A AGONIA E SOFRIMENTO NO GETSÊMANI QUE NOS DERAM SALVAÇÃO
Ricardo
André
Na quinta-feira da Semana
da Paixão, 13 de Nisan do Calendário judaico, terminara todo o trabalho pessoal
e público de Jesus como Mestre itinerante. Iniciava agora sua caminhada em
direção à cruz, para redimir a raça caída. O verdadeiro Cordeiro Pascoal estava
para ser imolado (Jo 1:29; I Co 5:7).
À noite,
consequentemente, já era 14 de Nisan, Jesus entrou no Horto do Getsêmani com os
Seus três discípulos mais íntimos e pediu-lhes que orassem e vigiassem, para
que não entrassem em tentação. Ali, Jesus travou uma das batalhas mais dramáticas contra as hostes do mal. "Foi ali que o misterioso cálice tremeu na mão de Cristo. Ali o destino de um mundo perdido ficou em jogo. Ele recusaria ser o penhor da raça humana? Satanás cercou a humanidade de Jesus com um horror de grande escuridão, tentando-O a pensar que Deus O havia abandonado".
"Os mundos não caídos e os anjos celestiais observaram com intenso interesse, à medida que o conflito se aproximava do fim. Satanás e sua confederação do mal, as legiões da apostasia, observavam com toda atenção essa grande grise na obra da redenção. Os poderes do bem e do mal aguardavam para ver que resposta seria dada à oração que Cristo repetiu por três vezes. em meio a essa crise terrível, quando tudo estava em jogo , quando o cálice misterioso tremeu na mão do Sofredor, os céus se abriram, uma luz brilhou em meio às trevas tempestuosas da hora da crise, e um anjo que permanece na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caiu, apareceu ao lado de Cristo. Que mensagem ele trouxe? [...] Disse-lhe que não precisaria tomar o amargo cálice, que não necessitaria carregar a culpa da humanidade?"
"O anjo não foi tirar o cálice da mão de Cristo, mas fortalecer o Salvador para que o tomasse, assegurando-Lhe do amor do Pai. Foi dar poder ao Suplicante divino-humano. O anjo apontou para os céus abertos, contando-Lhe acerca das almas que seriam salvas como resultado de Seus sofrimentos [...]. Deu-Lhe a certeza de que Seu Pai era maior e mais poderoso do que Satanás, que Sua morte resultaria na total derrota de Satanás e que o reino deste mundo seria dado aos santos, pois contemplaria a multidão dos remidos salvos, eternamente salvos" (Ellen G. White, Signs of the Times, 3 de junho de 1897; Citado em Meditações Diárias 2018, p. 158).
Ele sofre em agonia e dor, apegando-se ao Pai em oração. “Pai, se possível, passa de Mim este cálice” (Mt 26:35). O pensamento da cruz que O aguardava enchia-O de horror e medo. Tamanha foi sua angústia “que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). “Enquanto o Filho de Deus Se achava curvado no Getsêmani, em atitude de oração, a angústia de espírito que experimentava Lhe forçou dos poros um suor como grandes gostas de sangue. Foi ali que O circundou o horror de grandes trevas. Achavam-se sobre Ele os pecados do mundo. Ele estava sofrendo em lugar do homem, como transgressor da lei do Pai. Ali teve lugar a cena da tentação. A divina luz de Deus ia-Lhe fugindo ao olhar, e Ele passando às mãos dos poderes das trevas. Em angústia mental, jazia prostrado na terra fria. Experimentava o desagrado do Pai. Tomara dos lábios do homem culpado o cálice do sofrimento, e propusera-Se a bebê-lo Ele próprio, dando em troca ao homem a taça da bênção. A ira que devia ter caído sobre o homem, caía agora sobre Cristo. Foi ali que o misterioso cálice Lhe tremeu na mão” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, p. 203).
