QUAL A SUA ESPERANÇA: REENCARNAÇÃO OU RESSURREIÇÃO?
Ricardo
André
Algumas pesquisas
apontam o crescimento cada vez maior do número de cristãos que acreditam na doutrina
da reencarnação. Ressurreição e reencarnação são crenças compatíveis? Qual a
diferença entre ressurreição e reencarnação? Que diz a Bíblia sobre o assunto?
De acordo com a
doutrina espírita, reencarnar significa voltar com a alma para dentro de um
novo corpo. Veja o que o pai do espiritismo moderno – Allan Kardec – disse
sobre o assunto no capítulo quatro do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“A reencarnação é o
retorno da alma, ou Espírito, à vida corporal, mas em um outro corpo novamente
formado para ela, e que nada tem de comum com o antigo” (p. 45)”
“Não há dúvida que, sob
o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era uma das crenças
fundamentais dos judeus e que foi confirmada por Jesus e pelos profetas de uma
maneira clara. De onde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do
Cristo”. (p. 48).
Com que finalidade os
seres humanos encarnariam? Segundo se lê no O Livro dos Espíritos, a obra que
os espíritas consideram a “bíblia do espiritismo”, segundo o que os “espíritos
superiores”, através de diversos médiuns “ensinaram” a Kardec, a reencarnação,
como está escrito na questão 167 dessa obra, tem duas finalidades: o progresso
ou evolução do espírito, e a expiação de faltas cometidas em existência anterior...
I
– Origem da crença na Reencarnação
Como doutrina, a
reencarnação foi formulada pela primeira vez na Índia, em torno do ano 800 a.C.
É um fato que essa ideia se encontra, em linhas gerais, em muitas culturas e de
várias épocas: no Antigo Egito, nas religiões da Austrália e África, nas
culturas pré-incaicas e incaicas, nos esquimós do Alasca e indígenas da
Malásia, na Grécia antiga, no Budismo, no Hinduísmo e em muitos outros povos.
No ocidente moderno, a doutrina da reencarnação se torna popular com o
espiritismo de Allan Kardec a partir do final do século XIX. Devemos, porém,
afirmar que a crença de várias culturas na reencarnação não prova de modo algum
a sua veracidade; pode, talvez, no máximo, dar indícios sociológicos tênues da
existência de uma crença universal na imortalidade da alma e na vida após a
morte.
Todavia há uma
diferença básica entre a doutrina da reencarnação antiga e a formulada por Kaderc:
na primeira, tinha-se a ideia de que a Lei do carma era imutável, fazia parte
do processo cósmico e havia a possibilidade da alma humana reencarnar em um
animal. Já no espiritismo, tal possibilidade não existe e ainda se pode
reprogramar o carma. Mas, a concepção reencarnacionista de Allan Kardec tem sua origem nas crenças e dos povos
orientais antigos.
II
- Os Judeus não criam na Reencarnação, Tampouco Jesus a Ensinou
Allan Kardec não tem
base bíblica para afirmar que “a reencarnação era uma das crenças fundamentais
dos judeus e que foi confirmada por Jesus”. Senão, vejamos:
Para os judeus que
escreveram a Bíblia, não existe o termo “reencarnação” e muito menos tal ideia
aparece nas Escrituras. Os judeus entendiam a morte como sendo um estado de
total inconsciência até o dia da ressurreição corporal. Em nenhuma parte da
Bíblia se fala da alma ou do espírito como sendo algo imortal ou eterno, mas
pelo contrário, em várias passagens é mencionada a morte da alma. (Ezeq. 18:4,
Mat 19:28, Jó 36:14). Em outras palavras, o homem é por natureza mortal, e a
imortalidade somente pode ser recebida oportunamente e como resultado da
aceitação do Evangelho de Cristo, cujo poder transforma o coração e dá ao ser
humano a vida eterna. “Porque o salário do pecado é a morte” – disse o apóstolo
Paulo – “Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso
Senhor” (Rom 6:23).
Por outro lado, a
palavra de Deus, longe de ensinar que a alma é uma entidade imaterial, eterna e
indestrutível, pela qual a pessoa prossegue vivendo, pensando e sentindo depois
da morte, estabelece da maneira mais categórica que, depois da morte, o ser
humano permanece submerso numa absoluta inconsciência, semelhante à do sono
tranquilo e profundo. (João 11:11, Ecles 9:5-6, Salmo 146:4). Note a clareza com
que a Bíblia fala do estado dos mortos:
“Porque os vivos sabem
que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão
eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja
para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que
se faz debaixo do sol.” Eclesiastes 9:5-6.
