específicas sobre o sofrimento. Não sabemos porque a casa
daquela família incendiou-se. Não sabemos porque aquela amorosa mãe tem câncer.
Não sabemos porque aquelas crianças morreram num acidente de carro. Não temos
razões específicas. Acho que ninguém é capaz de responder estas perguntas por
enquanto. Mas Jesus nos dá uma resposta à pergunta: “Onde está Deus quando
sofremos?” Sabemos que Alguém se importa com o nosso sofrimento.
No Memorial Yad Vashem,
na Colina da Lembrança, foram erigidas várias estátuas. São expressões muito
fortes da tristeza e angústia humanas. O que as pessoas que esculpiram aquelas
figuras estavam tentando dizer? Acho que estavam dizendo algo muito importante:
“Sinto muito. Sinto pela tragédia que você sofreu.” As vítimas do holocausto
sentiram-se muito isoladas naqueles campos de concentração. A experiência foi
tão horrível, que era mais do que um ser humano poderia compreender. Será que
alguém seria capaz de entender o que eles sofreram? O Yad Vashem é um gesto que
diz: “Sim, sim, nós entendemos um pouco a sua dor. Queremos compreender. Não
queremos que sintam-se sozinhos.” Agora quero que você pense sobre um memorial
diferente, um símbolo diferente. A cruz de Cristo. O que isto lhe diz? O que
isto diz sobre o sofrimento? Leia o que diz Isaías 53:4 e 5: “Certamente, ele
tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si… Mas ele
foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o
castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos
sarados.”
Na cruz, Cristo tomou
sobre Si nossas tristezas e piores aflições. Ele tomou o sofrimento humano. Ele
carregou em Seu corpo as consequências dos pecados do mundo. É por isto que Ele
pode nos salvar. Mas também é por isto que Ele pode nos compreender
completamente. Jesus nos oferece mais que simpatia na dor. Ele está lá,
sofrendo conosco. Ele sente tudo que sentimos. Quando Ele diz: “Você não está
sozinho.” É porque Ele já passou por isso. Assim, a resposta à pergunta: “Onde
está Deus quando sofremos?” é esta: Deus está conosco, sofrendo conosco. Não
está olhando à distância. Ele está aqui, do nosso lado. Cristo sofreu. Ele
sofreu mais que qualquer ser humano jamais sofrerá. E este fato dá um
significado especial a uma promessa como esta que está em Salmos 139:8 e 10:
“Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá
estás também… ainda lá me haverá de guiar tua mão, e a tua destra me susterá.”
Onde está Deus quando sofremos? Ele está aqui conosco, mesmo no meio das mais
profundas trevas. Mas há mais, muito mais que Deus faz por nós em meio à
calamidade. O Memorial Yad Vashem tem uma forma muito especial de homenagear
aqueles que morreram nas mãos dos nazistas. Yad Vashem significa “um monumento
e um nome.” Refere-se a algo que Deus disse através do profeta Isaías. Ele
estava falando a um grupo de indivíduos que estavam com medo de serem separados
do povo de Deus, dos escolhidos. Isto é o que lemos em Isaías 56:4 e 5: “Porque
assim diz o Senhor: … darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial
e um nome melhor que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que
nunca se apagará.” Yad Vashem cria um lugar e um nome. A colina na qual foi
construído chama-se Colina da Lembrança. É uma forma de lembrar.
