O QUE HÁ DE ELIAS EM CADA UM DE NÓS
Vinícius
Mendes de Oliveira*
“Eis
que Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do
Senhor; Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a
seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml 4:5-6).
“Elias
era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com
instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não
choveu” (Tg 5:17).
Os textos acima reúnem
duas informações importantíssimas para o povo de Deus em nossos dias. Malaquias
termina seu livro profetizando a respeito da vinda de Elias, antes do
aparecimento do Messias. Naturalmente, o profeta estava prevenindo sua nação
para o fato de que o Senhor visitaria Seu povo e que este deveria estar
preparado. Deus abençoou Seus filhos, utilizando um homem com o poder e a
virtude de Elias.
No que diz respeito ao
primeiro aparecimento de Jesus, essa profecia se cumpriu em João Batista. No
entanto, Jesus em breve voltará! Essa é a nossa mais solene esperança. Antes
disso, o mundo precisa ser preparado. Assim como essa profecia foi aplicada a
João Batista, ela também se refere àqueles que devem proclamar as três mensagens
angélicas.
O problema é que,
quando se examina a vida de Elias, tem-se a impressão de que ele é um tipo
quase não humano. Imitá-lo parece algo impossível. Temos mais facilidade em nos
identificar com personagens como Davi (que pecou vergonhosamente e foi
perdoado); com Pedro (que traiu o Senhor mas se tornou um poderoso apóstolo); e
com tantos outros pecadores como nós. Mas Elias parece aos nossos olhos como
alguém impossível de ser imitado. Tiago 5:17 aumenta essa nossa perplexidade
diante de Elias quando o apresenta como “semelhante a nós, sujeito aos mesmos
sentimentos”. Como pode ser semelhante a nós um homem que orou para que não
chovesse por três anos e meio e depois orou para que caísse fogo do céu? Que
características de Elias fazem parte de nossa vida? Como o profeta se portou
diante de todas as dificuldades que enfrentou como anunciador da justiça? Como
podemos nos identificar com um homem assim?
Inconformado
com a idolatria – Elias estava inconformado com a
apostasia predominante em seu tempo. Os últimos versículos de 1 Reis 16 pintam
um lamentável quadro do Israel governado por Acabe. O verso 31 diz que Acabe
andou nos pecados de Jeroboão, ou seja, adorava a Jeová utilizando imagens de
escultura para representá-Lo. Além disso, os versos 31-33 mencionam o casamento
de Acabe, em jugo desigual com Jezabel, a qual introduziu o culto a Baal em
Israel, com toda a licenciosidade que isso implicava. “Ao Elias ver Israel
aprofundar-se mais e mais na idolatria, seu coração ficou angustiado e sua indignação
foi nele despertada” (Ellen G. White, Profetas
e Reis, p. 119). Hoje, a situação não é diferente!
“O presente século é
tão verdadeiramente de idolatria como aquele em que Elias viveu. Pode não haver
nenhum altar externamente visível; pode não haver nenhuma imagem sobre a qual
os olhos repousem, contudo, milhares estão seguindo após os deuses deste mundo
– riquezas, fama, prazeres e as agradáveis fábulas que permitem ao homem seguir
as inclinações do coração não regenerado” (Ibid.,
p. 177).
Assim como a do tempo
de Elias, a geração da qual fazemos parte é extremamente corrupta. É inegável
que esse é um ponto de identificação entre nós e ele. Para mantermos nossa
proximidade com o profeta, resta-nos, então, não nos conformarmos com “este
século” (Rm 12:2).
Postura
diferente – Precisamos de uma postura totalmente
avessa às práticas pecaminosas prevalecentes em nossa época. Elias fazia
questão de ser diferente. O detalhe é que ele não fazia isso por uma questão de
capricho. Ele foi transformado pela contemplação da Palavra de Deus. À medida
que nos achegarmos a Deus, nós nos distanciaremos do padrão imoral do mundo.
Trata-se de uma consequência natural. Se isso for uma realidade em nossa vida,
algo de Elias haverá em nós.
Elias foi um homem de
perseverante oração. Tiago 5:17 menciona que Elias orou “com instância”. Na
verdade, essa oração teve como parâmetro uma exortação divina apresentada em
Deuteronômio 11:16, 17. Nesta passagem, Moisés adverte o povo para o fato de
que a idolatria resultaria em terrível estiagem. Nos dias do rei Acabe, apesar
de toda a sua impiedade, havia prosperidade, por causa da regularidade das
chuvas. Então, Elias orou insistentemente para que Deus interrompesse a chuva,
fazendo o povo se lembrar de Sua Palavra.
