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COMO SE DESENVOLVEU A SEPARAÇÃO ENTRE JUDAÍSMO E CRISTIANISMO

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  Por Sérgio Monteiro* Entenda a questão histórica e teológica que explica esta separação e como isso chegou até os tempos atuais na realidade do cristianismo. Segundo artigo da série sobre cristianismo e judaísmo aponta como esta cisão se deu ao longo da história. O primeiro século da era cristã terminou com discussões de identidade e o início de relações atribuladas entre cristãos e judeus. Um fato importante, contudo, é que os primeiros ainda eram judeus, cujas doutrinas e crenças estavam ainda dentro do pano de fundo judaico geral, conhecido naqueles tempos. Ao sairmos desse século, não podemos deixar de notar que a identidade judaica fluida foi deixada para trás, após a quase destruição do judaísmo no ano 70. A necessidade de fixação de uma identidade que não fosse demasiadamente aberta e ampla, foi uma decisão tomada pelos principais partidos sobreviventes, fariseus E cristãos. Nesse processo, as diferenças passaram a pesar muito mais do que as similitudes e essas fo...

AS ORIGENS DA SEPARAÇÃO DO CRISTIANISMO E JUDAÍSMO

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  Por Sérgio Monteiro* Como historicamente as correntes do cristianismo e judaísmo conviveram, inclusive dentro daquilo que pode ser lido nos textos do Novo Testamento?     Há aspectos importantes a serem compreendidos historicamente na relação entre cristianismo e judaísmo. Ao contrário do que muitos podem pensar, o antissemitismo não é um fenômeno moderno, surgido do nazismo.   Não é nem mesmo uma criação do século 19. De fato, o antissemitismo existe já desde muito tempo. Pode ser encontrado de forma mais ou menos explícita desde a partir do segundo século da era cristã.   É representativa dessa posição a declaração de Ignácio de Antioquia, em sua carta aos Magnésios 10:1, segundo a qual “são monstros os que falam de Jesus, ao mesmo tempo que praticam o judaísmo.” O objetivo desse artigo não é expor de forma completa e aprofundada as raízes do antissemitismo, muito menos todos os fatores e variáveis que podem ser identificadas na gênese e no process...

SOBREVIVENDO À DOR DO LUTO

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Denny Rengifo Os cristãos podem acreditar que a fé em Cristo e a perspectiva da vida eterna vão fazê-los superar a necessidade de sofrer a dor da perda, a necessidade de chorar e a necessidade de serem totalmente humanos. Entretanto, em vez de negar a dor da situação humana, é a fé e a constante presença de Deus que nos capacita a viver o luto, mas com esperança. A dor que ela sentia era inexprimível e eu fiquei sem palavras. Sentia como que se irradiando dela e espalhando-se como nuvens de escuridão em uma tempestade. Ela estava sentada do lado de fora de uma sala da UTI, enquanto olhava para o seu filho agonizando, através do vidro de uma porta fechada. Essa porta era o local mais próximo que ela podia chegar dele naquela hora, então ela estendeu a mão para abraçar, beijar e acariciar o vidro em sua tentativa inútil de alcançá-lo. Fiquei ali parada ao lado dela, em silêncio, tocando seus ombros, testemunhando a sua dor. Nos últimos quatro anos, tenho trabalhado como capelã de u...

O TEMPO ESTÁ SE ESGOTANDO

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  Ricardo André Na manhã do dia 24 de agosto do ano de 79, Pompeia e a cidade vizinha de Herculano, cidades do Império Romano, foram totalmente soterradas pela violenta erupção do vulcão Vesúvio. Grandes rochas que tapavam a cratera foram lançadas a até 30 mil metros de altitude, uma coluna de fumaça gigantesca se formou e em seguida lava incandescente começou a se jorrar e descer o monte a uma velocidade de quase 100 km/h. Muitos dos seus habitantes, assim como suas construções foram soterradas quase que instantaneamente sob espessa camada de cinzas procedentes do vulcão. A cidade foi completamente esquecida durante séculos, e somente cerca de 1700 anos depois da tragédia Pompéia foi redescoberta. Iniciaram-se então obras de escavações para remover uma camada de 4 a 25 metros de cinzas vulcânicas que revelaram uma cidade incrivelmente bem preservada. Até cadáveres foram bem preservados em posições em que se encontravam no momento da tragédia, o que posteriormente possibilitou ...

A PROFECIA CONECTANDO PESSOAS A JESUS

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  Merlin D. Burt “Deus prometeu dar visões nos ‘últimos dias’, não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica.” — Ellen G. White. Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas…” (Hebrews 1:1)1 A profecia, ou a comunicação profética, é um dos principais meios através do qual Deus revela a Si mesmo e os Seus propósitos ao Seu povo e prediz os Seus planos para o futuro. Através da palavra profética, Deus Se conecta conosco em um nível profundo e pessoal. Embora esteja acima de nós e além da nossa compreensão, Ele ainda Se aproxima de nós pela obra do Espírito Santo que pode chamar a nossa atenção e tocar o nosso coração de muitas maneiras, mas, a maneira mais clara e mais confiável é através da revelação especial que chega até nós por meio da Bíblia Sagrada e da revelação profética. “As profecias que o grande EU SOU nos deu em Sua Palavra, unindo elo com...

BATER PALMAS NA IGREJA

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Ángel Manuel Rodríguez* Reprovada durante muito tempo e mais comum hoje em algumas congregações, essa prática tem apoio bíblico? Bater palmas durante o culto está se tornando mais popular em muitas igrejas adventistas ao redor do mundo. Porém, bater palmas vai ter significados distintos em variadas culturas. Na Bíblia, essa manifestação aparece associada a práticas sociais e religiosas e quatro verbos hebraicos são usados para expressar esse gesto (macha’, nakah, saphak, taqa’), todos eles usados em associação com o substantivo “mão” (do hebraico kaf). As referências bíblicas que encontrei sobre bater palmas estão associadas com os aspectos a seguir. 1. Alegria pela entronização de um rei. Essa é uma função social do gesto. Por exemplo, os que presenciaram a introdução de Joás como herdeiro legítimo ao trono de Judá bateram suas mãos e gritaram: “Viva o rei!” (2Rs 11:12). Nos Salmos, por sua vez, temos convites para que as pessoas batam palmas ao Rei da Terra (Sl 47:1) e para qu...

A POLÊMICA SOBRE A LEI DOMINICAL

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  Marcos De Benedicto* Razões para crer no impensável Em uma democracia, será que a voz da maioria deve predominar sempre ou é preciso proteger o direito legítimo das minorias? Houve uma fase na história estadunidense em que a elite usava o argumento de que democracia é sinônimo de maioria. Porém, no século 19, as minorias reagiram contra a “tirania” da maioria e ajudaram a redefinir a democracia do país. Mais tarde, os adventistas, interessados na liberdade de consciência e no direito de adorar no sábado bíblico, fizeram parte dessa luta. Ao mesmo tempo, a partir dos anos 1820 e 1830, líderes protestantes começaram a defender a premissa de que a maioria moral deveria controlar a crescente democracia da nação. Kyle G. Volk documenta esses embates no livro Moral Minorities and the Making of American Democracy (Oxford University Press, 2014). Será que a história se repetirá? Poderia um “sábado” do interesse da maioria ser imposto ao mundo? Desde os estágios iniciais do adventis...