SÁBADO: UM DIA DE LIBERDADE*
Luís
Carlos Fonseca
“E
disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.”
Marcos 2:27
INTRODUÇÃO
Deus deixou o Sábado
para todos usufruírem o descanso semanal. Este dia deve ser reservado para a
libertação da ansiedade e stress acumulados durante a semana. Prevendo o
esquecimento das pessoas, Deus disse: “Lembra-te do dia do sábado para o
santificar.”
Como Jesus via o
Sábado? Muitas pessoas veem somente aquilo que
lhes interessa ver quanto à atitude de Cristo para com o sétimo dia. Induzidas
pelo erro, alguns crêem que Jesus ignorou ou transgrediu, deliberadamente, o
mandamento do Sábado. Na verdade, o Sábado é mencionado quase cinquenta vezes
nos quatro Evangelhos, mais que nos cinco primeiros livros da Bíblia! Por isso,
temos muitos registros históricos da atitude de Cristo para com o Sábado.
O exemplo dos
discípulos, que colheram espigas no sábado, mostra que o quarto mandamento
constitui na liberdade que este dia proporciona aos seguidores de Cristo. A
ação dos discípulos de colher espigas no sábado é particularmente importante
neste assunto. Jesus profere uma declaração fundamental. “O sábado foi feito
por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” Marcos 2:27.
A ação dos discípulos
de colher o cereal infringia o conjunto de leis judaicas derivadas de costumes
e tradições detalhista e casuística, que proibia colher, debulhar, crivar e moer no Sábado.
Jesus veio; reformou e restaurou à
posição correta tal como designado na criação, onde o sábado foi feito para
toda a humanidade e não apenas especificamente para Israel, como é reivindicado
pelo judaísmo atual e da época de Cristo. Durante a criação, a vontade de Deus
era, que o Sábado cumprisse o propósito de servir de descanso, liberdade e
bênção para humanidade!
No exemplo de hoje
vemos que Jesus Cristo compreendeu e explicou a verdadeira intenção do Sábado,
ou seja, que foi criado para ser um dia de repouso dos afazeres cotidianos,
sendo uma bênção e um benefício para toda a humanidade! Amém?
Muitas curas foram
efetuadas no sábado para mostrar que este dia era dia de colocar em liberdade
os cativos. Longe de anular o sábado, Jesus demonstrou que o sétimo dia é uma
ocasião apropriada para ajudar e confortar aqueles que necessitam. O mandamento
do Sábado não instruía ao povo sobre o que se devia fazer nesse dia, mas sim
sobre o que não se devia fazer. Jesus esclareceu o que era aceitável a Deus:
“Portanto, é lícito, dentro da lei de Deus, fazer bem nos sábados” Mateus
12:12.
A tradição judaica tinha
ido muito além do mandamento de Deus, que ordena não trabalhar, e criado muitas
regras que restringiam até mesmo as atividades básicas da vida, algo que jamais
foi intenção de Deus.
Temos aproveitado o dia
de sábado para usufruirmos as bênçãos de Deus, a devida liberdade que devemos
receber e para ajudar o próximo em suas necessidades?
MANÁ
SUFICIENTE
Este é o texto
principal para hoje e mostra a importância que Deus deu à quantidade de maná
recolhida em cada dia! “Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Colhei dele
cada um conforme ao que pode comer, um ômer por cabeça, segundo o número das
vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. E os filhos
de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos. Porém, medindo-o
com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera
pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.” Êxodo 16:16-18.
Deus deu o maná no
deserto: “Eis que vos farei chover pão dos céus…” Ex. 16:4, mas a proposta era
uma prova, e não uma bênção: “… para que eu o prove se anda em minha lei ou
não”. Com a promessa veio algumas determinações: “… o povo sairá, e colherá
diariamente a porção para cada dia…”, e o povo foi reprovado.
Após ser resgatado do
Egito e transcorrer dois meses e quinze dias, o povo de Israel murmurou contra
Moisés e Arão no deserto. Não consideraram a benevolência divina em dar-lhes
liberdade e esperança de uma nova terra. Em vez de avançarem pelo deserto em
busca da terra que manava leite e mel, lembraram do Egito com vontade de
comerem do alimento que recebiam na condição de escravos.
O milagre do pão a
fartar no deserto não mudou a compreensão do povo, e sentiram fastio do maná.
