O LIVRO DE MÓRMON - DE JOSÉ SMITH OU DE DEUS?
Por
Floyd McElveen
Assim como Deus pôde
dar sua Palavra também a pôde preservar. Ele tem inculcado uma fidelidade
fervente à sua Palavra nos corações de muitos eruditos e tradutores retos.
Através dos séculos, muitos de seu povo verdadeiro têm dado a vida para
preservar a pureza da Palavra de Deus.
Exatidão
e Harmonia da Bíblia
Tem se encontrado mais
de 5.000 manuscritos e pedaços de manuscritos da Palavra de Deus praticamente
por toda a Europa e Ásia. Portanto não precisamos depender da tradução de um só
manuscrito. A harmonia e a exatidão desses manuscritos são espantosas.
Os escritos dos pais da
igreja, alguns deles contemporâneos do apóstolo João, contêm o texto de
praticamente todo o Novo Testamento. Estes escritos conferem exatamente como os
manuscritos do Novo Testamento que usamos. Os rolos do mar Morto também
harmonizam com as versões mais recentes. Isto comprova que temos a Palavra de
Deus como foi dada originalmente.
A exatidão das
Escrituras é confirmada por muitos eruditos bíblicos. Um destes é Robert Dick
Wilson, antigo membro da universidade Princeton e gênio ilustre. Robert Wilson,
cristão devoto e de grande linguista que conhecia mais de 26 línguas, dizia
duvidar de que uma única palavra em mil tivesse sido mudada ou traduzisse em
significado diferente do original dado por Deus.
Robert Dick Wilson
gastou a vida em estudo cuidadoso da Palavra de Deus na línguas originais. Ele
foi professor de Filologia Semítica em Princeton e indubitavelmente um dos
maiores estudiosos de todo o mundo.
Robert Dick Wilson
resumiu suas convicções a respeito da Bíblia em seu livro A Scientific
Investigation of the Old Testament (Uma investigação cientifica do Antigo
Testamento), dizendo: "Concluindo, deixe-me reiterar minha convicção de
que ninguém sabe o suficiente para mostrar que o verdadeiro texto do Antigo Testamento
em sua verdadeira interpretação não é verdadeiro."[1]
Robert Dick Wilson é
apenas um dos muitos eruditos da Bíblia que confirmaram a exatidão da Bíblia
assim como a temos hoje. Essas pessoas provaram, pela pesquisa, o que Jesus
declarou: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não
passarão" (Mateus 24:35). E o infalível Filho de Deus não está enganado
nem mente.
Com frequência lemos a respeito
de Sócrates, e sua história é
amplamente aceita sem
questionamento.
Entretanto a prova de
que Sócrates tenha existido vem de um só manuscrito por uma única pessoa,
Platão!
Outra referência que
temos deste filósofo grego está contida no manuscrito de uma peça cômica
escrita por um autor grego chamado Aristófanes. Ainda assim ninguém duvida da
existência de Sócrates.
Muito da história que
comumente aceitamos como verdade, vem-nos de fontes muito antigas. A história
de Júlio César e das guerras gálicas está registrada em vários manuscritos, mas
o mais antigo é datado de 900 anos depois da época de César. Mesmo assim
aceitamos, como fato inconteste, a veracidade dessa história.
Por outro lado, temos milhares
de manuscritos e porções de manuscritos que vêm de lugares diferentes concernentes a Jesus
Cristo e à sua Palavra. Isto significa que algum escriba, mesmo que Deus o
tivesse permitido, poderia ter mudado alguma coisa na tradução sem que tal
mudança tivesse sido verificada por outro estudioso da Bíblia. Pois estes
manuscritos têm sido comparados assiduamente, vezes sem conta, tanto pelos inimigos
como pelos amigos de Jesus Cristo.
Os
Mórmons e a Bíblia
A despeito da prova
esmagadora da exatidão e harmonia da Bíblia, os mórmons professam crer na
Bíblia "o quanto seja correta sua tradução".[2] Entretanto não impõem
tal restrição à sua aceitação do Livro de Mórmon o qual declaram ser a própria
Palavra de Deus.
