A QUE HORAS ESTAMOS DA NOITE?
Ricardo André
INTRODUÇÃO
No texto
de Isaías 21:11, 12 acham-se
registrada uma questão, que toca de perto o destino de cada um de nós: “Guarda,
a que horas estamos da noite? Guarda a que horas?” Essa pergunta ecoa
através dos séculos e ainda é relevante para nós hoje. Antes de mergulharmos na mensagem
das Sagradas Escrituras, é crucial entender o contexto em que o profeta Isaías
proferiu suas palavras. Ele descreve uma visão das nações sendo confrontadas e
julgadas por Deus. Ele aponta para a situação específica de Dumá, uma região ao
sul da Judéia. Dumá era conhecida por sua prosperidade e segurança, mas o
profeta vislumbrou o tempo de sua destruição iminente. E nesse momento de
ansiedade e incerteza, a pergunta é feita: "A que horas estamos da
noite?".
Nos tempos bíblicos, a noite costumava se dividida em 4 vigílias, e ninguém melhor do que o guarda sobre os muros da cidade sabia a que horas estavam. Sabia que, quando a estrela da alva surgia no horizonte, o dia estava para raiar. Do mesmo modo, há sinais proféticos na Palavra de Deus, que nos permitem saber a que horas estavam no cronômetro divino.
A pergunta repetida ressalta a urgência da situação e a necessidade de vigilância. Assim como os guardas que ficavam de vigias nos muros das cidades, também somos chamados a estar atentos aos sinais dos tempos, pois somos as sentinelas de Deus.
O retorno de Jesus em glória e majestade é a “bendita esperança” de todo crente (Tito 2:13), pois marca o fim da história deste mundo, de todo o mal, angústia, dor e morte, e o início de uma nova forma de vida que nunca terá fim. Essa esperança iluminava cada perspectiva do cristão primitivo. Ela é a bendita esperança da igreja Remanescente. Para os primeiro adventistas as palavras “bendita esperança” proviam um brado arrebatador. Enchiam seus corações de alegria. Enchiam seus sermões, eles as escreviam em seus hinos, atém mesmo assinavam suas cartas “vós na bendita esperança”. O próprio nome “Adventista” traduz a nossa esperança e é a mensagem-chave da igreja em todo o mundo. Vale ressaltar que o movimento adventista surgiu com a expectativa da iminente vinda de Cristo e, mesmo depois do desapontamento de 1844, seus pioneiros continuaram aguardando esse evento. Já estamos há 179 anos distantes do Desapontamento de Outubro de 1844 e Jesus ainda não veio!
O mundo está envolto em
densas trevas morais e espirituais, e muitas pessoas ecoam hoje as mesmas
perguntas registrada em Isaías 21:11:
“Guarda, a que hora estamos da noite?
Guarda, a que horas?”
A reposta do guarda foi
ambivalente e sem muita esperança: “Vem a manhã, e também a noite” (Is 21:12).
Diante dessa realidade
somos levados a perguntar: Por que Jesus ainda não voltou? Quanto tempo mais
temos que esperar até que O encontremos na Sua volta? Por quanto tempo mais
prevalecerão as trevas da noite, até que surja o “sol da justiça, trazendo
salvação nas suas asas”? (Ml 4:2). Por quanto tempo ainda teremos de pregar que
“Jesus em breve voltará”?
O apóstolo Paulo diz
que a vinda de Cristo será totalmente inesperada — como a vinda de um ladrão.
Porém, ele se refere a uma classe que estará equivocadamente prevendo “paz e
segurança” (I Ts. 5:3). Embaladas para adormecer com um falso senso de
segurança, essas pessoas serão surpreendidas por “repentina destruição o que
dizer daqueles a quem Paulo está escrevendo que conhecem “os tempos e as
épocas”? Escute suas palavras: “Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para
que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos
do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos como os
demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios” Versos 4-6.
E como podemos conhecer
“os tempos e as épocas”? Estudando as profecias do Livro de Deus. Quando o
profeta Daniel esteve diante de Nabucodonosor, rei de Babilônia, que estava
perturbado a respeito “do que há de ser depois disto”, disse ele ao monarca: “Há
um Deus no Céu, o qual revela mistérios, pois fez saber ao rei Nabudonosor o
que há de ser nos últimos dias.” Dn. 2:28 e 29.
I. A SOLENIDADE DO TEMPO EM QUE ESTAMOS
VIVENDO
1. A Esperança da Breve
Volta de Cristo
Um dos principais
arautos modernos da breve volta de Cristo foi Guilherme Miller, que vivia em
Low Hampton, Nova York. Pelo estudo das profecias bíblicas ele chegou à
convicção de que Jesus voltaria entre 1843 e 1844. Cerca de 100 mil pessoas se
uniram a ele na esperança da breve volta de Cristo.