“Em angústia de alma
ele suplicou a Deus que detivesse em seu ímpio curso o povo outrora favorecido,
visitando-o com juízos, se necessário fosse, a fim de que pudesse ser levado a
ver em sua verdadeira luz seu afastamento do Céu. […] A oração de Elias foi
respondida. […] Havia chegado o tempo em que Deus devia falar-lhes por meio de
juízos” (Ellen G. White, Profetas e
Reis, p. 120).
Isso indica que a
coragem que Elias manifestou em comparecer diante de Acabe não era inerente a
ele mesmo – vinha de Deus. O profeta falava com base em uma resposta à oração.
Assim como a palavra de Deus, por meio de Josué, se havia cumprido com a morte
dos dois filhos de Hiel (1Re 16:34), ela também se cumpriria por meio de Elias
no tocante à estiagem.
É importante mencionar
ainda o fato de que Baal era considerado um deus provedor de chuva, uma vez
que, na mente de seus adoradores, ele era responsável pelos fenômenos naturais.
O profeta orou insistentemente para que fosse desfeita a mentirosa impressão de
que Baal estava “abençoando” Israel por meio da chuva. Só havia um meio de
conseguir isso: Deus “fechar” o céu. Foi com esse propósito que Elias orou.
Oração
incessante – A atitude de oração de Elias nos ensina
uma importante lição: devemos orar para que Deus contenha a onda de impiedade
predominante em nossos dias, mediante o cumprimento de Suas promessas, como o
derramamento da chuva serôdia sobre nós. A perseverante oração de Elias também
nos ensina a não desanimar em nossos esforços missionários, mesmo quando a
conjuntura da sociedade parece indicar que não há mais solução para as pessoas.
Deus sabe como salvá-las de seus ímpios caminhos. Nossa parte consiste em orar
e agir conforme o mandado do Senhor.
Elias aprendeu a
depender de Deus. Após a severa mensagem que ele pronunciou perante o ímpio
rei, dizendo que não choveria sobre a terra, “veio-lhe a palavra do Senhor,
dizendo: Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à
torrente de Querite, fronteira ao Jordão. Beberás da torrente; e ordenei aos
corvos que ali mesmo te sustentem. Foi, pois, e fez segundo a palavra do
Senhor; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão”
(1Rs 17:2-5). Por que Deus o mandou àquele lugar? Por que ficar perto de um
riozinho num lugar totalmente desconhecido? O que Deus pretendia com isso?
A verdade era que ali o
Senhor tinha importantes lições a ensinar a Seu servo. O local era solitário e
ermo. Ali, Elias deveria aprender a confiar plenamente em Deus e em Sua
providência. Elias era apenas o instrumento de Deus. É verdade que a mensagem
que ele tinha era poderosa, mas ela vinha de Deus. Talvez a pequena Querite
fosse um meio de Deus lembrar Elias a respeito disso. Os corvos “garçons”
também eram instrumentos de Deus para lembrá-lo de que o Senhor sempre provê
para Seus servos fiéis tudo de que necessitam. Elias só estava naquela situação
porque tinha resolvido fazer o que Deus esperava dele.
Quando assim fazemos,
podemos confiar na providência e no cuidado de Deus. Não devemos permitir que o
comodismo e o amor às coisas da Terra nos impeçam de fazer a obra que Deus
espera de nós. Naturalmente, uma posição ao lado da verdade causará perseguição
por parte daqueles que não se submetem a Deus. Mas, aonde quer que formos, se
estivermos cumprindo a comissão divina, seremos cuidados por Ele. Embora fosse
um poderoso profeta, Elias não podia se manter por si mesmo. Era totalmente
dependente de Deus. Está aí outro ponto que nos liga a esse grande homem. Mesmo
que não saibamos, todos dependemos de Deus para tudo. Como diz o apóstolo
Paulo: “nEle vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17:28). Elias entendeu
isso. Alguns fecham os olhos para essa realidade, mas o fato é que, assim como
nós, “sujeito aos mesmos sentimentos”, Elias aprendeu a depender de Deus.
Mensagem
perturbadora – A mensagem que Elias pregava era de
arrependimento. Após três anos sem chuva sobre a terra, Deus enviou Elias ao
encontro de Acabe. Esse encontro explosivo teve, no início, o seguinte diálogo.
“És tu, ó perturbador de Israel? Respondeu Elias: Eu não tenho perturbado a
Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e
seguistes os baalins. Agora, pois, manda ajuntar a mim todo o Israel no monte
Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os
quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem na mesa de Jezabel. Então,
enviou Acabe mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no
monte Carmelo. Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando
coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal,
segui-o. […] Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo
se chegou a ele; Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs
18:17-21, 30).