Questionar a Bíblia é
questionar a autoridade e a fidelidade do Senhor Jesus Cristo. Para mostrar até
que ponto os mórmons têm usado de evasão em seus "Articles of Faith"
(As regras de fé) para negar a Bíblia como a Palavra infalível de
Deus, leia o que o apóstolo Orson Pratt da igreja dos Santos dos Últimos Dias
diz em seus comentários acerca da Bíblia: "Quem sabe que até mesmo um
único versículo da Bíblia tenha escapado à poluição, de modo que transmita o
mesmo sentido agora que teve no original?"[3]
Esperamos que nos
desculpem por mostrar que esse tipo de lógica parece um tanto suspeita. Pratt
escrevia para provar que o Livro de Mórmon é a inspirada Palavra de Deus, sem
erro. Uma vez que centenas de versículos da Bíblia "poluída" foram
copiados palavra por palavra da versão do Rei Tiago no Livro de Mórmon,
dificilmente isto ajudaria seu argumento! Não se introduz água de um rio
poluído em um rio puro e claro e continua-se a chamar um de poluído e outro de
puro!
José Smith copiou
versículos e capítulos da Bíblia. O segundo livro de Nefi, capítulos 12 a 24 no
Livro de Mórmon, em sua maior parte foi copiado, palavra por palavra, de
Isaías, capítulos 2 a 14, da versão do Rei Tiago.
Revelação
para O Livro de Mórmon
No Pérola de Grande
Valor, páginas 60-64, José Smith faz um relato de uma visão que teve em 1823. O
"mensageiro enviado da presença de Deus", Moroni, lhe disse que Deus
tinha um trabalho para ele. Devia encontrar algumas placas de ouro sobre as
quais estava escrito um livro que José Smith devia traduzir. O mensageiro
disse-lhe onde as placas estavam escondidas e deu-lhe instruções a respeito
delas.
Também preservados, com
as placas de ouro, estavam o Urim e o Tumim que são mencionados no Antigo Testamento.
(Ver Êxodo 28:30; Números 27:21; Esdras 2:63.) Segundo José Smith, o Urim e o
Tumim era um tipo de óculos divino (duas pedras em arco de ouro) que Deus havia
conservado por milhares de anos e colocado numa caixa com as placas de ouro
para ajudá-lo a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava escrito.
Esta língua era o egípcio reformado. Segundo Doutrina e Convênios, José Smith
declarou que Deus lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio
reformado para o inglês e produzir o Livro de Mórmon.
José Smith, usando o
Urim e o Tumim poderia traduzir a mensagem das placas de ouro. Depois de Smith
ter traduzido as primeiras 116 páginas do Livro de Mórmon, que se perderam ou
foram roubadas, um "anjo" aparentamente levou esses óculos embora.
Então José usou a "pedra do vidente" ou pedra da caçada a tesouros, que
era propriedade comum naquela época de muitos adivinhos e buscadores de
tesouro, para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado. Esta pedra também é
chamada de Urim e Tumim pelos escritores mórmons.
Pergunto-me por que
Deus se incomodou em providenciar os óculos depois de preservá-los por tantos séculos
para que José Smith os usasse quando foram usados tão pouco e tão facilmente
substituídos por alguma outra coisa.
Segundo as três
testemunhas de O Livro de Mórmon David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris,
Smith punha essa pedra num chapéu, então colocava o rosto no chapéu e começava
a traduzir das placas de ouro. As placas de ouro raramente estavam presentes,
se é que alguma vez estiveram! Que estranho Parecem elas tão supérfluas quanto
os óculos do Urim e Tumim. Novamente, pergunto-me por que José Smith até mesmo
se deu ao trabalho de desenterrá-las.
David Whitmer, no
Address to All Believers in Christ (Proclamação a todos os crentes em Cristo),
diz que quando José Smith colocava o rosto no chapéu com a pedra do vidente,
"algo parecido com pergaminho aparecia". (4) Os hieróglifos apareciam
um de cada vez, com a interpretação em inglês por baixo. José Smith a lia e
Oliver Cowdery ou quem quer que fosse o amanuense ou secretário nessa hora a
escrevia. Se tivesse sido escrito corretamente, o sinal ou a frase desaparecia.
