O CONFLITO NA UCRÂNIA: DESENCADEARÁ ELE A GUERRA DO FIM DO MUNDO?
Ricardo André
Na madrugada da quinta-feira passada (24/02), o presidente russo Vladimir Putin autorizou a invasão da Ucrânia, atacando com bombardeios em Kiev, Kharkiv (Carcóvia, em português) e outras cidades, iniciando uma guerra reacionária em todos os aspectos, qualquer que sejam as partes envolvidas, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, Reino Unido e diversos outros governos europeus. Segundo Putin, trata-se de uma “operação militar especial” para “proteger a população do Donbass”. Putin afirmou, depois, que quer trazer à justiça quem cometeu o que chamou de “genocídio” e “crimes” contra russos nas áreas, além de “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. Já, em 25/02, declarou não reconhecer o governo de Zelensky como democrático e que quer estabelecer um governo democrático na Ucrânia. Outra razões dada por ele para realizar esses ataques era proteger a Rússia contra a ameaça da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) liderada pelos Estados Unidos, que pretendia incorporar a Ucrânia na Organização, país fronteiriço da Rússia e que no passado já foi incorporada pelos russos e pelos soviéticos, mas desde o fim da URSS, em 1991, tornou-se uma República independente.
Essa invasão russa no
seu país vizinho deixou o mundo atônito e apreensivo, gerando o repúdio do
mundo Ocidental. A guerra preocupa o mundo em razão da possibilidade dos EUA e
seus aliados realizarem operações militares na região em defesa da Ucrânia, o que
seria catastrófico, pois poderia desencadear uma terceira guerra mundial. Tanto
os EUA como a Rússia, potências que disputam a hegemonia no Leste Europeu,
possuem os maiores arsenais de armas nucleares do mundo. Muitos analistas
acreditam que se essa guerra ocorresse ambos os países empregariam suas armas
nucleares, o que poderia destruir o planeta.
Este cenário
preocupante tem levado alguns cristãos, especialmente os Adventistas do Sétimo
Dia que
possuem um grande interesse em eventos de proporções globais e de significado
escatológico, a procurar entender essa guerra e o papel que isso poderia
desempenhar no cumprimento das profecias sobre o fim. Muitos têm perguntado: A
guerra na Ucrânia levará a uma guerra mundial? Ela é um dos sinais dos tempos? Há
algum significado profético da guerra na Ucrânia? O
que dizem as Sagradas Escrituras?
Anjos
detém uma terceira guerra mundial
Numa de suas visões
João, o vidente de Patmos, ver “quatro anjos” ao redor do planeta Terra “retendo
os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na terra, no mar ou
em qualquer árvore” (Ap 7:1, NVI). Em seguida, o profeta nota que aparece um “outro
anjo”, um 5º anjo, vindo do Ocidente, “tendo o selo do Deus vivo”. Ele dá um
importante aviso ao grupo de anjos que estavam retendo os quatro ventos da
Terra: "Não danifiquem nem a terra, nem o mar nem as árvores, até que
selemos as testas dos servos do nosso Deus" (Ap 7:2, 3, NVI).
Que significam esses ventos? A própria Bíblia Sagrada nos dá o significado. No Antigo Testamento, os ventos representam forças destrutivas pelas quais Deus executa juízos sobre os ímpios, os maus. (Jr 23:19,20; 49:36, 37). “É provável que o paralelo mais próximo seja encontrado em Daniel 7:2, texto em que eles parecem ser forças de conflitos, do qual surgem grandes nações” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 865). Assim sendo, João vê anjos de Deus contendo as forças da destruição. Ao mesmo tempo, anjos maus estão instigando conflitos entre as nações de todo o mundo, conduzindo-as para a “batalha do grande dia do Deus Todo poderoso” (Ap. 16:13, 14). Porém, não se permitirá que esses poderes demoníacos levem adiante sua obra antes que Deus haja concluído o Se trabalho.
Uma vez que, ventos na profecia bíblica
representam conflitos ou guerras, e que anjos de Deus estão retendo esses
ventos, podemos afirmar seguramente que só não houve até agora uma terceira
guerra mundial por causa da intervenção divina. A partir da revelação do
Apocalipse podemos ainda afirmar com convicção que o conflito na Ucrânia não
levará a uma destrutiva guerra mundial porque anjos de Deus estão impedindo as
nações do mundo e as forças demoníacas por trás delas, mas não indefinidamente.
Segundo a revelação do Apocalipse, essa guerra final será detida “até que
selemos as testas dos servos do nosso Deus" (Ap 7:3, NVI).