"Os mundos não caídos e os anjos celestiais observaram com intenso interesse, à medida que o conflito se aproximava do fim. Satanás e sua confederação do mal, as legiões da apostasia, observavam com toda atenção essa grande grise na obra da redenção. Os poderes do bem e do mal aguardavam para ver que resposta seria dada à oração que Cristo repetiu por três vezes. em meio a essa crise terrível, quando tudo estava em jogo , quando o cálice misterioso tremeu na mão do Sofredor, os céus se abriram, uma luz brilhou em meio às trevas tempestuosas da hora da crise, e um anjo que permanece na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caiu, apareceu ao lado de Cristo. Que mensagem ele trouxe? [...] Disse-lhe que não precisaria tomar o amargo cálice, que não necessitaria carregar a culpa da humanidade?"
"O anjo não foi tirar o cálice da mão de Cristo, mas fortalecer o Salvador para que o tomasse, assegurando-Lhe do amor do Pai. Foi dar poder ao Suplicante divino-humano. O anjo apontou para os céus abertos, contando-Lhe acerca das almas que seriam salvas como resultado de Seus sofrimentos [...]. Deu-Lhe a certeza de que Seu Pai era maior e mais poderoso do que Satanás, que Sua morte resultaria na total derrota de Satanás e que o reino deste mundo seria dado aos santos, pois contemplaria a multidão dos remidos salvos, eternamente salvos" (Ellen G. White, Signs of the Times, 3 de junho de 1897; Citado em Meditações Diárias 2018, p. 158).
Ele sofre em agonia e dor, apegando-se ao Pai em oração. “Pai, se possível, passa de Mim este cálice” (Mt 26:35). O pensamento da cruz que O aguardava enchia-O de horror e medo. Tamanha foi sua angústia “que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). “Enquanto o Filho de Deus Se achava curvado no Getsêmani, em atitude de oração, a angústia de espírito que experimentava Lhe forçou dos poros um suor como grandes gostas de sangue. Foi ali que O circundou o horror de grandes trevas. Achavam-se sobre Ele os pecados do mundo. Ele estava sofrendo em lugar do homem, como transgressor da lei do Pai. Ali teve lugar a cena da tentação. A divina luz de Deus ia-Lhe fugindo ao olhar, e Ele passando às mãos dos poderes das trevas. Em angústia mental, jazia prostrado na terra fria. Experimentava o desagrado do Pai. Tomara dos lábios do homem culpado o cálice do sofrimento, e propusera-Se a bebê-lo Ele próprio, dando em troca ao homem a taça da bênção. A ira que devia ter caído sobre o homem, caía agora sobre Cristo. Foi ali que o misterioso cálice Lhe tremeu na mão” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, p. 203).
O coração de Cristo
estava tão profundamente ferido de pesar que Ele já estava derramando Seu
sangue pelos pecados da humanidade, mesmo antes de os cravos do Gólgota
atravessarem Suas mãos. Bebeu o fel da nossa culpa e vergonha a fim de nos dar
o néctar da Sua inocência e misericórdia. Por nós, esvaziou o cálice da ira a
fim de oferecer em seu lugar o cálice da reconciliação.
A
decisão que salvou o mundo
Jesus poderia abandonar
este mundo à sua sorte e voltar para Seu trono de glória no Céu, mas por amor,
sabendo que Seu sacrifício vicário era nossa única esperança, segue em frente,
decidiu cumprir o plano de misericordiosa intervenção em nosso favor. Ele e o
Pai haviam traçado esse plano muito antes que surgisse a necessidade (I Pedro
1:18-20; Ap 13:8). Misericórdia e amor infinitos estavam frente a frente com
desenfreada maldade e ódio declarado.
“Três vezes proferiu
essa oração. Três vezes recuou Sua humanidade do derradeiro, supremo
sacrifício. Surge, porém, então, a história da raça humana diante do Redentor
do mundo. Vê que os transgressores da lei, se deixados a si mesmos, tem de
perecer. Vê o desamparo do homem. Vê o poder do pecado. As misérias e os ais do
mundo condenado erguem-se ante Ele. Contempla-lhe a sorte iminente, e decide-Se.
Salvará o homem custe o que custar de Sua parte. Aceita Seu batismo de sangue,
para que, por meio dEle, milhões de almas a perecer obtenham a vida eterna.
Deixou as cortes celestiais, onde tudo é pureza, felicidade e glória para
salvar a única ovelha perdida, o único mundo caído pela transgressão. E não se
desviará se Sua missão. Sua prece agora respira submissão: “Se este cálice não
pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a tua vontade”.