A expressão com a qual
Acabe chamou Elias – “perturbador de Israel” – é usada outra vez na Bíblia em 1
Crônicas 2:7, em referência ao pecado de Acã, que perturbou Israel quando se
apropriou “das coisas condenadas”. Essa expressão é referência aos objetos dos
quais ele se havia apropriado indevidamente em Jericó (Js 7:1). Obviamente,
essa expressão não era apropriada para Elias, mas caía como uma luva no caso de
Acabe. E Elias não sonegou essa informação ao rei. O fato de o rei ter-se unido
à ímpia Jezabel, fazendo o povo seguir seu caminho, produziu a terrível
“perturbação” que veio sobre Israel. Na verdade, Jezabel era a “coisa
condenada” de Acabe.
Elias não titubeou em deixar claro para Acabe que o pecado dele era responsável por aquela terrível calamidade. Nesse momento, o profeta chamou o pecado pelo seu nome exato. O senhor espera exatamente isso de nós.
“Há necessidade hoje da
voz de severa repreensão, pois graves pecados têm separado de Deus o povo. A
infidelidade está depressa tornando-se moda. ‘Não queremos que Este reine sobre
nós’ (Lc 19:14), é a linguagem de milhares. Os sermões macios tão
frequentemente pregados não deixam impressão duradoura; a trombeta não dá um
sonido certo. Os homens não são atingidos no coração pelas claras, cortantes
verdades da Palavra de Deus” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 140).
Não é tempo de
dissimularmos a verdade. Devemos pregá-la claramente. As pessoas devem ser
levadas a entender a terrível situação em que se encontram. Nossa vida deve
adverti-las, não só nossas palavras. Que nossas palavras sejam coerentes com
nossa vida!
Vale
da decisão – O profeta expandiu a influência de sua
advertência para o povo reunido no Carmelo. Ele exortou os israelitas para que
eles deixassem de oscilar entre Deus e Baal. Era hora de decisão. O mundo
espera isso de nós. As pessoas estão no vale da decisão e precisamos levá-las
ao conhecimento da verdade e à decisão ao lado do que é certo. Essa mensagem
também é para o povo de Deus. Elias não coxeava entre Deus e Baal. Ele estava
do lado do Senhor. Por isso, podia pregar com tal autoridade. Se quisermos ser
como Elias, precisamos nos definir ao lado de Deus e de Sua Palavra.
Naturalmente, isso
envolverá sérias renúncias, mas Deus poderá nos usar como usou Elias. O verso
30 acrescenta que “Elias restaurou o altar do Senhor que estava em ruínas”. O
secularismo tem tentado arruinar a verdade. A onda de relativismos morais tem militado
contra as imutáveis verdades da revelação bíblica. Precisamos restaurar isso.
Somos reparadores de
brechas. Devemos exaltar a verdade.
Ellen G. White
apresenta o seguinte pensamento: “A maior necessidade do mundo é a de homens –
homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo da alma sejam
verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome
exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao
polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).
Exatamente como na época de Elias, o mundo de hoje precisa de homens como os que estão descritos nessa célebre passagem do Espírito de Profecia. Elias era assim. O mundo em que ele viveu também necessitou de um homem com essa envergadura. Esse é, sem dúvida, outro aspecto que nos liga a Elias. Nosso profeta não sonegou a mensagem que tinha. Resta-nos imitá-lo também neste ponto.
O episódio do Carmelo
foi memorável. O Senhor respondeu com fogo e consumiu a oferta de Elias. Houve
conversão em massa, mas algo estranho aconteceria no coração do profeta.
Um
profeta deprimido – Elias se escondeu em uma “caverna”,
devido à ira de Jezabel. O homem cujo nome significava “Jeová é Deus” temeu a
mulher cujo nome significava “Baal é deus”. Elias havia sido usado por Deus
para lembrar ao povo o significado de seu próprio nome e havia sido
bem-sucedido, mas estranhamente se esqueceu disso e acreditou, por algum tempo,
que Baal era deus. Ele empreendeu uma fuga que o levou a um dos mais
importantes lugares da história de Israel: Horebe, o monte de Deus. Embora
aquele lugar fosse importante, Deus não queria que Elias estivesse ali naquele momento.
O profeta tinha uma missão e estava fugindo dela, primeiro pedindo a morte no caminho,
depois se escondendo em uma caverna. Sem dúvida, esse foi um momento de
terrível incredulidade do profeta. Ele duvidou que o Deus que havia mandado
fogo do céu poderia livrá-lo das mãos da ímpia Jezabel.