Note que a visão do
capítulo 7 de Apocalipse aponta para o selamento do fiel povo de Deus, que
guarda Seus mandamentos (Ap 14:12), e é esse selamento que os preparará, nos
últimos dias, para resistir aos terríveis períodos de aflição que precederão o
segundo advento de Cristo e os preserva para Seu reino. Se vivermos até que
Jesus volte, precisamos receber o selo de Deus no fim do tempo para ser salvos.
Não ser selado é estar perdido para sempre. Portanto, a terrível guerra mundial
e final, bem como as sete últimas pragas descritas no capítulo 16 de Apocalipse
– ambas representam “os ventos” que estão sendo refreados pelos anjos - só ocorrerão após o selamento do povo de Deus
no tempo do fim, que é simbolizado pelos 144.000 (Ap 7; 14). Estes são os
resgatados de todas as nações. Foram redimidos pelo sangue do Cordeiro.
Nas palavras da
mensageira do Senhor Ellen G. White, “ao cessarem os anjos de Deus de conter os
ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de
contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que
sobreveio a Jerusalém na antiguidade” (O
Grande Conflito, p. 614).
Diz mais Ellen G.
White: “A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que
vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e
autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua
atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as
relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade
que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de
grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira
de uma crise estupenda.
“Anjos acham-se hoje a
refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja
sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade,
prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que
soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever” (Educação, p. 179, 180).
É o período da “grande
tribulação” mencionada em Apocalipse
7:14. Nesse tempo o mundo todo estará mergulhado em profundas crises
econômica, moral e social. As nações estarão enfurecidas (Ap 11:18). Haverá
guerras e desastres (Mt 24:6, 7).
O
selo de Deus
O que é o selo de Deus
que será aplicado nas frontes dos servos de Deus? Certamente, não é uma marca
visível colocada na testa dos filhos e filhas de Deus, mas como afirma Ellen G.
White, significa “a consolidação na verdade, tanto intelectual como
espiritualmente, de modo que [o povo de Deus] não possa ser abalado” (Eventos Finais, p. 220).
“Assim como nos tempos antigos, o selo sobre um objeto revela a quem ele pertence. Logo, o selo de Deus sobre Seu povo proclama que Ele os reconhece como Seus” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 866). O apóstolo Paulo afirma: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: "O Senhor conhece quem lhe pertence [...]” (2Tm 2:19, NVI). De acordo com Apocalipse 12:17 e 14:12, na crise final a prova de fidelidade será a guarda dos mandamentos de Deus. De modo especial, o quarto mandamento, que ordena a observância do sábado, o sétimo dia da semana, como dia de repouso, se tornará a prova de obediência a Deus Yahweh (Ap 14:7). Nos tempos bíblicos o sábado era o sinal do povo de Deus (Ez 20:12, 20). Similarmente, a guarda do sábado será o sinal exterior de lealdade a Deus na crise final. Nesse tempo a humanidade acabará se polarizando entre os que observam o sábado bíblico instituído por Deus e os que veneram o domingo de origem pagã. Nesse contexto, o sábado assumirá a função de sinal escatológico de lealdade incondicional a Deus. Esta preciosa verdade é extremamente relevante, porquanto nós, individualmente, ou receberemos o selo do Deus vivo ou a marca da besta (Ap 14:9-11; 13;15-18). Queiramos ou não, creiamos ou não, e até se não entendermos o assunto plenamente, nosso destino será com uma dessas duas classes.
Mas, quando ocorrerá o selamento? Ele se dará nos
últimos dias da história da Igreja de Deus, aqui neste mundo, logo após a decretação
das leis dominicais, que tornará obrigatório a guarda do domingo (Ap 13:15 e
16), e culminando com o encerramento do tempo da graça. Esse aspecto da questão
era muito claro para Ellen G. White, e ela assim se expressou: “Que
estais fazendo, irmãos, na grande obra de preparação? Os que se estão unindo
com o mundo, estão se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal
da besta. Os que desconfiam do eu, que se humilham diante de Deus, e purificam
a alma pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e
preparando-se para receber na fronte o selo de Deus. Quando sair o decreto, e o
selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a
eternidade” (Testemunhos Seletos, v.
2. p. 70 e 71).
Não nos foi revelado
quanto tempo durará o período de selamento que se seguirá ao decreto dominical.
O que sabemos é que ele será curto: “O tempo do selamento é muito curto, e logo
passará. Agora, enquanto os quatro anjos estão contendo os ventos, é o tempo de
fazer firme a nossa vocação e eleição” (Primeiros
Escritos, p. 58).
