A DOUTRINA DA IMORTALIDADE DA ALMA - A MAIOR DE TODAS AS MENTIRAS
Ricardo
André
"É certo que não
morrereis." Gênesis 3:4. Essas poucas palavras,
pronunciadas a alguns milênios atrás, constituem a semente da MAIOR DE TODAS AS
MENTIRAS. Com as mais variadas formas e sob rótulos diferentes, é nisso que
praticamente toda a humanidade tem crido por centenas de anos. Essa é a base de
todas as religiões pagãs do passado e do presente. O próprio Cristianismo foi
contaminado com esse engano e é hoje seu maior adepto. Trata-se DO MAIOR DE
TODOS OS ENGANOS, pois conseguiu envolver, em sua rede, praticamente toda a
humanidade: A DOUTRINA DA IMORTALIDADE DA ALMA.
Embora quase todos
creiam nessa falsa doutrina, subsiste muita dúvida no tocante à morte. Dizem
alguns que, ao morrer o indivíduo, sua alma terá algum dos três possíveis
destinos: o céu, o inferno ou o purgatório. Já outros afirmam que o espírito passa
por um processo evolutivo mediante reencarnações. Mas, o que dizem as
Escrituras? Há alguma informação segura a esse respeito?
Disse Jesus, certa vez,
a um grupo de judeus quando lhe questionaram sobre a ressurreição: "Errais,
não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." Mateus 22:29.
Assim, não somente os judeus, mas toda a humanidade tem alimentado falsas
ideias acerca da morte exatamente porque não se dá a devida atenção às
Escrituras Sagradas. É à Bíblia que devemos recorrer em busca de uma resposta
segura a essa questão. Se foi Deus Quem criou o ser humano, ninguém melhor do
que Ele para nos explicar o mistério da morte. Voltemos nossos olhos à Bíblia e
deixemos que ela projete luz sobre o assunto. Para entendermos o ensino bíblico
concernente à morte, seria de grande utilidade examinarmos primeiramente o
relato da criação. Vejamos o que dizem as Escrituras.
"Então formou o
Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida,
e o homem passou a ser alma vivente." Gênesis 2:7.
Ao criar o ser humano, Deus empregou dois elementos básicos: pó da terra e
fôlego de vida. Tendo formado aquela espécie de boneco do pó da terra, dizem as
Escrituras que Deus soprou o fôlego de vida em suas narinas. Então é feita a seguinte
assertiva: "e o homem passou a ser alma vivente". Deve-se notar que a
Bíblia não diz que o homem recebeu uma alma, mas que, como resultado da união
do pó da terra com o fôlego de vida, ele passou a ser alma vivente. Não diz que
passou a "ter", mas que passou a "ser" uma alma vivente.
Portanto, o ser humano não tem uma alma dentro de si; ele próprio é uma alma. A
seguinte ilustração pode nos auxiliar no entendimento desse assunto: uma
lâmpada não tem luz por si só, mas produz luz quando está em ordem e em conexão
com a energia elétrica, e ao mesmo tempo a energia elétrica sozinha não ilumina
a menos que esteja conectada com a lâmpada. Da mesma forma, a alma não é apenas
o pó ou o fôlego, mas a união harmoniosa de ambos. Não havendo um dos dois
elementos, a alma não existirá, não vida consciente. É claro que um ser humano
é muito mais complexo do que uma lâmpada e energia. Isso é inegável. Mas o
princípio é o mesmo. Agora já estamos aptos a entender o que ocorre quando uma
pessoa morre.
A
alma é mortal
A morte é o oposto da
vida. Na morte ocorre o contrário daquilo que se deu na criação. A alma é o ser
humano completo e só existirá enquanto o pó da terra e o fôlego de vida
permanecerem unidos. No momento em que essa união for rompida, a alma deixará
de existir. Ela não vai para o céu, nem para o inferno. Tampouco passa por
processos de reencarnações. O corpo, feito do pó, se desfaz e retorna à terra:
"Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque
dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás." Gênesis 3:19. O
espírito, que nada mais é senão o sopro vital, volta para Deus; "E o pó
volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu."
Eclesiastes 12:7. E o que acontece? Simples: o homem (alma vivente) morre,
deixa de existir. Como diz Ezequiel 18:4 e 20: "A alma que pecar, essa
morrerá.". Portanto, embora muitos digam o contrário, biblicamente é
inegável: a alma é mortal. Em lugar nenhum a Bíblia se refere a alma como uma
entidade imortal, capaz de viver independentemente de nosso corpo. Nem fala de
espírito como uma entidade que possa existir à parte de nossa natureza física.
Não fomos criados com partes independentes temporariamente interligados, mas
com corpo, alma e espírito em um todo indivisível. A ideia de possuir o homem
uma entidade espiritual, consciente e imortal é estranha às Escrituras
Sagradas.
