A MAIOR NOTÍCIA DA HISTÓRIA: ELE RESSUSCITOU!
Ricardo André
“Ele não está aqui;
Ressuscitou” (Mt 28:6).
Essas palavras,
proclamadas pelo anjo às mulheres naquela manhã de domingo, ecoam através dos
séculos como a mais poderosa declaração de vitória já anunciada à humanidade.
Diante de um sepulcro vazio, Deus revelou ao mundo que o poder da morte foi
definitivamente quebrado por Aquele que possui as chaves da morte e do
sepulcro. O domínio sombrio da morte foi vencido por Cristo, que desceu às
profundezas do abismo e de lá retornou glorioso e triunfante.
Por isso, a fé cristã
não está fundamentada apenas na cruz, mas também — e inseparavelmente — na
tumba vazia. É verdade que muitos, inclusive não cristãos, reconhecem a
existência histórica de Jesus de Nazaré e sua morte na cruz. Testemunhos
antigos confirmam esse fato, como o do historiador romano Tácito (57-117 d.
C.), que escreveu: “Nero [...] infligiu as mais requintadas torturas a uma
classe odiada por suas abominações, chamada de cristãos [...] pela populaça.
Christus, que deu origem ao nome, sofreu a penalidade máxima durante o reinado
de Tibério, nas mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos” (www.causeofjesusdeath.com/jesus-in-secular-history).
Não há dúvidas quanto à
crucificação de Jesus. O grande desafio para muitos está na ressurreição.
Afinal, a execução de um judeu pelos romanos era comum na Judeia do século I.
Mas um homem morto voltar à vida ao terceiro dia? Essa é uma afirmação
extraordinária — e justamente por isso, transformadora.
Contudo, sem a
ressurreição, o cristianismo perde completamente seu sentido. O apóstolo Paulo
declarou: “E, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também
é inútil a fé que vocês têm” (1 Co 15:14, NVI). E ainda afirmou: “Se é somente
para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os
mais dignos de compaixão” (1 Co 15:19, NVI).
A cruz, por si só,
precisava ser seguida pela ressurreição. Pois é na vitória sobre a morte que
encontramos a garantia da nossa própria vitória. O domingo da ressurreição não
foi apenas mais um dia — foi o dia em que o céu proclamou que a morte não teria
mais a palavra final.
A
ressurreição de Cristo: uma verdade revolucionária
Ao longo da história,
muitos tentaram explicar a tumba vazia de outras formas. A primeira tentativa
surgiu ainda nos dias de Jesus, quando líderes religiosos subornaram soldados
para espalhar a versão de que os discípulos haviam roubado o corpo enquanto
eles dormiam (Mt 28:11-15).
Mas essa explicação não
se sustenta. Como poderiam testemunhar um roubo se estavam dormindo? Além
disso, soldados romanos que falhassem em seu dever eram severamente punidos —
frequentemente com a morte. E ainda: seria plausível imaginar discípulos
assustados, desarmados e desorganizados enfrentando guardas treinados e
removendo uma pesada pedra que selava o sepulcro?
Se aceitarmos a hipótese
de fraude, enfrentamos um problema ainda maior: como explicar o surgimento de
um movimento moral e espiritual tão poderoso baseado em uma mentira deliberada?
Seria necessário admitir que os apóstolos, sabendo que tudo era falso,
escolheram sofrer perseguições, prisões e até a morte por algo que eles mesmos
inventaram.
Para ilustrar esse
absurdo, pense no escritor Leon Tolstói, autor de Guerra e Paz. Ele criou personagens fictícios, fruto de sua
imaginação. Agora imagine se ele insistisse que tais personagens eram reais e
estivesse disposto a morrer por isso. Isso seria irracional.
Da mesma forma, os
discípulos não morreriam por algo que sabiam ser mentira. O que explica sua
transformação radical — de homens amedrontados em testemunhas ousadas — é uma
única realidade: eles estavam convencidos de que Jesus havia realmente
ressuscitado.
Após Sua ressurreição,
Cristo apareceu repetidas vezes aos Seus seguidores. Com isso, Ele queria que
“ficassem familiarizados com Ele em Seu corpo ressurgido e glorificado” (Ellen
G. White, O Desejado de Todas as Nações
[CPB 2004], p. 829), e ainda permitir que Jesus os preparasse para a tarefa
de proclamar as boas-novas de salvação para o mundo. Como escreveu Ellen G.
White: “Durante esses dias que Cristo passou com os discípulos, eles adquiriram
nova experiência. Ao ouvirem o querido Mestre explicar-lhes as Escrituras à luz
de tudo quanto acontecera, sua fé foi inteiramente firmada nEle. Chegaram ao
ponto em que podiam declarar: ‘Eu sei em quem tenho crido’. II Tim. 1:12.
Começaram a compreender a natureza e extensão de sua obra e a reconhecer que
deveria proclamar ao mundo as verdades a eles confiadas. Os acontecimentos da
vida de Cristo, Sua morte e ressurreição, as profecias que apontavam para esses
acontecimentos, os mistérios do plano da salvação, o poder de Jesus para
remissão de pecados – de todas essas coisas haviam eles sido testemunhas e deviam
torná-las conhecidas ao mundo. Deviam proclamar o evangelho de paz e salvação
mediante o arrependimento e o poder do Salvador” (Atos dos Apóstolos, p. 27). De um grupo abatido,
espalhado e assustado (Mt 26:56; Mc 14:50; Lc 24:17; Jo 20:19) eles se tornaram
um grupo espiritualmente poderoso de homens e mulheres que proclamavam
corajosamente a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, o Messias de Israel e
do mundo. Obviamente, eles criam que Jesus tinha ressuscitado, pois dedicaram o
restante da vida a proclamar aquela verdade (I Co 15:3-6).
Nossa
esperança fundamentada na ressurreição
A única explicação
coerente para a tumba vazia é a ressurreição de Cristo. E é justamente nela que
repousa a nossa esperança.
Sem a ressurreição,
tudo termina na morte. A vida perderia seu sentido final, e o desespero
prevaleceria. Mas porque Cristo vive, nossa fé não é vazia. Ele é, como afirma
Paulo, “as primícias dos que dormem” (I Co 15:20) — a garantia de que a morte
não é o fim, mas apenas um sono temporário para os que estão em Deus.
Essa verdade traz
consolo profundo. Diante da morte, não somos abandonados ao vazio, mas
sustentados pela promessa da vida eterna. Quando sepultamos nossos entes
queridos, não o fazemos sem esperança. Podemos, ainda em meio à dor, cantar com
fé: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã...” Essa certeza transforma nossa
visão da vida e da morte. Cristo declarou: “Porque Eu vivo, vós também
vivereis” (Jo 14:19).
Essa promessa ecoa como
um farol em meio à escuridão: a morte não é o ponto final da história humana.
Um
chamado à proclamação
Após anunciar a
ressurreição, o anjo deu uma ordem clara às mulheres: “Venham ver o lugar onde
ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dentre os
mortos (...)” (Mateus 28:6,7, NVI).
Note bem: não basta
apenas contemplar — é preciso anunciar.
A experiência da tumba
vazia nos transforma em mensageiros. Somos chamados a compartilhar essa
esperança com o mundo: com familiares, amigos, colegas de trabalho e todos ao
nosso redor.
Hoje, o convite
permanece o mesmo: Vá. Veja. E anuncie.
Porque Ele vive, há
esperança.
Porque Ele vive, há
futuro.
Porque Ele vive, a
morte foi vencida.
Louvado seja Deus!

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