“Tudo quanto te vier à
mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu
vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes
9:10.
“Os vossos mortos e
também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que
habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a
terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.
Deus mesmo afirma na
Sua Palavra que quando uma pessoa morre “nesse mesmo dia perecem todos os seus
desígnios” (Salmo 146:4). O próprio Jesus – ao contrário do que disse
Allan Kardec – demonstrou a mesma crença de que a morte é um sono e que, portanto,
não é possível uma pessoa que está dormindo – e inconsciente – reencarnar:
“Isto dizia e depois
lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.
Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus,
porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse
falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”
João 11:11-14.
Só esses textos já são
suficientes para provar que os judeus jamais acreditaram na reencarnação, tanto
que o livro Eclesiastes afirma que na morte não há consciência, amor, ódio, e
que a pessoa morta não tem parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol,
ou seja, nesse mundo. Se não tem parte alguma nos acontecimentos do nosso
cotidiano, então isso significa que não reencarna.
A seguir, veja a lista
de alguns escritores judeus que acreditavam ser a morte um sono e não uma
“oportunidade para reencarnar”:
• Davi – Salmo 13:3;
• Jeremias – Jeremias
51:57;
• Daniel – Daniel 12:2;
13;
• Paulo – 1 Coríntios
15:6, 20; Tessalonicenses 4:13-15. Mais de 50 vezes a Bíblia compara a morte a
um sono!
III
– Ressurreição e Reencarnação são conceitos excludentes
É igualmente errado a
afirmação de Allan Kardec de que para os judeus “reencarnação é outro nome para
ressurreição”. No livro Evangelho Segundo o Espiritismo, da Editora Ide, 19º
edição, edição econômica, na páginas 44 e 45, ele afirma:
“A reencarnação fazia
parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição; só os Saduceus, que
pensavam que tudo acabava com a morte, não acreditavam nela. As ideias dos
judeus sobre esse assunto, e sobre muitos outros, não estavam claramente
definidas, pois apenas tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua
ligação com o corpo”.
Ledo engano! Na
verdade, tal afirmativa não tem sustentação bíblica e carece de comprovação.
Por algumas razões:
• De acordo com a
maioria dos dicionários, “reencarnação” é o ato ou efeito de reencarnar, ter
pluralidade de existências com um só espírito (em corpos diferentes). Já a
palavra “ressurreição” vem dos termos gregos “anástasis” e “égersis” que
significam: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma situação para
outra. Perceba que o significado do termo “ressurreição” no original bíblico
nada tem a ver com reencarnação!
Biblicamente,
“ressurreição” é usada com frequência com o significado de ressurgir – do pó da
terra, segundo Isaías 26:19 – e não reencarnar.
• Na Bíblia, são
mencionados oito casos de ressurreição, sendo sete de restauração da vida, isto
é, ressurreição para tornar a morrer e não ressurreição para tornar a
reencarnar.
IV
– A Doutrina da Reencarnação é Incompatível com as Sagradas Escrituras
A Bíblia é bem clara
quando diz que ‘cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por
Deus’ (Hebreus 9:27). É verdade que muitos dos que creem na reencarnação se
dizem cristãos (e há muitos sinceros entre eles). Mas o verdadeiro cristão é
aquele que aceita a Cristo como Salvador.
A doutrina da
reencarnação propõe como caminho de evolução, uma outra vida humana aqui na
terra. A pessoa humana, diz ela, deve reencarnar e viver mais uma vida, e mais
uma, e mais uma... no decorrer delas, deve “limpar o seu carma”, até que,
depois de ter vivido indefinidas vidas sucessivas, esta pessoa tenha alcançado
o nível de evolução plena. A partir deste momento, ela pode sair dos ciclos
reencarnacionistas. Dizem os espíritas que, através de reencarnações
sucessivas, cada pessoa pode ‘pagar’ pelas culpas da vida anterior. É uma espécie
de auto-redenção.
