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Mostrando postagens com o rótulo Catolicismo

EM NOTA DOUTRINAL, PAPA LEÃO XIV RECONHECE QUE MARIA NÃO É REDENTORA DO MUNDO

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Ricardo André Na semana passada, o mundo cristão foi surpreendido com uma Nota do Vaticano, publicado em 4 de novembro de 2025, e aprovado pelo Papa Leão XIV, declarando que Maria, mãe de Jesus, não deve ser chamada de “corredentora”. ( Vatican News ) Segundo o documento, intitulado “Mater Populi Fidelis” (A Mãe do Povo Fiel), o uso desse título “ofusca a mediação única de Cristo”, e por isso, os católicos do mundo todo são instruídos a não se referirem a Maria como redentora do mundo. Assim, embora a Igreja Católica continue a honrar Maria de modo elevado, esta instrução marca uma clarificação e limitação de como certos títulos devem (ou não) ser usados para que a centralidade de Jesus Cristo como único Redentor fique explícita. Essa decisão, embora interna ao catolicismo, tem implicações teológicas profundas - e também abre uma porta dentro do catolicismo para a reafirmação de uma verdade central do Evangelho: Somente Jesus Cristo é o Redentor da humanidade! Nesse artigo, portanto,...

TEMPO DA QUARESMA E A BÍBLIA SAGRADA

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  Por Felipe Lemos* O que a Bíblia fala sobre espiritualidade e práticas constantes no relacionamento com Deus? E por que isso difere do conceito da Quaresma? Passadas as festividades do Carnaval, um termo tem chamado a atenção, especialmente no contexto brasileiro. Ele possui fundo religioso. É o período conhecido como Quaresma. A palavra vem do latim quadragésima ou quadragésimo dia. É historicamente presente nas tradições católica romana e católica de rito oriental, ortodoxas e até mesmo em certas denominações protestantes históricas. Consiste em um período de 40 dias que antecede a Páscoa, marcado pela necessidade de observância de penitências, jejum, oração e caridade. No catolicismo romano, o período costuma iniciar na Quarta-Feira de Cinzas (último dia das festividades do Carnaval). Segundo artigo do professor de teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Washington Paranhos, “nos primeiros séculos não temos registro da Quaresma entre os cristãos. A Páscoa ...

CONFESSAR O PECADO AO SACERDOTE OU A DEUS?

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“Qual a necessidade de confessarmos os nossos pecados a padres? Não é suficiente confessar a Deus? Será que um sacerdote, padre, pastor ou profeta pode perdoar os pecados, ou receitar um modo pelo qual isso possa ser feito?” De acordo com a Bíblia a resposta é não! Mas, o que dizer do caso de Saul, que pede perdão de seu pecado a Samuel? (1 Samuel 15:25). É evidente que Saul se esqueceu de que seu pecado era contra o Senhor e não era contra Samuel. Ele estava mais preocupado em reaver o prestígio perante o povo, do que em obter perdão da grave falta de desobediência que cometeu. Em Marcos 2:7 fica muito claro que os próprios judeus, que ainda se achavam sob o sistema sacrifical, sabiam muito bem que só Deus poderia perdoar os pecados. O que eles não reconheciam, porém, é que Jesus também era Deus, tendo portanto essa prerrogativa. Sob o sistema cerimonial o sacerdote presidia à confissão das pessoas, mas não proferia realmente palavras de perdão. Sua aceitação do sacrifício sim...

A CRENÇA CATÓLICA DA TRANSUBSTANCIAÇÃO É BÍBLICA?

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Ricardo André Pouco antes de Sua crucificação Jesus institui a Santa Ceia ao término da refeição pascoal preparada pelos Seus discípulos (Mt 26:17-30; Mc 14:12-26; Lc 22:7-23). Dois elementos constituem este rito: O pão sem fermento e cálice com o suco da videira. Jesus explicou nitidamente que o pão era Seu corpo e o cálice, Seu sangue. E os discípulos foram ordenados a “comerem” seu corpo (e a beberem o cálice). O evangelho de João, capítulo 6, fala de comer a “carne” e beber o “sangue” de Cristo. Esta cerimônia recebe, hoje, o nome de Santa Ceia pela maioria das igrejas evangélicas, para indicar a origem da cerimônia; de Eucaristia , pela Igreja Católica, que enfatiza a ação de graças pelas boas dádivas de Deus. Outras igrejas cristãs chamam-na de comunhão , para indicar a comunhão com Cristo. Segundo a crença católica, após o padre consagrar a hóstia (pão) e o vinho, esses elementos sofrem uma “mudança substancial”, transformando-se literalmente no corpo e sangue de Je...

LIVROS APÓCRIFOS

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Ozeas C. Moura  Por que nas versões católicas da Bíblia o livro de Daniel tem os capítulos 13 e 14? M. Gonçalves Para os protestantes, os acréscimos dos capítulos 13 e 14 ao livro de Daniel fazem parte da literatura apócrifa, que foi adicionada pela Igreja Católica, no Concílio de Trento (1545-1563), ao material canônico do Antigo Testamento. Por sua vez, os católicos chamam essa literatura de deuterocanônica, pois defendem sua inspiração e acréscimo posterior à coleção de livros do Antigo Testamento. Os apócrifos que constam nas versões da Bíblia católica foram produzidos no período intertestamentário (425 a.C. a 120 d.C) e são os seguintes: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, além de acréscimos ao livro de Ester e de Daniel. No caso desse último, o capítulo 13 narra a história de Susana e a participação do adolescente Daniel no julgamento dela, enquanto que o capítulo 14 relata Daniel explodindo um dragão, que representava o deus Bel, e ...