Desejosos de outro alimento, lembraram do alimento do Egito. Ora, se lhes foi
prometido uma terra onde manava leite e mel, porque não desejaram entrar na
terra prometida? Por que tinham de lembrar da terra do Egito? Ora, o povo comia
todos os dias o maná, e passaram a indagar: “Quem nos dará carne a comer?” Num.
11:4
Na história do maná
aprendemos que devemos obedecer Deus em todos os pontos. O ponto de obediência
consistia em, na sexta feira, apanharem porção em dobro para que no sábado não
se apanhasse nada. O povo falhou no teste, mas Cristo Jesus obedeceu e não caiu
em tentação. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, Jesus teve fome.
O diabo aproveitou-se do momento, e propôs a Cristo: “Prove que você é o Filho
de Deus e dá ordem que estas pedras transformem-se em pães”.
Um milagre, por mais
maravilhoso que seja, não prova que o homem é filho de Deus, antes somente a
palavra de Deus é que demonstra quem verdadeiramente é o seu Filho: “Este é o
meu Filho amado, em quem me comprazo” Mateus 3:17. Deus manda os Seus filhos
descansarem, confiarem, e não prová-lo. Ora, Cristo estava descansado na
proteção de Deus, e utilizou a palavra de Deus para rebater a proposta do
diabo.
O milagre do maná
demonstra que a salvação só é possível através da fé. “No sexto dia, o povo
colhia dois gômeres para cada pessoa. Os príncipes foram apressadamente
informar a Moisés do que se havia feito. Sua resposta foi: "Isto é o que o
Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes
cozer no forno, cozei-o, o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo
o que sobejar, ponde em guarda até amanhã." Assim fizeram, e acharam que
ficara inalterado. E Moisés disse: "Comei-o hoje, porquanto hoje é o
sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o
sétimo dia é o sábado; nele não haverá." Êxo. 16:23, 25 e 26.
“Deus exige que Seu
santo dia seja observado hoje de maneira tão sagrada como no tempo de Israel. A
ordem dada aos hebreus deve ser considerada por todos os cristãos como um
mandado de Jeová. Deve fazer-se do dia anterior ao sábado um dia de preparação,
a fim de que tudo possa estar em prontidão para as suas horas sagradas. Em caso
algum devemos permitir que nossas ocupações usurpem o tempo santo. Deus
determinou que se cuidasse dos doentes e sofredores; o trabalho exigido para lhes
proporcionar conforto é uma obra de misericórdia, e não é violação do sábado;
mas todo o trabalho desnecessário deve ser evitado. Muitos descuidadamente
deixam até o princípio do sábado pequenas coisas que poderiam ter sido feitas
no dia de preparação. Isto não deve ser assim. O trabalho que é negligenciado
até o início do sábado, deve ficar por fazer-se até que haja passado este dia.
Esta maneira de proceder pode auxiliar a memória daqueles que são imprudentes,
e torná-los cuidadosos no fazerem seu trabalho nos seis dias a isto
destinados.” Patriarcas e Profetas, 295 e 296
DUAS
RAZÕES PARA O SÁBADO
Compare os dois textos
e veja como eles se complementam entre si: “Lembra-te do dia do sábado, para o
santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é
o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem
tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu
estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor
os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou;
portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” Êxodo 20:8-11.
“Guarda o dia de
sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus. Seis dias
trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor
teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha,
nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal
algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu
servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na
terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço
estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de
sábado.” Deuteronômio 5:12-15
O sábado mostra que
Deus é o Criador e Redendor da raça humana: “Lembra-te do dia de sábado, para o
santificar”, é a testemunha de fé que Deus é Criador. Testifica de Cristo, e da
salvação que Ele proveu para nós através de Sua morte na cruz. Testifica que é
Seu poder que nos cria para sermos uma nova pessoa. Ele nos elevou e nos
capacita a viver diariamente “em novidade de vida” Rom 6:1, 11. Ele é Aquele
que nos santifica, e “Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para
vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” Judas 24, 25.
Apenas Deus pode tornar
uma pessoa santa. “…guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós
nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica”.
Existe uma obra
especial que Deus faz nos crentes quando colocam à parte seus próprios negócios
e atividades, e focalizando no Senhor Jesus Cristo, “Lembram do dia de sábado,
para o santificar”.