É isto que as pessoas
têm feito ali para superar esta ultrajante crueldade humana. Eles juraram
preservar os nomes das vítimas. Isto acontece especificamente no Pátio dos
Nomes. A identidade de mais de dois milhões de judeus assassinados estão
gravadas neste lugar. Detalhes vêm dos parentes dos mortos. Tragicamente,
muitas famílias inteiras desapareceram. Não sobrou ninguém para lançar seus
nomes nos registros. Não sobrou ninguém para lembrar deles. Mas o Yad Vashem
tenta preservar quantos nomes for possível. É uma tentativa de acender algumas
velas no meio da vasta escuridão do holocausto. É uma tentativa de levar
conforto àqueles que perderam tanto. Este memorial é um reflexo de algo que
Deus faz em resposta ao nosso sofrimento. Deus diz: “Nunca esquecerei o que
você passou. Vou lembrar sempre. E preservarei sua identidade.” Isaías, no
capítulo 49, descreve um momento em que o povo de Israel tinha passado por
calamidades e temiam que Deus os tivesse esquecido e os abandonado. Esta foi a
resposta de Deus, dada através do profeta Isaías, no capítulo 49, versos 15 e
16. “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que
não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se
esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das
minhas mãos te gravei…” O que esta linda passagem sugere? Que, de certa forma o
nome dos seguidores de Deus estão escritos nas palmas de Suas mãos. Ele nunca
os esquecerá.
No livro de Apocalipse,
Deus promete a Seus fiéis que nunca apagará seus nomes do Livro da Vida, e que
reconhecerá seus nomes diante do Pai. (Apocalipse 3:5) É assim que Deus nos
conforta em nosso sofrimento. Ele diz, “Nunca o esquecerei. Preservarei sua
identidade através dos problemas. Seu nome está escrito na palma da Minha mão.”
É por isto que Ele é chamado o Deus que nos consola. É por isto que Ele pode
nos apoiar mesmo nas maiores calamidades. Uma cristã russa de 24 anos, chamada
Luba, precisava muito de consolo em 1983. Ela fora condenada a trabalhos forçados
no temido Gulag Soviético. Era um mundo duro e brutal, tão diferente da vida
idealista que esta jovem bonita tinha antes. Ela chegara ao limite do
sofrimento humano. Então Luba pediu a Deus para lhe fazer companhia. Ela
pediu-Lhe especificamente para ajuda-la a encontrar outro cristão no campo de
concentração. Alguns dias mais tarde foi apresentada a Maria, uma mulher mais
velha que tinha o mesmo amor por Jesus. Logo, elas estavam reunindo-se no pátio
da prisão, compartilhando partes da Bíblia, orando juntas e, às vezes, cantando
bem baixinho. Elas até conseguiram realizar cultos secretos no campo. Sempre
que uma delas recebia uma carta, liam-na juntas, regozijando-se em cada notícia
enviada por entes queridos. Luba e Maria amavam a comunhão que tinham no Gulag,
era como se fosse um pedacinho do céu naquele lugar horrível. Mas chegou o dia
em que Maria foi libertada. A jovem Luba ficou sozinha. No início sentiu muito
a ausência da amiga. Mas, depois, começou a conversar com Deus sozinha, no
pátio da prisão, quando ia e voltava do trabalho. Ela sentiu Sua presença mais
intensamente do que antes. Ele estava lá ao seu lado. Luba, depois de três anos
na prisão, explicou esta experiência da seguinte forma: “Eu falava com Deus, em
meu coração, o tempo todo e pensava, ‘Que bom é poder estar com Deus, e
sentir-me tranqüila e livre, mesmo aqui no campo!’ Não há palavras para
descrever o que experimentei. O Senhor chega tão perto de nós nestas
situações.”
Sim, amigo, Deus estava
bem perto de Luba naquele campo de concentração. Onde está Deus quando
sofremos? Ele está perto, dando-nos conforto. Ele está do nosso lado para
ajudar-nos a superar os problemas. Quando Jesus esteve nesta terra, passou a
maior parte do tempo aliviando o sofrimento humano, curando os doentes, os
aleijados, os que tinham distúrbios emocionais. Ele ainda faz isto hoje.
No pátio do Yad Vashem,
onde as cerimônias do Dia da Memória são realizadas em homenagem aos mortos, há
o relevo chamado “A Rebelião do Gueto, a Última Marcha.” Nesse local, cada
árvore de alfarroba plantada tem o nome de alguém que arriscou a própria vida
para ajudar os judeus durante o regime nazista. Israel deu a esses indivíduos
um título honroso muito especial. Cada um deles é: “Um dos Justos.” O pesadelo
nazista não apenas mostrou o pior que seres humanos podem fazer uns contra os
outros, mas também inspirou extraordinários atos de heroísmo e altruísmo. Essas
árvores representam algumas histórias notáveis. Uma delas ocorreu na pequena
vila francesa de Le Chambon. Num sábado à noite do verão de 1942, motos de
policiais chegaram à praça central fazendo muito barulho. Os Vichi finalmente
tinham chegado. Era a polícia francesa atuando sob as ordens dos nazistas.