“Havendo tomado a
decisão, cai moribundo no solo do qual se erguera parcialmente. Onde se achavam
então os discípulos, para pôr ternamente as mãos sob a cabeça do desfalecido
Mestre, e banhar aquela fronte, na verdade mais desfigurada que a dos outros
filhos dos homens? O Salvador pisou sozinho o lagar, e do povo nenhum com Ele
havia”.
“Mas Deus sofria com
Seu Filho. Anjos contemplavam a agonia do Salvador. Viam seu Senhor circundado
de legiões das forças satânicas, Sua natureza vergada ao peso de misterioso
pavor que tudo O fazia tremer. Houve silêncio no Céu. Nenhuma harpa soava.
Pudessem os mortais ter testemunhado o assombro das hostes angélicas quando, em
silenciosa dor, observavam o Pai retirando de Seu bem-amado Filho os raios de
luz, amor e glória, e melhor compreenderiam quão ofensivo é aos Seus olhos o
pecado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 692, 693).
Mesmo enquanto Cristo
estava implorando por foças para salvar a humanidade culpada e perdida, um
turbilhão de traição e deslealdade contra Ele estava ganhando ímpeto. Satanás
se esforçava com todo o vigor para desencorajá-Lo, traído por Judas, que o
vendeu por trinta moedas de prata, foi preso, abandonado por Seus discípulos,
que fugiram com medo. Foi levado naquela noite de páscoa perante Anás e depois
a Caifás, o sumo sacerdote, numa reunião noturna do Sinédrio, presidido por ele
(Mt 26:57-59). Anás, querendo acusar a Jesus de sedição e formação de um grupo
secreto de oposição ao poder romano dominante, como única forma de condená-Lo à
morte, nada consegue. Permite que Jesus seja esbofeteado, cuspido e zombado. “Então
Anás o enviou manietado”, ou seja, com as mãos atadas, “à
presença de Caifás, o sumo sacerdote” (Jo 18:24).
Procuravam algum
testemunho falso contra Jesus, a fim de O condenarem à morte (Mt 26:59). Entre
muitas falsas testemunhas, duas acusaram-No de que “poderia destruir o
santuário de Deus e reedificá-lo em três dias” (v. 61). Jesus permaneceu em
silêncio, numa muda resposta de concordância e noutras vezes de negação. “Ele
foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca (...) como ovelha muda perante
os seus tosqueadores, Ele não abriu a boca” (Is 53:7).
Cristo
morreu como nosso Substituto
Cristo morreu por nós,
como nosso substituto, provando a morte por todas as pessoas. Era Ele o único
sem pecado, mas Deus “fez cair sobre Ele a iniquidade de todos
nós”. Ele “foi esmagado por causa de nossas iniquidades”, as suas e as minhas. Apresentando-Se como
voluntário para receber o “castigo” por nossos pecados, Ele foi “traspassado
por causa das nossas transgressões”. Pelas Suas fatais feridas “fomos
sarados” e recebemos vida eterna (Is 53:5, 6). Cristo não hesitou em pagar o
supremo preço para redimir-nos. Se necessário, Ele estaria disposto a sofrer a
morte eterna para que, mediante a Sua morte, encontrássemos nosso caminho para
Deus. Cristo aceitou morrer em nosso lugar, recebendo a justa penalidade por
nosso pecado e culpa. Foi por isso que Ele morreu – por você e por mim.
Querido amigo leitor,
naquela quinta-feira, Judas, Anás, Caifás e muitos outros fizeram a escolha
errada, desprezando a Jesus Cristo, Deus que se fez homem (Jo 1:1-3, 14), nosso
Salvador. Pedro, embora cristão, servo de Deus falhou na hora da provação. Negou
a Jesus, mas voltou-se para o Seu querido Senhor e se converteu.
Qual é a nossa escolha
hoje? Embora falhos e vacilantes, podemos unir-nos a Pedro no arrependimento de
nossos pecados. Converter-nos a Deus e seguir em frente, numa caminhada vitoriosa
com Jesus.
Você deseja ser um fiel
discípulo de Jesus? “Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4:19). Ame
aquele que sempre amou você.
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