AS DÁDIVAS DO NATAL
Ricardo
André
Estamos na semana do
Natal. No próximo dia 25 será Natal! Em toda parte haverá certamente festas,
presentes, ceias, música, muita alegria e grande disposição para dar e receber.
O Natal realmente semeia alegria e felicidade em volta do mundo. Mas é muito
importante lembrar o que essa data realmente comemora. Quero nesta reflexão bíblica
pensar nas raízes históricas do Natal. Esse é um tempo que devemos dar graças a
Deus pelo infalível dom de Seu Filho. Foi o maior presente já dado em todo o
Universo. O amor de Deus é incomensurável, não tem igual. Foi este amor que levou o
compassivo Deus a permitir que Jesus viesse à Terra. Ele era Deus, que “Se fez
carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:1, 14). Foi esse
amor que impeliu a Cristo a oferecer-Se como dom gratuito aos homens. É este o
presente de Natal para todos nós. Cristo proclamou a todos que Ele é o presente
do Céu a este mundo. Essa dádiva não veio em volta em papel prateado ou
dourado, mas em “faixas e deitada numa manjedoura” (Lc 2:12).
Jesus nasceu na pequena
cidade de Belém, da virgem Maria. Nosso para sempre, Ele veio como “um menino
nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele
será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da
Paz” (Is 9:6). Naquela noite tão linda, vozes celestiais falaram acerca do bebê
Jesus aos ouvidos daqueles humildes pastores que apascentavam suas ovelhas: “Não
tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para
todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o
Senhor”. (Lc 2:10,11, NVI). Eles foram receptivos o suficiente para crer e para
receber a bênção. Sim, isso aconteceu mesmo. Deus veio a este mundo e morou
entre nós. E se Ele não tivesse vindo? Como seria diferente o nosso mundo! No
dia de Natal, não nos esqueçamos jamais de que Cristo nasceu na família humana,
tornando possível que conheçamos a plenitude do amor divino mediante a vida e a
morte de Jesus. Quão diferente seria a minha vida e a sua se Jesus não tivesse
nascido! Não teríamos esperança de vida eterna.
Quando os sábios do
Oriente visitaram a Cristo, levaram-Lhe presentes. Segundo Ellen G. White, “foi
mediante as dádivas dos magos de um país gentílico, supriu o Senhor os meios
para a viagem ao Egito, e a estadia em terra estranha” (O Desejado de Todas as Nações, p. 65). Portanto, não fosse o ouro,
incenso e mirra com que O presentearam, e teriam faltado recursos para a
jornada ao Egito. E a estada lá. Maria, José e Jesus viveram ali até a morte do
cruel rei Herodes. Diz mais Ellen G. White: “Os magos estiveram entre os
primeiros a saudar o Redentor. Foi a sua a primeira dádiva a Lhe ser posta aos
pés. E por meio daquela dádiva, que privilégio em servir tiveram eles! Deus Se
deleita em honrar a oferta de um coração que ama, dando-lhe a mais alta
eficiência em Seu serviço. Se dermos o coração a Jesus, trar-Lhe-emos também as
nossas dádivas. Nosso ouro e prata, nossas mais preciosas posses terrestres,
nossos mais elevados dotes mentais e espirituais ser-Lhe-ão inteiramente
consagrados, a Ele que nos amou e Se entregou a Si mesmo por nós” (Ibdem).
Caro amigo leitor,
nosso coração deveria agitar-se de tremores por esta ocasião do ano, ao de novo
pensarmos no que Cristo fez por nós. Deixou Seu lar no mais alto Céu para
descer à solidão e miséria deste mundo. Como seria se Ele se manifestasse de
novo por ocasião deste Natal?
O espírito do
verdadeiro natal é o espirito de dar, de ofertar. Deus ofertou Seu filho para
nos revelar isso. Os presentes dos magos confirmam essa realidade. Eles levaram
o melhor para Jesus. Não Lhe deveremos dar o melhor presente possível – o presente
de nossa própria vida? Devemos dar a ele um acolhimento real em nosso coração,
e peçamos-Lhe que seja nossa vida! Somente assim estaremos vivendo o verdadeiro
Natal.
Feliz Natal para todos
e todas!!!
Comentários
Postar um comentário