Tinham vindo buscar os judeus que acreditavam estar escondidos lá. O chefe da
polícia interrogou um pastor chamado Andre Trocme. Ele exigiu que o pastor lhe
desse nomes e endereços de judeus na vizinhança. O pastor disse que não sabia
estes nomes. E realmente estava dizendo a verdade. As pessoas que ele estava
escondendo tinham todas documentos de identidade falsos. O pastor disse que não
era seu papel como pastor trair suas ovelhas. O chefe de polícia gritou
ameaças, disse ao pastor que a resistência era inútil, e afastou-se.
Imediatamente, o pastor foi para casa e começou a ligar para os jovens líderes
de classes bíblicas que ele organizara. Estes jovens eram a chave de sua rede
secreta. Ele os enviou para as fazendas onde os judeus estavam se escondendo
para avisá-los que fugissem para as florestas durante a noite, pois os Vichi
estariam fazendo uma busca. No dia seguinte, um domingo, a igreja do pastor
Trocme estava lotada com os cidadãos de Le Chambon. A atmosfera era tensa, o
povo estava nervoso, estavam preocupados e ansiosos. Eles se perguntavam o que
os Vichi poderiam fazer contra eles por esconderem e protegerem judeus. Vieram
ao culto para receber forças de Deus. Cantaram hinos e, enquanto o faziam, a
polícia conduzia buscas de casa em casa. Então o pastor levantou-se para
pregar. Ele disse ao rebanho que era mais importante obedecer a Deus. Ele lhes
disse que a autoridade humana, quando desafiava a lei de Deus, não tinha
jurisdição sobre eles. Lembrou-lhes, também, das palavras de Pedro em Atos 5:
“Mais importa obedecer a Deus que aos homens.” Ele lembrou-lhes dos discípulos
que desafiaram a autoridade de César. E finalmente lembrou o povo de que sua
vila se tornara “uma cidade de refúgio”. O pastor Trocme tinha lido sobre esta
ideia no livro de Deuteronômio. Deus ordenou que certas cidades de refúgio
fossem estabelecidas em Israel. Se alguém fosse condenado à morte, por exemplo,
mas nada fosse provado, poderiam se proteger nestas cidades de refúgio. Estes
eram lugares onde um indivíduo acusado de um crime poderia estar seguro. Eram
lugares onde os que buscavam vingança não podiam entrar. Os inocentes eram
protegidos. Deus separou tais cidades, disse o pastor, para que “menos sangue
seja derramado em tua terra.”
O pastor Trocme
acreditava que Le Chambon se tornaria um lugar assim em meio à perseguição
nazista. E as pessoas sentadas naqueles bancos, fazendeiros, comerciantes e
artesãos aceitaram o desafio. Recusaram-se a entregar os judeus às autoridades.
Nos dias que se seguiram, os Vichi fizeram cada vez mais pressão. Queriam
nomes. Queriam descobrir os esconderijos. A Gestapo também tentava retirar os
judeus dali. Queriam encontra-los de qualquer maneira. Mas o povo de Le Chambon
não os entregava. Nunca os entregaram. Durante toda a duração da guerra, Le
Chambon permaneceu o lugar mais seguro para os judeus entre todas as cidades
ocupadas da França. Tornou-se realmente uma cidade refúgio. Os cidadãos de Le
Chambon nunca haviam se destacado em nada. Eram pessoas comuns, apenas ganhando
a vida. Nenhum deles jamais pensou em fazer algo heróico. Mas na época de
grandes trevas, eles foram inspirados a criar algo bom e bonito. Foram tocados
de forma a imitar o Deus que criou as cidades refúgio para aqueles que corriam
perigo; e fizeram isto com risco de suas vidas.