Mesmo depois do
desapontamento de outubro de 1844, Miller continuou crendo que Jesus voltaria
ainda em seus dias. Em 10 de novembro de 1844, ele escreveu para o seu amigo
Josué Himes que sua esperança na vinda de Cristo continuava “está tão forte
como sempre esteve”, e que tinha sua mente fixada “em outro tempo, e aqui
pretendo permanecer até que Deus me dê mais luz. E esse tempo é hoje, hoje e
hoje, até que Ele venha e eu veja Aquele por quem minha alma anseia." (George
Knight, Adventismo, p. 210).
“Em 3 de dezembro,
pouco mais de um mês após o histórico desapontamento, Miller ainda estava tão
certo da proximidade do evento que ele sugeriu que a carta que estava
escrevendo poderia não ter tempo suficiente para chegar ao destino antes do
fim” (Ibdem).
Mas Miller e seus
seguidores não tiveram o privilégio de ver essa esperança concretizada!
2. A Época de Ellen G. White
Entre os mileritas que
aguardavam a breve volta de Cristo estava Ellen G. Harmon (depois White). No
dia 14 de março de 1858 ela teve a sua primeira e mais significativa visão
sobre o grande conflito e os eventos finais. O conteúdo escatológico daquela
visão foi sendo ampliado ao longo dos anos até atingir sua forma mais abarcante
em seu livro intitulado O grande Conflito,
publicado originalmente em 1888.
Este livro parece ter
sido escrito ontem, pois sua descrição do cenário profético apocalíptico que
antecederia a volta de Cristo reflete em detalhes o que estamos vendo em nossos
dias.
E interessante
observarmos que Ellen White viveu em um mundo bem mais simples do que mundo de
hoje e ela cria que Jesus voltaria em seus dias. Partilhando fervorosamente
dessa esperança (Ellen G. White, Eventos
Finais, p. 36, 37) foi que, em 1851, Ellen G. White escreveu: “Vi que o
tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado e esse
tempo podia durar apenas um pouquinho mais; que o tempo disponível que temos
deve ser gasto em examinar a Bíblia, que nos julgará no último dia.” (Primeiros Escritos, p. 58). Se ela
tinha essa convicção naqueles dias, não deveríamos nós termos uma convicção
ainda mais robusta nos dias em que vivemos? Se naquela época ela já cria na
breve volta de Cristo, maiores evidências estão disponíveis para nós hoje
crermos que essa bendita esperança há de se concretizar em nossos dias.
II.
SINAIS QUE EVIDENCIAM A PROXIMIDADE DA VOLTA DE JESUS
Há muitos sinais nas Escrituras Sagradas
de que Jesus voltará em breve, porém, desejamos tratar aqui de alguns dos
grandes sinais que indica a proximidade da vinda de Jesus.
1.
A internet e os acontecimentos finais
Nos anos que precederam
a primeira vinda de Jesus ocorreu um processo de globalização. O Império
Romano, entre 27 a.C. e 476 d.C., conquistou praticamente todo o mundo antigo
conhecido. Seu domínio expandia-se da Península Ibérica (onde estão Portugal e
Espanha), o Norte da África, até o Oriente Médio. Nesse período o mundo estava
vivendo um processo de globalização, os diversos povos e nações estavam
interligados. Foi nesse cenário que Cristo veio, nasceu na pequena cidade de
Belém da Judeia, a Palestina, dominada pelo Império Romano.
Com relação à primeira
vinda de Cristo, Ellen White escreveu: “As nações estavam unidas sob o mesmo
governo. Falava-se vastamente uma língua, a qual era por toda parte reconhecida
como a língua da literatura. [...] Fazia séculos que as Escrituras haviam sido
traduzidas para o grego, então vastamente falado no império romano” (O Desejado de Todas as Nações, p. 32, 33).
Nesse texto, Ellen G. White nitidamente descreve o mundo do primeiro advento de
Jesus como sendo um mundo globalizado, uma vez que as nações daquele período
estavam unidos sob o mesmo governo, falava-se amplamente uma língua, o grego, a
língua em que os livros eram escritos.
Assim como um
processo de globalização precedeu a primeira vinda de Cristo, um processo
similar ocorrerá também antes de Sua segunda vinda. O
livro do Apocalipse prediz que, antes da segunda vinda de Cristo, haveria uma
globalização do erro (Ap. 13:11-18) e da verdade (Ap 14:6 e 7).
Na profecia do Apocalipse
13 surgem duas bestas: a primeira besta semelhante ao leopardo surge do mar; a
segunda, semelhante a um cordeiro, emerge da terra. Elas estarão unidas no
tempo do fim, formando um confederação para dominar o mundo e perseguir o fiel
povo de Deus, que guarda os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap 14:12). Nas
profecias bíblicas, uma besta representa um poder político ou religioso. A
besta que emerge do mar surge de Roma imperial como um sistema mundial de
adoração, e representa Roma papal ou o sistema católico romano. Esse poder
romano estende sua influência sobre o mundo e conduzirá um movimento para unir
Igreja e Estado. “O objetivo será alcançar a unidade mundial em um momento de
reviravolta econômica, catástrofes naturais, desordens sociais, crise política
internacional e conflitos globais” (Lição
da Escola Sabatina, 2º Trim. 2023, ed. de Professor, p. 148).