Se não, permanecia até ser corrigida. Significa que cada letra, cada sinal, era
exatamente o que Deus havia dito, letra por letra, palavra por palavra. Não
podia haver erro porque o sinal ou palavra não desaparecia até que estivesse
cem por cento exata.
A palavra escrita era
perfeita. E quando se fez esta publicação de 1830 do Livro de Mórmon, José
Smith disse que o livro era perfeito ou "correto". Ele devia saber,
se era verdadeiro profeta de Deus.
Alguns
problemas do Livro de Mórmon
José Smith dizia que
esse egípcio reformado era uma língua que homem algum conhecia, mas era a
língua na qual Mórmon (o pai de Moroni) escreveu as placas de ouro ao redor do
ano 384 a 421 A.D., pouco antes de morrer. Para muitos constitui um problema
que esta língua fosse reproduzida no Livro de Mórmon com as mesmas palavras da
Bíblia do Rei Tiago de 1611, em centenas e milhares de lugares.
Não parece provável que
o egípcio reformado, uma língua não conhecida de homem algum e que havia desaparecido
da terra por mais de mil anos antes do ano 1611, ano em que foi publicada a
Bíblia do Rei Tiago, conteria milhares das mesmas palavras e frases, na ordem
exata em que são encontradas na versão da Bíblia do Rei Tiago. Até as palavras
em itálicos da versão do Rei Tiago aparecem no Livro de Mórmon. José Smith não as
sublinhou mas incluiu-as no texto do Livro de Mórmon como se fossem as palavras
de Deus.
Os eruditos que fizeram
a versão do Rei Tiago sublinharam certas palavras para prevenir o leitor de que
elas não se encontravam no texto original grego ou hebraico mas foram
acrescentadas para um leitura mais fluente ou para explicações. Alguns dos
muitos exemplos de palavras sublinhados contidas na versão do Rei Tiago e no Livro
de Mórmon podem ser vistas comparando Isaías 53:2, 3, 4 com Mosíah 14:2, 3, 5.
Outro problema que
encontramos no Livro de Mórmon é a gramática pobre com a qual parte dele é
escrita.
Ora, alguns dos santos
mais amados que já conheci têm gramática pobre. Isso, em si mesmo, não é o
ponto; culpar a Deus por gramática pobre, não é o ponto. Mesmo quando Deus deu
Sua palavra inspirada mediante vasos tais como o rude e ignorante Pedro, ele
não usou gramática pobre.
José F. Smith, sexto
presidente da igreja mórmon declarou: "José não reproduziu o escrito das
placas de ouro na língua inglesa em seu próprio estilo como muitos creem, mas
cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo dom e poder de
Deus."(5)
O próprio José F. Smith
declarou, em 1841, no livro História da Igreja: "Eu disse aos irmãos que
no Livro de Mórmon era o livro mais correto sobre a face de terra." (6)
Se a palavra traduzida
era perfeita, e se o Livro de Mórmon de 1830 era perfeito, por que os mórmons
fizeram cerca de 4.000 correções em gramática, pontuação e ortografia no
perfeito Livro de Mórmon? Estes mórmons posteriores, um pouco mais instruídos,
ficaram cada vez mais embaraçados por causa de erros gramaticais no Livro de
Mórmon; de modo que fizeram mudanças em edições posteriores.
Temos tanto uma
reprodução do Livro de Mórmon de 1830 como também do atual Livro de Mórmon e podemos
ver as mudanças com nossos próprios olhos. Vários estudiosos do mormonismo têm
contado as mudanças e os resultados foram anotados em livro, particularmente
por Arthur Budvarson, Marvin Cowan, Jerald Tanner e muitos outros.
A seguir damos somente
alguns exemplos de mudanças que têm sido feitas do Livro de Mórmon de 1830 (os itálicos
foram acrescentados): Edição de 1830, página 52: "que surgiste das águas
de Judá, o qual juras pelo nome do Senhor." Edição de 1963, 1 Nefi 20:1:
"que surgiste das águas de Judá ou das águas do batismo; que juras em nome
do Senhor."
Edição de 1830, página
303: "Sim, sei que ele concede aos homens, sim, decreta-lhes decretos
inalteráveis, segundo o seu desejo." Edição de 1963, Alma 29:4: "Sim,
sei que ele concede aos homens segundo o seu desejo."