Amigos, Deus está ativo
no resgate de pessoas. Sim, a crueldade humana joga uma profunda sombra. Às
vezes chega quase a destruir nossa fé em Deus. Mas Deus está sempre alerta,
criando coisas boas a partir do mal, criando bênçãos a partir de tragédias,
transformando o sofrimento em alegria. Na verdade, temos Sua promessa a este
respeito. Paulo nos assegura em Romanos 8, verso 28: “Sabemos que todas as
coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados
segundo o seu propósito.” Todas as coisas contribuem para o bem. Mas nem todas
as coisas são o bem. Às vezes, coisas terríveis acontecem a gente boa, coisas
malignas, horríveis tragédias, calamidades sobrevêm ao povo de Deus. Nunca
podemos apontar o dedo a alguém e dizer que aqueles que sofrem mais são piores,
mais pecadores do que aqueles que sofrem menos. Vivemos num mundo desfigurado
pelo pecado. Podemos, entretanto, saber que Deus está trabalhando, que Ele pode
mudar qualquer circunstância e torna-la positiva, algo bom, para aqueles que O
amam.
Onde está Deus quando
sofremos? Está bem aqui, transformando o mal em bem. Lembro-me da primeira vez
que estive em Auchwitz, na Alemanha. Ali eu me perguntei: “Deus, onde estavas
quando seis milhões de judeus morreram?” E lembro-me de ter entrado na cela
1412, e ali, esculpida na parede, estava uma cruz com um desenho de Cristo
morrendo. Algum prisioneiro solitário a havia desenhado ali, e sob a cruz
escrevera: “Deus esteve aqui.” E esteve mesmo, pois Deus está presente no
sofrimento. Neste mundo, porém, não temos todas as respostas para os “por quês”
do sofrimento humano. Mas podemos falar sobre uma pessoa que está ao nosso
lado. Podemos ter certeza de que Deus sente nossa dor. Podemos saber que Deus
nos dá consolo. Podemos saber que Deus alivia o sofrimento e transforma o mal
em bênçãos. Sim, podemos Ter esta certeza pelo que Cristo fez por nós. Por quê?
Porque Cristo sofreu. Porque Cristo aliviou o sofrimento. Porque Cristo deu
sentido ao sofrimento. Ele o fez na cruz. Ele o fez através de Seu ministério
nesta Terra. Ele o faz agora, amigo.
Você já sentiu o toque
deste compassivo Cristo em meio a seus sofrimentos? Você já experimentou Seu
consolo? Ou parece que você está sozinho no escuro? Talvez você tenha perdido
um filho e parece não haver consolo ou um fim para sua tristeza. Talvez você
esteja lutando contra uma doença que não quer sarar. Talvez sua família tenha
se desintegrado. As pessoas tentam consolar, tentam anima-lo. Mas suas palavras
não têm efeito. Eles não compreendem a situação. Você está certo. Há só uma
pessoa que entende completamente. Existe só uma pessoa que realmente sente tudo
que você sente: Jesus Cristo. Ele é o Único que pode lhe ajudar a superar os
momentos de trevas. Ele é o Único que pode lhe trazer a luz de novo. Você pode
começar este caminho agora, enquanto oramos. Entregue-Lhe sua tristeza.
Entregue-Lhe sua dor. Entregue-Lhe sua mágoa. Entregue-Lhe as tragédias de sua
vida. Abra seu coração agora mesmo, e receba Sua cura enquanto oramos.
ORAÇÃO: Querido Pai,
queremos entregar-Te nossa vida agora, e contemplar a Jesus Cristo, Aquele que
tomou sobre Si as nossas feridas, todas as nossas enfermidades na cruz. Tu
sabes o que temos passado. Sabes quão difícil é superar a dor. Mas precisamos
de Teu toque de cura. Precisamos de Tua mão que consola. Então nos entregamos
completamente. Tome-nos em Tuas mãos. Faça Tua obra em nós. Cria algo bom a
partir desta tragédia. Tu és o Salvador. Só Tu pode nos resgatar deste mundo.
Nós te pedimos isto em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
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