A segunda besta
representada pelos Estados Unidos da América, nação protestante, assumirão a
liderança nessa confederação global. São eles que farão que todas as pessoas do
mundo prestem honras e adoração ao papado, através da imposição da observância
do domingo, que nesse tempo se tornará a “marca da besta”. Neste conluio,
estarão unidos a Igreja e o Estado e será promulgado um decreto religioso com
aplicação no campo econômico:
“A todos, os pequenos e
os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz com que lhes
seja dada certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém possa
comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do
seu nome” (Ap 13:16,17, NAA).
Segundo a profetisa
Ellen G. White, a crença comum na imortalidade da alma e na santidade do
domingo possibilitaria a união do protestantismo norte-americano com o
espiritismo e o catolicismo, e esse processo resultaria em intolerância
religiosa. “Mediante os dois grandes
erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar
o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o
último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos
serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do
espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano;
e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma,
desprezando os direitos da consciência” (O
Grande Conflito, p. 588).
“Quando o
protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos
ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice
aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua
Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e
adotarem medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos
saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim
está próximo” (Testemunhos Seletos, v.
2, p. 150, 151).
Em um artigo do dia 27
de outubro de 2017 no jornal The Washington Post, Stanley Hauerwas, conhecido
teólogo protestante americano, observou que “o abismo entre as denominações
parece cada vez menor. O mesmo ocorre entre o catolicismo e o protestantismo”.
Ao passo que Apocalipse
13 prediz uma globalização do engano, o capítulo 14:6-12 prediz a globalização
da verdade. O vidente de Patmos vê três anjos voando pelo meio do céu com três
mensagens para pregar “aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e
povo” (v. 6). Essas mensagens são urgentes, eternas e universais. O “evangelho
eterno” está no cerne delas. Elas representam o último aviso e apelo de
misericórdia a este mundo mergulhado nas trevas do pecado. Essa tríplice
mensagem antecede a cena da segunda vinda de Cristo – o Cavaleiro que vem para
ceifar a seara da Terra (versos 14-16). Portanto, é uma advertência que deve
ser comunicada no tempo do fim, uma solene mensagem que visa a preparar um povo
para o encontro com o Rei que Se aproxima.
Justamente no tempo do
fim, no qual a tríplice mensagem deve ser proclamada, Deus suscita um povo para
cumprir essa solene missão. Esse povo é identificado como aqueles "que
guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus" (Ap 12:17).
Essa última característica - "o testemunho de Jesus" - é definida
como a manifestação do dom de profecia (Ap 19:10). A Igreja Adventista do Sétimo
Dia se enquadra nessa classificação, pois surge no período do tempo do fim
(1844) como resultado dos estudos e do cumprimento das profecias de Daniel e
Apocalipse, exaltando a obediência à Lei de Deus, especificamente a validade do
sábado, e testemunhando, em seu meio, a manifestação do verdadeiro dom de
profecia na pessoa de Ellen G. White.
Desse modo, há um povo
que prega uma mensagem específica no tempo determinado pela profecia. Esse povo
foi levantado para restaurar as verdades que foram lançadas por terra durante o
período de supremacia papal, reparar as "brechas" feitas na lei de
Deus, edificando, assim, "as antigas ruínas" (Is 58:12). Nossa
responsabilidade é levar ao mundo uma mensagem singular, preparando "a
seara da Terra" para a vinda do Filho do homem. Ellen White coloca desta
forma: "Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no
mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de
advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incidiu a maravilhosa luz da
Palavra de Deus. Foram incumbidos de uma obra da mais solene importância: a
proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Não existe
nenhuma obra de tão grande importância. Eles não devem permitir que nenhuma
outra coisa lhes absorva a atenção. As mais solenes verdades já confiadas a
mortais nos foram dadas, para as proclamarmos ao mundo. A proclamação dessas
verdades deve ser nossa obra. O mundo precisa ser advertido, e o povo de Deus
deve ser fiel à missão que lhe foi confiada" (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 19).
Importantes mudanças
políticas, econômicas, sociais e religiosas estão preparando o cenário para
essa globalização. Mas não podemos ignorar o fato de que a polarização final da
raça humana entre a verdade e o erro tem sido facilitada pela popularização da
imprensa, do telefone, do rádio, da televisão e, mais recentemente, da
Internet.