A
guerra na Ucrânia indicam “os passos de um Deus que se aproxima”
Não obstante o conflito
na Ucrânia não desencadear a guerra mundial e final, e não ter um papel central
no cenário profético, ela aponta para o fato de que a história está avançando
para o seu ponto final, e nos lembra que Jesus está prestes a voltar. Ele
predisse que um dos sinais da Sua vinda era justamente as guerras entre as
nações. Esse sinal não deveria nos assustar nem alarmar: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham
medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se
levantará contra nação, e reino contra reino [...]” (Mt 24:6,7, NVI).
A guerra na Ucrânia e
as grandes guerras já ocorridas nos séculos XX e XXI fazem parte de uma
sequência de sinais que se estendem até a segunda vinda de
Cristo, a exemplo de fome, pestes, terremotos, aparições de falsos profetas (Mt
24:1-7, 24). Esses sinais estão alertando o mundo de que Jesus irá voltar em
glória e majestade.
Num de seus trechos
inspiradores, Ellen White afirmou categoricamente que as guerras eram sinais da
vinda de Jesus. “A vinda do Senhor está
mais próxima do que quando aceitamos a fé. O grande conflito aproxima-se de seu
fim. Toda notícia de calamidade em mar ou terra é um testemunho de que o fim de
todas as coisas está próximo. Guerras e rumores de guerras declaram-no. Haverá um
só cristão cuja pulsação não se acelere ao prever os acontecimentos que se
iniciam perante nós?
Os últimos minutos da História
Para os agnósticos a história não tem finalidade ou
sentido. Mas, para os cristãos, sobre a Terra ameaçada pelos fantasmas
apocalípticos, brilha fulgurante a certeza de que Deus intervirá nos destinos
do mundo. O Criador não permitirá que a espécie humana sucumba em um suicídio
coletivo, a exemplo de uma guerra mundial termonuclear.
A intervenção de Deus se dará com a segunda vinda de Jesus. Ele nos fez a seguinte promessa: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”.
O ponto crucial é este: a segunda vinda de Cristo põe um fim no mundo como o conhecemos. Esse acontecimento vai provocar a morte de muitos e vai ser o momento de muitos receberem a vida eterna. No seu famoso sermão profético, Jesus afirma que “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mateus 24:30, NVI). Que sinal é este? A escritora cristã Ellen G. White comentando esse texto, afirma: “Surgirá logo no Oriente uma pequena nuvem escura, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. Será a nuvem que rodeará o Salvador, e que, à distância, parecerá estar envolta em trevas. O povo de Deus saberá ser esse o sinal do Filho do Homem. Em silêncio solene, irão contemplá-la enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar uma grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e, acima dela, o arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avançará como poderoso vencedor” (O Grande Conflito, p. 640, 641).
Por ocasião do aparecimento dessa “pequena
nuvem negra do tamanho da mão de um homem”, haverá muita agitação no mundo. As
nações estarão sofrendo as pragas do Apocalipse e conflitos devastadores,
balançando precariamente à beira da autodestruição. Estarão em meio à
desobediência e imoralidade. Diante da pequena nuvem no céu, o sentimento dos
seres humanos será de curiosidade. As pessoas perguntarão: O que é aquela nuvem
de aparência estranha? Elas ficarão assustadas, pois a nuvem em movimento,
aproximando-se da Terra vai ficando cada vez maior e mais brilhante. Muitos
perguntam: O que está acontecendo? O que estão presenciando é diferente de tudo
o que já viram. As pessoas correm de um lado para o outro. E a nuvem vai
ficando cada vez maior, mais brilhante, e as pessoas não conseguem tirar os
olhos dela. Elas estão vendo o cumprimento da promessa de Deus em Mateus
24:30: “Então aparecerá no
céu o sinal do Filho do homem (...)”.
A nuvem no céu será o retorno de Jesus a esta Terra com poder e muita glória. Desta vez, Ele não virá como um carpinteiro de Nazaré, não como um Mestre, mas virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Cada ser humano deste planeta vai testemunhar. A
Bíblia afirma: “Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá,
até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão
por causa dele. Assim será! Amém” (Apocalipse 1:7, NVI). Durante
os poucos momentos, enquanto Jesus se aproximar da Terra, as pessoas irão para
o que estão fazendo; mais e mais as pessoas ficarão paralisadas pela visão, até
que toda humanidade esteja olhando para o céu. Jesus disse que Sua vinda seria como
um “relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a
vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27, NVI), rodeando assim, todo
o globo terrestre.