As Sagradas Escrituras
Bíblia afirmam categoricamente que a Salvação é pela graça, é um presente. Se
fosse através da reencarnação, seria pelas obras. Está Escrito: “Se,
porém, andarmos na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de
Jesus, seu filho, nos purifica de todo o pecado” 1 João 1:7. Vemos que
não é a reencarnação que nos purifica dos pecados, mas UNICAMENTE o sacrifício
de Jesus na cruz. Ninguém pode estabelecer outro plano de salvação – nem mesmo
Allan Kardec. No Evangelho de João 1:29 está relatado a declaração
de João Batista sobre Jesus. Sabe o que ele disse? “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Não
precisamos reencarnar para atingirmos um estágio maior de perfeição: precisamos
de Jesus Cristo. Para essas pessoas, o que fez Cristo na cruz? Para que teria
Ele morrido pelos pecados de quem é capaz de salvar a si mesmo? A crença na
reencarnação nega o plano de salvação de salvação elaborado por Deus (Jo 3:16;
Rm 5:8). Nega que a Salvação vem de Deus, nega a Justiça divina, nega a
dependência que o ser humano tem de Deus, e pode chegar ao extremo de negar a
existência de um Deus pessoal. Portanto, Cristianismo e reencarnação, por mais
que se deseje, são inconciliáveis.
Em Romanos 3:24-31, o
apóstolo Paulo ensina que o perdão é
através da salvação que há em Jesus e não que iremos melhorar através de
sucessivas reencarnações. Ele afirma: “sendo
justificados (perdoados) gratuitamente , por sua graça, através da redenção que
há em Cristo Jesus”.
Já em I
Tessalonicenses 4:13,18, o Senhor nos diz que irá voltar para nos
buscar. Se existisse a reencarnação, como um meio de “aperfeiçoar” o ser
humano, por que Jesus teria de vir e nos levar ao céu? Poderíamos ir sozinhos
por nossos méritos – algo totalmente antibíblico. No texto de I
Coríntios 15:51-54 é-nos dito que, para sermos aperfeiçoados, Jesus tem
de voltar E nos transformar de uma só vez, INSTANTANEAMENTE. Não temos de
passar pela reencarnação. Em II
Coríntios 6:2 lemos: “(…) eis
, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação (…)” Podemos
notar que a salvação ou o aperfeiçoamento da pessoa não vem depois da morte com
a reencarnação, pois, isso levaria muito tempo e o sacrifício de Jesus não
teria eficácia alguma. Temos a oportunidade se ser salvos apenas agora, nesta
vida. Basta aceitarmos a Jesus como nosso Salvador! (1 João 5:12).
No Evangelho de Lucas
(Lc 23:43), onde lemos que Jesus afirmou ao bom ladrão que fora crucificado com
Ele: “em
verdade te digo: hoje estará comigo no
Paraíso”. Pela doutrina da reencarnação, apesar de ser um bom ladrão,
este não estaria totalmente purificado – pois havia roubado – e precisaria
encarnar-se novamente. No entanto, Jesus lhe dá a sentença final de que está
salvo.
O texto de Hebreus 9:27 é um dos textos bíblicos que melhor refutam a
doutrina da reencarnação. Ele simplesmente pulveriza os argumentos em favor da
reencarnação. Diz o seguinte: “e, assim como aos homens está ordenado
morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo (…)” A Palavra de
Deus é clara ao dizer que morremos uma só vez. Não duas, três, quatro ou cinco
para depois reencarnarmos. Note que, após a morte, vem o juízo (a vida da
pessoa é selada para a salvação ou perdição), e não a reencarnação!
V
– Allan Kardec Distorceu Textos Bíblicos para Apoiar suas Convicções
A Bíblia é o livro por
excelência. Tornou-se um referencial tão sólido no Ocidente que quando um livro
é o mais importante de determinado ramo de conhecimento diz-se comparativamente
que ele é a Bíblia de tal assunto: “a bíblia do pescador”; “a bíblia do
advogado”, etc. Há quase uma aceitação automática da Bíblia como Palavra de
Deus. É parte integrante de nossa cultura, independente da religião professada
ou praticada.
Por esse motivo, o
espiritismo de Kardec fez amplo uso das Escrituras Sagradas, tanto do Antigo
quanto do Novo Testamento, para provar seus ensinos. O livro O Evangelho
Segundo o Espiritismo talvez seja o exemplo mais evidente de amplas citações
das Escrituras. Diversas passagens são analisadas à luz da doutrina espírita.