Edição de 1830, página
31: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios para sempre
permaneçam nesse estado de ferimento horrível." Edição de 1963, 1 Nefi
13:32: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios permaneçam para
sempre nesse horrível estado de cegueira."
Edição de 1830, página
555, "...seus filhos e filhas, que não eram, ou que não visam sua
destruição." Edição de 1963, Éter 9:2: "...seus filhos e filhas que
não visaram sua destruição."
Edição de 1830, página
262: "E sucedeu que ele começou a pleitear por eles daquele momento em
diante; mas isso o insultou, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E
aconteceu que cuspiram nele." Edição de 1963, Alma 14:7: "Ele começou
a pleitear por eles daquele momento em diante; mas eles o insultaram, dizendo:
Estás também possuído pelo Diabo? E cuspiram nele."
Outra mudança do Livro
de Mórmon de 1830 refere-se a Mosíah 21:28. O Rei Benjamim já havia morrido (Mosíah
6:5; página 186 de edição brasileira de 1975) na edição de 1830 do Livro de
Mórmon. Evidentemente, Smith esqueceu-se disso e em Mosíah 21:28, disse que o Rei Benjamim ainda estava
vivo! Mais tarde, mórmons envergonhados
mudaram o nome de rei para Rei Mosíah, assim removendo a contradição óbvia!
Certa noite contava eu
estes fatos a um jovem formado pela
Universidade Brigham Young.
Um jovem inteligente e fino; um linguista que conhece bem quarto ou
cinco línguas e que serviu como missionário mórmon no Líbano e também na Suíça.
Agora instrui os sacerdotes mórmons no sacerdócio Aarônico.
Sua resposta? Depois de
procurar, por algum tempo, várias tentativas que percebeu serem falhas, disse
ele:
"Você sabe como é
difícil traduzir de uma língua para outra. Além disso, temos de levar em
consideração a gramática pobre de José Smith e o seu vocabulário um tanto
limitado. Isto pode explicar alguns dos problemas."
Como podemos ver
facilmente, isto não é de modo algum resposta ou solução para o problema.
Fiquei grandemente surpreso de que esse fosse o argumento mais convincente que meu
douto amigo mórmon pudesse encontrar. Se Deus tivesse dado a José Smith uma
tradução, letra por letra, palavra por palavra, de sua Palavra pura e perfeita,
certamente te-la-ía dado com a gramática correta.
É muito interessante
que a gramática de José Smith é excelente enquanto copia textualmente do Rei
Tiago. Por que não seria ela excelente se copiasse do "Pergaminho de
Deus" como alegava?
É o Livro de Mórmon uma
revelação de Deus ou José Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia do Rei Tiago e acrescentou
material de sua própria imaginação e de outras fontes disponíveis? Quem
realmente escreveu o Livro de Mórmon?
Se os mórmons dizem que
Deus dirigiu José Smith na tradução do Livro de Mórmon, então acusam Deus de usar
gramática deficiente e de cometer outros erros que mais tarde necessitaram de
correção. Não parece sábio, para dizer pouco, fazer esta acusação ao Deus
onisciente do Universo.
Se dissermos que José
Smith escreveu o livro, com seus erros gramaticais e outros, negamos o que José
Smith reivindicava, o que as três testemunhas reivindicavam, e que o presidente
Joseph F. Smith reivindicava. Isto significaria que o testemunho de José Smith
de que o Livro de Mórmon é uma tradução sem erros, letra por letra, palavra por palavra,
pelo poder de
Deus, é falso.
Esta acusação prejudicaria irreparavelmente sua reivindicação de ser um profeta de Deus.
As
Testemunhas
Nas primeiras páginas
do Livro de Mórmon está o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se
que essas três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris,
"viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações sobre as
placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente, as testemunhas
disseram nunca terem realmente visto as placas de ouro a não ser embrulhadas ou
cobertas. Usaram termos como "visão", ou "vi-as com os olhos da
fé".