Chegará o momento decisivo para todo os habitantes da Terra, quando ficará claro que o próprio Deus está vindo ao nosso encontro. Por alguns momentos todos estarão curioso; a humanidade estará dividida em dois grupos, alguns com muita alegria e outro com grande pavor. Eles ficam horrorizados, quando percebem que gastaram sua vida, fugindo da presença de Jesus, rejeitando Seus apelos. Agora é tarde demais para aceitarem o Seu amor. Alguns tentarão esconder-se e fugir da Sua presença. O apóstolo João viu a reação desse grupo diante da presença de Jesus, na visão relatada em Apocalipse 6:14-17, descrevendo-a da forma mais marcante e comovente que há na Bíblia.
“O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos os homens, quer escravos, quer livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: "Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar? (Apocalipse 6:14-17, NVI).
Seu medo insuportável termina em morte. Isto é o
que um grupo de pessoas experimentará durante os minutos finais da história
deste mundo. “Na desvairada
contenda de suas próprias e violentas paixões, e pelo derramamento terrível da
ira de Deus sem mistura, sucumbem os ímpios habitantes da Terra — sacerdotes,
governadores e povo, ricos e pobres, elevados e baixos. “E serão os mortos do
Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da Terra até à outra extremidade da
Terra; não serão pranteados nem recolhidos, nem sepultados.” Jeremias 25:33.
Por ocasião da vinda de Cristo os ímpios são eliminados da face de toda a
Terra: consumidos pelo espírito de Sua boca, e destruídos pelo resplendor de
Sua glória. Cristo leva o Seu povo para a cidade de Deus, e a Terra é esvaziada
de seus moradores” (Ellen G. White, O Grande Conflito, 657). Mas
o outro grupo experimentará algo totalmente diferente.
O momento mais feliz da vida dos fiéis
As pessoas continuam olhando para o céu. Aqueles que se ampararam na graça salvadora de Deus, percebem que finalmente o dia de glória chegou. Será realmente o maior acontecimento da história. Os crentes de todas as eras receberão a salvação, cheios de regozijo: “Naquele dia dirão: "Esse é o nosso Deus; nós confiamos nele, e ele nos salvou. Esse é o Senhor, nós confiamos nele; exultemos e alegremo-nos, pois ele nos salvou" (Isaías 25:9, NVI).
Depois de
esperar por tanto tempo, finalmente chegou o acontecimento que todos anelam, a
volta do nosso amado Salvador. Será um momento emocionante, em que, nos
cemitérios, as sepulturas começarem a se abrir e delas reviverem os justos
mortos. “Os mortos precioso,
desde Adão aos últimos santos que morrerem, ouvirão a voz do Filho de Deus e
sairão dos sepulcros para a vida imortal (Ellen G. White, Eventos Finais, p.
158). Talvez a mãe encontrando o seu filho, o filho
encontrando a sua mãe, o esposo encontrando a sua esposa, “criancinhas são levadas pelos santos anjos aos
braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para
nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a
cidade de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 645). Realmente,
vai ser um momento muito especial.
Caro amigo leitor, pense neste dia. Este é o dia
para o reencontro com queridos e para conhecer homens e mulheres de todas as
épocas da história da Terra – os antediluvianos, juízes, profetas, apóstolos e
reformadores estarão lá. Este dia também é a sua esperança. Imagine nossa
alegria quando nos unirmos a esse grupo feliz!
E, melhor ainda, este é o dia em que nossa redenção estará selada, e o Desejado de todas as nações (Jesus) nos será dramaticamente revelado no céu. Nesse dia glorioso, devemos receber nossa herança eterna e entrar inteiramente na família celestial como filhos de Deus. “O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse 21:7, NVI). “Todo redimido compreenderá a obra dos anjos em nossa própria vida. De que perigos, visíveis e invisíveis, temos sidos protegidos mediante a intervenção de anjos, jamais saberemos até, à luz da eternidade, as providências de Deus nos sejam reveladas” (Eventos Finais, p.170).
O Universo vai estar completamente limpo do pecado, dos pecadores e do mal. “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 678). Assim, como seres humanos, temos apenas dois finais possíveis. Quando tudo estiver dito e feito, ou vamos ser destruídos totalmente com o pecado, com os pecadores impenitentes e com o mal, ou vamos viver para sempre junto a Deus, que, por meio de Jesus, abriu o caminho a todos nós, mesmo aos piores entre nós, para morarmos com ele no paraíso.
Amigo, de que lado você vai estar por ocasião do fim do mundo? Que tipo de emoção você vai ter alegria ou terror? Decida estar entre o grupo que vai dizer: “Este é o nosso Deus a quem aguardávamos”.
Não adie o seu encontro com Jesus. Não espere mais. Tome uma decisão hoje. Abra seu coração a Jesus. Peça a Ele que dirija a sua vida. Agora é o tempo, agora é o momento de entregar-se totalmente nas mãos de Jesus e preparar-se para a sua volta.
Deus te abençoe ricamente!
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