O sábado da criação nos
diz: “Não estamos sozinhos” “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus…
Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas
fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas
sem pecado” Heb 4:9, 14
A independência de Deus
é o maior pecado da atualidade e resulta no pecado. A independência de Deus
rompeu a linha de comunicação que Adão e Eva tinham com Deus. Resultou na
decadência e morte. É a causa de todo mal. Cristo através de Sua vida e morte
Se tornou o novo “meio de contato”. Agora, como nosso Sumo Sacerdote, “também
pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus” Heb 7:25. E o sábado é
um meio de lembrar a redenção de Cristo!
Guardar o mandamento do
sábado, em Cristo, é uma questão de fé em Cristo. As pessoas precisam conhecer
a bênção do descanso do Sábado de Deus. Quando participamos do Sábado de Deus o
descanso de torna um sinal da nossa fé em Deus, e da nossa dependência dEle,
como Criador, Redentor e Salvador da raça humana.
E existe uma obra
especial que Deus faz nos crentes quando colocam à parte seus próprios negócios
e atividades e focalizando no Senhor Jesus Cristo, “Lembram do dia de sábado,
para o santificar”. Amém?
UM
DIA DE IGUALDADE
Deus Se alegra com a
família que guarda o sábado. Neste dia, trabalho secular é cessado e a família
tem garantido o seu dia especial com Deus. A paz, a alegria e o amor mútuo são
manifestados em gestos de carinho, alegrando o coração do Criador que, por Sua
vez, faz chover bênçãos sobre cada filho obediente.
O mandamento do sábado
dá direitos iguais para todas as pessoas. Empregados e patrões podem descansar
neste dia. Até os animais recebem o descanso. Veja o mandamento: “Lembra-te do
dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua
obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra,
nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o
teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em
seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao
sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o
santificou.” Êxodo 20:8-11.
Grandes bênçãos estão
envolvidas na observância do sábado, e a vontade divina é que esse dia seja
para nós de profundas alegrias. Grande júbilo presidiu à instituição do sábado.
Contemplando com satisfação as coisas que criou, Deus declarou "muito
bom" tudo quanto tinha criado. Gên. 1:31. O céu e a terra vibravam então
de alegria. "As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os
filhos de Deus rejubilavam." Jó 38:7. Amém?
Assim como o sábado foi
o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é,
também, o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar
no repouso celestial. O sábado é um sinal de afinidade entre Deus e o Seu povo,
sinal de que este honra Sua lei. É o distintivo entre os fiéis súbditos de Deus
e o transgressor.
Os sábados cerimônias
apontavam para o futuro sacrifício do Messias e ocorriam em dias e períodos
variados. Eram realizadas grandes festas religiosas e todo o povo era envolvido
para manter viva na memória o Messias que deveria vir para oferecer a
libertação definitiva do pecado. Lembrando apenas que o sábado do sétimo dia
jamais foi substituído pelos sábados cerimoniais.
No dia de sábado os
israelitas deviam descansar dos seus trabalhos e dar o mesmo dia de descanso
para os seus servos e animais. Esta era uma cessação completa de trabalho.
Qualquer trabalho que estivessem fazendo devia ser parado por um dia inteiro, a
cada semana. O dia de sábado foi estabelecido para que as pessoas e animais
pudessem descansar dos seus trabalhos e começar de novo depois do descanso de
um dia. Um ponto importante a ressaltar é que tinha que ser o sábado e não um
dia qualquer entre os sete dias da semana.
O descanso sabático
envolvia cessar atividades físicas para se ter uma comunhão pleno com Deus e
com a família. Não há nenhum outro descanso sabático além de Jesus. Só Ele
satisfaz os requisitos da lei e oferece o sacrifício que expia o pecado,
conforme Hebreus 4. Ele é o plano de Deus para que cessemos o trabalho de
nossas próprias obras. Que não nos ousemos a rejeitar este único Caminho de
salvação, conforme João 14:6. Amém?
UM
DIA DE CURA
Encontramos sete curas
realizadas por Cristo no sábado, estando cinco relatadas em Lucas e duas em
João. Ver os milagres em Lucas 4:33, 38-39; 6:6-10; 13:10-17, 14:2-4; João
5:5-10 e 9:1-14. Alguns pontos estão claros ao examinarmos tais relatos.