A Internet é uma rede
mundial de computadores que revolucionou a forma como nos comunicamos, apreciamos
e nos relacionamos. Seu impacto tem sido tão profundo que não apenas alterou o
cotidiano das pessoas, mas também moldou a evolução da sociedade e o
desenvolvimento tecnológico.
Esse avanço acelerado
da tecnologia está transformando a civilização da maneira que ninguém esperava
- maneiras empolgantes e assustadoras, que estamos apenas começando a entender.
A tecnologia parece estar prestes a recriar seres humanos de uma nova forma - algo
alterado, biônico, computadorizado, robótico e sobre-humano. Ela está formando
toda uma nova geração de pessoas robotizadas, com muitas informações, mas sem
valores morais. A “teia” da Internet surgiu e cobriu quase todos os elementos
da civilização. Os celulares inteligentes, os relógios inteligentes e as casas
inteligentes estão aumentando neste "mundo inteligente". O mundo está
globalizado pelas comunicações via satélite, e estamos vivendo sob o impacto da
revolução digital.
Neste contexto, é
crucial entender como a Internet pode desempenhar um papel significativo nos
eventos finais que estão por vir. Em realidade, a Internet, esse meio
de comunicação e interconexão global, tem disponibilizado no lar ou em qualquer
outro lugar tudo o que de bom e mau existe no âmbito das informações.
Pensar na tecnologia
moderna - considerando a esperança e o medo, os prós e os contras, as alegrias
e as preocupações - levou alguns a perguntar se nossa era digital sem
precedentes se encontra na profecia bíblica. É o que estamos vendo hoje pode
ter sido predito, de alguma forma, nas páginas de um livro escrito há muitos
séculos?
Talvez alguns leitores
se lembrem da mensagem entregue ao profeta Daniel, há mais de vinte e cinco
séculos. Daniel 12:4 diz que no
tempo do fim “Muitos farão de tudo e correrão de uma parte a outra em busca do
maior saber; e o conhecimento se multiplicará muitas e muitas vezes!” (KJA).
Somente na história recente estamos vendo uma época em que milhões de pessoas
voam rapidamente por todo o mundo, chegando a seus destinos em poucas horas,
algo que nos séculos anteriores levava meses ou até anos.
O cenário está preparado
para que Deus alcance grande número de pessoas com o verdadeiro evangelho. E o
contexto desta profecia é justo antes da segunda vinda de Cristo.
A IASD tem empregado
essa importante e fantástica ferramenta para ajudar no cumprimento de sua
missão de proclamar o "evangelho eterno" a todos os "que se
assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo" (Ap
14:6). Desta forma a mensagem adventista pode ser levada a certas regiões do
mundo onde os preconceitos religiosos impedem o uso de outros meios de
comunicação de massa.
Mas assim como a
Internet tem facilitado positivamente a pregação do evangelho, ela também tem
sido um dos agentes mais eficazes de globalização do erro e do mal. Inúmeras
pessoas, e mesmo professos cristãos, estão acessando sites que estimulam o sensualismo
e a imoralidade (Mt. 5:27-32). Muitas das 34 mil denominações cristãs hoje
existentes no mundo também estão disponibilizando os seus ensinos na Internet.
Praticamente todas as distorções doutrinárias que já surgiram na Igreja
Adventista do Sétimo estão acessíveis na Internet para corroer a fé dos que
professam a mensagem adventista.
Falando a respeito da
sacudidura da igreja, Ellen White advertiu que no fim dos tempos "todo
vento de doutrinas" estaria soprando (Ef 4:14) e que os membros da igreja
seriam "testados e provados individualmente" (Testemunhos Para Cristo, v. 5, p. 80 e 463). Estou convencido de
que a Internet está desempenhando um papel crucial em ajudar a cumprir essas
predições. Pessoas sem um conhecimento histórico e doutrinário mais sólido têm
se aventurado a acessar os sites críticos da mensagem, e acabam abaladas em sua
fé.
2.
O esfriamento do amor
em decorrência do aumento da maldade
Em Seu célebre “Sermão
Escatológico”, Jesus profetizou que no tempo do fim aconteceriam muitas coisas,
e dentre elas, o amor de muitos se esfriaria. Ele declara expressamente:
“Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12, NVI). No
meio de uma variedade de sinais astronômicos, cósmicos, sociológicos, políticos
e religiosos, Ele mencionou o esfriamento do amor. Um dos sinais que mais
deveria preocupar aqueles que são cristãos, uma vez que ela prever o
cumprimento na vida de muitos deles. Alguém talvez argumente: Será que isso
realmente seria relevante? Afinal, a falta de amor não existe desde o início do
mundo?