A
origem da crença na imortalidade da alma
Como vimos, o ponto de
vista bíblico da natureza humana é holístico (integral), e não dualístico. O
corpo e a alma, a carne e o espírito, são características da mesma pessoa, e
não componentes independentes que “se separam” na morte. O dualismo clássico
provém dos escritos dos filósofos gregos, a exemplo de Platão e Aristóteles,
que consideravam o corpo provisório e mau, mas a alma (psychê), eterna e boa.
Tal ideia foi comprada pela Igreja Católica e é ensinada até hoje por quase
todas as igrejas cristãs.
Influenciados pelo
antibíblico ponto de vista dualístico da natureza humana, os cristãos são
levados a acreditar num destino em que almas imortais sobrevivem à morte do
corpo e passam a eternidade, na felicidade do paraíso ou num tormento de um
inferno ardente. Tudo isso tem servido para apoiar a confiança na mentira de
Satanás de que, não importa o que as pessoas façam, “certamente não morrerão” (Gêneses 3:4).
Os
mortos estão inconscientes.
Façamos, pois, a devida
separação dos termos. Alma não é a mesma coisa que espírito. Alma é o ser vivo
completo, com todas as suas faculdades. Espírito é meramente o fôlego de vida,
ou seja, a respiração; quando se diz, portanto, que o espírito volta para Deus,
entenda-se que é meramente o sopro de vida, no qual não há consciência.
Ao romper-se a
harmoniosa ligação entre o corpo e o espírito, os pensamentos cessam e o
indivíduo entra num estado de inconsciência. Bastante esclarecedoras são as
palavras de Salomão a esse respeito: "Para o que está entre os vivos há
esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto. Porque os vivos
sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tão pouco
terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e
inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma
do que se faz debaixo do sol." "Tudo quanto te vier à mão para fazer,
faze-o conforme as tuas forças, porque no além para onde tu vais, não há obra,
nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma." Eclesiastes 9:4-6 e
10. Relevantes também se mostram as palavras do Salmo 146:4: "Sai-lhes o
espírito e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus
desígnios". Jesus também encarou a morte dessa maneira, comparando-a com o
sono. Certa ocasião, tendo falecido um amigo Seu, assim Se expressou: "Nosso
amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo." João 11:11. A
Bíblia declara que eles não podem voltar a sua casa: "Tal como a nuvem se desfaz
e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais
tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais." Jó 7:9 e
10. Não podem glorificar a Deus: "Os mortos não louvam o Senhor, nem os
que descem à região do silêncio." Salmos 115:17. É lógico que
assim seja, pois para todas essas coisas é necessária a consciência. Tudo isso
pode parecer estranho à primeira vista, mas é precisamente o ensino das
Escrituras.
Há
esperança para os mortos
"Mas, se é
assim," dirão alguns, "que objetivo há na vida? Se ao findar a
respiração, a alma morre e cessa a consciência, qual a razão de tudo? Não há
esperança?" A mesma questão repousou certa vez sobre a mente de Jó:
"Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias da minha
milícia esperaria, até que eu fosse substituído." Jó 14:14. Segundo as
Escrituras, a resposta a essa pergunta é afirmativa. O próprio Jesus prometeu: "Não
vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos
túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a
ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do
juízo." João 5:28 e 29. Na ressurreição, o corpo é reconstituído
pelo poder de Deus e revitalizado pelo Seu sopro. Corpo (pó) e espírito
(fôlego) novamente se unem e a vida consciente ressurge. A alma ressuscita. Os
pensamentos recomeçam do ponto em que foram interrompidos por ocasião da morte.
Para o indivíduo, a sensação será de que sua passagem pela sepultura não
demorou mais do que um piscar de olhos, mesmo que lá tenha estado por séculos!
O profeta Ezequiel pôde contemplar a maravilhosa cena da ressurreição. Você
poderá ler seu impressionante relato em Ezequiel 37:1-14.
Quando se dará esse tão
maravilhoso acontecimento? Por ocasião do regresso de Jesus, pois assim se
expressou o apóstolo inspirado: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua
palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus,
descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os
vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens,
para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o
Senhor." I Tessalonicenses 4:16 e 17. Quando Jesus voltar, todo
aquele que aceitou o maravilhoso plano da salvação e procurou harmonizar sua
vida com a vontade divina, segundo a melhor luz que possuía, será trasladado
para as mansões celestiais. Os mortos ressuscitarão e nós reencontraremos
nossos entes queridos que partiram e poderemos tê-los em nossa companhia por
todo o sempre. Quão grandioso será aquele dia! Poder conversar com Adão, Noé,
Abraão, Isaque, Jacó, Daniel, Paulo, João e tantos milhares de filhos e filhas
de Deus que hoje se encontram no pó. Poder abraçar familiares e amigos que nós
pensávamos nunca mais rever. Essa é a maravilhosa esperança da ressurreição.
Nossa esperança não se baseia numa vida logo após a morte, nem em processos de
reencarnação, mas na ressurreição dos mortos. Que tal se preparar para aquele
inesquecível e glorioso dia? Você pode hoje mesmo tomar a sua decisão. Que Deus
o abençoe e que nos conceda a graça de estarmos juntos, em breve, nas mansões
eternas! Amém!
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