Vejamos: 1) Sempre que Jesus curava no dia de sábado, mas por fazer isso Ele
era acusado de ser um transgressor do quarto mandamento. Ver o mandamento em
Êxodo 20:8-11.
2) A defesa de Jesus
era realizada de maneira enfática. Ele se defendia das acusações; como se Ele
estivesse querendo provar aos fariseus que Ele não estava transgredindo o
sábado, e o que Ele estava fazendo era lícito fazer aos sábados; o bem. E de fato, Ele os convencia de que não estava
transgredindo, tanto é que os Seus acusadores ficavam em silêncio.
3) Jesus não Se
considerava um transgressor do Sábado. Muito pelo contrário, Ele colocava a
guarda do sábado em um nível superior ao dos judeus. Ele Se declarava Senhor do
Sábado. Marcos 2:27 e 28. Ver também Mateus 12:12.
Lembremos que o sábado
é apenas um mandamento que está abaixo de Cristo e do homem, mas não é porque o
homem e Cristo são superiores ao sábado, ele pode ser transgredido. O
mandamento “honrar pai e mãe" está abaixo do pai e da mãe, mas nem por
isso pode ser desobedecido. Percebeu?
Por que os judeus
questionavam as curas no dia do sábado sendo que eram defensores dos cuidados
dos animais neste dia? Porque para eles curar era uma espécie de trabalho, mas
para Deus curar é fazer o bem. Os judeus legalistas eram mesquinhos, desumanos
e desprovidos de qualquer misericórdia. É até irónico! Eles eram capazes de
tirar uma ovelha que caísse num precipício, para evitar prejuízo material, mas
não queriam que Jesus estendesse a mão para curar doentes e pecadores no dia de
sábado. Incrível, não é?
Porque os judeus, nunca
para Deus, curar era uma espécie de trabalho. Como pode? Você tem razão em
questionar a maneira como eles guardavam o mandamento. Eram mesquinhos! Em Lucas 13:15 Cristo chama os judeus de hipócritas
quanto à guarda do sábado. Por que? Porque eles pretendiam guardá-lo, mas
haviam colocado tradições, regras e mandamentos sobre o sábado que o próprio
Deus jamais colocou. Quem quer que examine, hoje, os livros de ensinos e
tradições dos judeus; Mishnáh, Talmud e outros, perceberá as incríveis
distorções do mandamento sabático. Em suas leis podiam socorrer um animal no
dia de sábado, e porque criticavam Jesus por curar nesse dia?
Jesus é o Senhor do
sábado porque Ele criou o sábado. Ver Gênesis 2:2, e deu-o como mandamento no
Sinai. Ver Êxodo 20, e o ratificou com Sua vida aqui. Jesus jamais transgrediu
aquilo que Ele mesmo estabeleceu. O significado do sábado, como guardá-lo hoje,
como distingui-lo dos demais dias é um dever de todo o homem temente a Deus! A
compreensão e a prática desse mandamento só são alcançadas em plena comunhão
com Cristo, o Senhor do Sábado, e disposição humilde em aceitar as verdades da
Palavra de Deus. Que Deus nos capacite para guardarmos o mandamento do sábado
no espírito e não na letra da lei
DESCANSO
SABÁTICO PARA A TERRA
Deus tomou explícitas
providências quanto a recuperação da terra, ao tratamento dos pobres e dos
estrangeiros. Deus disse assim: “Disse o Senhor a Moisés, no monte Sinai: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes:
Quando entrardes na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao
Senhor. Seis anos semearás o teu campo,
e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de
descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo,
nem podarás a tua vinha. O que nascer de
si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não
colherás; ano de descanso solene será para a terra. Mas os frutos da terra em descanso vos serão
por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao
estrangeiro que peregrina contigo; e ao teu gado, e aos animais que estão na
tua terra, todo o seu produto será por mantimento.” Levítico 25:1-7
O ano sabático era
comemorado após 6 anos de plantio e no ano seguinte a terra descansava. O
objetivo era dar um descanso para a terra, levar o povo a reconhecer as
providências divinas, incentivar a sociabilidade e a educação. Existem dois
tipos básicos de sábado: o sábado do sétimo dia e os sábados cerimoniais.