Embora não ocorram, em nenhum lugar da Bíblia, as palavras reencarnação e
carma, Kardec faz a Bíblia dizer o que ela não diz, e, com isso, distorce
muitas passagens da Palavra de Deus para que se encaixem em sua opinião. Como
vimos, a reencarnação não tem base bíblica, surge a partir de interpretações
distorcidas de alguns textos da Bíblia, quais sejam:
• Um dos textos que se
usa para tentar provar a reencarnação a partir da Bíblia é Mateus 11:13-15:
“Se quiserdes
compreendê-lo, João é Elias que estava pra vir”.
Com base neste texto,
os espíritas afirmam que João Batista era “Elias encarnado”. Em outro trecho é
o próprio João Batista quem diz que não é Elias. “Então, lhe perguntaram: Quem és,
pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não”. João
1:21. João Batista sabia quem ele era melhor do que qualquer um! (só
Deus conhece o ser humano mais que todos).
A interpretação
espírita desconsidera o contexto histórico no qual surgiu tal passagem: havia a
crença popular que antes da vinda do Messias, Deus enviaria um mensageiro que
prepararia o povo para a vinda do Senhor (Ml 3,1.23-24). Ele seria como Elias
em seu poder e importância: Elias foi um grande defensor das crenças de Israel
e crítico da idolatria. O mensageiro que haveria de vir, seria alguém com mesma
autoridade, com o mesmo zelo. Quando os evangelistas começaram a escrevem os
evangelhos retomaram essa tradição de Elias como precursor e a aplicaram a João
Batista, que era, de fato, o preparador do terreno para o Messias (Mt 11:10; Mc
1:2; Lc 7:27). Além disso, Elias, nunca
morreu! De que modo ele poderia reencarnar se foi levado em vida ao céu?
(ler 2 Reis 2:11-14). Eis uma prova clara de que, para ir para o mundo
espiritual, a pessoa terá de ir com o corpo.
Ademais, afirmação de Jesus em Lucas 7:28 e Mateus 11:11
diz: “Entre
os nascidos de mulher, não surgiu ninguém maior que João Batista…”. Ele
não afirmou “entre os reencarnados” não surgiu ninguém maior que João Batista;
• Outro texto clássico
que se usa para tentar provar a reencarnação é de Jo 3:3 Jesus fala a
Nicodemos: “quem não nascer do alto não poderá ver o Reino de Deus”. A
partir dessa fala de Jesus, Allan Kardec diz que “nascer de novo”
significa “reencarnar”. Quando o Salvador afirmou que devemos nascer de novo,
não tinha em mente a ideia da reencarnação pelas seguintes razões:
1) “Nascer da água” é
ser batizado por imersão, como Jesus foi batizado;
2) “Nascer do Espírito”
é ser transformado pelo Espírito Santo.
O novo nascimento,
longe de significar reencarnação, é uma transformação do caráter que se revela
em atitudes, incluindo a obediência a Deus (João 14:15). As coisas erradas que
gostávamos de fazer não gostamos mais; as coisas certas que não gostávamos de
realizar, passamos a gostar.
Isso é “nascer de
novo”: mudar de vida, ou seja, morrer para uma vida de pecado e ressuscitar
para uma vida santa com Jesus Cristo (Romanos 6:4).
Ser nascido “da água e
do Espírito” equivale a “nascer de novo”. No grego, “nascer de novo” significa
“nascer do alto”, de Deus. Os que são nascidos do alto têm o Criador como Pai e
se parecem com Ele no caráter. Pela graça de Cristo, desde o momento em que
nascem de novo, obtêm forças para lutar contra o pecado (Romanos 6: 12-16) ao
invés de permitir que o pecado os domine (1 João 3: 9; 5: 18).
Com isto, concluímos
que o novo nascimento não é reencarnar; é ser transformado pelo Espírito Santo.
A Bíblia não ensina a existência da reencarnação, de acordo com Hebreus
9:27. O próprio Nicodemos desmente que as palavras de Jesus se referiam
a um nascimento carnal (reencarnação): “como
é que pode o homem nascer quando já é velho? Porventura, poderá entrar de novo
no seio de sua mãe e nascer? (Jo 3:4). Jesus diz: “o que nascer da carne é carne; o
que nasce do Espírito é espírito” (Jo 3:6). Assim suas palavras e seu
ensinamento referem-se, pois, ao nascimento espiritual, à regeneração da nova
vida pelo Espírito e não a novo nascimento carnal. A vida nova a que se refere
Jesus não é, pois, a vida física. Isso ele o diz claramente: é uma vida
espiritual.