Na verdade, Jesus estava predizendo uma situação
anormal, caracterizada pela maldade. Ele afirmou que os dias que precederiam
Sua segunda vinda seriam marcados pelo esfriamento do amor. Tal esfriamento
está diretamente relacionado ao crescimento da maldade ou do pecado em suas
mais variadas formas. A palavra grega para amor empregada por Jesus nesse texto
é ágape, que significa “amor na sua forma mais elevada e
verdadeira, amor insuperável, amor que leva alguém a se sacrificar por outros
(Jo 15:13). Indica reverência a Deus e respeito pelos semelhantes” (Comentário
Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 352). Isso significa que Jesus
profetizou que nos últimos dias esse amor do tipo ágape deixaria de existir em
muitas pessoas. Ou seja, de tanto ver a maldade multiplicada em proporções
nunca vistas na história, as pessoas se tornariam frias, sem sentimento, sem
compaixão e empatia. As pessoas perderiam gradativamente o senso de amor a Deus
e ao próximo. A religião seria uma formalidade cultural. Tendo a consciência
neutralizada pelo mal e a paixão estimulada pelos desejos sensuais, muitos
acabariam tendo uma mente reprovável e um comportamento monstruoso.
Sobre isso, Ellen G. White escreveu: “Achamo-nos em
um mundo de pecado e corrupção, rodeados de influências que tendem a seduzir ou
desanimar os seguidores de Cristo. Disse o Salvador: ‘Por se multiplicar a
iniquidade, o amor de muitos esfriará’. Mateus 24:12” (Testemunhos Para a
Igreja, v. 5, p. 741).
De fato, estamos vivendo num mundo marcado pelo
aumento do pecado, da corrupção e da maldade. Lamentavelmente, ouvimos falar
quase que diariamente nos noticiários da imprensa de violência doméstica.
Mulheres são espancadas e mortas pelos parceiros ou ex-parceiros, deixando
inúmeras crianças órfãs. De acordo com o Mapa da Violência, elaborado a partir
de dados do Ministério da Saúde, revela que o Brasil ocupa hoje a 5ª posição no
ranking de feminicídio, em um grupo de 83 países. São 4,8 assassinatos para cada
grupo de 100 mil mulheres. O número de estupros passa de 500 mil por ano em
todo o país. No caso dos assassinatos, 55,3% foram cometidos no ambiente
doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
Ouvimos falar de filhos que matam seus pais;
crianças são jogadas no lixo ou em rios, espancadas até a morte. Outras,
vítimas de violência sexual por familiares de confiança ou pessoas próximas da
família. No Brasil, entre 2011 e 2017, o Disque 100, canal de denúncias oficial
do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), registrou
203.275 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. No mesmo
período, o Ministério da Saúde recebeu 141.160 notificações da mesma violência.
“Devido ao aumento da maldade”. Estas
palavras chamaram minha atenção ao escrever essas linhas, porque me fizeram
lembrar do jovem Alexandre Nardone, na cidade de São Paulo, que assassinou sua
própria filha Isabella Nardone, de 5 anos, jogando-a do 6º andar do apartamento
onde moravam, no Edifício London, no dia 29 de março de 2008. Esse crime chocou
o país. O pior de tudo foi seu álibi, procurando convencer o país e a polícia
de que sua filha tinha sido assassinada por uma outra pessoa desconhecida que
teria entrado no apartamento e praticado o crime. Quase que diariamente ouvimos
falar de pais que matam os filhos e de filhos que assassinam seus pais.
As pessoas assassinas estão matando outras sem
precisarem de muitos motivos. Mata-se por motivos fúteis, irrelevantes ou
banais. São moradores em situação de rua queimados por “brincadeira”, brigas
entre vizinhos, discussões no trânsito e desentendimentos familiares que
resultam em morte. Um enorme número de adolescentes em conflito com a lei
aceitam com entusiasmo a ideias de estourar os miolos de outro ser humano, sem
mais nem menos. A vida perdeu o valor.
O crime e a violência são um fenômeno mundial. Ataques
terroristas em todos os continentes afligem os habitantes do velho globo. O
terror imprevisível gera medo e depressão. Uma bomba pode surpreender tanto uma
base militar como uma estação de trem. Além disso, os crimes hoje, são mais
violentos. A generalizada ondas de crimes e a crescente população carcerária do
mundo mostram que milhões de pessoas têm intenções criminosas e pouca vontade
de mudar. Muitos chegam até acreditar que o crime compensa. Assim, o mundo
mudou - para pior. Indubitavelmente, ficou mais perigoso.
Nesse clima de pavor, com a ocorrência de tantos
atos iníquos, a humanidade está horrorizada consigo mesma. É comum, em serviços
fúnebres, pessoas em pranto e revoltadas com o modo bárbaro como familiares e
amigos perderam a vida, repetirem: "Gente, onde está o amor?"
“A perversidade e crueldade dos homens alcançarão
tal atitude que Deus Se revelará em Sua majestade. Muito em breve a impiedade
do mundo terá atingido seu limite e, como nos dias de Noé, Deus derramará os
Seus juízos.” (Ellen G. White, Olhando
Para o Alto [MM, 1983], p. 328).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), no Brasil, um a cada três casamentos termina em divórcio.
