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O QUE HÁ DE ELIAS EM CADA UM DE NÓS

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  Vinícius Mendes de Oliveira* “Eis que Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml 4:5-6). “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu” (Tg 5:17). Os textos acima reúnem duas informações importantíssimas para o povo de Deus em nossos dias. Malaquias termina seu livro profetizando a respeito da vinda de Elias, antes do aparecimento do Messias. Naturalmente, o profeta estava prevenindo sua nação para o fato de que o Senhor visitaria Seu povo e que este deveria estar preparado. Deus abençoou Seus filhos, utilizando um homem com o poder e a virtude de Elias. No que diz respeito ao primeiro aparecimento de Jesus, essa profecia se cumpriu em João Batista. No entanto, Jesus em breve v...

CRISTO MORREU POR NÓS

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  Ellen G. White* Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito. 1 Pedro 3:18. A cruz do Calvário apela para nós com poder, proporcionando uma razão por que devemos amar a nosso Salvador e por que devemos torná-Lo o primeiro, o último e o melhor em tudo. Devemos tomar o lugar que nos compete em humilde penitência aos pés da cruz. Aí, ao vermos nosso Salvador em agonia, o Filho de Deus morrendo, o justo pelos injustos, podemos aprender lições de mansidão e humildade de espírito. Contemplai Aquele que com uma palavra podia chamar legiões de anjos em Seu auxílio, sendo objeto de zombaria e hilaridade, de insulto e ódio. Ele Se entrega como sacrifício pelo pecado. Ao ser insultado, não ameaça; ao ser acusado falsamente, não abre a boca. Ele ora na cruz por Seus assassinos. Está morrendo por eles; está pagando um preço infinito por cada um deles. Suporta a pena dos pecados d...

POR QUE ALGUMAS PESSOAS NÃO ESTARÃO NO CÉU

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G. Ralph Thompson * Há na parábola das dez virgens muitas lições espirituais. As dez professam fé pura; não há diferenças externas entre as cinco prudentes e as cinco loucas; todas parecem cristãs; têm o mesmo comportamento; agem do mesmo modo; todas têm o nome nos livros da igreja, e desfrutam todas de bom conceito na congregação. A lição que aprendemos aqui é que não basta alguém apresentar-se do melhor modo no sábado e ir à igreja para ser considerado necessariamente um cristão. O que é de mais significativo nesta parábola é que, no que diz respeito ao comportamento das dez virgens, estavam perfeitamente conformes com todas as normas da igreja. Nada havia no comportamento e estilo de vida das cinco virgens loucas que permitisse a censura da Comissão da igreja. Há uma lição também nas lâmpadas e no óleo. As lâmpadas representam a Palavra de Deus. O óleo representa o Espírito Santo. Quanto tempo os membros da igreja despendem com a Palavra de Deus? Têm o Espírito Santo para ilum...

DECRETO DOMINICAL

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  Flávio Pereira da Silva Filho* O que levou o imperador romano Constantino a estabelecer oficialmente o domingo como dia de repouso há 1.700 anos     Uma das perguntas da área de História que apareceram na prova da segunda fase do vestibular da Fuvest deste ano teve que ver com a transformação do cristianismo de religião perseguida em religião do Estado. O ponto em questão era o que levou o Império Romano a adotar o cristianismo como religião oficial. Uma das possíveis respostas para essa pergunta está na busca do Império Romano por um ponto de apoio que contribuísse para a sua estabilização. E o cristianismo, que estava em franca expansão, apesar das perseguições, possuía características para potencializar essas aspirações. Com base nessa hipótese, O Livro da História (Editora Globo, 2017, p. 67) diz que o cristianismo se tornou uma ferramenta para a unidade e uma validação da autoridade imperial. Nesse sentido, em 313 d.C., o imperador Constantino concedeu l...

DESFECHO INESPERADO

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  Bruno de Azevedo Lourenço O que fez do adventismo o maior movimento protestante doutrinariamente unificado ao redor do mundo “Nossas expectativas foram elevadas e esperamos pela vinda de nosso Senhor até que o relógio apontou meia-noite. O dia se passou, e nosso desapontamento se tornou uma certeza. Nossas maiores esperanças e expectativas foram destroçadas e um espírito deprimente tomou conta de nós como nunca antes. Parecia que a perda de todos os amigos terrenos não poderia se comparar com essa dor. Nós choramos e choramos até o dia amanhecer” (Review and Herald, 23/6/1921, p. 4-5). Foi assim que Hiram Edson definiu a tristeza daquele grupo. Sermões e mais sermões sobre a segunda vinda de Cristo haviam sido proferidos. O 22 de outubro de 1844 havia chegado, mas o dia terminou e Ele não veio. Um grupo que passou por um desapontamento tão grande como esse simplesmente poderia enfraquecer até a completa extinção. No entanto, a menor porção daquele pesaroso movimento perseve...

AS ESCRITURAS E A EXPERIÊNCIA

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Alberto R. Timm* A Reforma Protestante do décimo sexto século foi originalmente baseada no princípio hermenêutico de sola Scriptura (a exclusividade das Escrituras). Muita ênfase foi colocada sobre o significado gramático histórico do texto bíblico. Outras fontes de conhecimento religioso, tais como tradição, razão, e experiência, eram consideradas como aceitáveis somente se estivessem em harmonia com aquilo que era entendido como os ensinos da Palavra de Deus. Mas este tipo de aproximação tem perdido seu poder sob a influência do existencialismo filosófico, teologia do encontro, Pentecostalismo, e pós modernismo. Hoje, muitos Cristãos confiam mais em sua própria experiência subjetiva do que nos ensinos objetivos das Escrituras. Por contraste, os Adventistas do Sétimo Dia vêm a si mesmos como um movimento profético especial do tempo do fim levantado por Deus para manter “a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas base de todas as reformas.” 1 Contudo, se a verdadei...

O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

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  Cristhian Alvarez Zaldúa* O significado de João 17:3 e suas implicações no debate sobre a Trindade Um dos textos bíblicos utilizados por adeptos do antitrinitarianismo para negar a divindade de Cristo é João 17:3: “A vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Segundo eles, essas palavras proferidas por Jesus aos discípulos, antes da Sua morte, são evidência de que para Ele somente o Pai é Deus, porque, se para Cristo o Pai é o “único Deus verdadeiro”, evidentemente que Ele, Jesus, não pode ser Deus igual ao Pai. 1 Deve-se notar que, para os antitrinitarianos, esse é um argumento irrefutável que anula completamente a doutrina da Trindade. Portanto, é preciso analisar o assunto com cuidado. Problemas de interpretação Antes de analisar o texto de João 17:3, dois problemas que impedem os antitrinitarianos de entender corretamente a doutrina da Trindade devem ser destacados: (1) confusão em relação aos conceitos e (2...