• Há um trecho de João
que também é usado para tentar justificar a reencarnação: “quando ele (Jesus) ia passando,
viu um homem que era cego de nascença. Os discípulos perguntaram: ‘Mestre, quem
pecou, para este homem nascer cego, foi ele ou seus pais?’” (Jo 9,1s).
Os adeptos da reencarnação interpretam esse trecho como prova indiscutível da
existência de vidas passadas. Porém, como já provamos, os judeus não
acreditavam na reencarnação. A pergunta dos apóstolos a Jesus representa uma
mentalidade judaica: eles acreditavam que uma pessoa pagava pela outra um mal
praticado (é a chamada teologia da retribuição). As consequências do mal
praticado eram assumidas por alguém do grupo ou família. Essa mentalidade
excluía, pois, a responsabilidade pessoal. Foi combatida já no Antigo
Testamento pelos profetas Ezequiel (Ez 8; 18:4 e 20) e Jeremias (Jr 31:29).
Mas, Jesus corrige categoricamente essa mentalidade: “nem ele nem seus pais (pecaram),
mas isto aconteceu para que as obras de Deus se manifestem nele” (Jo 9,3).
Diante de tudo isso,
podemos perceber que a reencarnação é incompatível com a doutrina cristã.
VI
– A Bíblia Sagrada Ensina a Ressurreição, não Reencarnação
As Sagradas Escrituras
ensinam que logo Jesus vai voltar em glória e majestade (Jo 14:1-3). E quando
Ele voltar os que dormiram em Cristo se erguerão da sepultura para abraçar os
entes queridos. "Quando este corpo
corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de
imortalidade" (I Co 15: 54, 55), então a palavra vitória será
pequena demais para descrever o acontecimento. E quando todos os justos de todos
os tempos se reunirem numa grande e inumerável multidão, e atravessarem os
portais da Cidade Eterna, a Cidade que não tem cemitérios, então a palavra
vitória não será suficientemente grande para descrever a ocorrência.
O apóstolo Paulo deixou
claro que a ressurreição de Jesus é o penhor de nossa esperança, ao afirmar: “Porque,
se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem,
Deus os tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:14).
Sim, “vem
a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz e (...)
sairão” (Jo 5:28, 29).
O pensamento de que
esta hora se aproxima, enche o meu coração de um reverente temor. Jamais o
mundo testemunhou semelhante acontecimento. Com milhões de anjos, o Senhor
Jesus se manifestará. Ele chamará os mortos, e a terra abrirá o seu ventre e o
mar as suas entranhas, devolvendo à vida os seus mortos, prisioneiros do
silêncio. Diz a Bíblia: “Contudo, os teus mortos viverão; seus
corpos ressuscitarão! Despertai e cantai, pois, vós os que retornaram ao pó;
despertai e cantai com grande júbilo. O teu orvalho é orvalho de luz; a terra
dará à luz os seus mortos!” (Isaías 26:19, VKJ).
Nosso Senhor diz: ‘Pois
a vontade do Meu Pai é que todos os que vêem o Filho e crêem nEle tenham a vida
eterna; e no último dia Eu os ressuscitarei’ (João 6:39). No último dia
deste mundo, Cristo ressuscitará aqueles que aceitaram Seu convite para uma
relação de amizade e companheirismo, e desenvolveram uma fé genuína. Por isso,
para aqueles que ‘morrem no Senhor’ (Apocalipse 14:13), o fim é apenas o começo;
o começo de uma nova vida que terá início na segunda vinda de Cristo.”
Como é bom ser
adventista e crer na volta de Jesus. O quadro pintado pelo apóstolo Paulo em I
Tessalonicenses 4:13-17 será a concretização da esperança de todos os
que creram e que creem em Jesus e que, vivos ou mortos, aguardam ansiosos por
Sua segunda vinda à Terra. Para eles, a morte não é o ponto final, não é o fim
de todas as coisas; é simplesmente um sono de espera pela ressurreição e a vida
eterna.
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