Esse elevado índice de divórcio, os maus tratos aos idosos e os abortos também
são evidências de que muitos mostram completa falta de afeições humanas
normais.
Cada vez mais os valores estão sendo invertidos; de
forma intencional, sarcástica e agressiva, os valores cristãos vem sendo
combatidos e apresentados como ultrapassados e sem valor; cada vez mais a
mentira tem se tornado verdade nos ouvidos dos homens. Com total irreverência,
programas de TV e vídeos na internet debocham do nome de Deus e dos ensinos da
Bíblia Sagrada. De acordo com Jesus, a disseminação de pecados desse tipo faz o
amor de muita gente cair abaixo de zero no termômetro espiritual.
O pecado já é visto como o novo padrão a ser
exaltado e seguido, enquanto que a santidade já é identificada como algo a ser
reprovado e combatido. A maldade está se multiplicando.
“Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos
esfriará”, que realidade a de nossos dias!
3.
Agitação Global
Outro sinal dos tempos é a contínua e frequente
escalada política, militar e agitação social que assola o planeta. Embora o
colapso da União Soviética pôs fim à Guerra Fria entre as duas superpotências,
a esperança de harmonia em todo o mundo foram destruídas pela erupção de um conflito
regional após o outro. Isso não deveria ser uma surpresa. Está em curso há um
ano a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Não obstante o conflito na Ucrânia não
desencadear a guerra mundial e final, e não ter um papel central no cenário
profético, ela aponta para o fato de que a história está avançando para o seu
ponto final, e nos lembra que Jesus está prestes a voltar. Ele predisse que um
dos sinais da Sua vinda era justamente as guerras entre as nações. Esse sinal
não deveria nos assustar nem alarmar: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores
de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas
ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino [...]”
(Mt 24:6,7, NVI).
A guerra na Ucrânia e as grandes guerras já
ocorridas nos séculos XX e XXI fazem parte de uma sequência de sinais que se
estendem até a segunda vinda de Cristo, a exemplo de fome, pestes, terremotos,
aparições de falsos profetas (Mt 24:1-7, 24). Esses sinais estão alertando o
mundo de que Jesus irá voltar em glória e majestade.
Num de seus trechos inspiradores, Ellen White
afirmou categoricamente que as guerras eram sinais da vinda de Jesus. “A vinda
do Senhor está mais próxima do que quando aceitamos a fé. O grande conflito
aproxima-se de seu fim. Toda notícia de calamidade em mar ou terra é um
testemunho de que o fim de todas as coisas está próximo. Guerras e rumores de
guerras declaram-no. Haverá um só cristão cuja pulsação não se acelere ao
prever os acontecimentos que se iniciam perante nós? O Senhor vem. Ouvimos os
passos de um Deus que Se aproxima, ao vir Ele punir o mundo por sua iniquidade.
Temos que preparar-Lhe o caminho mediante o desempenho de nossa parte em
preparar um povo para esse grande dia” (Evangelismo,
p. 219).
Falando do tempo antes de Sua volta, Jesus disse:
“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos
assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e
terremotos em vários lugares” (Mateus 24:6-7).
4. O
Aquecimento Global
A profecia de Apocalipse 11:18 afirma que “chegou o
tempo determinado para [...] destruíres os que destroem a Terra”, o que sugere a
ideia de que o Senhor Jesus voltará à Terra num tempo em que os homens estariam
destruindo o planeta Terra. Estamos vivendo exatamente esse tempo, em que os
homens por meio de suas atividades estão, de forma acelerada, emitindo grandes
volumes de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente do dióxido de
carbono (CO2). Esses
gases formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a
radiação solar, refletida pela superfície na forma de calor, volte para o
espaço. Na
realidade, esses gases retêm o calor do Sol na Terra e, consequentemente, produzindo o
aquecimento global. O processo de aumento da temperatura mundial é comprovado
por medições precisas feitas pelos mais modernos satélites e sondas.
Além das emissões de gases de efeito estufa, temos
vistos a propagação de crimes ambientais, como desmatamentos e queimadas em
todos os biomas no Brasil, que causam mudanças climáticas atingindo toda a
população brasileira e inclusive todo continente; crimes relacionados com uso
abusivo de agrotóxicos, que matam a biodiversidade do Brasil, contaminam as
águas subterrâneas, nascente e rios. E afetam a saúde pública com a comprovada
ocorrência de câncer causado pelo Glifosato.
O aquecimento global é um fenômeno preocupante que
resulta do aumento significativo da temperatura média da Terra, e tem sido
devastadoras para o meio ambiente e a sociedade. Esse processo pode levar à extinção da vida no
planeta. As catástrofes causadas pelo aquecimento global apavoram a humanidade
e tornam vivas as profecias bíblicas sobre o futuro do mundo.
