COMO ENFRENTAR A MORTE SEM MEDO?
Ricardo
André
A maior certeza do ser
humano é de que um dia ele vai morrer. É a única certeza que o homem não
questiona. A certeza da morte, ligada à incerteza da sua hora é fonte de
angústia durante toda a vida. O apóstolo Paulo afirmou que ela constitui o
exorbitante preço do pecado. “Portanto, da mesma forma como o pecado
entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio
a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12, NVI). A morte
atinge indiscriminadamente a todas as pessoas. Ricos ou pobres, sábios ou
indoutos, potentados ou desvalidos, jovens ou idosos, todo no seu devido tempo
são levados em seus braços frios e sinistros ao silêncio da sepultura. Querendo
ou não um dia ela irá acontecer.
No dia 17 de julho de
2007, uma aeronave de passageiros Airbus
A320-233 da TAM, saiu do Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre,
às 17h16 com destino ao Aeroporto de Congonhas em São Paulo. Já era noite
quando a aeronave pousou na pista 35L, às 18h51, e ultrapassou o fim da pista do
Aeroporto de Congonhas durante o pouso, vindo a chocar-se contra um depósito de
cargas da própria TAM situado nas proximidades da cabeceira da pista 17R, no
lado oposto da avenida Washington Luís que delimita o aeroporto. Todas as 187
pessoas que estavam no avião morreram na colisão com o prédio. Onze pessoas que
trabalhavam no prédio da TAM Express e um taxista que estava no posto de
gasolina ao lado morreram na colisão, totalizando a morte de 199 pessoas. Esse
se tornou o maior acidente aéreo da América Latina.
Que noite horrível!
Mais de uma centena de pessoas pegaram o voo 3054, porém não sabiam que aquela
seria sua última noite! Pegaram o voo, provavelmente cheios de expectativa
pelos momentos felizes que iam passar (...) porém acabaram na sepultura. Quão efêmera
é a nossa vida! Quão rápidos passam nossos dias aqui na Terra!
Jesus descreve a
conduta de um rico insensato que declarou: “E direi a mim mesmo: Você tem grande
quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e
alegre-se’. ‘Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida
lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? ’” (Lucas
12:19,20, NVI). Ele poderia contar com muitos bens, mas não poderia
contar com muitos anos, pois “Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou
a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de
sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!”, sentenciou Davi.
(Salmos
90:10, NVI).
Essa efemeridade da
vida é provada cada dia. Recordo, por exemplo, o ataque terrorista às Torres
Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque
(EUA), em 11 de setembro de 2011, coordenados pela organização fundamentalista
islâmica al-Qaeda, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam
nos edifícios. Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os
227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões.
O grande herói da
Fórmula 1, Ayrton Senna, citado na revista Veja, edição especial de 03/03/94,
disse em outubro de 1991: “Eu sou feliz! Serei plenamente feliz, talvez, se
chegar com sabedoria aos 60 anos. De qualquer forma, ainda tenho muita vida
pela frente!” Que lástima que não chegou aos 60 anos como almejara! Morreu aos
34 anos. E nós? Que certeza temos que alcançaremos 60, 70 ou 80 anos de idade?
Alguns conseguem até mais, porém, com dores, sofrimento... de um corpo que
decai diariamente.
De acordo com a Palavra
de Deus nossa vida é apenas um vapor, como a névoa que passa, como o orvalho da
manhã que se dissipa com os raios do Sol (Jó 7:6-9). Nossa vida é tênue,
frágil, é muito fugaz e veloz, como a neblina da manhã. O relógio eterno não
para! Cada badalada significa um passo mais perto da eternidade. A pergunta de
capital importância é: Uma vez que a morte é inevitável, como enfrentá-la sem
medo?
No monte da
Transfiguração, Jesus sabia que enfrentaria a morte e, como homem sujeito “aos
mesmos sentimentos” nossos (Atos 14:15), anelava consolo humano. Tinha
levado três dos Seus discípulos para deles receber conforto, mas estes se
encontravam extremamente sonolentos. Assim, Deu, o Pai supriu a Sua
necessidade, enviando Moisés e Elias para falar com Jesus acerca de sua morte e
confortá-Lo (Lucas 9:28-35). Moisés enfrentou uma situação semelhante quando
subiu sozinho o solitário monte Nebo, sabendo que ali morreria. O líder hebreu
teria morte natural, mas Jesus enfrentaria seu destino às mãos dos líderes de
Sua nação. Assim, o Pai acrescentou uma mensagem de ânimo vinda do Céu: “Este
é o Meu Filho, o Escolhido; ouçam-No!” (v.35, NVI).
Mais de 50 anos depois,
na solitária ilha de Patmos, Jesus apareceu a João como “o Filho do Homem” (Ap
1:13), conservando ainda a natureza humana, e assim identificando-Se com João.
O discípulo deve ter-se emocionado muito. Ele não foi consolado por dois homens
que tinham voltado à Terra, mas por um Deus-homem que proclamou: “(...)"Não
tenha medo. Eu sou o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas
agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades” (Apocalipse
1:17,18, NVI).
Caros amigos, todos nós
podemos enfrentar a morte antes que Jesus volte. As palavras de Jesus: “Não
temas (...) Sou Aquele que vive (...) Tenho as chaves da morte” são
para cada um de nós. Porque Ele vive, nós também viveremos. A ressurreição de
Jesus não é simplesmente a história de um escape temporário da morte e da
sepultura. Jesus não viveu para morrer de novo. Sua proclamação sacode o mundo:
“Eis
que estou vivo pelos séculos dos séculos”; essa é a altissonante
palavra de vitória definitiva de um Conquistador sobre a morte. A obra da morte
terá um termo; sua história um ponto final. Será finalmente destruída no último
dia (I Co 15:26 e 27). Como Cristo, o Deus-homem vivo, venceu a sepultura, nós
podemos enfrentar a morte destemidamente! Ele nos dará um dia a vida eterna (Ap
21:1-4). “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (João 2:25).
Recebemos a esperança
de Vida Eterna quando reconhecemos e aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas
(João 17:3) e passamos a viver “em esperança da vida eterna, a qual Deus,
que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (Tito 1.2).
Creia e receba a Vida
Eterna em Jesus!
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