“Na experiência de
todos surgem ocasiões de profundo desapontamento e extremo desencorajamento –
dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o
bondoso benfeitor de Seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica o
coração, de maneira que a morte pareça preferível à vida. É então que muitos
perdem sua confiança em Deus, e são levados à escravidão da dúvida, ao
cativeiro da incredulidade. Pudéssemos em tais ocasiões discernir com intuição
espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvar-nos
de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés num fundamento mais firme
que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser”
(Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 162).
Esse episódio da vida
de Elias parece mais adequado a uma comparação com nossa vida. Nessa fase da
vida do profeta, vemos confluências mais expressivas com nosso jeito de ser.
Acho que, se a Bíblia não houvesse registrado esse fato e Tiago não nos tivesse
informado que Elias “era semelhante a nós”, tenderíamos a achar que Elias não
teria sido humano. É que muitas vezes nos sentimos assim. Temos medo dos
desafios que estão à nossa frente, fugimos e nos escondemos em cavernas. Mas
Deus não nos abandona lá. Existem muitas “cavernas” nas quais nos escondemos. Existe
a caverna do medo, da indiferença, da preguiça, do orgulho espiritual, da falta
de amor.
Não é na caverna que
Deus nos quer, mesmo que seja uma caverna do Monte Horebe. Muitos de nós
queremos desculpar nossa omissão, fugindo para o “Horebe” de nosso ufanismo
religioso, por exemplo. Deitamo-nos em nosso berço esplêndido de um adventismo
interno e esquecemos que as pessoas lá fora precisam de nós. Horebe foi o lugar
em que Deus outorgou a Lei a Seu povo. Quando isso ocorreu, era essencial que
Moisés estivesse lá. Mas não era esse o caso de Elias. A Lei já havia sido
dada. A missão dele era levá-la àqueles que a estavam desprezando. Somos
tentados a cometer o mesmo erro. Em vez de pregarmos, ficamos ensimesmados como
se essa fosse a religião que Deus espera de nós. O fato é que posturas assim
maquiam nossa lamentável situação espiritual. Esse é o pecado de Laodiceia. No
entanto, o Senhor não desamparou Seu servo.
“Abandonou Deus a Elias
em sua hora de provas? Oh, não! Ele não amava menos Seu servo quando este se
sentiu abandonado de Deus e dos homens, do que quando, em resposta à sua
oração, flamejou fogo do céu e iluminou o topo do monte” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 166).
1 Reis 19:9 apresenta
um lindo detalhe que às vezes nos passa despercebido. Deus disse a Elias,
quando o profeta estava no interior da caverna: “Que fazes aqui, Elias?”
Observe o advérbio de lugar que Deus usou: “aqui”. Esse termo indica que o
Senhor estava dentro da caverna com Elias. Se Ele não estivesse lá, poderia ter
dito: “Que fazes aí, Elias?” Deus resolveu ir à caverna onde Seu servo estava para
tirá-lo de lá, curando-o de sua depressão.
Deus deseja usar
conosco o mesmo método. No verso 15, Deus diz a Elias: “Vai”. É assim que Deus
cura nossas crises espirituais. Ele nos dá a oportunidade de continuar a obra
que Ele espera de nós. É como se Ele nos dissesse: “Eu ainda continuo contando
com você. Seu erro não muda nada em nossa relação. Eu amo você.” Isso é lindo
demais! Deus nunca desiste de nós. Esse tipo de postura de Deus, à qual
comumente chamamos de graça, é que nos mantém vivos. Se não fosse isso, não
haveria esperança para nós.
Elias subiu para o Céu.
O fato é que Elias foi e cumpriu aquilo que Deus esperava dele. Ungiu Hazael
rei sobre a Síria, Jeú, rei sobre Israel e Eliseu como profeta em Israel. Todas
essas atitudes eram politicamente necessárias naquele momento para que a
reforma iniciada pelo profeta continuasse. Elias continuou servindo ao Senhor e
Deus o tomou para Si, fazendo-o “um tipo dos santos que estarão vivendo na
Terra por ocasião do segundo advento de Cristo, e que serão ‘transformados num
abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta (1Co 15:51, 52) sem provar a
morte’” (Ibid., p. 227).
Essa é a recompensa
para todos aqueles que, em nossos dias, vivem “no espírito e poder de Elias”
(Lc 1:17).
Vinícius
Mendes de Oliveira*, professor de Língua Portuguesa,
mestrando em Ciências Sociais na UFRB e aluno do 6º período do SALT – IAENE,
Cachoeira, Ba. Publicado na RA de Maio/2011.
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