Os gigantescos blocos de gelo que se desprendem na
Antártica e no Ártico impressionam qualquer um. Previsões mais conservadoras
dão conta de que a calota gelada no extremo norte da Terra, fundamental para a
manutenção da temperatura no planeta, deve desaparecer totalmente durante o
verão a partir de 2060. Eles são apenas o efeito mais visível de um fenômeno
que também tem provocado tornados e furações devastadores na América do Norte,
ondas de forte calor na Europa, secas rigorosas na África, inundações na Ásia e
invernos rigorosíssimos no Hemisfério Norte.
Sem falar nas epidemias, catástrofes naturais e
extinção de espécies animais e vegetais que têm ocorrido como nunca nas últimas
décadas. Aquilo que antes estava restrito a filmes de ficção científica ou às
profecias bíblicas de Daniel e do Apocalipse, agora está em todos os
noticiários - o mundo parece em convulsão. E cada vez mais as pessoas acreditam
que o aquecimento global e suas trágicas consequências se tratam dos “sinais
dos tempos”, os acontecimentos preditos por Jesus Cristo nos evangelhos e que
antecederiam sua volta.
5.
Intensificação das Catástrofes Naturais
Jesus Cristo predisse:
“Haverá grandes terremotos […]”
“[...] Na terra, as
nações se verão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar” (Lc
21:11, 25, NVI).
A natureza também
anuncia a proximidade do fim de maneira cada vez mais intensa através de
frequentes terremotos, tsunamis, ciclones, secas e inundações nos últimos
tempos. Tudo isso tem transformado o mundo num lugar cada vez mais inseguro de
se viver.
As catástrofes naturais
foram consideradas os eventos mais significativos de 2005, de acordo com
pesquisa de opinião feita pela BBC em 27 países. Na matéria de capa da revista
Veja do dia 21 de junho de 2006, é dito que "já começou a catástrofe
causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou
quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos".
A reportagem informa
ainda que, em 2005, segundo levantamento da ONU, ocorreram 360 desastres
naturais, dos quais 259 são diretamente relacionados ao aquecimento global.
"No início do século XIX, de acordo com alguns historiadores, dificilmente
havia mais de meia dúzia de eventos de grandes dimensões em um ano. No total,
foram 168 inundações, 69 tornados e furacões e 22 secas que transformaram a
vida de 154 milhões de pessoas."
Catástrofes são cada
vez mais frequentes. Há pouco tempo, 280 mil mortos, além de desabrigados, foram
o resultado de um tsunami no sudeste da Ásia no final de 2004. Em outubro de
2005, o furacão Katrina devastou a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos.
As inundações são
manchetes em 2007. O Brasil sofre com as chuvas torrenciais e milhares de
pessoas são desabrigadas a cada ano, devido ao aumento gradativo das enchentes.
Não somente aqui, mas o fenômeno se repete em todo o planeta.
“As calamidades em
terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são assombrosos.
Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do
mal estão se organizando e se consolidando. Elas estão se fortalecendo para a
última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os
acontecimentos finais serão rápidos” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 09).
6.
A pandemia do coronavírus
O Senhor Jesus, quando
falava sobre os sinais que antecederão o fim, aos discípulos, afirmou que
doenças estariam presentes. Ele afirmou: “E haverá
em muitos lugares enormes terremotos, epidemias horríveis e devastadora falta de alimentos. Então
sucederão eventos terríveis e surgirão poderosos fenômenos celestes” (Lc 21:11,
KJV). Note que um dos sinais
do fim da história deste mundo preditos por Jesus é a aparição de epidemias horríveis, isto é, novas
doenças capazes de dizimar milhares de pessoas.
Indubitavelmente,
a pandemia do coronavírus foi um cumprimento da profecia de Jesus. Os anos de
2020 e 2021 foram muito difíceis para a humanidade, que foi surpreendida pelo
surgimento do coronavírus causador da Covid-19. O mundo ficou em pavoroso com
esta doença, que se propagou rapidamente pelo mundo inteiro. Por conta disso, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 11 de março de 2020,
pandemia de Covid-19. De acordo com o site Covid-19
no Brasil, do Ministério da Saúde,
até 22 de julho de 2023, morreram 704.659 pessoas. O Brasil é o segundo
país com mais mortes por Covid-19 no mundo, apenas atrás dos EUA. Quase sete milhões
de pessoas já morreram no mundo e outros milhares estão infectadas pelo vírus.
Essa doença obrigou os governos do mundo todo a adotar medidas restritivas, a
fim de conter a disseminação do vírus, como o distanciamento social, fechamento
do comércio, das igrejas, escolas, faculdades, locais de eventos, entre outros.