Também, na página que
contém os nomes das três testemunhas, está "o depoimento de oito
testemunhas". Essas testemunhas
foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Filho, John Whitmer,
Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. Destas
onze testemunhas, mais da metade apostataram da igreja mórmon. Quando digo
apostataram não quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor
e fraqueza, negou a
Cristo; logo depois
arrependeu-se como todo
cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas horas
procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas afastaram-se da igreja mórmon.
Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris e cinco das oito testemunhas. As
três que permaneceram pertenciam à família Smith. (Até mesmo um ou dois dos filhos
de José Smith finalmente deixaram os Santos dos Últimos Dias e se filiaram à
Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias.) Os mórmons dizem que algumas
destas testemunhas voltaram para a igreja. E isto é verdade, em parte.
Alguns destes que
apostataram chegaram a dizer que tinham tido revelações de Deus de que o
mormonismo era falso e que deviam deixá-lo. É claro que os mórmons não aceitam
suas revelações, embora suas visões pareçam tão críveis quanto às de José
Smith. Perguntamo-nos por que os mórmons tão prontamente aceitam a visão de um
menino de 14 anos de idade e tão rapidamente rejeitam as visões de vários
destes homens.
David Whitmer, uma das
três testemunhas originais, disse que Deus falou-lhe com sua própria voz
dizendo "que me separasse dos Santos dos Últimos Dias". (7)
Existem registros de
que José Smith e outros oficiais mórmons chamaram suas três testemunhas
principais de "ladrões e mentirosos." (8) No livro História da
Igreja, José Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver
Cowdery e Martin
Harris, são demasiadamente maus
até para serem
mencionados, e gostaríamos de
tê-los esquecido. (9)
Segundo as Doutrinas da
Salvação, Cowdery e Harris retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão
completa.
Pode você imaginar
Jesus chamando suas testemunhas, Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo, de um
punhado de mentirosos e ainda assim pedindo que crêssemos nelas assim como José
Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro de Mórmon? Pode
você imaginar Jesus Cristo dizendo que gostaria de esquecer os escritores dos
evangelhos e Paulo, assim como José Smith disse que gostaria de esquecer suas
testemunhas principais da verdade do Livro de Mórmon?
Há ainda outro fato que
achamos por bem incluir. José Smith foi julgado e condenado por ser
"cristalomante" (ler bola de cristal, adivinhar a sorte e andar à
caça de fortuna) por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em1826, seis anos depois
de ele supostamente ter tido sua primeira visão em 1820. A acusação foi feita,
segundo registros do julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter
sido Josiah Stowell enganado por Smith na procura de
objetos e tesouros perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar
através de uma pedra - o mesmo processo pelo qual José Smith traduziu o Livro
de Mórmon, segundo as três testemunhas.
Uma fotografia do
registro do processo original pode ser encontrada no livro de Jerald e Sandra Tanner,
Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento de José Smith de 1826). (10)
R. Hugh Nibley, na
página 142 de The Myth Makers (Os criadores de Mito), admitiu que se tal
registro pudesse ser encontrado, seria um "golpe devastador" para
José Smith. Pois foi encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de
1971.
___________
Notas
[1] Robert Dick Wilson,
A Scientific Investigation of the Old Testament (Investigação científica do
Antigo
Testamento) - (Chicago:
Moody Press).
Citado por John R.
Rice, em Our God-Breathed Book - The Bible (Nosso livro inspirado por Deus - a
Bíblia)
(Murfreesboro, Tenn: Sword of the Lord Pub., 1969).
[2] "Articles of
Faith" ("As Regras de Fé"), Pérola de Grande Valor, Artigo #8,
p.70.
[3] Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of
Mormon, pp. 45-47. Citado por Marvin Cowan, Mormon
Claims Answered (Salt Lake City: Marvin Cowan Pub.,
1975), p.21,22.
[4] David Whitmer, An Address to All Believers in
Christ (Richmond, Mo., 1887). p. 12; reimpresso por Bales
Bookstore, Searcy, Ark., 1960.
[5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar
datilografado na Utah State Historical Society.
[6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461.
[7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ,
p.27.
[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal,
p.59; Senate Document 189, pp. 6,9.
[9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232.
[10] Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826
Trial (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1971).
Extraído do livro A Ilusão Mórmon, Editora Vida: 1981.Capítulo
04, pp. 17-22 (Tradução de João Barbosa Batista)
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