Os dias de descanso
cerimoniais anuais, em conjunto com o festival de ciclo anual, não estavam
relacionados aos sábados do sétimo dia ou ao ciclo semanal. Cada um desses
outros sábados, ou dias de descanso, tinham uma data fixa para serem celebrados
e assim caíam em dias diferentes da semana a cada ano. Eram, portanto,
propriamente chamados sábados anuais, em contraste com os sábados semanais. O
sábado do sétimo dia continua vigente porque é eterno. Portanto, aquele que não
guarda o quarto mandamento está em plena desobediência!
Veja este comentário
inspirado sobre o ano sabático: “A observância do ano sabático devia ser um
benefício tanto para a terra como para o povo. O solo, ficando sem ser cultivado
durante um ano, produzia mais abundantemente depois. O povo estava livre dos
trabalhos apertados do campo; e, conquanto houvesse vários ramos de trabalhos
que podiam ser efetuados durante este tempo, todos podiam se dedicar a maior
lazer, o qual oferecia oportunidade para a restauração de suas capacidades
físicas para os esforços dos anos seguintes. Tinham mais tempo para a meditação
e oração, para se familiarizarem com os ensinos e mandados do Senhor, e para a
instrução de sua casa....
“No ano sabático, os
escravos hebreus deviam ser postos em liberdade, e não deviam ser despedidos de
mãos vazias. A instrução do Senhor foi: “Quando o despedires de ti forro, não o
despedirás vazio. Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira e do
teu lagar; daquilo com que o Senhor teu Deus te tiver abençoado lhe darás.”
Deut. 15:13 e 14” Patriarcas e Profetas, 531 e 532.
Após sete anos
sabáticos, isto resultava no ano 49, vinha o ano jubileu, que era o ano 50.
Nesse ano eram devolvidas as terras e tudo mais como já estudamos.
ESTUDO
ADICIONAL E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 3 (3º trimestre de 2019) SÁBADO: UM DIA DE
LIBERDADE
O sábado deve ser um
dia de alegria e de bênçãos! O sábado foi instituído para ser um dia de
restauração emocional, física e espiritual dos filhos de Deus. Deus também
deseja que aproveitemos esse dia para estendermos a nossa influência aos nossos
amigos, parentes e vizinhos, fazendo-lhes o bem.
A Igreja Adventista do
Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus. Ver Êx
20:8-‐11; 31:13-‐17; Ez 20:12, 20, cuja
observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares,
ver Isaías 56:1-7; Mac 2:27. Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da
criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia, Gên 2:2, 3, separando-o
para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade.
Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o
sábado, ver Isa 58:13, os filhos de Deus observam esse dia como uma importante
expressão da justificação pela fé em Cristo, conforme Heb 4:4-11.
A observância do sábado
é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de
profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se
chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o
honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria
vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.”
No sábado somos convidados
a fazermos o bem: “Se era lícito a David satisfazer a fome comendo do pão que
fora separado para um fim santo, então era lícito aos discípulos prover a sua
necessidade colhendo umas espigas nas sagradas horas do sábado. Ademais, os
sacerdotes no templo realizavam maior trabalho no sábado que em outros dias. O
mesmo trabalho, feito em negócios seculares, seria pecado, mas a obra dos
sacerdotes era realizada no serviço de Deus. Estavam praticando os ritos que
apontavam ao poder redentor de Cristo, e seu trabalho achava-se em harmonia com
o desígnio do sábado. Agora, porém, viera o próprio Cristo. Os discípulos,
fazendo a obra de Cristo, estavam empenhados no serviço de Deus, e o que era
necessário à realização dessa obra, era direito fazer no dia de sábado.” O
Desejado de Todas as Nações, 285.
“O sábado não se
destina a ser um período de inútil inatividade. A lei proíbe trabalho secular
no dia de repouso do Senhor; o labor que constitui o ganha-pão, deve cessar;
nenhum trabalho que vise prazer ou proveito mundanos, é lícito nesse dia; mas
como Deus cessou Seu labor de criar e repousou ao sábado, e o abençoou, assim
deve o homem deixar as ocupações da vida diária, e devotar essas sagradas horas
a um saudável repouso, ao culto e a boas obras. O ato de Cristo em curar o
enfermo estava de perfeito acordo com a lei. Era uma obra que honrava o sábado”
O Desejado de Todas as Nações, 207.
*Comentário
da Lição da Escola Sabatina, Lição 3 (3o Trim/2019).
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