As pessoas foram orientadas a ficar em casa e evitar
aglomerações. Essas medidas, por sua vez, gerou falências de centenas de
pequenas empresas, desemprego e fome.
Esse sinal e outros
mencionados nesse artigo são sinais de que Jesus está às portas. Eles
evidenciam a iminência da volta de Jesus. Veja o que diz a Bíblia a respeito:
“Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça;
porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:28.
Sob inspiração divina,
a irmã Ellen G. White predisse que ao nos aproximarmos do fim “as fomes
aumentarão. Epidemias arrebatarão milhares de vidas. Perigos de todos os lados
e também atuações satânicas estão por toda parte ao nosso redor, mas o poder
moderador de Deus está sendo exercido atualmente” (Eventos Finais, p. 18).
6.
A Decadência Moral da Humanidade
Na série de conselhos
dirigidos a Timóteo, o apóstolo Paulo, na sua segunda carta advertiu-o a
respeito do tempo que precederia a volta de Jesus (2 Tm 3:1-5). Nela, ele cita
pelo menos 20 itens diferentes que deveriam caracterizar o comportamento das
pessoas nos “últimos dias”. Vamos destacar apenas uma: as pessoas seriam “mais
amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (v. 4). Nesses textos, ele pinta um
quadro fiel da nossa civilização, caracterizada pela mistura contraditória de
progresso tecnológico e declínio moral. Nossa época entrou para a história como
“o século do sexo”; pois, o sexo se tornou “o deus deste século” (2Co 4:4). A
Internet, as propagandas e a mídia em geral estão permeadas de cenas eróticas.
Os seres humanos estão sendo influenciados constantemente a desenvolverem, em
nome da cultura, um estilo de vida promíscuo. Além do adultério e da formicação
convencionais, existe hoje também o cibersexo ou sexo virtual que se infiltrou
sorrateiramente nos lares de muitos professos cristãos. A Internet se
transformou no maior motel do mundo.
III.
COMPREENDENDO OS SINAIS DO TEMPO DO FIM
Diante dos
acontecimentos no mundo social, religioso e econômico que estamos presenciando
ao nosso redor, é hora de perguntar-nos: “Guarda, a que hora estamos da noite?
Guarda, a que horas?” (Is 21:11).
A resposta pode parecer
enigmática, mas a mensagem é clara e incisiva: “Vem a manhã, e também a noite”
(Is 21:12). A manhã, para os salvos; e a noite, para os perdidos. A volta de
Jesus pode parecer demorar, mas Ele virá no tempo determinado por Deus e trará
um novo amanhecer.
O tempo é deveras
solene! Houve uma globalização que precedeu a primeira vinda de Cristo, e
estamos presenciando em nossos dias outra globalização, preparando o caminho
para a segunda vinda de Cristo!
Os meios de comunicação
globais estão preparados para a finalização da pregação do evangelho eterno no
mundo (Apocalipse 14:6). Mas estaria a Igreja preparada para isso?
Ellen G. White afirma:
“O grande conflito vai se aproximando do fim. Toda notícia de calamidade em terra
ou mar e testemunho do fato de que está às portas o fim de todas as coisas.
Guerras e rumores de guerra o declaram. O Senhor vem. Ouvimos os passos de um
Deus que Se aproxima” (Maranata - O
Senhor Vem!, p. 218).
CONCLUSÃO
Embora não queiramos
ser rotulados como alarmistas, é óbvio que estamos vivendo nos últimos dias da
história da Terra. Portanto, que Deus nos guie como Seu movimento profético, ao
proclamarmos as três mensagens angélica (Ap 14:6-12), cujo centro é Cristo e
Sua justiça; e a advertência do quarto anjo (Ap 18:1-4), que convida as pessoas
a abandonar a confusão religiosa atual e a retornar ao verdadeiro culto a Deus.
O mundo já está preparado para a sua destruição final. Estamos nós preparados
para a salvação eterna?
A promessa registrada
em Hebreus 10:37 é: “pois em breve,
muito em breve Aquele que vem virá, e não demorará” (NVI).
Caro amigo leitor,
demos glória a Deus por Seu reino estar se aproximando. Entreguemos nossa vida
a Ele hoje mesmo e assim possamos ser cidadãos do novo mundo que Deus irá criar!
Os sinais anunciados na Bíblia a milhares de anos atrás estão se cumprindo
dramaticamente em nossos dias. Isto indica “os passos de um Deus que se
aproxima” (Ellen G. White, Evangelismo.
p. 219), que a agonizante noite de dor e morte está para terminar, já se
vislumbram os alvores radiantes do Novo Mundo oferecido por Jesus a todos os
que amam a Sua vinda.
Preparemos nossa vida e
nossa família para aquele grande encontro com o Senhor. Preparemos um povo para
estar com Jesus! Levemos esta mensagem a todo mundo nesta geração: “CRISTO ESTÁ
VOLTANDO!”
.
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